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Coração de Robot - Capitulo 40 - Eu só queria a verdade

Capitulo 40 - Eu só queria a verdade

Ao entrar no meu veiculo, pensei algum tempo ao fazer a manobra qual seria o teor dessa reunião, afinal eu não tinha mais nada a declarar depois daquela vez aqui em casa com aquela investigadora, que tinha um olhar desconfiado e louca estava para colocar as culpas em mim.

Ao pegar estrada a norte e talvez já longe de casa, ponderei em ligar ou não para o meu irmão, pois ele era advogado e seria uma boa aquisição para uma determinada situação que a meu ver era apenas para me prejudicar, pois eu era inocente, apesar da justiça neste pais ser tão injusta.

Decidi por fim que sim, que iria recorrer a ele, então peguei o telemóvel, mas não por muito tempo, pois via a passar na faixa contrária um veiculo de policia em seu turno de vigia, então como não estava afim de apanhar uma multa, encostei o carro a berma.

Disquei o numero dele, ansiosa para que atende-se e que pudesse de algum modo ajudar neste problema incidente.

- Alô?

- Edward! - chamei.

- Sim Alice, algum problema? - perguntou ansioso com o meu telefonema talvez, pois não conversávamos desde aquela ultima vez no shopping, em que eu havia falado do meu real motivo, que enfim não vinha ao acaso agora.

- Creio que sim e como és meu advogado preciso que me ajudes! - expliquei.

- Em que problema tu estas metida, Alice?

Passei os olhos pelo tabliet, depois respirei fundo, mexendo sempre a mexa de cabelo nervosa, pois era hora de explicar outra parte da história que ele não conhecia, mas se estava a pedir sua ajuda para minha defesa, então teria de contar, para inocente eu ficar.

- Bom a algumas semanas fui procurada por um investigador, sobre aquela situação que havíamos conversado... - suspirei. - Ele tinha provas sobre o verdadeiro facto de eu não ter retornado mais cedo a casa, e chantajou.

- Alice não fizes-te o que estou a pensar! - sussurrou ele.

- Não, Edward eu sou inocente e precisas de acreditar em mim. - bati com a mão livre no cimo do volante.

- Então porque não vamos tomar um café agora e conversamos melhor antes de qualquer coisa, hum? - balancei a cabeça pensativa. - Ainda tens tempo?

- Sim, podemos nos encontrar na pastelaria Cristal! - indiquei.

- Ok, vejo-te lá, ate já!

Desliguei a ligação, logo coloquei o telemóvel no silencio, porque não estava na mínima disposição de ser interrompida por mais ninguém, ou muito menos ter Jasper ligar para mim constante a saber por onde eu estava, depois de ter dado conta que ele precisava urgentemente de falar comigo.

Retomei a via, e dirigi-me para essa pastelaria que havia indicado ao meu irmão para possivelmente continuar a detalhar meu fiel testemunho.

Ao chegar no parque de estacionamento, ele já lá, se encontrava de braços cruzados e de fato e gravata a minha espera na porta. Sai, dirigi-me a ele, o cumprimentando educadamente como nossa mãe nos havia ensinado em crianças, e boas maneiras essas não tinha preço.

- Então, que tal ficarmos aqui na esplanada? - questionou ele, logo acenei que sim com a cabeça. - Garçom, dois café, por favor! - falou ele para o jovem que servia as mesas. - Então que se passou mais?

- Depois do que te contei, esse tal de investigador acabou por morrer, e como disse eu não fui eu que o matei, só que anda a decorrer uma investigação há volta do caso, e tudo, mas absolutamente tudo anda a recair sobre mim. - gesticulei com as mãos a medida que falava com ele.

O jovem garçom surgiu com os cafés e pousou na mesa, no momento em que o silencio se fazia atenuar.

- Obrigada! - agradeceu Edward, pegando no açúcar. - Por isso é que me pedis-te ajuda, só agora? - perguntou ele ao adicionar o solvente no liquido.

