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One Shot - Caroline - Coincidências ou acasos



A muito tempo que sonhava que os meus pais pudessem em alguma hipótese ter outro filho, pois um irmão rapaz não era tão compreensivo como uma irmã rapariga, que só pelo estatuto sexual, nos igualava e nos compreendia.

Por outro lado, também ficava feliz se o Jasper encontra-se uma rapariga simpática e que entre tantas coisas namorassem, porque já era tempo de ele começar a planear a sua vida fora destas quatro paredes, certo?

Mas essa rapariga teria de ser altamente qualificada para a tarefa, que só por si era tão complicada de aperfeiçoar, sim porque o meu irmão era um rapaz complicado de lidar, então a rapariga que o achasse, e conseguisse mudar, seria uma sortuda, porque eu em 10 anos, não conseguia realizar tal presumível tarefa, o que era intensamente desanimador.

Preparava a minha maleta com as ultimas papelada para levar o meu escritório de seguros quando ao trespassar o corredor, quem encontrei mesmo ao computador todo entusiasmado? Jasper, quem mais podia ser.

- Bom dia maninho, espero que não esqueças de que é segunda-feira e que eu preciso de ti no escritório. - gracejei há porta com um sorriso apenas convincente.

Ele olhou para mim com cara de parvo.

- Eu sei! - respondeu e eu dei de ombros.

- Ate já...

Segui ate as escadas e ao pegar as chaves do meu carro, já la vinha a minha mãe com uma xícara de café para mim, só que não estava com horário para uma refeição matinal, sendo que o meu pai todos os dias reforçava que o pequeno almoço, era a refeição mais importante do dia, e logo a minha simpática mae por trás, "saco roto não se aguenta de pé".

Ok, razão eles tinham em total discurso, mas era uma jovem muito ocupada e fugir aos compromisso não era de todo o meu melhor objectivo.

- Querida não vais comer nada??? - perguntou a minha mãe enquanto eu já dirigia para o carro. - Caroline não te esqueças de comer alguma coisa por lá! Não quero ter noticias tuas vindas de um hospital!

- Mãe, não sejas tão dramática! - resmunguei com um pouco de humor, entrando no carro.

- Sais ao teu pai!

Ri do comentário ao começar a inverter a marcha do veiculo para sair do estacionamento de casa. Acenei pelo vidro e lancei um beijo arrancando de seguida ao colocar o cinto.

Enquanto me dirigia para o escritório, tratei de colocar em alta voz o meu telemóvel para falar com o Matt que não o via a pelo menos 24 horas desde a ultima reunião com a tal empresa concorrente de mediadores de seguros.

- Alô Care! - sorri animada.

- Oi Matt! - cortei a esquerda. - Como estas? - cliquei no rádio para ter um pouco de musica ambiente, sendo que conduzir sem som, era a coisa mais secante e a mesma coisa que estar a ouvir noticias desastrosas.

- Estou ótimo, fechei contrato com uma outra empresa que precisavam de um seguro económico como nosso, claro! - ri.

- São só boas noticias, amigo... - cortei a direita. - Olha porque não vamos almoçar esta tarde? - fez-se silencio. - Alô?? Matt?? - o sinal caiu.

Como vi que o sinal havia caído, retomei a minha total atenção a estrada, ate finalmente parar o carro no parque de estacionamento e sair as pressas como sempre fazia e com isso esbarrar numa rapariga.

- Ai desculpe! - abaixei para apanhar a minha maleta e seus papeis que não pude deixar de reparar que eram de um curriculum. - Só muito desajeitada, e ainda por cima hoje é segunda-feira, ainda pior... - tentei desculpar-me.

- Não faz mal! - sorriu a morena.

Levantei do chão e acenei a ela e finalmente sem novas interrupções entrei no edifício, onde já devia estar alguém a contar o meu tempo, e o meu irmão não seria.

Entrei no elevador e subi, apenas saindo no meu piso, e comecei a trilhar o extenso corredor, onde só tinha pessoas á conversa de volta da máquina do café, outras ao telefone, e aquelas que já estavam a minha porta com umas pastas novas.

- Bom dia Doutora Caroline! - saudou a Elena. - Doutora antes que esqueça, chegou essa encomenda para si, bem cedo... - levei os olhos ate a secretária que se dirigia ao balcão para apanhar a caixa.

- Obrigada Elena! - agradeci e finalmente entrei no meu gabinete.

Sentei na minha cadeira pousando a maleta no sofá, e apenas me foquei na caixa. Raramente recebia encomendas, e estas então de tamanho grande não eram das minhas exclusivas.

Ao abrir o conteúdo que achei foi deveras surpreendente e totalmente romântico. Encontrei um cartão dentro, bem no fundo da caixa, talvez por de baixo do vestido lindo e azul.

