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Coração de Robot - Capitulo 35 - És um Monstro! Odeio-te!

Capitulo 35 - És um Monstro! Odeio-te!

David

O bolo de chocolate que a Luisy havia confeccionado para eu comer estava cada vez melhor, e quase que ficava tão cheio de o comer que não tinha mais espaço para nada. Só que não podia perder a minha hora a comer, tinha trabalho para desenvencilhar.

Dei um beijo na bochecha da senhora agradecendo muito pela surpresa boa que havia feito para mim... Sim porque o bolo havia sido uma autentica surpresa..

- Obrigada Luisy! O bolo estava divinal!

- Oh menino, só quero ver alimentado, e terei muito gosto em fazer muitos outros..

- Olhe que vou ficar mal habituado.. - ri-me. - Bem vou indo, antes que as flores peçam a minha demissão e depois ai terei um problema muito grande, pois já não poderei mais comer seus bolos maravilha. - ela riu-se e pegou num pano para me dar no casaco.

Corri para a porta, lançando beijos de lá e depois retomando o meu ar de menino do jardim responsável. Caminhei tranquilamente pelo jardim, lembrei que antes de retomar a rega das roseiras, precisava de passar na estufa, principalmente dar conta nas orquídeas que eram muito delicadas como vidro. Peguei no regador e deixei-me levar nessa rega calma e harmoniosa.

Alice Robot

Tinha na minha real ideia de ir no jardim hoje, para poder desfrutar do perfume suave que as flores tinham para dar, mesmo que eu não pudesse dele sentir. Ainda mais era não só pela rosas, mas também por meu David que estaria lá cuidando do que era nosso.

Tratei de sair do quarto feliz, desci as escadas quase que num compasso de dança. Já no andar inferior, lancei uma olhada no piano, e que apetecível estava de tocar, só que a saudade era muita, mas a resistência nula.

Flutuei ate ao piano de cauda, sentei e levantei o coberto tampo das teclas do piano, e comecei a tocar nota, por nota. A melodia foi saindo como um vento levado para o alem.

David

A harmonia de ouvir a simples quedar da agua foi quase que substituída por um novo som, parei de fazer o que fazia, e fiquei em silencio ouvindo com maior precisão o que acontecia. Na mistura do meu silencio estava a melodia, era Alice quem tocava, de certeza, porque a forma como som ecoava era apenas seu.
Obriguei a mim mesmo a sair de onde estava, passo por passo, fui aproximando da janela. Não sabia dizer se era certo ou errado que na verdade fazia, mas que era preciso isso eu sabia.

No lugar do meu coração fui sentindo uma leve mistura de sentimentos, que lutavam entre si para ganhar um único lugar. A verdade é que o amor, estava a perder para o ódio, e em consequência disso, aquele nojo, vinha a tona da questão.

Esperei sensivelmente que a sua melodia termina-se, que ela surgiu-se da borda janela, como numa sombra de um primeira impressão. O compasso melodiar foi acentuando, isso significava o fim. Fechei os olhos, a hora chegava. O tampo fechou, ela levantou, a sua sombra surgiu.

Alice Robot

Quando terminei de tocar, olhei a janela, e vi uma igual sombra, David, havia chegado ate mim, graças ao som maravilhoso que deixava escapar. Levantei, afastei as cortinas, abri a janela, caminhado depois na sua Direcção, dando um beijo em seus lábios, que neste momento pareciam tensos, frios e distantes.

- O que se passa David? - perguntei, sem medos, sem receios.

Ele estava em completo silencio, isso me preocupava.

- Fiz alguma coisa que não devia, é isso? Se fiz, peço desculpa. - tentei remediar um problema ao qual nao estava efectivamente ciente.

- O problema és tu mesmo! - sussurro ele de cabis baixo.

- Como? - não entendi.

- És tu, e não te faças de desentendida, porque sabes perfeitamente do que estou a falar.

Eu continuava sem perceber, a menos que a circunstancia da sua mudança repentina, apenas se referi-se ao facto de eu ser aquilo que era. Era a única explicação que neste momento encontrava. Ele devia estar a odiar-me tanto, que o desprezo que ele transmitia para mim, era de tal modo tão grande que ate doía muito.

- Já que não queres dizer, eu então eu vou dizer na tua cara de mental, ou de plasticina, silicone, o que seja.. - suspirou. - És uma robot! Como podes-te todo este tempo manter-te no anonimato existencial? Hum? - ele estava exaltado. - Como é que eu pude simplesmente me apaixonar, justamente por uma coisa como tu? - fechei os olhos ao ouvir todas as suas palavras odiosas. - Pois, eu sou um simples jardineiro que de esperto nada tem, não? Porque facilmente deram a volta em cima de mim, e olha só.. conseguiram, mas desta vez, que descobri tudo, há.. não vou deixar que continues a usar-me.

