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One Shot - Lucy - De que Nota se faz a Canção


A muito tempo que desejava aprender a tocar a violino, so que sempre que olhava para aquela pauta de musica, ficava assustada. Era difícil conseguir coincidir as notas melodiares com os pontos agudos e graves num instrumento, que aparentemente fácil não era.

A minha mãe e a tia Jully achavam que eu estava apenas com um pouco medo, e que tudo se aprendia e que no fim de contas, eu ia conseguir chegar ao ponto certo e tocar uma melodia de um canção escrita por alguém.

Tudo bom, talvez não seja assim tão difícil aprender, se conseguia enfiar um monte de matérias dentro deste cérebro pequeno, também conseguiria decorar uma simples pauta de musica, certo?

Ok, talvez não fosse assim tão simples, uma pauta não se escreve, apenas se toca. E como eu ia conseguir tocar tao bem quanto aqueles alunos da minha turma tocavam? Ai estava a ficar deprimida.

Pousei os meus braços sobre a minha secretária e fiquei por algum tempo a encarar o instrumento que estava bem a minha frente. A primeira vista parecia ser tao fácil fazer musica, mas ao pegar nele e com a pequena vareta suar som melodiar, arrependi-me completamente. O som que de lá saia era estridente e extremamente desagradável, e que facilmente chamaria atenção de alguem.

Arrumei-o no mesmo sitio, tentei fingir que não havia sido eu a provocar tal som incidente. Logo a minha porta estava Nettie, a minha prima surgiu.

Ela estava aqui em casa apenas de férias, porque os seus pais haviam viajado para um congresso no estrangeiro e como ela não gostava de ficar sozinha, pediu para ficar comigo, o que ate era uma boa ideia.

Dado que ela era uma excelente companhia, e que sabia tudo, ao qual em pequena percentagem a invejava.

Certo ela não precisava de saber sobre este pormenor, não?

- O que estas a fazer? - perguntou ela ao abrir a porta e entrar como se nada fosse.

Tentei esconder o instrumento atrás de mim, so para que ela com a sua inteligência não deduzi-se que eu era a provocador do péssimo som, que acabara de ouvir.

- Nada! - respondi espontaneamente.

O problema, claro esta, que ela era não fácil de convencer, e quando colocava uma coisa na cabeça, era capaz de ir ate ao fim para a encontrar. Nao sabia bem quem era o verdadeiro culpado do seu engenho.

- O que estas para ai a esconder? - aproximou-se de mim. - Vá lá deixa ver! - pediu, mas nao ia ceder, então levantei, e comecei andar pelo quarto como uma barata tonta.

Nesta brincadeira do esconder e procurar acabei mesmo por derrubar um dos predilectos presentes da minha avo, e como era óbvio cai, e em consequência disso o violino tambem pois ficou logo á mostra.

- Ups..

- Eras tu que estavas a fazer todo aquele barulho incomodativo?! - ela estava com cara de quem nao havia gostado nada.

- Sim.. - respondi num fio de voz, enquanto levantava e ela com sua delicadeza deu uma maozinha.

- Precisas de praticar, priminha. - sorri quase que sem vontade.

As vezes gostava de ser a Nettie que era um poço de aprendizagem constante. Tudo nela era perfeito, ela facilmente conseguia tudo o que queria, ate mesmo a aprender a tocar o instrumento mais difícil do mundo, ou talvez do universo.

"Ai quem dera ser tu e não eu" pensei.

- Eu juro que tento, mas não consigo aprender.. É muito difícil. - fiz cara triste.

- Ja falas-te com a tua mama em relação a isso? - olhei para ela com cara de quem nao estava a perceber a sua ideia. - Bom, então eu quando não conseguia aprender alguma coisa, eu falava com a minha mama para procurar uma professora ao qual pudesse me ajudar. - uma luz começou a fazer sentido na minha cabeça.
- E isso resultou? - questionei.

- Claro que sim, ela estava animada por ver que a sua única filha estava empenhada em saber sobre tudo. - sorri.

"Claro com uns pais como os teus, quem nao tem toda a sabedoria do mundo" pensei comigo.

- E depois? Quer dizer o que na altura tu querias aprender, que nao soubesses?

Quem olhasse para a cara dela diria que nada podia ser difícil. Nettie sabia falar 7 línguas fluídas, sabia muito sobre musica, incluindo que sabia tocar quase toda uma orquestra, e era a melhor aluna da escola.

- Pode parecer estranho, mas a verdade, é que eu queria aprender a tocar piano. A primeira vista parece ser um instrumento muito simples, mas na verdade nao era tanto assim.. - arregalei os olhos. - Nao faças essa cara, nenhum ser humano é perfeito.

Ela tinha razão, ninguém neste mundo nascia perfeito, toda a gente tinha a sua imperfeição, ate mínima que fosse, ela existia.

Afinal nao era assim tao mau conversar com ela, porque no fim de contas acabamos sendo apenas iguais. Nos como primas nos completávamos.

- Entao ajudas-me a falar com a minha mama? - quase que implorei.

