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Os Especiais - Capitulo 15 - Por do Sol


E mesmo que os problemas por mais grandes que fossem estivessem lá, eu sabia que a pequena Maggie tinha razão. Eu precisava de aprender a resolve-los, embora as vezes eu própria não soubesse por onde começar.

- Caroline! - mexeu com as suas maozinhas no meu rosto quando estava deitada no meu colo. - Não achas melhor irmos ajudar o Eleazar? É que parece que esta a cheirar a esturro, não? - comecei a cheirar e levantei num pulo.

- Esta mesmo! Eu não acredito, ele voltou a queimar o nosso jantar! - ri.

Desci a escadas a correr acompanhada pela pequena que seguia a meu lado e quando passei pela sala, e ele não estava lá, com certeza havia seguido meu conselho, e ainda bem porque quanto mais longe estivesse mais eu estaria bem.

Entrei na cozinha e Eleazar estava com uma cara de meter dó, e claro esta que coloquei logo as mãos a obra.

- Eu juro que tentei seguir as instruções do livro, aqui! - pegou no livro apontando para a linha.

- Parece que ou o livro esta errado, ou então não temos condições para esses cozinhados. - comentei eu, colocando a panela de baixo da agua a correr.

- Se a Carmen entra em casa e dá conta do cheiro, vai achar que há incêndio! - comentou ele nervoso a limpar o suor impaciente. - É que ainda por cima ficamos sem jantar, e comer fora é caro, então estou perdido... porque começar a preparar tudo novamente vai demorar um tempo imenso, e depois á hora que formos para comer já estará a passar do horário de dormir!

Ele quando cometia um erro, ficava pior que o impossível, porque a sua cabeça começava a girar que nem uma barata tonta de tantas voltas dar. É certo que a cozinha não havia sido criada para um homem pouco apto, mas por outro lado havia nascido uma ciência em que dizia que "aprender é sabedoria", então ele podia aprender, bastava assim não desistir e claro persistir, porque as vezes um erro leva muita gente a desistência, por outro lado já dizia a minha mãe que "errar é humano", por isso ninguém estava livre de um erro, e apenas só aprendíamos.

E como a sua aflição era tanta e tentar dar uma ideia seria deixa-lo mais baralhado, tirei das suas mãos, o livro de culinária e delicadamente o pousei em cima da banca, porque estava na hora de procurar uma receita rápida e económica, antes alguém perdesse a cabeça pela fome sentia.

- Eu ajudo com tudo o que for preciso, Caroline! - alertou a pequena, sentando ao meu lado bem debruçada na banca com um sorriso amoroso.

- Então preciso que tragas um ramo de salsa lavada, uma cebola, um pacote de esparguete... - fui ditando para a pequena pegar os ingredientes que a receita assim o indicava e Eleazar apenas observava, como se fosse um mero aprendiz.

O que é certo, é que meia hora depois estava o jantar prontinho a deixar um cheiro inteiramente aromático e claro está que deixava toda a gente de agua na boca. Maggie havia voluntariamente derrubado um jarro de agua no chão, mas não havia sido nada de alarmante, dado que quando se trabalhava dentro de uma cozinha estivasse sempre preparado para tudo.

Rennée

A noite estava a cair de lá da minha janela, eu cá estava a espera do quase imprestável marido que só sabia deixar a comida esfriar e depois, eu sozinha não dava recado de tudo.

Fui ate a escada e comecei a subir sorrateiramente, estranhando claro, o facto da Jane manter a porta fechada do quarto. Tentei abrir a puxador, rodando ora para a esquerda, ora para a direita, mas ele estava trancada... mil ideias começaram a voar na minha cabeça.

- Jane! Abre essa porta imediatamente, estas a ouvir? - gritei para que ela ouvisse bem que eu estava aqui. - Jane! - repeti. - Não volto a chamar por ti, podes ter a certeza!

Escutei a chave a rodar e ela finalmente abriu a porta e eu entrei analisando o quarto como boa mãe que era, porque nunca se sabia se o gandulo não estaria de baixo da cama, ou dentro do roupeiro.

- Porque que tinhas a porta fechada? - cruzei os braços enquanto expunha a questão, não parando a minha vistoria rigorosa.

- Porque sim! - respondeu seca.

- Jane Ruane, isso não saímos modos de falares comigo, que sou tua mãe e não tua colega! - bati o pé insistente.

- Dá para parares um pouco de bancar a mãe atenta? É que não é mais possível suportar! - abri a boca num "O" com tais calunias da minha própria filha. - Sai mãe, estava ouvir musica se não te importas!

Fechei a porta atrás de mim e fui direitinha ate ela, tirei dos seus ouvidos os phones e ela logo olhou para mim muito chateada, e claro nisso ela saia bem a mim, porque odiava quando alguém contrariava algo.

