Mais um aniversário havia passado, mas não um qualquer, desta vez havia completado meus 15 anos, é verdade estava ficar cada vez mais adulta.
A mama sempre dizia que mais tarde ou mais cedo, o meu casamento sairia, mal podia esperar por isso, pois as minhas amigas Margaret e Ambar já estavam praticamente noivas, e ate já sentia que a minha vez alcançar.
É claro que sendo a rapariga mais bonita da cidade, tinha de priviligiadamente ficar com o rapaz mais bonito também.
Nem mesmo Margaret com suas ondulações perfeitas, ou Amber com seus semblante simples, eram tão ou nada ao meu lado, pois ofuscava com a minha beleza em qualquer lugar.
A tia Bernardete, irmã mais nova do papa, dizia que eu era uma boneca daquelas que eram frágeis, e como tal o homem que por conseguinte ficasse comigo, teria maior privilégio por encontrar a flor mais linda.
Sempre que lembrava isso ficava radiante, não havia nada melhor que uma jovem como eu, não gostasse de ouvir, nao mesmo?
Tirando agora a minha onda de pensamentos apenas só meus, era hora de preparar-me, queria muito ir com a minha mama as compras e na volta dar um olá ao papa, passando no banco, e que acreditava que ele ia adorar ao ver a sua filha linda, aliás qual o pai que não adora, não?
Abri o meu roupeiro, depois de um breve banho de espuma, dado dado por nossa empregada Íris, ela sim sabia como massajar o meu cabelo e no final de tudo deixar empragenado no meu corpo o aroma deveras delicioso a ervas doces.
Olhei para todos os meus vestidos lindos, eles todos eram estampados de múltiplas cores, só que hoje o dia era diferente e então a cor que melhor podia identificar-me, era sensivelmente o branco.
Retirei ele com todo o cuidado para não deixar engelhar, pois suas pregas estavam de tal modo tão definidas que seria triste desfazê-las.
Chamei por Íris para ajudar-me a vestir a rigor e preceito, dado que para uma bela donzela, o aspecto era muito importante há luz da sociedade.
De vestido composto, foi hora de escovar os meus fieis cabelos loiros, tão delicados e tão doces, como cachos de um anjo, eram as palavras proferidas em outra hora por minha tão extremosa avó. Íris pegou na escova que estava sobreposta na penteadeira, e iniciou a real tarefa de deixar tudo a seu belo prazer.
Tinha a dizer que o trabalho que ela colocava em prática sob meus cabelos era divinal, ninguém melhor que ela sabia cuidar de mim.
É claro que a mama também sabia cuidar muito bem de mim, só que as empregadas eram pagas para nos servir, então que mal estaria eu a fazer, não mesmo?
Uma vez pronta, de luva posta, de chapéuzinho, sai pela rua de mão dada com a mama. Visitamos muitas lojas, todas elas com cores ilustres, radiantes.
Oh meu Deus, não podia olhar para as montras das botiques de noivas, que logo dava aquela vontade de entrar e vestir, mas para que faria isso, se ainda não tinha um noivo...
"Rosalie para com isso, tu és linda e qualquer rapaz faria fila para ter tua atenção" debatia contra a minha própria mente.
Continuamos em frente, a mama parou num outra loja e deixou-se levar em dedos de prosa, enquanto eu aqui, ficava observando todo o lustre da cidade.
Vendo em lindos passeios casais passeando, ou então mamas com seus filhos ao colo, e que ternura poder presenciar algo assim.
Ja podia imaginar-me a mim, Rosalie Hale, a passear com meus filhotes, ai que amor. "Deve ser um máximo ser mama" pensei.
A ultima vez em que recordava de ter ao colo uma criança, era meu pequeno primo Tobias, que pensando bem a muito que ja não o via, e que de certo, estaria muito crescido.
- Querida, vamos visitar o papa? - voltei a minha atenção para a minha mama quando percebi que a sua conversa de outra hora, havia terminado.
Caminhamos por um pouco mais nesse passeio da marginal, o banco era muito perto de onde estávamos.
Uma vez lá dentro, foi anunciada a nossa presença e então esperávamos pelo papa que estava a terminar uma reunião com o chefe, enquanto isso, fiquei observando toda a decoração do espaço.
É claro que o verde e o mogno eram cores que ate combinavam em sua tonalidade, mas deixavam o espaço muito escuro, ja para não falar dos quadros que assustavam, mas como praticamente este lugar era apenas frequentado pela sua totalidade de homens, não admirava que nao reparassem em esses pontos.
O papa saiu por uma porta, levantei logo de onde estava sentada, e dei um passo a frente, enquanto a mama permanecia sentada.
- Minha linda Rose! - pego na minha mão, deu um beijo, de gentalmen.
- Papa! - disse.
- Meu amor tenho uma novidade para te dar! - fiquei curiosa, embora não expressa-se tal coisa, que não ficava bem a uma jovem. - A pouco estive a conversar com o senhor King, meu patrão, e chegamos a um acordo... - estreitei os olhos.
