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Os Especiais - Capitulo 14 - Infantilidades

Caroline

Havia sido uma surpresa encontrar Edward por acaso, ele estava a ser um amigo ate bem prestativo, um alguém que não merecia meu julgamento anterior, mas para ser franca não havíamos tido um encontro amigável, logo no inicio. Mas eu podia compensá-lo, afinal amigos novos eram sempre bem vindos.

- Estas sempre aqui sozinha, nunca te vejo com mais ninguém que não ou com o teu irmão, ou as tuas amigas habituais. - comentou ele sentando ao meu lado.

- Eu gosto de estar sozinha, é forma diferente de adquirir silencio, sem mandar calar alguém. - tentei elaborar uma frase fora de contexto normal para alguém ligeiramente normal.

- Tens uma forma de pensar muito estranha, mas isso deixa-me bem curioso, e na verdade quero conhecer-te melhor, isto claro se deixares! - pegou na minha mão, logo a retirei involuntariamente da sua.

Se havia coisa que não queria fazer, era o magoar, ele era gentil e não o podia ferir, eu precisava sim tinha de o afastar quando sentisse que o sentimento estaria mudando de rumo. Porque amar era complicado, e eu apenas não o podia simplesmente fazer, porque isso me faz sofrer, e eu não queria, não agora.

Já havia perdido muito, a minha família já estava longe de mim, eu própria havia afastado o meu eu, de mim mesma. Eu era um monstro incapaz de controlar a minha própria ciência, a minha própria natureza.

- Ei Care, esta tudo bem? - aterrei na terra depois de uns minutos mergulhada num planeta imaginário, talvez apenas só meu.

- Desculpa, eu acho que distrai-me! - sussurrei, corando um pouco.

- Queres ir dar um passeio ate lá fora? - levantei ao seu lado e percebi a presença de Jasper aos beijos com a Jane. - Care?

- Hum? Claro, vamos!

E assim eu sai de mão dada a Edward para o exterior sem olhar para trás, porque estava a fazer com que eu me senti-se a pior pessoa a face da terra, se já não o era.

A verdade é que por mais voltas que a minha cabeça pedisse para dar, eu não conseguia entender de onde ela buscava tanta falsidade, tanta vontade de enganar alguém como eu que não havia feito mal algum na cruz como a minha avó gostava tanto de falar.

Eu não conseguia encontrar uma resposta, de facto devia ser muito burra, visto que acreditava que aquilo que ele havia falando anteriormente pudesse ser mesmo verdade, mas não, ele apenas mentiu, é que na verdade devia aprender a deixar de ser ingénua, pois já não tinha idade, nem tempo para tanta inocência junta.

Por esse jardim fora eu mantive silencio, e pelo canto do olho vi a quanta vontade Edward tinha para perguntar o que se passava comigo, talvez ele não o fizesse porque queria apenas respeitar o meu silencio, a minha ausência de palavras. Por outro lado ele também sofria, e eu sentia.

Não eram só as mulheres que tinham sentimentos honestos, os homens também podiam ter, e um grande homem que não esquecia de ver como alvo de estudo, alvo de guia, era o meu pai. Ele amava tanto a minha mãe, ele fazia tudo por ela... era um homem assim que eu queria para mim, alguém que pudesse cuidar das minhas feridade quando abertas, alguém que suportar-se minhas dores. Mas parece que tal coisa não estava destinada a mim, porque a minha condição assim não o permite.

Olhei o céu, e de lá busquei a energia, a coragem que precisava, e simplesmente fechei os olhos. Deixei a brisa chegar a minha pele, sentir o diversificado aroma florestal que cobria todo espaço verde do colégio Astúria. E dei por mim a voltar no tempo atrás, buscar das minhas memórias antigas uma saudade, de um toque, de um beijo.

"- Caroline já estas atrasada, o papa já chamou pela gente um milhão de vezes! - resmungava Claire do alto da escada impaciente. 

Saltei da cama e guardei bem de baixo da minha dela o meu velho diário secreto, porque se era ser secreto, não podia ser lido por ninguém, então eu teria o dever de o manter seguro. Pois não queria ter a minha irmã por ai a correr e a espalhar aos quatro cantos que eu havia beijado o meu primeiro namorado. 

Comecei a rir de mim própria, relembrando a textura dos lábios do Ollie, e da forma doce como ele tocava em mim como seu fosse uma boneca de seda que precisa de certos cuidados e de muita estima para durar toda a vida.