- Eu não te usei! - respondi involuntariamente, abrindo os olhos segundos depois. - Eu queria contar-te a verdade, não o fiz por medo, porque sabia que ias acabar por reagir assim... - cortou.

- Isto ainda não é nada.. Tu me enganas-te, não tenho perdão para isso. Nem que fosse hoje ou amanha a contares essa história que ate já mete impressão. - voltou costas para mim, dando um passo a frente quando por ventura, num gesto involuntário, levantei a mão para tocar em seu ombro. - Há.. e antes que me esqueça, tenta não aparecer mais na minha vida, porque sabes, metes nojo. És um monstro e eu odeio-te! - dito isto saiu rumo a estufa.

Fiquei de rastos, queria muito ir atrás dele, suplicar perdão, mas não ia dar em nada, porque ele não ia voltar com sua palavras atrás. Ele odiava-me profundamente, e eu agora estava sozinha.

Não tinha vontade de viver, porque a minha real existência, essa havia deixado de fazer sentido, a partir do momento em que David, havia deixado de acreditar em nós.

Queria chorar, mas não podia, queria morrer, mas não conseguia, então só encontrava uma maneira coerente para acabar com o meu sofrimento, e com o dele. Pedindo ao meu criador para me desligar definitivamente. Pois ao fazer isso sabia que muitas vidas retomariam sua rotina, mas a minha nunca mais voltaria a ser a mesma, nunca.

Entrei dentro da sala, decididamente fechei a janela, juntei cortinas, e depois de deitar uma ultima olhada ao piano, cravei o meu olhar no corredor de acesso ao escritório de Jasper. Trilhei nesse sentido, cheguei na porta, bati. Abri uma misera fresta, colocando a cabeça de dentro e perguntando.

- Posso entrar? - ele olhou para mim, tirando a sua atenção dos papeis que examinava.

- Claro! - levantou-se para me receber. - O que te trás aqui? Algum problema?

- Jasper.. - peguei nas suas mãos. - Eu quero que me desligues! - disse.

Ele puxou para sentar no pequeno sofá de canto, mantive o meu olhar, sem tirar aquela ideia de mente.
- Alice explica-me melhor essa história! Porque a tua mudança, assim?

Baixei o olhar gradualmente, ate ficar fixo apenas na mesuras do chão.

- David descobriu que sou uma robot, e odeia-me profundamente.

- Eu posso ajudar, não precisas de tomar uma decisão radical.. - levantei o olhar, e pousei a mão ao seu ombro.

- A minha decisão esta tomada, não vou voltar atrás! - levantei. - Leva-me para o laboratório, porque é lá o meu lugar. - ele acenou afirmativamente, levantando e seguindo lado a lado comigo.

Abriu a porta do esconderijo e depois descemos juntos as escadas de acesso restrito, apenas criado por ele, com muita definição robótica. Ao longe já conseguia ver o meu amigo de longa luta, Zaza que de algum modo estava feliz por voltar a encontrar-me.

- Alice! Alice! - levantou as mãos animado, acendendo todas as suas luzes coloridas.

- Zaza! - aproximei-me dele. - Como estas meu amigo?

Enquanto Jasper preparava tudo para que eu pudesse ser instalada, aproveitei para conversar com o meu fiel amigo.

- Estou bem, sempre animado e tu minha amiga? O que fazes aqui?

- Eu não estou muito bem, quero ser desligada. Desculpa meu amigo, mas eu não posso contar mais nada. - voltei para Jasper.

Ele me deitou em uma maca de metal, cheia de luzes, e fios. Mantive os meus olhos abertos fixando o tecto carregado de luzes, dignas de um bloco operatório.

- Tens a certeza que é isto que queres? - perguntou uma vez mais antes de desligar.

- Sim.. - fechei os olhos, esperando o meu fim. - Adeus! - foram as minhas ultimas palavras, antes de sentir o fim da corrente passar meu corpo e em consequência disso o fim de meus dias e sofrimento permanente.


Kim

Depois de descobrir a ligação de Alice com Maria, fiquei com uma ligeira boa impressão, afinal ela burra não tinha nada e bem que a sua chantagem era gratificante. Só que havia um problema, a vida de Alice, tinha de ser minha, o marido, meu. Por isso Maria tinha de ficar de fora, mas muito fora, porque quem comandava o jogo era simplesmente eu.