- Mais ou menos, eu sei que devia ter contado para ti mais cedo, porque pronto já sabes como é... mas eu agora, quer dizer dentro de pelo menos 20 minutos terei uma reunião no departamento da policia.

- Espera lá e sobre o que é a reunião? - ergueu uma sobrancelha.

- É a mesma pergunta que faço a mim mesma também, mas infelizmente sei tanto quanto tu. - bebi o meu café.

Edward estava bem pensativo enquanto tomava o seu café, e eu apreensiva estava por ter medo do que essa investigadora metida podia ter contra mim agora. Que mais invenções ela tinha para começar a elaborar.

Jasper

Alice como sempre conseguia fugir aos problemas como uma agilidade implacável. Eu apenas queria a verdade, era pedir muito? Eu era assim tão parvo que não conseguia entender isso?

Como eu podia ser tão burro ao ponto de acreditar nas suas mentiras para poder voltar a ter a sua vida normal nesta casa como se nada tivesse acontecido? Porque que ela continuava a fazer de mim um idiota?
Eu juro que procurava respostas, mas nenhuma ia ao encontro do que queria entender e chegar a perceber as verdadeiras razões de tudo.

Tranquei-me no escritório uma vez mais, não conseguia estar quieto a olhar para as fotografias e imaginar a quanta falsidade de si própria ao fingir ter algo que não tinha, e muito pior era saber que ainda chantajava para conseguir provas conclusivas a seu favor.

- Alice sem a verdade eu não vou ficar, nem que seja a ultima coisa que eu faça! - resmunguei comigo mesmo olhando a janela.

Porque que só agora as coisas vem a tona, e porque só agora tudo começa a fazer sentido. Que mais mentiras podem existir?

Eu precisava de mais respostas, a Kim, era amiga dela e de certo que sabia mais do que fazia parecer, afinal para quem sabia disso, possivelmente saberia demais.

Sai do escritório, passei pela sala, mas a única pessoa que encontrei foi a Luisy.

- Luisy por acaso viu por ai a senhorita Kim? - questionei a senhora que anteciosamente limpava o pó das porcelanas.

- Se não me engano a senhorita Kim, esta no jardim com o menino Simão, doutor. - informou ela.

- Obrigado.

Sai para o jardim e procurei por ela, por entre essa grande imensidade de relva e flor. E então simplesmente a vi de longe a brincar com o "filho". Por um momento eu pensei se devia ou não intervir, mas por outro lado o pequeno Simão precisava era de tranquilidade e fazer perguntas na sua frente não era de todo saudável, pois ele apenas era uma criança, e não era de todo querer cometer um erro ao envolver nos problemas que atenciosamente apenas eram de adultos.

Então sentei e fiquei apenas pela observação de o ver animado a observar o sol e a fazer o seu exercido de fortalecimento. O seu riso, o seu olhar davam muita compaixão, sentia que ele continuava a ser meu filho, mesmo não sendo.

Era criança doce que precisava de amor de pai, como amor de mãe, e doente como estava eu apenas queria que ele pudesse ter uma vida normal como tantas crianças por esse mundo fora, como os meus sobrinhos que eram feliz e saudáveis, vivendo com suas famílias e ainda construindo seus futuros ainda promissores.

Lembrar da Renesmee ou da Chelsea, faziam-me sorrir tanto, porque estavam absolutamente crescidas e a começar a trilhar caminho que sonhei um dia filho meu trilha-se.

Mas agora sabia a verdade, entendia determinadas razões ao facto de ocultar a existência desta criança, o facto de Alice achar que Simão devia estar privado da família quando na verdade, ela apenas queria manter a sua mentira, a nossa mentira.

Como depois de tudo isso, eu podia simplesmente continuar a confiar em alguém assim? Não, não podia simplesmente, porque a confiança é algo que se conquista, não se tem de mão beijada e não tem preço a ser avaliada.