- Caroline! Eu vou buscar uma grua para tirar-te da cama! - voltou a gritar, mas a subir as escadas ao mesmo tempo. - Vou contar ate 10, se eu chegar ai e tu ainda estiveres de pijama vou chamar o pai. 

Dei de ombros não ligando as suas ameaças infantis e apenas suas. Brinquei com a roupa enquanto me vestia, eu parecia uma pura criança querendo brincar com o fogo em plena manha de Inverno em que a chuva caia do lado de fora da minha janela.

- Eu sabia que ainda estavas assim! És sempre a mesma coisa! - ficou a porta especada observando-me.

- Entra! - convidei de ar inocente.

- Perdes-te a noção do tempo, não? - ela cruzou os braços. 

Eu tratei de balançar a cabeça negativa e vesti a camisola preta as riscas roxas e fiz uma careta para ela. 

- Vais começar com as tuas caras e bocas feias! - fez beicinho.

- Oh! 

- Care... estamos atrasadas, é o almoço aniversário do avó Taylor. 

- E se eu contar uma coisinha, tu para de me chatear? - puxei para sentar comigo na minha cama ainda toda desajeitada.

Ela inclinou ligeiramente a sua cabeçinha, e as suas tranças caramelizadas deslizaram consoante o seu movimento. Deixei escapar um sorriso grande, ela ergueu a sobrancelha e se bem a conhecia mordia a pulga só para saber o que eu tanto queria contar.

- Fala logo, estou a morrer! - bateu as mãos impaciente.

- Eu e o Ollie beijamos-nos. 

Ela abriu a boca num "O" e começou logo a bater palminhas animada e se bem conhecia seu olhar previa ja um monte de planos.

- E depois? Ja estao a namorar? Ele pediu-te em namoro? - os seus olhinhos brilhavam tanto que já me sentia contajiada pela sua energia positiva.

- Calma, uma coisa de cada vez, Claire! - sussurrei. 

- Ai desculpa, é o entusiasmo!

Abracei a minha irmã com uma força tal que juntas ate esquecemos que o mundo existia."

Voltar a lembrar tudo foi tão emblemático que sentia-me balançada e com saudades, afinal a vida era curta e a gente passava grande parte dela a fugir, sem aproveitar o que tinha de bom. E de facto eu tinha deixado tantas coisas fantásticas para trás, uma delas era o Ollie, apesar de ter sido o meu melhor amigo, ele havia sido também meu namorado, apesar por pouco tempo que compartilhamos juntos, pois ele havia mudado de estado quando os seus pais haviam separado. E dai vinha aquela velha história de "se tu vais com o pai, eu fico com a mãe.."

Eu não podia viver presa a nostalgia de um dia ser feliz, nada fazia sentido para o agora, eu não era mais a mesma Caroline do antes, agora eu era triste, intocável, solitária e vulnerável aos sentimentos.

- Caroline! - chamou por mim Edward, apesar de o sentir tão longe. - Estou a falar para ti a horas e nem uma palavra disses-te! - falou ele, eu apenas balancei a cabeça. - Tudo bem, eu devo estar a ser um chato, não precisas de dizer nada, eu vou andando!

- Não! - puxei pela manga do sua jaqueta.

Ele olhou para mim sincero, mexendo nos bolsos da sua algibeira.

- Não estou nos meus melhores dias, e não és um chato, muito pelo contrário, és um rapaz muito gentil! - sorri, ele coçou a nuca. - Desculpa eu me ausentar tanto... - expressei o meu mau comportamento.

- Não tens de pedir desculpa por nada, não! - sorri novamente. - Teremos muito tempo para compensar, não?

- Claro!

Carmen

Rénnee cada vez estava pior com os seus absurdos, eu juro que não entendia ate onde o seu marido era capaz de a aguentar, porque eu não conseguia viver com ela, quanto mais ter de acordar com um bom dia seu, na minha orelha, ou simplesmente compartilhar de terapias.

Meu Deus a que ponto estava a chegar. Eu e Eleazar nem um casal de verdade éramos, apesar de manter-mos uma farsa por causa dos miúdos e das aparências, mas fora disso, agíamos dentro dos limites razoáveis, não entendia em que ponto da minha vida fingida, havia iniciado um problema conjugal.

Entrei no edifício policial, mas de seguir ate a minha sala e começar a trabalhar, encontrei Charlie e não consegui resistir em escapar a dedos de conversa matinal, com o feche.

- Como estas Charlie? - sorri, cumprimentando.

- Estou muito bem, Carmen e tu? - mostrei uma cara de perder alguns cabelos. - Hum... deixa-me adivinhar, a minha mulher continua com as suas artimanhas, acertei?