Logo após sair do quarto de Alice, aproveitei que estava sozinha, para colocar em prática os meus contactos. Eu ia fazer uma lição, essa menina não podia ficar na mira de quem não devia. Afinal Alice era uma presa minha e não tinha intenção de dividir com mais ninguém. Estava certa ou errada?

Peguei no meu telemóvel, olhei para os lados, e nada perturbava uma boa ligação. Ainda assim tranquei a porta, não fosse alguma atrevida, entrar sem bater e assim ouvir minha conversa.

Disquei o numero de um velho conhecido meu, que muito bem podia ajudar.

- Alo? Kim? - a voz do outro lado deu cá um belo prazer de rir.

- Miranda, como vais? - saudei.

Miranda era uma espécie de um velho e antigo namorado meu, digamos que era bom em dar uma bela lição aqueles indevidos que não estavam propriamente no sitio certo, a hora certa. Por outras palavras ele usava da sedução para atingir o ponto fundamental, neste caso o silencio de Maria Whitlock.

- Bem e tu?

- Também.. mas não liguei apenas para saber sobre ti.. - suspirei. - Preciso de um favor teu! Ainda fazes pequenos biscates?

- Que tipo de biscate, queres que eu faça? - sorri, porque ja estava a ouvir falar na minha língua.

- Que seduzas uma certa mulher chamada de Maria Whitlock! E depois provoca um mero acidente... fica sempre bem. - referenciei.

- Para quando? - revirei os olhos, apertando mais o telemóvel no meu ouvido.

- Para ontem! Não falhes!

Desliguei a ligação, pousei o telemóvel na cama. Estava mesmo feliz, porque seria menos uma outra idiota no meu caminho. E era assim que eu ia continuar a fazer as pessoas que não tinha histórico para aparecer, as eliminava.

Abri a porta, voltando a minha rotina de uma enfermeira dedicada e fui ver como Simão estava, afinal ele necessitava de cuidados, e se estava a fazer tudo isto, apenas o fazia por ele.

Lucy

A minha vida privada finalmente havia voltado ao normal, mas não podia esquecer, que o caso não estava resolvido, e como tal, as minhas suspeitas ainda se mantinham as mesmas. É claro que a minha vontade era chegar ate a tal senhorita Alice Brandon, e prender, mas os meus superiores, não deixavam fazer tal coisa, sem um mandato de detenção.

Era um injustiça perfeita, manter um criminoso a solta, mas o fazer o que, ne? Eles não deviam e nos como profissionais que éramos, só tínhamos que respeitar, neste caso, eu tinha de respeitar.

Analisei umas quantas vezes a mesma papelada, e nada, absolutamente nada, dava a conhecer detalhes contrários ao que eu achava. Porem nada era suficiente para agradar o meu maldito chefe de departamento.

- Lucy desculpa! - levantei a cabeça quando vi Maggie na porta.

- Já não se bate a porta? - questionei ao levantar da secretária. - Tudo, senta.. - indiquei com a mão a cadeira. - Descobris-te mais alguma coisa, sobre o caso? - perguntei.

- Sobre o caso do homicídio, não tenho mais nada acrescentar.. o resultado da autopsia foi que recentemente li.. - ergui uma sobrancelha.

- Espera! - ela olhou para mim sem perceber. - Tu disse-te autopsia? - acenou afirmativamente. - Eu quero ver esse resultado.

- Mas eu pensei que a Nettie te tivesse mostrado.. - acenei que "não". - Ok, vou buscar para ti, mas eu depois ajudo analisar, porque tem dados pormenores de elevado grau cientifico.

- Tudo bem, vou ficar a espera!

Ela saiu e eu fiquei girando na cadeira e de caneta em mão pensativa.

Jasper

Logo após desligar o botão da fonte de alimentação da robot, bateu compaixão no meu peito. Não queria que ela tivesse um final assim, mas por outro lado era a única forma que ela tinha para não sofrer. Ok, pela lógica da vida, um robot não tem sentimentos, mas este, eu podia dizer que sim. Ele agia, pensava, e sorria de acordo com as vertentes da vida.

Era uma pena sim, e muito grande para mim, porque ela havia me ajudado a superar a falta que a minha esposa havia incidido em mim. Agora sentia-me impotente de não a poder ajudar a ela. Por outro lado que forma tinha eu para poder chegar ate ele e dizer que eu havia sido o causador de todo o seu sofrimento e em parte sua felicidade.