Alice Original

No fim da conversa com o meu irmão seguimos para o edifício da policia e tinha a confessar que me sentia bem nervosa, apesar de saber da minha inocência e não estar sozinha em um momento como esse.

- Só precisas de responder ao que sabes, se ela começar a insinuar coisas que relativamente sejam apenas para incriminar, não falas, certo? - alertou ele ao subirmos no elevador. - Sei que este tipo de pessoas tenta intimidar a todo o custo, mas não podes perder o teu elo.

- Ok, Edward vou tentar não ficar nervosa! - disse.

- Os nervos é normal, mas atenção o Jasper sabe que vieste aqui? - questionou ele, ao sairmos no piso correspondente ao indicado mais cedo.

- Não, na verdade ele não sabe, eu simplesmente o ignorei quando estava a sair. - ele assentiu.

Dirigimos-nos ao balcão onde tinha uma plaqueta que dizia o nome "Margaux", era a secretária do departamento.

- Boa tarde eu vinha para uma reunião que ficou marcada com a investigadora! - falei.

A jovem procurou por entre as listas o meu nome e sorriu para mim.

- Senhorita Alice Brandon Cullen? - acenei que sim. - Por favor, acompanhe-me!

Segui logo atrás dela seguida por Edward que não tirava o seu incansável apoio.

- Aqui, aguardem apenas um minuto para anunciar sua chegada, senhorita!

Fiquei a espera a porta e aproveitei para relaxar um pouco, pois no momento era quando os nervos melhor incidiam, e ter de recordar algo que já aconteceu a algum tempo deixava-me absolutamente desconfortável.
- Calma Alice, vai correr tudo bem! - pegou nas minhas mãos ele.

- Nem sei como agradecer a tua ajuda! - olhei nos olhos do meu irmão procurando aquela coragem que ele sempre, mesmo desde pequeno transmitia para mim.

- O que é isso, somos irmãos e mais que tudo somos melhores amigos. - sorri, mas logo a jovem saiu.

- Pode entrar! - sorri em termo de agradecimento e entrei.

A sala era intensamente policial, todas as paredes estavam revestidas de relatórios de crimes, de fotografias criminosas e detalhes de arrepiar uma pessoa sensível como eu.

- Alice Brandon! - olhei a mulher loira na minha frente que estava de pé para cumprimentar. - Por favor sentem! - sentei conforme ela o indicou.

- Doutora antes de começar a dita reunião, eu gostaria de saber para que foi chamada a cliente ao vosso departamento! - intrometeu-se Edward.

- Pois não, eu chamei a sua cliente para esclarecimento de um novo detalhe, doutor. - a loira debruçou-se sobre a secretária não tirando os olhos de mim. - Onde esteve ontem a noite? - agora olhava com um ar de crime.

- Estava numa restaurante com o meu marido e meus cunhados! - respondi automaticamente, ele anotou.

- E depois?

- Doutora, creio que esta a usar um método pouco criativo para acusar alguém, não seria melhor ir directa ao ponto que traz a minha cliente aqui? - perguntou Edward, logo olhei ele quando percebi que começava a jogar a meu favor.

Por de baixo da mesa a sua mão na largava a minha, ele estava a passar por sua força a tranquilidade que precisava.

- Ocorreu um homicídio ontem a noite! - disse ela, logo engoli em seco.

- Isso não lhe dá o direito de acusar alguém inocente! - defendeu ele impedindo de eu falar.

- Desculpe, mas eu tenho evidencias que podem comprovar o contrário! - argumentou. - A vitima tinha uma pasta com relatórios sobre a vida da sua cliente, que eram precisamente de um investigador falecido, que posteriormente estava a fazer um serviço encomendado pelo senhor Jasper Cullen. - Edward inclinou a cabeça, eu apenas olhava um, depois o outro, não sabendo quando intervir, ou onde tudo ia parar. - E não é tudo, acontece que apareceu um saco com jóias ao qual pertencem a si, não é Alice?