- Na mosca! - ri. - Acreditas que ela agora deu para aconselhar com uma terapia de casais? - ele abriu a boca num espanto, mas logo riu disfarçando.

- Desculpa, Carmen! - continuo a rir sem conseguir se conter, mas logo parou compondo sua postura. - A minha mulher fez mesmo isso? - acenei que sim. - Rénnee esta indo longe demais, eu preciso mesmo de falar com ela.. tu desculpa-me qualquer coisa, mas a minha mulher é mais teimosa que uma porta dura.

- Não duvido! - balancei os cabelos.

- Bom, se houver mais alguma coisa, por favor, avisa-me! - acenei que sim.

- Ate já Charlie!

Entrei portas dentro e enterrei os meus belos olhos nessas horas todas de serviço que tinha pela frente.

Jasper

- Oh Jasper, faz uma cara bonita porque a Victoria vai tirar uma foto nossa para eu colocar como walpaper no meu telemóvel. - tentei fazer um sorriso, embora não tive a minha vontade para tal. - Assim está ótimo! - ela manejava-se toda ao meu lado, fazendo sorrisinhos e olhares que já estavam a deixar-me sem paciência.

- Olha Jane, eu preciso de resolver umas paradas! - ela cruzou os braços.

- Oh Jasper, só mais uma! - fez beicinho.

- Só mais uma então! - cedi.

Quando a sessão de fotografias terminou, facilmente escapei dela, quando dei conta de sua total distracção ao escolher a melhor foto para colocar no ecrã do aparelho. E então tratei de sair para o exterior e procurar pela Caroline, pois já tinha perdido de vista e não gostava de a ver sozinha com esse bandalho do Edward.

Ok, eu estava com ciumes, era normal para quem gostava de alguém como eu gostava da Caroline, mesmo com aquele feitio que ela tinha, mas eu gostava, e não reclamava, porque se não estaria perdendo o meu tempo procurando por si. O que na verdade a minha maior vontade era de dar as costas e simplesmente sumir, mas eu não podia, porque de uma forma generosa, e rara eu tinha prometido a sua pessoa que nunca a iria abandonar, nem a família.

Então não arredei passo, e finalmente a encontrei a uns talvez 6 metros de mim, com ele. Eles permaneciam juntos, animados ate bem por sinal, mas não estava conseguindo controlar, e então comecei andar que nem um louco na direcção deles e acabei fazendo algo que talvez não queria, mas era a minha vontade a falar mais alto que a própria razão.

- Olha lá não tens mais bonecas para brincar? - comecei a empurra-lo.

- Jasper! Para! - Caroline começou aos gritos.

- Oh, não me digas que estas com medo do que eu possa fazer a tua irmã? - ele tentou ironizar. - Ela já é crescidinha, não precisa de baba! - soquei-o.

- Jasper! - voltou a gritar Caroline, empurrando-me para trás e socorrendo o garoto. - Vai-te embora, não olhar para a tua cara.

- Ai é assim? - limpei o suor que começava a sair da minha testa com as costa da mão.

- Já avisei para parares com as infantilidades, ninguém aguenta as tuas brincadeiras. - ela ajudou ele a levantar.

- Eu realmente nem sei o que estou aqui a fazer, sou um idiota!

- Só agora que sabes? - perguntou ele limpando os lábios que já tinham um marejar de sangue devido ao meu soco.

Ignorei o seu comentário absurdo e simplesmente dei as costas saindo de cena, porque não havia mais nada que eu pudesse mudar.

Eleazar

- Rénnee, como eu falei ainda a pouco.. eu e a Carmen, temos os nossos altos e baixos, e qualquer casal em perfeitas condições tem, não é? - ela acenou que sim, mas via em sua cara algo mais, logo adiantei-me. - E por isso, é que estou a dizer que não há nada que uma terapia não sei das quantas possa mudar.

- Eu só quero ajudar os meus vizinhos!

- Sinceramente eu agradeço, agradeço mesmo do fundo do coração por toda a dedicação, mas vamos ficar como estamos.

- Esta bem, já percebi que não querem a minha ajuda, mas fica sabendo que ainda vais implorar por ela.

- Talvez, mas eu prefiro acreditar que não! - abri a porta do alpendre. - Bom, ate mais tarde Rénnee...

Quando fechei a porta dei um grande suspiro de alivio, que já estava a fervilhar de tanto ter de ganhar paciência para alguém como essa mulher que era a peça mais chata de montar.