" Espero que tenhas recebido o meu presente e que o possas usar essa noite em nosso jantar romântico. Apanho-te as 8 em ponto em tua casa, não aceito não como resposta.
Amo-te, Nicklaus"

Fiquei corada e surpresa com o presente inesperado que a certo modo me deixou bem feliz e encantada. Nick realmente conhecia bem os meus gostos e não parava de todas as vezes possíveis me fazer a mulher mais feliz.

As vezes pensava comigo mesma se era ou não merecedora de tanto amor, de um homem só, mas enfim se ele gostava de mim, porque eu não gostaria dele, ne?

Mas o trabalho no momento requeria a minha atenção, então teria de colocar a caixinha do presente de lado, porque ate a noite muita coisa tinha para resolver, e lembrando bem, retornar a ligação com Matt que tinha ficado pelo meio interrompida.

Procurei pelo meu telemóvel na maleta, mas não estava achar, então comecei a ficar irritada, porque não era conveniente o perder justo nesta altura, pois tinha pessoas para contactar, reuniões para acertar e pensando bem, ele ate podia estar no carro, o que não era uma hipótese de excluir.

Sai do gabinete de chave na mão e a curiosidade alheia veio em meu auxilio.

- A doutora vai sair? Não volta? - questionou Elena muito prestável.

- Não Elena, apenas vou ate ao carro, creio ter esquecido o telemóvel...

- Ok doutora!

Ela voltou a retomar seu lugar quando finalmente entrei no elevador e cliquei para descer. Ao chegar ao piso 0 e ao sair, dirigi-me ate ao estacionamento e encontrei por acaso o meu irmão, mas para surpresa minha ele não estava sozinho, como era habitual, a menos que estivesse com algum cliente, o que normalmente era raro, pois os contratos eram todos fechados comigo.

Mantive-me a distancia para não parecer que eu o andava a vigiar, porque de certo modo queria que ele tivesse a liberdade dele, mas por outro lado que mal tinha uma irmã como eu querer ver, ne?
Porem dentro daquela cabeça muitas maldades podiam ser interpretadas, então manti descrição ao dirigir-me para meu carro e entrar com máximo sigilo, nunca tirando os olhos deles.

A primeira vista a garota em questão que o acompanhava de certo numa conversa animada, era me bem familiar, talvez ate demais, embora nestes minutos não estivesse bem a saber de onde.

Bom acabei desistindo do meu quebra cabeças, e indo directa ao ponto que chamava atenção que era procurar o meu telemóvel que realmente havia ficado no meu banco traseiro. Então estando já aqui, aproveitei para retomar uma ligação em outra hora pendente. Coloquei o meu telemóvel em alta voz e quando na precisão de talvez 2 minutos ele começou a tocar telepaticamente.

- Nick?! - falei impressionada com o telefonema, logo atendi.

- Oi meu amor, espero que tenhas recebido o meu presente e que já estejas a fazer uma prova. - ri ao ouvir suas palavras.

- Recebi sim, era perfeito... - falei animada. - E não tenho como recusar, por isso podes ficar descansado que não irei falhar... - sorri olhando o espelho retrovisor.

- Então ate logo, e amo-te minha loira!

Mal terminei a ligação, iniciei logo outra desta vez na esperança de ser bem sucedida.

- Matt?? - estava mesmo esperançosa que ele escutasse o telemóvel, a menos que este estivesse em pleno silencio, e ai as minhas tentativas em vão. - Vá lá atende amigo...

A chamada acabou por cair no voice mail, e eu fiquei inteiramente aborrecida, não gostava de tal coisa quando efectivamente acontecia. Mas se por um lado Matt não me atendia as ligações, Jasper, meu irmão mantinha-se no mesmo sitio, na mesma conversa com morena familiar.

Sai do carro e arranjei uma desculpa qualquer para ceder a mala e desta feita estar a olhar e a escutar, apesar de saber que era uma coisa feia de se fazer, e que na primeira oportunidade seria repreendida pela senhora minha mãe. Mas como ela não estava aqui, e na verdade o estacionamento apenas estava repleto de carros, não via maldade nisso, ate porque uma ideia começava a iniciar no meu cérebro.

Isso mesmo fechei a mala do carro e dirigi-me de boas ate ao meu irmão com uma desculpa na língua para sua espontânea pergunta se no momento ocorresse, ou então pouparia as minhas humildes atitudes se estivesse mais interessado nessa garota.

Ao aproximar deles, lembrei quem ela era, como podia esquecer se mais cedo havia esbarrado nela logo na porta do edifício, porem não encontrava uma ligação ao meu irmão, mas que eu ia já descobrir, ou eu não me chamava Caroline Forbes.

- Olá maninho! - saudei animada, logo a garota sorriu me reconhecendo de certo.

- Oi Care! - ele acenou meio sem jeito, talvez por eu estar a interromper. - Já que estas aqui, esta é a Alice Brandon, e vem a procura de emprego... - deixei de olhar o meu irmão para olhar essa Alice.

- Nós já nos esbarramos mais cedo, mas não tive a oportunidade de conversar mais, pois atrasada. - tentei desculpar-me.