 Ninguém em seu juízo perfeito ia entender, e ainda mais tendo ele ódio no coração.

Olhei Zaza que estava em puro silencio por sua amiga. Voltei a minha atenção uma vez mais a Alice. Melina surgiu no laboratório com uma caixa de cristal, ao qual eu havia atenciosamente pedido para guardar em outra hora.

- É melhor retirar o coração de ! - disse ela, ao pousar a caixa no cimo da bancada.

Estava em duvida se devia ou não fazer tal coisa, mas se não fizesse, Zaza podia muito ligar ela de novo, como em outro momento o havia feito. Só que desta vez a sua tristeza era profunda e não queria que ela se auto destruir.

- É melhor! - disse.

Abri a tampa da parte central do robot, e retirei com maior cuidado o cristal de robi que alimentava todo o fenómeno humano. Voltei a fechar a tampa. Melina guardou o cristal.

- Guarda bem o coração dela, não quero que fique aqui, leva contigo. Eu confio na tua capacidade. - pousei as mãos nos seus ombros.

- Eu vou fazer isso sim!

Ela virou costas e saiu pela mesma lugar que havia entrado. Fiquei sozinho, olhei ela em seu sono profundo e eterno. Zaza estava em silencio, completamente zangado. Eu não o condenava por isso, porque sabia que estava triste e que em sua ideia a realidade seria outra.

Sai do laboratório, olhando sempre para trás, pensando se era certo ou errado o que acabava de fazer, contudo como bom criador de fenómenos robóticos, eu tinha de respeitar, e por outro lado, nada mais podia fazer, sendo que Melina havia levado o coração.

Agora apenas restava a mim e a toda a gente, esperar que o tempo passasse, que a causa de sofrimento termina-se. Ia doer, sentir o vazio da casa, ia sentir a falta de ouvir suas melodias tocadas no piano a tom crescente, de ouvir a sua voz, de olhar o seu olhar. Tinha de aprender com novas circunstancias, talvez fosse melhor assim, e talvez a realidade volta-se a ser aquilo que era.

Ao trancar a porta da entrada secreta e agora estando de volta ao escritório, o meu telemóvel tocava estridente na secretaria. Corri para apanha-lo e atender, sem ou menos olhar o visor.

- Alo?

- Jasper!

- Peter! A que devo a honra de receber tua ligação? - questionei, dado que era raro receber uma ligação sua, sendo que a ultima, havia sido feita por mim.

- É só para avisar que estou de volta a Forks, e que adoraria ter a tua companhia.. Lembras de um jantar que havia sido mencionado a cerca de pelo menos 10 dias? - ri.

- Como podia esquecer, se és tu que vais oferecer! - brinquei com telemóvel sentando na minha cadeira, balançando.

- Eu não disse que oferecia, senhor Cullen, mas como sou um mãos largas, e nada como tu... vou oferecer um jantar em minha casa, esta noite. Que dizes? - fiquei pensativos por segundos.

Alice estava mais ou menos doente, não totalmente recuperada para sair, por outro lado Peter e Charlotte nada sabia sobre a sua volta, muito pelo contrário, pensavam que ela estava morta.

- Eu aceito! - respondi. - Eu terei uma surpresa para vocês!

- Uma surpresa? Não me digas que refizer-te vida maninho.. - riu-se. - Olha que já estava na hora de pensares em ti, porque Alice sempre foi uma óptima esposa, mas acontece, que morreu.. - "isso pensas tu" pensei. - Terei em todo o gosto em receber a tua surpresa. Ás oito, ok?

- Ok! Ate lá..

Desliguei a ligação, rindo comigo mesmo, sobre a ideia de Peter achar que eu tinha encontrado uma nova mulher para partilhar meus dias, quando na verdade Alice estava mais que viva, embora não muito bem de saudades, pelo que o médico havia referenciado.

Levantei da cadeira e tratei de ir ate ela para contar da novidade, que de certo daria um pouco de animo ao seu dia.

Lucy

Aguardava ansiosamente a porta do meu gabinete que Maggie chagasse logo com esse maldito relatório de autopsia. Eu queria saber que mais podia haver ai que eu não tivesse dado conta, ou que elas como profissionais, não tivessem percebido.

Ao avista-la no fundo do corredor, adiantarei dentro do meu gabinete, logo ela deu um leve toque na porta, abrindo e assim se instalando na cadeira a minha frente.