Eu precisava de uma ajuda para convencer a senhor minha mãe Trudie, a deixar a sua filha pudesse ter uma professora. E quem mesmo era a única com cara de quem conseguia convencer o mundo com seu ar de anjo? Claro, a Nettie.

- Claro que sim, ajudo..

Saímos juntas do quarto, deixando para trás o violino. Descemos a escadas animadas, trocando sempre ideias. Finalmente entramos na sala, onde a minha mama sentada na sua cadeira,  junto da janela bordava um lindo cesto de flores.

Aproximei dela com muito silencio, a sua concentração no trabalho, era quase profunda que o facto de aparecer e estragar algo podia ser penoso.

Ok, que os pontos quando se fazem, tambem podem ser desfeitos, contudo nao estava na mínima vontade de levar uma agulhada, certo?

Suspirei e acabei mesmo por sentar com Nettie no sofá a frente da minha mama. Esperei que ela retira-se a sua atenção do seu trabalho, e que pudesse olhar aqui a sua linda filha, que era um anjo, e que so tinha um pequeno pedido a fazer.

Ela levantou os olhos, retirou os óculos e ate colocou o bordado de lado. Sorri quando vi que finalmente a sua atenção apenas seria minha, ainda bem, não?

- O que foi Lucy? - perguntou ela carinhosa.

- Mama.. - comecei. - Eu queria muito pedir um favor... - fiz um carinha de quem não consegue dizer não.

- Diz lá meu amor!

Animei quando ouvi tal carinho, soltei-me e comecei a dizer o que precisava.

- É assim, eu... - cocei a orelha. - Queria muito aprender a tocar violino, so que não sei como o fazer sozinha, e como tu dizes algumas.. bom tudo que se aprende também se toca.. - sorri.

- O que a prima esta a querer pedir, é muito simples tia.. - intrometeu-se Nettie.

Claro, eu não estava conseguir falar o que era preciso, então so sabia por os pés pelas mãos, e as mãos pelos pés. Porque eu era assim tao atrapalhada? Será que havia herdado essa minha faceta do meu pai?

"Oh meu deus, porque me fizes-te loira então!" pensei comigo, brincando com a mexa de cabelo que estava atrás da orelha.

- Então do que se trata meninas! - olhou para mim, depois para a Nettie.

- Bom.. - deixei escapar meu pensar. Ela ergueu uma sobrancelha curiosa.

"Vá lá Lucy tu consegues!" pensei, dando ênfase a mim mesma.

- Mama.. - olhei Nettie que assentia com a cabeça para continuar. - Eu queria pedir para contratares uma professora, porque eu quero aprender a tocar, e sozinha não consigo. - fiz cara triste. - Fazes isso por mim?

Cruzei as mãos ansiosa por uma resposta positiva da sua parte, e que de algum modo ela as minhas dificuldades.

- Minha querida.. - o meu coração começou a pular frenético. - existe aqui alguma coisa que eu não deixe que faças? - acenei que não. - então, porque eu como tua mãe não iria contratar uma professora se tu meu anjo, precisa. - sorri, isso queria dizer um sim, não?

- Então? - comecei a ficar empolgada.

- Então é um sim, meu amor.

Saltei logo do sofá para ir para seu colo e dar um grande abraço caloroso. Porque que simplesmente não soltamos as nossas palavras sem medos, não? Ate porque não temos com que temer, não mesmo?

- Obrigada mama!

- Não precisas de agradecer!

- Afinal não é difícil falar prima! - comentou Nettie.

Ela tinha razão, nao devia ter medo de falar quando na devida altura. Nossos pais, so querem nosso bem e como tal, não ia fazer algo pelo qual nos nao aceitássemos, nao? Ok, isso também iria depender das circunstancias, e das devidas consequências, entre o certo e o errado.

Ide apas, apas, porque agora eu ia de certeza aprender a tocar aquele instrumento, cujo tinha no meu quarto a semanas, desde a partida da tia Jully.

- Ate ja sei quem vou chamar para dar as aulas que precisas. - olhei curiosa.

- Quem mama?

- Senhorita Maria Whitlock! - esclareceu.

A primeira vista o nome pelo qual era referenciado era completamente desconhecido. Ate porque eu conhecia muita gente e nesse leque de conhecimentos, nao incluía nenhuma Maria, Whit das quantas.

- Eu conheço muito bem a Maria, e sem duvida é uma referencia. - disse Nettie feliz.

- Tu conheces ela? - questionei.

"Porque simplesmente me sento uma inclunta nos meios delas?" questionei a mim mesma.

- Claro que sim, a Maria faz parte da minha turma de canto, e tal como eu adora musica e também é bastante conhecida no conservatório Nacional de Música. - sorri quase que forçada.

"Boa a minha professora é uma géniazinha da Música" pensei, ao sair do colo da minha mama.

- Vou ja ligar para ela, assim fica ja tudo combinado! - disse a minha mama, saindo da sala.

- Não fiques com essa cara Lucy, a Maria é boa pessoa, e alem disso nao vais estar sozinha! - esclareceu ela ao pousar sua mão no meu ombro.

- Obrigada mesmo!

(...)

Dias depois...