Caroline

Quando vi que Jasper finalmente havia saído do meu campo de visão, ajudei Edward ate a enfermaria, onde cuidadosamente foi assistido pelas enfermeiras. Enquanto isso eu permaneci do lado de fora, talvez impaciente, e totalmente irritada com atitude desesperada do rapaz que eu dizia pensar ter coração.

Na verdade ele não tinha coração, alguém humano e de senso comum e ajuizado não age da forma como ele agiu. Ele estava completamente fora de si, eu não o reconhecia, não como o Jasper de ontem, meigo, sincero... ele parecia completamente o oposto, um louco e controlador.

O que uma pessoa como estas tem na cabeça? Miolos, ou neurónios que pensam? Talvez seja simplesmente uma cabeça vazia, a precisar de ser aberta.

Sem dar conta já estava a chorar, sentia-me muito mal. Tudo era culpa minha, eu gostava de poder mudar o que as circunstancias acabavam de provar como devastador, porem não tinha ideia de como fazê-lo.

Ainda não tinham provas para provar se o Galileu estava certo de sua teoria do sol girar em torno da terra ou a terra em torno do sol. Então também não teria uma prova para entender o cérebro de alguém, principalmente se esse alguém fosse cabeça dura que nem ele.

- Care! - desencostei da parede quando dei conta de que Edward acabava de passar das portas da enfermaria.

Não sei explicando como, eu abracei ele numa necessidade apenas minha, era compaixão, era afecto.

- Ei, eu não morri... foi só um soco! - explicou ele meio a rir.

- Desculpa, mas ainda assim eu preciso mesmo de pedir perdão pelo comportamento do meu irmão, ele é muito temperamental.

- Ele precisa mesmo de regular o temperamento. - sorri.

Com mais um pouco de conversa acabei mesmo por aceitar a sua boleia ate casa, ele era muito gentil como já havia mencionado um milhão de vezes na minha cabeça, mas eu não cansava.

Então quando finalmente parou o carro na berma do passeio de minha casa, eu corei, e sentia a chegar aquele momento em que muitas das despedidas era feita de forma especial estava a chegar, e eu, Caroline, precisava de fugir, porque era o melhor para todos, visto que eu era um chamado perigo eminente.

- Quando volto a ver-te? - perguntou ele.

- Como assim? Na escola! - abri a porta do carro, dando um sorriso.

- Claro, eu sei que na escola, mas eu falo pelo fim de semana... Care... - cortei.

- Edward, vamos com calma, sim?

- Na verdade eu ia falar outra coisa, mas tudo bem... - sorriu de volta de mãos firmes no volante.

- Então fala! - sorri na expectativa de corresponder de alguma forma.

- De irmos aproveitar a tarde de amanha, que ouvi falar que vai estar sol... e aqui em Vale Perdido, há parque fantástico onde vê um lindo por do sol..

- Uau... a mim parece-me bem, aceito.

- Então fica combinado, amanha encontramos aqui.. - acenei que sim.

Logo entrei dentro do portão, mas já tinha alguém de plantão a minha espera sentadinho no banco de baloiço, de braços cruzados e ar irónico bem saliente em seus lábios.

- Amanha um por do sol... - tentou imitar a voz do Edward, Jasper.

- Podes parar! - dei um valente estalo no seu rosto. - És uma criança autentica, sabias? - ele agarrou no meu braço com alguma força, tanto que os seus músculos contraídos. - Larga-me! - pedi.

- Deves pensar que és a mais inteligente! - resmungou. - Qual é o próximo passo, hum? - ergueu a sobrancelha, imporrando-me para cima do banco. - Fala... espera, vais contar para ele que és uma garota estranha, que não pode beijar por isso ficam só pelos abraços. - riu.

- És repugnante! - levantei, ajeitando a jaqueta. - Deixa-me em paz, mas espera faz-me um favor, bem grande... - ele olhou para mim. - Vai ver se a Jane precisa de ajuda com o sutiã.

Entrei pela cozinha a correr, sem dar uma única satisfação a Eleazar que estava de voltas das panelas como sempre.

Ao entrar no quarto, apenas procurei por um único refugiu que era a minha modesta cama, que podia consolar a minha dor.

Minutos depois impossível foi tentar disfarçar as minhas lágrimas, porque Maggie apesar de pequenina, era muito esperta.

- Estiveste a chorar, eu sei... - ela saltou para a cama, e encostou-se bem a mim. - Vocês fazem coisas muito erradas, mas sei que no fundo querem consertar, mas não conseguem, porque a raiva fala mais alto que a razão.

- Oh meu amor, quem me dera que não existissem estes problemas e o mundo fosse um paraíso!

