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One Shot - Elena - O Baile dos Fundadores


27 de Outubro, uma data que a mim nada dizia, mas que a uns anos era um dia muito importante para meus pais. A verdade é que os últimos momentos eram simplesmente de solidão, ate claro aquele jovem lindo e interessante aparecer na minha vida como um relâmpago e dar cor aos meus dias.

Stefan tinha mudado o meu modo de pensar, de agir, e conclui com isso que se eu tinha uma chance de voltar a viver, porque não remediar erros? Se eu por algum motivo não havia morrido naquela queda da ponte, era porque eu tinha uma chance... Então estava na hora de o fazer.

Levantei da minha cama, olhei o espelho e sorri com aquele ar que não lembrava ter, então pensei comigo que uma fase da minha vida estava apenas terminando, e com isso uma nova Elena a crescer, querer sair do armário. A verdade é que se os meus pais por uma ventura estivessem aqui, de certo que não iriam gostar de ver a sua linda filha triste, e com total razão, nenhum pai gosta, creio eu, estava errada?

Tomei um duche breve pela manha, ate porque hora que o meu relógio marcava mostrava o quanto estava atrasada. Caroline devia estar em pulgas para encontrar comigo, pois tínhamos detalhes e mais coisas a discutir. Por outro lado a minha vontade era de fugir a essa festa dos fundadores, ate porque eu e as festas não éramos muito amigas, e como tal gostava muito de ficar longe delas.

Ri dos meus próprios devaneios quando vestia a minha camisa branca, pegando de seguida na minha jaqueta sub jogada na cama. Antes de sair porta fora, dei uma ultima olhada no meu cabelo, e nos meus olhos, sim porque não queria dar impressão de que não andava cuidar bem de mim.

Ao voltar costas, lembrei que faltava apenas uma coisa, que só podia estar no meu quarto. Retomei a escadaria a cima, quando ao entrar no quarto, quem eu encontro? Damon Salvatore.

- Creio que procuras isto! - aproximei dele e peguei de sua mão o meu telemóvel que tinha uma chamada perdida do Stefan.

- Obrigada!

Foi tudo o que respondi ate esquecer a sua figura, e apenas seguir rumo ate a escada, porem ele era insistente, e muito menos desistia quando devia. La estava ele de mão na maçaneta da porta da entrada.

- Nem vou perguntar para ti quem convidou a entrar... - comentei parecendo despreocupada, percebendo desde logo que a tia Jenna tinha culpa no cartório, ou então meu irmão Jeremy.

- Oh Elena não sejas assim comigo! - dei de ombros, pegando a minha chave do carro, não dando a mínima importância a sua presença. - Vais ouvir-me?

Ele estava impossível, não me deixava réstia de passagem para a rua, quando apenas queria escapar para um sitio menos chato, ou então não.

- Não, não vou ouvir ninguém, ate porque ja estou atrasada para ir ter com as minhas amigas. Agora se não te importas, sai.. - demonstrei um ar serio.

Ou menos numa única vez consegui que ele sai-se de minha frente sem que eu tivesse que usar da minha má postura, que sendo eu humana não tinha grande habilidade para desvia-lo.

Uma vez ja no carro, dei uma olhada no meu telemóvel, digitando uma sms bem rápida para o meu namorado, antes que mais tarde não tivesse a devia oportunidade de o fazer. Sim porque com Bonnie e Caroline sempre comigo em animadas conversas, dificilmente tinha chance para uma mera distracção.

(...)

Ja na residência dos Forbes, fui muito bem recebida pela mãe da minha amiga, que não era nem mais nem menos que a xerife da cidade Mystic Falls. Bonnie e a Caroline estava na sala quando eu entrei com um sorriso rasgado ao qual começaram a tecer comentários de garotas de escola, o que na verdade o eram, mas que eu nem sempre ligava muito nesse meio.

- Olhem só a senhorita Gilbert esta sorridente hoje... - riam-se as gargalhadas.

- Não brinquem comigo! - disse eu parecendo confusa aos comentários, embora quisesse rir com elas.
Por mais que o Stefan fosse a causa de toda a minha alegria, também queria lembrar a mim mesma que a outra parte também se devia a mim.

Se hoje estava sentada na cadeira da sala de Caroline e a pensar em preparativos para um baile.. também se devia a minha boa disponibilidade, não? Ele foi um empurrão sim, e não dizia que não, mas para eu voltar a minha velha ou nova rotina, sem aquele sofrimento na minha sombra.

- Vamos falar de coisas serias! - desta vez a loira tinha tirando o lado engraçado de prática, para ter em pose de uma adolescente responsável.

O que na verdade a verdadeira Caroline Forbes, era apenas a líder de torcida, a menina que implora por atenção dos rapazes recém chegados e bonitos.. "Claro, eu não podia esquecer que ela tinha tentado pescar o meu actual namorado, mas que bolas somos amigas, porque estou com estes pensamentos agora?" debati comigo mesma, dando uma leve batida na cabeça com o lapiz.