Hoje era o meu primeiro dia de aulas com essa Maria Whit das quantas. Estava nervosa, porque nao sabia como ela era e como podia ser. Na verdade so imaginava uma espécie de bruxa do alem, com uma verruga. Há para de viajar, ok?

Sentei na minha cadeira, ansiosa por aquela porta bem a minha frente se abrir e de lá sair um anjo e nao diabo. O meu desejo foi ouvido, tanto que a porta se abriu. De lá saiu uma garota morena, com os seus cabelos longos e belos, acompanhado a Nettie.

Quando ao olhar nos seus olhos, eu senti um arrepio, nao sei se era medo, ou se nao era apenas frio. Estaria eu a ficar doente? Nao, estava apenas nervosa, isso sim.

- Olá tu deves ser a menina pelo qual estão sempre a falar! - sorriu, ao pousar a sua maleta.

"Menina?! Mas com quem ela pensa que esta a falar? Por acaso tenho cara de criança?" pensei comigo, olhando logo para um reflexo.

- Sim ela é a Lucy! - quem respondeu foi a minha prima.

- Vamos iniciar com os pequenos detalhes das notas. - peguei um caderninho para anotar tudo.

O tempo foi voando, o meu entusiasmo mundando a cada novo conhecimento. Na verdade algumas coisa pelo qual estava aprender eu ja sabia, contudo eu acrescentava conhecimentos.

Em algumas vezes reparei o quanto a minha mama coma sua curiosidade, vinha espreitar na porta, dado que em outras Nettie saia.

A hora de tocar chegou, sinceramente foi ai que eu senti maior medo. Quando ela colocou sob o meu ombro o violino, tive logo vontade de o pousar, mas pensei melhor comigo, e cedi.

- De que nota se faz a canção? - perguntou.

- Hum? - ela riu-se.

- De todas, e agora tu vais perceber porque...

(...)

Meses e meses foram passando, eu cá ja adorava tocar e nao tinha medo de participar em grandes recitais de belas melodias. A minha mama estava completamente orgulhosa de mim, o meu papa então ele nem se falava. Nettie finalmente havia conseguido convencer-me de que nada era difícil de aprender, e que tudo realmente a seu tempo se aprendia.

Sentia-me a rapariga mais importante e mais feliz por aprender tanto e saber tocar tao bem.
Realmente naquela altura a Maria nao era escolha e talvez parte da seca de aulas havia valido muito, porque agora agradecia com muitas vivas.

"Que venha o próximo instrumento, que ja me sinto pronta." sorri ao pensar nisso.

Comentários

  1. Owwwnnn!

    Eu simplesmente me apaixonei pela Lucy a medida que fomos nos empenhando em escrever com ela.

    E, bem, eu adorei o modo como você a retratou aqui, adolescente.

    Ela parecia realmente o tipo de boa filha que teme que seus pais se decepcionem com ela. Prova disso é o como se sentia tão mal por não conseguir a ser autodidata.

    Eu amo violino, é um dos instrumentos que eu sempre quis aprender a tocar na vida, uma pena nunca ter tido a oportunidade... O conservatório de minha cidade era o único lugar que ensinava o instrumento e era muuuito caro.

    Também, cá entre nós, ele não era um instrumento muito popular..Minha mãe mesmo queria que eu aprendesse piano... E eu sei como a Lucy se sentia , você acaba aprendendo pelos outros.

    Mas eu fiquei tão feliz por ela realmente ouvi Nettie (que acá é um anjo, não? Que prima querida) e conseguir falar com sua mãe para sanar seus temores.

    Maria foi uma muito feliz adição na one. Elas chegou com sua aura de bondade e realmente levou Lucy a alcançar o que almejava.

    Simplesmente amei!!

    (ps: espero que o comentário vá mesmo pelo celular, pqele costuma me trolar... De qualquer forma, eu amei a one!)

    Beijinhos

    ResponderEliminar
  2. Lucy, é uma menina altamente dócil, e apenas precisa de uns pequenos empurrõezinhos para conseguir sair do seu trilho e alcançar o que deseja, certo? Digamos que sozinha ela nunca ia conseguir, mas sorte mesmo é ter uma prima autentica como Nettie que foi seu anjo da guarda.

    Por outro lado Nettie até podia ser uma menina sem compaixão, mas mostrou ser alguém que mesmo sendo inteligente, podia ser util a quem não era detentora de tanta pratica sabedoria.. porque musica é uma sabedoria, certo?

    Claro está que um empurrãozinho aqui e ali deram a ótima solução ao problema da menina que se sentia triste por não conseguir alcançar o resultado esperado. E ainda bem mesmo que a mãe da nossa amiguinha é compreensivel, não acha? Na verdade ela sendo assim, só tinha a ganhar, não acha? E cá entre nós, porque não ceder a um pedido de alguém interessado em aprender, não?

    Maria era uma ótima professora, todos a conheciam, como vê e como tal seria uma ótima aquesição para Lucy, e claro esforço e dedicação faria toda a diferença.

    Isto é só uma prova de que qualquer um no mundo, pode conseguir o que gostar, basta sim, ter vontade e aprender a seu tempo.

    Beijinhos e obrigada por vir.

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