- No paraíso também há problemas, Caroline! - suspirei, aconchegando mais no meu colo e acariciando seus cabelinhos, agora ondulados pelo efeito das tranças.

- Muito espertinha princesa! - comecei as cocegas.



Comentários

  1. Ah, estou com o coração tão apertadinho depois de ler sobre todas essas lembranças da Caroline... Ter de se afastar de todas as pessoas que ela ama foi uma atitude corajosa, mas ao mesmo tempo, extremamente dolorosa pra ela. E acho fofo o Edward estar ali, por perto, tentando ajudá-la de alguma maneira. Acho que a amizade faria bem para ambos...

    Pobre Charlie, ele deve ficar muito constrangido com o comportamento maluca da esposa, não? Ainda mais agora que Carmen é companheira de trabalho... Mas tenho pra mim que não adianta muito falar com a Renneé, sabe?

    Primeiro Jasper beija a Jane, e logo depois já quer fugir dela? Esse menino tem sérios problemas... Aí então ele resolve ir atrás da Care, e banca o ofendido quando a vê com o Edward, oh céus! É o que faz o ciúme, não? Mas ele devia ter pensado nisso antes de sair beijando outras garotas na frente da Care, não? E bem, na minha opinião, a loira estava certa em defender o Edward, que não estava fazendo nada demais a não ser oferecer apoio à Care! Além do mais, para todos os efeitos, eles são irmãos aos olhos dos outros né? Jasper passou um tiquinho dos limites dessa vez.

    Eleazar deve comer paciência em grandes doses todas as manhãs, pra conseguir aturar uma vizinha mala como a Renneé...

    Deixe-me dizer que achei o momento do abraço da Care e do Ed muito fofinho! Depois de toda a confusão, a menina estava mesmo precisando de algo que a pudesse confortar, certo? E veja só, eles vão dar uma passeio, que fofo! E o que foi o Jasper fingindo ser o cão de guarda no jardim? Ele não tem muito direito de exigir satisfações, não? Mas ele está enciumado, está ferido e suas atitudes, apesar de não serem as mais corretas, são quase compreensíveis. Esse dois vivem às turras, mas não vivem um sem o outro, não?

    Já ansiosa pelo próximo capítulo!


    xoxo

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  2. É verdade Edward tem um bom coração e Caroline ja percebeu isso porque deposita em si muita da consideração, embora nao possa sair por ai contando a sua história na verdade, porque primeiro era o risco de ser apanhada e segundo era o facto de ninguem entender, achar loucura.

    A mim deu tanta dor descrever um cenário de saudade, porque para quem lê da a sensação de nostalgia, mas para quem escreve é tanto mais intensificada, é viver esse momento.

    Eu acho que eles tem tudo para ter uma boa amizade sim, ate porque para Caroline isso ja vale mais que muitas coisas, nao?

    Charlie um dia vai ter um fim num hospício e o motivo vai ser a mulher, porque é louca e nao consegue ter limite. Eu sei que ele tenta, esforça mas como voce diz, é impossível calar uma assim, muito menos repreender.

    Eu concordo na atitude da Care que muito pelo contrário da do Jasper esta ser inteligente nao expoe a sua vida na frente dos "estranhos", certo? Porque Edward nem ninguem merecia ser bombardeado dessa maneira, nem ela. E como uma vez mais ela iria defende-lo como eu o faria, sem duvida.

    Obvio que ele é completamente impulsivo e que as suas atitudes levam a actos impensáveis, mas tambem sei que ele sofre com isso, porque afasta quem ele gosta, certo? E a Caroline cada vez mais vai ser fria com ele e com razao. Ou ele muda e pensa antes de agir ou o estatuto vai mudar de figura.

    Acho que o Eleazar nao tem outra opção que nao essa. kkk pobre coitado, precisa de um emprego urgente para fugir desse mundo de loucos.

    O momento do abraço foi espontâneo posso dizer porque nao pensei, simplesmente deixei fluir na escrita, e com certeza esse é o sentimento que ficou expressos neles. E claro esta que ela precisou desse carinho, qualquer pessoa em essa situação iria precisar.

    Jasper é mais teimoso que uma porta velha a ranger quando vento sopra forte, e posso dizer que ele nao é do tipo e dar a razao aos outros e como sempre ira manter o seu orgulho, embora nao sei ate quando. Mas é como voce diz, ele esta ferido, ele gosta dela, ele sente ciume, mas faz coisas erradas. O amor tem dessas coisas, nao?

    Espero surpreender.

    Beijinhos



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