Engoli em seco, logo comecei a lembrar daquela chantagem maldita que ele havia feito em momento oportuno obrigado-me a recorrer ao roubo das minhas jóias para pagar por ter as provas a salvo. Era algo que não conseguia esquecer e para ser franca, nem que o mundo acabasse eu iria esquecer.

- Mas sem provas mais concretas a minha cliente é inocente!

- Doutor, vamos ser racionais. - cortou.

- Correcção, a doutora é que não esta a ser racional.

Edward levantou-se ao meu lado, logo levantei também.

- Enquanto não estiver concluídas as provas não incrimine alguém que não é culpada! - alertou ele. - Entre em contacto quando formalmente tiver novidades, com licença!

E dito isto, acabamos por abandonar a sala sem dar a chance a ela para falar o quer que fosse, o que me deixou bem mais aliviada. Aquelas quatro paredes estavam a sufocar ate ao mais infinitésimo detalhe.
- Ainda bem que saímos, eu não aguentava mais! - disse a ele.

- Ela não vai desistir fácil minha irmã... - comentou ele quando as portas do elevador fecharam a nossa frente. - Ela é do tipo que não dobra, não será fácil trava-la a menos que encontre uma forma de provar o álibi.

- Mas é verdade Edward, eu estava com o Jasper no restaurante ontem há noite! - esclareci.
- Alice ate podias estar no fim do mundo, mas sabes que sem álibi perfeito, é difícil provar a tua inocência. - alertou ele ao abrir a porta do elevador.

Kim

Enquanto estava ajudar o meu Simão na sua reabilitação percebi que alguém estava a observar-nos, e pelo canto do olho vi que era Jasper, então sorri, porque de algum modo estava a atrair sua atenção tal como queria.

- Simão vamos tentar assim... - posicionei ele em pé, nunca deixando ele sem ajuda. - Isso, agora estica a perna que eu não deixo caíres!

Na medida que dava instruções para o exercício, percebi que Jasper tinha aproximado de nós, tanto que acabou por sentar ao meu lado para ajudar o Simão.

Ele era realmente um cavalheiro, que merecia uma mulher que o pudesse amar de verdade, não uma como Alice que não sabia dar valor a família que tinha, e ao dinheiro, que enfim caberia melhor a mim.

- Parece que ele esta a recuperar melhor alguns movimentos! - comentou ele.

- É alguns treinos e medicação tem ajudado muito! - sorri, logo ajudei com calma a senta-lo. - Vamos parar por hoje, porque já fizemos muitos progressos. - sorri para ele e logo acariciei o seu cabelinho.

- Ele é um bom menino... - comentou Jasper, o que fez sentir um pouco de orgulho do meu filho.

Sorri, logo levantei do chão para o pegar no colo e levar de volta ao quarto, porque ele necessitava de descansar, e a intensa exposição ao sol não lhe concebia bons resultados.

- Precisas de ajuda? - prontificou-se ele.

- Não, não! - sorri, e dirigi-me para a porta.

- Kim.. - olhei para ele mesmo já estando perto da porta. - Tens um minuto para falarmos? Sobre aquele assunto? - mostrei um pouco de excitação, mas as suas duvidas eram precisas de esclarecer.

- Deixa só eu pedir a Lusiy para leva-lo a deitar, que eu volto já! - ele acenou que sim com a cabeça.

Então entrei dentro de casa, nunca perdendo ele de vista atravez da cortina meio transparente.

- Luisy?

- Sim senhora? - a senhora de meia idade apareceu.

- Leve o menino para deitar, ele esta ligeiramente adormecido, e a cama é um bom sitio para ele continuar o seu sono.

- Com certeza!

Fiquei observando ela a leva-lo ate ao cimo da escadas e respirei fundo antes de encarar as perguntas de Jasper no jardim.

Ao retomar o jardim vi que já estava acomodado no banco de baloiço, então sentei ao seu lado.