- O que vem ai? - cruzou os braços a Bonnie.

- Então logo a noite é o baile dos fundadores, as nossas famílias pertencem e como tal todas teremos de ir. - respondeu com total entusiasmo a loira.

Perdi o meu ar da graça ao lembrar desse facto, que ate ao momento com pensamento aqui e ali, tinha esquecido. Na verdade a minha presença estava com que na lua.

- Eu sei Elena.. - Bonnie pegou na minha mão quando viu que não estava mais a sorrir. - Mas pensa, era importante para os teus pais e como tal não estas sozinha..

- Esta tudo bem.. eles iam querer que eu fosse, portanto... eu vou! -forcei um sorriso.

- Óptimo!

A loira bateu palmas radiante e como era de prever começou com um plano fino de como deixar uma garota radiante na noite do baile.

"Conclusão, onde mesmo ficava a minha posição? Outra vez não, para de pensar em disparates, Elena!" pensei comigo.

 Com conversa aqui, conversa ali, o tempo foi passando. O tic tac do relógio era continuo e insistente. A noite foi chegando, e a hora prometida também.

Despedi-me das minhas amigas e sai porta fora ate ao meu carro e quem ja estava pronto a minha espera, nao era nem mais nem menos que o meu encantador Stefan Salvatore.

- Vim buscar a minha namorada, espero que não te importes! - sorri ao vê-lo.

Era impossível não gostar de suas surpresas, de suas derradeiras chegadas em silencio. Beijei seus lábios e de seguida ele fez a gentileza de abrir a porta do pendura para que eu pudesse instalar-me. Contornou o veiculo, sentando ao meu lado, dando assim a ignição.


Apenas parou quando estávamos nas mediações da minha humilde residência, onde a tia Jenna ja esperava por minha chegada. Dei uma breve despedida, e entrei dentro de casa, sem olhar para trás.

O tempo voava e eu continuava indecisa de quanto a roupa a escolher, porque era sempre um problema, dado que adorava o azul por vezes do verde ou do cinza. A minha tia era sempre cuidadosa e gentilmente encontrou a solução para mim. Um vestido rosado, com aspecto animado e brilhante para um dia feliz.
Ao inicio fiquei com reticente de quanto a escolha que ela havia solicitado para mim, no entanto acabei aceitando.

Ja pronta, de penteado asseado, tratei de sair do quarto rumo a saída, e lá estava eu a descer do alto da escada pronta para entregar minha mão ao meu grande amor e fazer inveja a muitos casais na festa.
Uma vez no ponto chave deste dia, entrei por umas grandes portas da mansão, sendo recebida com muitos sorrisos felizes e olhos espantados.

- Estão todos a olhar para ti.. so para saberes o quanto estas bela! - sorri ao ouvir suas palavras soadas a notas de musica.

Por esse percurso encontrei o Tyler, a senhora Forbes, a Caroline, a Bonnie, o meu irmão que estava um charme, a Vicky, o Matt entre outros muito especiais, ate mesmo o irmão chatinho do Stefan.

Após os discursos, soltaram a musica ao qual pouco lembrava de dançar, contudo a vontade aflorava. Puxei por ele para iniciarmos um passinho de dança, no entanto ele nao era dado a essas circunstancias.

- Vamos dançar! - pedi com gentileza.

- Eu não sei dançar, e não gosto... - não dei tempo para muitos protestos.

- Eu guio... - sussurrei ao ouvido, rodando num passo de dança.

Podia parecer estranho para a minha cabeça fraca e humana, mas era a primeira vez que após a perda trágica dos meus pais que me sentia em pura animação, vontade de dançar, de sorrir, de tudo. Não sei se era mágica, mas se fosse eu queria que ela nunca esgotasse, porque estava a sentir-me como nunca.

O som de dança mexida, foi dando lugar a mais calma, aquela que nos deixa dançar apaixonadamente, bem agarradinhos, bem aninhados nos ombros de quem nos era importante. Fui fechando os olhos imaginando outro lugar a minha volta.

Nesse passo para a direita, passo para a esquerda, não me sentia mais no plano da terra. Sentia-me em outro lugar, aquele que é preenchidos de flocos de nuvens suspensos por ar que respirávamos.

Nessa dança as imagens de um baile eram substituídas por outras de outro lugar, de outra época. O meu par de dança, era o meu pai, que me guiava em plena harmonia, enquanto minha mãe aplaudia de seu lugar de espectadora.

Quando a dança calma terminou, eu abri os olhos e dei conta que estavam rasos de agua. Agora sentia-me uma boba adolescente, que havia se descuidado ao chorar em silencio no ombro do namorado.
- Esta tudo bem? - perguntou ao baixar o olhar ao nível do meu.

- Sim... - respondi num fio de voz, disfarçando.