A minha mama levantou, vindo ate ao meu lado para ouvir a mesma coisa que eu.
- Que acordo papa? - tive de perguntar.
- O filho dele, o Royce, ainda esta solteiro, e digamos que é um tanto esquisito com os requisitos das raparigas da cidade, e como vez, tu minha linda filha... és uma verdadeira princesa, e digna de um belo homem..
- Isso o que quer dizer? - minha mae deu um pequeno cotovelar em mim, realmente estava a exceder-me ao perguntar muito.
Estava a ficar de tal modo tao empolgada que ate esquecia das boas maneiras.
- Ele será o teu noivo, filha! Irias casar em breve...
Soltei um grande sorriso, olhei para a minha mama, que também ela sorria com tamanha alegria.
Queria muito dar uns pulos de alegria, mas dentro do banco não seria um lugar adequado a tal efeito, e muito menos na frente das pessoas, que não conhecia, alem disso que impressão as pessoas podiam ter da filha do funcionário do banco, não?
- Há e mais uma coisa, esta tarde ela irá fazer uma visita... - avisou ele, logo coloquei os pensamentos em prática para ficar ainda mais linda. - por isso querida, vou mais cedo para casa, para receber as visitas. - agora dirigia a palavra a minha mama.
Mal esperava pela hora de poder contar as minhas amigas que praticamente também estava noiva, é claro que ainda era necessário ouvir de sua boca a oficialização do pedido, que responderia com maior prazer, que sim.
Despedi-me dele, indo de regresso a casa, com a mama sempre a falar sobre tudo o quanto havia para fazer e deixar a casa ao mais deslumbre que ela era.
(...)
A dita hora chegava, os nervos começavam a palpitar de um modo que não dava nem para segurar o coração.
Íris entrou com a ultima jarra de flores, digamos que as mais belas do jardim.
O papa logo apareceu ao descer das escadas muito apreciado, toda a sua veste estava impecável, obviamente que ele nunca ia querer a ficar parecendo mal, ainda mais na frente do chefe e agora do futuro genro.
A campainha suou, sentei com cuidado e fineza no sofá, a mama sentou seguindo no mesmo gesto, ja o papa ficou de pé ao lado da grande poltrona. Íris abriu a porta e ao entrar vi o senhor King o meu futuro sogro e bem atras de si, o meu prometido noivo, o Royce.
Céus ele era totalmente lindo, o meu progenitor havia feito uma escolha mesmo acertada, o noivo que ele havia escolhido para eu casar, era digamos que de meus sonhos, tornados bem realidade.
Eles foram entrando em nossa sala, se acomodando a nossas condições modestas, mas requintadas.
Royce sorriu, logo retribuiu com tamanha delicadeza. O papa começou logo a puxar conversa, começando a levar o seu chefe ate uma sala de negócios.
Na sala apenas acabei por ficar sozinha com ele, ja que a mama havia levantado para dar instruções a Íris sobre o jantar. No meio do silencio de sumidas palavras, ele o quebrou.
- És a rapariga mais bela que um dia conheci... - corei um pouco com total elogiou.
- Oh isso são os teus lindos olhos que tecem tal imagem. - respondi com delicadeza, logo pegou em minha mão.
- Rosalie Hale, um nome de princesa, e não são os meus olhos que o dizem, é o meu coração que desde que entrou por aquela porta, soube que era com esta bela mulher diante de mim, que queria partilhar seus dias. - levei a mão livre ao peito muito lisonjeada.
- Obrigada! - respondi.
- Ora essa, não se agradece o que na verdade é.. - beijo na minha mão.
Tempo depois a mama, o papa e o senhor King estavam de volta a sala, levantei conjuntamente com Royce para os receber no seio da conversa.
- Então meu rapaz, ela é ou não é linda? - voltei a corar, baixando um pouco o olhar para disfarçar.
- Muito linda papa, muito mesmo! - afirmou ele. - É com ela mesmo que eu quero casar, construir família, dar meu amor, e um dia morrer ao seu lado. - meu coração palpitou a cada palavra proferida de sua boca.
- Que óptima noticia. - falou o senhor King agora virando se para meu papa. - Temos negocio. - ouve um aperto de mão.
Semanas depois de ficar finalmente prometida a casar, fui conhecendo cada vez mais o meu noivo, e cada vez mais ficava com a minha ideia acentuada que esta era sem duvida a melhor decisão que havia tomado em toda a minha vida.
Margaret e Ambar ambas estavam ja casadas, e eu cá ate sentia uma pequena inveja, porque não só estavam casadas, como já esperavam ambas juntas o primeiro filho.
"Oh que vontade" pensei comigo. Mas em breve a minha pequena inveja tornaria-se realidade e quem sabe, um filho viria logo a seguir.. Mal podia esperar por sentir em meus braços uma criança, ou simplesmente, poder chama-la de filho, ate dava cá um calafrio no coração, só de imaginar.

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