- Bom estou aqui para esclarecer o que precisares! - mostrei um sorriso afável.

- A quanto tempo conheces a Alice?

- Porque essa pergunta? - fiz de desentendida.

- Responde! - parecia frio.

- O tempo suficiente para saber ate onde ela é capaz de manipular as pessoas como objectos. - cruzei a perna.

Ele parecia bem perturbado, os seus olhos estavam indecisos. E o meu plano apenas havia começado a tão pouco, porem sabia que os resultados seriam apenas um tempo de começar a surtir efeitos devastadores para o lado da nossa amiga.

- Para quem se diz ser amiga dela, esta a mostrar um lado menos familiarizado, porque? - ele questionou erguendo a sobrancelha.

- Jasper, eu já disse que a Alice não é quem parece ser... - cerrei os lábios numa linha.

- Porque não para com as meias palavras e realmente contas para mim que sou o marido dela, o que na verdade esta a passar? - ele levantou meio agressivo.

- Entendo perfeitamente a tua atitude, e não vou levar a mal o facto de estar nervoso e quase a explodir, mas acontece que é um assunto que apenas diz respeito a vocês e não quero me meter nos vossos problemas.

- Mas foste tu, quem os desenterrou! - afirmou.

- É certo, porque não aguentei ver que o homem da minha amiga a sofrer, que é fantástico e bom. - e dito isto não resisti acabando mesmo por beija-lo. - Meu Deus eu não devia ter feito isto, desculpa.. - corri para dentro de casa.

- Kim! Kim!

Ele vinha a correr atrás de mim, mas subi as escadas rápido e tranquei a porta. O meu plano estava a surtir os primeiros abalos que não podiam estar a ser mais perfeitos. A duvidas na sua cabeça iriam ficar mais intensas.

"Pois é Alice, quem tudo quer, tudo perde" pensei sorrindo vitoriosa.

Lucy

Aquele advogado grosseiro tinha tirado de mim toda a paciência que tinha para continuar a trabalhar no caso. Quer dizer ele havia sido um perfeito homem das cavernas.

- Inacreditável como ainda tem gente sem nível nesse mundo! - sussurrei ao pegar o telemóvel e lembrar de retomar uma ligação pendente com Ashley.

Coloquei o aparelho ao meu ouvido e esperei que ela pudesse atender, já que era meio de tarde.

- Alô?

- Ash! - abreviei o seu nome.

- Oi Lucy! - falou animada no outro lado da linha. - Então menos atarefada agora? - riu ela, pois conseguia ouvir o ruidinho de fundo.

- Um pouco sim, ate porque depois do que já ouvi hoje, estou sem clima para continuar aqui.

- Então?

- Prometes nao fazer dito uma manchete de jornal? - perguntei.

Se bem conhecia a minha cunhada todas as informações que eu podia dar eram o suficiente para ela conseguir as melhores manchetes dos crimes, quando estes claro era presumivelmente resolvidos.

- Depende! - ouvi outra risada. - Ok, eu não vou tomar nota do que falares!

- Melhor mesmo, porque para resolver ter um problema grande com o meu chefe não será preciso muito, não achas? - ri de mim própria a desabafar.

A conversa se estendeu por mais uma meia hora, e com palavra aqui, palavra ali, o assunto foi morrer justo no seu irmão. Eu sabia que o Demi devia estar meramente desconfortável, era a melhor pessoa que podia dizer para mim dado que sabia que muitas vezes eles conversavam juntos e em outras haviam desabafos.

- Olha, eu compreendo que estejas meio constrangida com o facto de teres "falhado" o vosso jantar romântico e por outras palavras andes a prestar menos atenção ao que deves, mas acontece que a coisas que nem sempre correm como nós esperamos. - explicou ela como se fosse a minha terapeuta e não uma jornalista de elite.

- Tens a certeza que não estas na profissão errada, cunhada? - perguntei.