Tirou da sua algibeira um lenço ao qual limpo uma mera lágrima na ombreira do meu olhar. Num impulso toquei com a minha mão na sua. Logo naquele instante ele percebeu com que por magia o que havia acontecido comigo.

Ele era terno, cuidadoso, e tão amável que acho que não merecia mais nada nesta vida que não aquilo que ja tinha. Só podia ser uma garota de sorte, uma daquelas que nada pedia, mas tudo tinha. Eu era a doce Elena Gilbert.

Comentários

  1. Eu sou: terminantemente, irrefutavelmente e incuravelmente apaixonada por Stefan Salvartore! Eu me apaixonei pelo Silas também (o jeito vilão inteligente ao extremo dele me encantou, ele tinha um ponto sinistro, mas ainda era muuuito inteligente, amplamente admirável, está para mim na categoria de grandes vilões como Moriarty), então acho que minha paixão seja boa pate culpa do Paul, mas enfim... (Desculpe se não consegui começar o comentário certo sem contar o como amo Stefan, mas agora vai :D)

    Elena sofreu tanto a perda de seus pais... Aposto que em sua mente ela se culpa por ter sobrevivido, como se realmente ela tivesse o poder de decidir quem viveria ou morreria naquela situação terrível.

    Seus pais certamente, aonde quer que estejam, ter orgulho da filha e apoiam o fato de ela estar tentando seguir em frente, de tentar superar esse trauma uma de alguma forma.

    Jenna é um bom ponto de apoio, e como a boa tia que é a ajudou na escolha do vestido. Ufa! Agora Elena não tem a última tentativa de fuga para não ir ao baile, ehehehhe.

    Caroline e Bonnie tinham toda a razão ao dizer que ela não deveria abrir mão disso, que seus pais queriam vê-la aproveitando a vida, fazendo as coisas que a agradam e sendo participativa nesses eventos da cidade. Elena realmente tem que tentar e embora possa vir essa duvida em algum momento, ela tem que lembrar que está viva e deve-se deixar viver, se permitir ser feliz.

    Stefan é seu cavalheiro salvador, o príncipe no cavalo branco, seu anjo da guarda que a guia e a tenta fazer feliz da melhor forma. Eles são perfeitos juntos e, oh Deus, eu queria muito que o amor deles durasse até o final, porque é visível o como ele a ama e o como abriu mão de tudo apenas por sua felicidade. Mas, graças a você, aqui podemos aproveitá-los juntos e perfeitos como amamos.

    Amei a one shot :D

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  2. De facto não dá para não amar o Paul, o Stefan porque ambos são completos na sua medida e como tal é alguém que sim a mim marcou imenso, e admito com toda a convição, eu amo esse personagem e se depende-se de mim seria quem ficaria com o seu grande amor no final. Sorte mesmo como você disse é que aqui somos nós quem comandamos a história, somos nós os produtores e que reproduzimos o caminho de cada um na sua escalada.

    Realmente indo direta no ponto, eu concordo com você, ela sofreu imenso, e como tal nunca coube a si a responsabilidade de conseguir salvar os seus pais, pais esses que morreram com o medo de perder a filha que deus, Stefan estava na hora certa e no dia certo lá para salva-la. Ainda bem que ele estava lá, assim pode encontrar um motivo para não se sentir um inutil, um monstro como ele em tanto tempo repreende na sua vida. Bom são 145 anos a debater no que é, certo? E agora ele tinha uma pessoa que além de a ter salvo, o havia salvo a ele, porque quando se ama, acaba-se sendo conduzido a amar-se a si mesmo.

    De facto os pais de Elena, acreditam com toda a certeza que lá no céu, em algum "cantinho de uma nuvem" ela pode estar a fazer a coisa certa que é seguir em frente e nunca em momento algum baixar a cabeça e deixar que isso a desmotive de viver, porque se existe uma coisa que se deve fazer é aproveitar a 2 oportunidade, pois a vida é apenas uma.

    É, Jenna é a tia que todos gostariamos de ter, mas sorte mesmo é que a morena a pode ter em sua vida, não? Afinal não estaria sozinha a enfrentar a dura batalha de sua vida, assim como do irmão. E sim, Jenna é uma boa opção também para outros atos femininos, afinal além tem de ter o toque sexy da casa, não?

    Bonnie e Caroline são amigas de ouro que Elena merece mesmo, e no entanto elas não podiam deixar que a amiga falha-se nesse evento tão importante para a cidade, certo? Afinal os seus pais haviam participado deles, porque não continuar a memória?

    Stefan o eterno e perfeito homem do toque suave, das palavras certas, da proteção carinhosa, do engenho de ajudar.. olha um homem perfeito para amar.

    Obrigada por ter vindo comentar, é ótimo receber essas suas palavras carinhosas, eu fico logo tão motivada que as ideias fervem na minha cabeça.

    Beijinhos

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