- Não faz mal... - disse ela.
- Bom eu estava aqui a explicar a ela a nossa situação estatal, e no momento não sei se estaremos com alguma vaga possível, a menos que conheças alguém... - girei os olhos pensativa.

- O Matt! - disse lembrando momentaneamente. - Mas ele esta sem atender as minhas ligações e terei de tentar mais tarde, e assim que consiga eu darei a conhecer a tua disponibilidade, ok?

- Claro, fico intensamente feliz se poder ter uma oportunidade de emprego que nos dias que correm na minha área esta muito dificultoso. - expressou seu desanimo.

- Entendo! - acenei. - Bom tenho coisas para resolver, Jazz... - ele olhou para mim. - Preciso de acertar umas coisas contigo depois. - e dito isto dei as costas ao casal.

Ao retomar o meu posto, fui na janela dar uma olhada neles que ainda continuavam a conversa no parque, e comecei a pensar se toda esta oportunidade não era apenas uma coincidência ou apenas um acaso.

Será que o meu irmão tinha alguma coisa com essa garota? E quase de certeza que ela estava a pedir emprego a quem possivelmente estava caidinho por ela... "Hum, Jasper burro quando fica apaixonado" pensei.

Bateram a porta e eu apenas respondi:

- Entre! - e a porta se abriu e de lá entrou quem eu precisamente acabava de pensar.

- Jasper!

- Precisavas de mim e eu vim! - sentou numa cadeira na frente da minha.

- Na verdade eu queria perguntar-te uma coisa e espero que não leves a mal tal pergunta.

- Diz!

- Que relação tens com aquela... - cortou.

- Alice Brandon?!

- Isso... - sorri.

- Somos amigos, não vejo mal algum nisso. - cruzou os braços. - Mas porque?

- Nada, nada...

- Não parece, tens cara de quem esta com pensamentos errados e oblíquos.

- Que disparate!

- Eu conheço-te muito bem!

- Parece que nem tanto assim, mas vamos trabalhar que a noite tenho muito para relaxar... - sorri pegando nuns papeis.

- Vais sair com o teu namoradinho metido o boy friend?? - olhei chateada. - Que foi não me olhes assim, sabes bem que não simpatizo com ele, porque será?

- Olha sabes que mais, eu não preciso da tua opinião para nada, agora sai!

- Tu realmente não tens os teus neurónios no sitio!

E saiu batendo a porta como um animal, e simplesmente bufei.

- Porque a minha mãe fez um irmão tão chato como ele? Não podia ficar quieta assistir aos seus talk show's? - perguntei para mim mesma.

(...)

A noite caiu e eu já estava a porta ansiosa pela chegada do meu mais que tudo para irmos nesse belo jantar e romântico. Escutei um carro a chegar na porta e antes mesmo de abrir, olhei rapidamente no espelho, para verificar se estava com boa figura.

Feito isso abri a porta e lá vinha ele com um smoking todo perfeito e de príncipe.

- Estas mesmo uma rainha! - falou ele ao pegar a minha mão e docemente beijar meus sedosos lábios que estavam com gloss.

- Oh meu amor, tu é que deixas assim tão mimada... - ri e ele me acompanhou ate ao carro onde abriu a porta gentilmente para a sua dama, o que eu achava de filme.

Entrei e ele logo de seguida instalou-se ao meu lado, e assim partimos em rumo a esse sitio e prometido jantar que daria para esquecer alguns pormenores chamados e repensados, família.

Comentários

  1. Caroline e Jasper como perfeitos irmãos que vivem de implicância um com o outro. Irmãos que não implicam não são irmãos... rsrsrsrs

    Que lindo o presente que o Klaus mandou pra ela, de muito bom gosto! Se ela ousasse recusar o convite dele, mereceria uns catiripapos, sabe? hehehe Deixe-me perguntar: você tem assistido TVD?

    Parece que alguém roubou a atenção do irmãozinho da Care, hein? Parece que Alice tirou a sorte grande, mesmo tendo esbarrado em alguém logo cedo numa segunda de manhã! :)

    E com a noite chegando, lá se vai nossa Barbie para seu jantar romântico com seu amor! <3


    xoxo

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    Respostas
    1. Digamos que sao um tipo de irmãos que tem uma implicância saudável e que no fundo se amam demais.

      Eu achei que o Klaus como bom namorado que era teria de oferecer algo de surpreender, certo? E ai esta a surpresa maravilhosa nao? E sim se ela nao aceita-se eu ficaria triste e ele com certeza tambem.

      Respondendo a sua pergunta: Sim eu assisto, sim eu amo. Alias eu ja estou super atualizada e comecei assistir pouco tempo depois de começar a ler #ALoiraIndomável por curiosidade das personagens. E tambem amo assistir a The Originals.

      Parece que o destino apenas gosta de pregar boas partidas nao? Ele troce Alice para o bom caminho e parece que pode ser a solução para muitos dos problemas da loira. kkk

      Sim a noite é hora mágica. Vai vai Cinderela. <3

      Beijinhos

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