- Não, adoro o meu trabalho, mas também adoro dar conselhos.. - ri. - E olha não fiques preocupada com ele, que se houver algum problema eu resolvo, ok?

- Farias isso mesmo por mim?

- E o que eu não faço pela minha cunhada favorita?

- Vais ter de me dizer quantas mais cunhadas tens! - ri.

- A Lucy policial, a Lucy romântica, e a Lucy preocupada... - gargalhou ao expressar os meus vários estados.

- E qual das três eu melhor sou para ti?

- Hum... a romântica!


Alice Original

Ao voltar em casa, preparei-me mentalmente para ouvir o que possivelmente estava prestes a começar. Jasper devia estar continuamente a minha espera, e de boas não estava com certeza.

Entrei em casa e para surpresa minha, estava bem silenciosa e como não tinha ninguém para impedir o meu retorno ao quarto. Então tratei de subir as escadas tranquila, olhei o corredor e nada, abri a porta do quarto e acabei por levar um susto.

- Jasper! - deixei cair a minha bolsa.

- Estava mesmo a tua espera! - ele estava de braços cruzados e serio ao ponto de querer mesmo discutir algo.

Sentei na cama, pegando primeiro a bolsa que havia deixado cair inicialmente. Olhei em seus olhos ansiosa e com o coração bem inquieto, pois não reconhecia os seus olhos, não nesse contexto que o seu olhar descrevia.

- O que precisas de falar?

- Porque mentiste para mim? Qual a finalidade? - inclinei ligeiramente a cabeça para o lado esquerdo desentendida.

- Desculpa, não estou a perceber... - sussurrei, cruzando os braços.

- Eu vou passar a explicar... porque mentiste de que o Simão era nossa filho?

A bomba caiu aos meus pés como puro choque. O meu mundo começava a cair e eu não tinha maneira fiável de aparar a queda.

- Mas que estupidez vem a ser essa? - tentei contornar a situação.

- Estupidez é a figura que me fazes passar, ou já esqueces-te? - preparei para falar, mas ele impediu prosseguindo. - Eu sei de tudo, incluindo as tuas chantagens a Kim... que coisa feia, ela é a tua amiga e tu fazes isto? - abri a pouca deslocada com a novidade.

A Kim, estava a trair-me da pior maneira, eu não tinha contagiado ela em momento algum, muito pelo contrário apenas tinha ajudado, trazendo ela para aqui para construir uma vida melhor. Eu estava ruir.

- Eu nunca chantajei ninguém na minha vida, e tu Jasper precisas de acreditar em mim, porque sou tua mulher! - levantei da cama bem irritada. - Eu nunca em momento algum faria algo do tipo. Eu gosto muito dela, e nunca a prejudicaria.

- Ai não? O que explicas ao factor de tirar um filho dos braços de uma mãe?

Voltei a sentar em estado de êxtase, sem chão.

- A Kim é mãe do Simão? - perguntei inocente.

- Vais dizer que não sabias? Ai Alice poupa-me ao teu ar de menina inocente, que sabes perfeitamente que não cola. - ele apontou o dedo. - Para mim acabou, a partir de agora estaremos oficialmente separados, e não te coloco na rua por ter consideração a tua família, e porque esta casa também é tua.

- Não faças isso por favor, Jasper eu amo-te tanto! - peguei as suas mãos desesperada.

- Quem ama não magoa, agora acabou!

- Não, Jasper! - comecei a chorar. - Eu tinha um motivo para não contar a verdade sobre o Simão.. - Eu sabia que era de tua leal vontade ter um herdeiro, mas eu não podia conceber um filho, porque sou estéril!

- E achas que a mentira é solução para tudo? Acredita, não é!

Ele pegou nas malas que já estavam prontas no closet e dirigiu-se a porta.

- Vou ficar em outro quarto, o mais longe que tiver de ti! - e saiu porta fora.

O meu mundo estava a ruir e agora eu também porque não queria acordar desse pesadelo.


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