- Aqui tens o relatório! Como disse nada é mais descritivo do que aquilo que presentei a mais de alguns dias, assim como Nettie. - esclareceu ela. - Ao que descreve a autopsia o crime decorreu entre a menos meia noite e duas da manha.

- Sim.. - isso já havia sido mencionado creio.

- Então, ao que não se consegui verificar é que para alem de a vitima ser apedrejada, também foi alvo de um ataque de arma branca. - ergui a sobrancelha.

- Mas isso ninguém referiu com maior exactidão como agora é descrito aqui.. - dei uma olhada nos documentes. - Sei que pelo sangue que a vitima continha, dava indícios de uma luta, e que.. - cortou.

- Podia ser um revolver? Doutora Lucy, minha amiga... - Maggie levantou, andando a volta da sala. - Para ser um revolver a matar a vitima, teria de aparecer uma bala, tal não apareceu, dai a possibilidade sair de prática.

- Cogitando assim és capaz de ter razão! - sorriu. - Mas porque a arma não apareceu ate então? - reformulei uma nova pergunta.

- O assassino escondeu a arma.. mas como não existem crimes perfeitos essa arma vai aparecer.. - Maggie estava muito convicta de suas ideias.

- Estas muito certa! Pareces uma inspectora! - sorri, tomando nota no meu bloco de novos detalhes.

- Digamos que ser analista forense e ser amiga de uma inspectora, ou investigadora.. tem as suas vantagens!

De facto como profissional que era, a hipótese de existir a uma outra arma de crime, não estava propriamente na minha ideia, contudo a também não acreditava de total modo que a pedra tivesse sido o ponto da morte do investigador Félix.

Então será que a nossa suspeita continua a mentir? Ou terá morto este homem? Parece que vai haver nova visita em breve.

- Claro.. e leituras de policiais também.. - brinquei com ela.

- Também! Bem, tenho de voltar para o laboratório.. qualquer coisa é só falares. - acenei que "sim".
Ela saiu da minha sala e eu sozinha, comecei com o meu jogo de peças, começando a formular mentalmente novas perguntas.

- Desta vez não escapas, ou eu não me chamo Lucy! - monologuei.

Maria

De volta ao hotel, e depois de mais um dever comprido ao continuar a relembrar a mesquinha morta da Alice, sobre o nosso acordo. Eu ia ter o dinheiro que queria, viajar, curtir a vida a meu belo prazer.
Sentei na cama vitoriosa, e dei uma olhada no telefone, e aproveitei para fazer uma ligação ao balcão de informações para assim pedir um drink. Queria festejar, minha quase vitoria.

- Alo? Bom dia, Daqui fala a hospede, Maria Whitlock do quarto 306. Gostaria de pedir um drink, forte e com muito gelo, para agora claro. Obrigada. - pousei o telefone, e corri ate ao banheiro preparando a minha banheira cheia de espuma.

Eu só tenho a ganhar ao ser assim inteligente, e pura de conseguir tudo o que quero. Abri a torneira da banheiro, e sentei vendo a agua a correr, quando bateram a porta do quarto e levantei.

- Hum, deve ser o meu drink! - sussurrei comigo mesma, caminhando para a porta e assim abrir.

- Boas! É senhorita Maria Whitlock? - olhei de alto a baixo o jovem rapaz, e que bem atraente ele era.

- Sou eu sim.. por favor entre! - abri mais a porta para que ele pudesse entrar.

- Com licença!

- Toda! - falei mais para mim, do que para ele.

Fechei a porta e fui ate ao rapaz, que estava uma graça vestido de camareiro. Passei a mão no seu ombro tenso, e depois com os meus lábios sussurrei bem pertinho no seu ouvido.

- Fica aqui comigo! - pisquei o olho para ele.

O rapaz não ofereceu resistência, nem sequer protestou o facto de ter trabalho, isso agradou-me muito. Peguei o meu drink, ofereci um para ele e brindamos, indo para o banheiro juntos.

Entrei dentro da banheira, logo após tirar meu robe com sua ajuda gentil. Beijamos intensamente, ele era um tanto ou quanto atraente e bem sedutor. O tipo de homem que a mim era perfeito e único de sentir-me uma mulher muito desejada.

- Uau, tu és fogo! - sussurrei entre beijos dentro da banheira cheia de espuma.

- Ainda tu não viste nada.. - mordiscou minha orelha. - Maria. - mordi os meus lábios.

- Qual é o teu nome? - fiquei curiosa, afinal o homem sedutor e unicamente atraente tinha de ter uma nome ao qual um dia desses quisesse lembrar.

- Miranda!


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