- Mãe! - resmungou ela pegando de volta os phones de minhas mãos. - Bolas o que queres? - ela olhou em meio de bufos.

- Olha lá eu fiz-te algum mal?

- Não!

- Ótimo, porque o jantar esta na mesa! - dei as costas.

- Sério que vieste ate aqui para me chatear isso tudo, tirares os meus phones quando escuto a minha musica favorita e no fim apenas dizes que o jantar já esta na mesa? - sentou ela fazendo cara feia ao abrir a tampa do notbook.

- Estas a ficar igualzinha ao teu pai!

- Falas-te nele, justo na hora que esta a chegar! - apontou para a janela.

Logo tratei de apressar-me descendo as escadas e gritando em cada passo "Jane mesa". Abri a porta e coloquei um sorriso caloroso para receber o maridinho.

- Ainda bem que estas a porta! - falou ele. - Porque precisamos de falar e não me parece que vás gostar, mas estas a passar dos limites!

Hoje era o meu dia não definitivamente. Porque primeiro tinha uma filha que estava agir de forma insuportável e depois um marido cheio de acusações, já para não falar das chatas expulsões dos meus inclines da frente.

- Charlie eu não faço a mínima ideia do que falas! - peguei a sua jaqueta a pendurando.

- É óbvio que falar contigo se torna algo impossível, por isso vou jantar antes que esta conversa faça-me perder a fome. - e assim seguiu para a cozinha.

"Deus de-me paciência" pensei, enquanto o acompanhava.

Carmen

Estava muito cansada depois de um dia inteiro de trabalho, apenas queria chegar em casa e comer a minha refeição e depois apenas seguir ate a cama, porque não aguentava mais das minhas pernas e então a cabeça mais parecia uma bomba relógio a fazer "Tic, Tac. Tic, Tac"

Abri a porta de casa, e entrei sendo convidada por um cheiro muito agradável. Então ao pousar a jaqueta no cabide, segui ate a cozinha, onde toda a gente estava sentada a mesa com uns sorrisinhos, tirando um que era uma perfeita ausência na mesa, e ate percebia qual a razão, mas isso não vinha ao acaso agora.

- Então Carmen, como correu o teu dia? - levantou-se gentil Eleazar servindo o meu prato, mas reparei que pelo canto do olho piscava para alguém.

- Correu bem, embora esteja intensamente cansada, mas nada que um banho e uma noite de sono não resolvam! - disse eu. - Esta bom assim. - peguei o meu prato. - E por aqui, esta tudo bem? - levantei os olhos a todos os rostos.

- Esta sim... - respondeu Caroline apressada.

- Então porque o Jasper não veio jantar? - perguntei involuntariamente.

Instalou-se silencio total, era como se tocar no nome Jasper fosse uma maldição que em pouco tempo tornaria esta casa um pesadelo.

- Nem tanto, mas mais ou menos assim! - respondeu Maggie.

- Meu anjo conta para mim o que se passa! - pedi docemente para ela.

- Eu não posso falar, é uma coisa de adultos e o meu papa sempre me ensinou a não meter em assuntos de adultos. - comeu uma garfada.

- Não tem problema, eu resolvo depois! - assenti.

Quando o jantar terminou todos recolheram ate aos quartos, tirando eu claro que estava a janela a espera do menino desaparecido. Quando já passava da meia noite a fechadura da porta da rua rodou e ele entrou.

- Seja bem aparecido Jasper! - acendi a luz.

- Carmen!

- Espero que tenhas uma explicação para o facto de não teres jantado em casa e muito mais de apenas de ter só agora chegado! - cruzei os braços a espera.

- Andei por ai, não tenho fome, não sou obrigado a comer!

- Sabes que podes falar comigo se estiveres com problemas! - aproximei dele pousando a palma da mão no seu ombro. - Eu sei que alguma coisa não esta certa contigo, eu juro que só quero ajudar.

- Esta tudo bem Carmen! - ele deu as costas começando a subir os dois primeiros degraus e parar, e voltar logo a olhar para mim. - Sabes uma coisa, não estou nada bem, mas isso não importa porque sou um idiota, e cometo erros e são mais outros erros e nunca vou mudar isso.

As vezes as suas meias palavras eram o suficiente para eu entender o que na verdade se passava na sua cabeça. A verdadeira razão da sua mudança era ela, a Caroline.

Eu sabia que ele no fundo tinha algo de bom dentro de si, e talvez esse algo bom também fosse alvo de mudanças, mas essas mudanças por vezes podiam ser devastadoras, pois isso ia sempre depender do rumo que levássemos.

- Jasper, senta aqui! - chamei, enquanto sentava. - Eu sei que á coisas que não são fáceis, mas também sei porque elas só se tornam mais difíceis porque nós queremos. - ele olhava atento. - Eu já tive a tua idade, e acredita a rebeldia leva a gente a fazer coisas tão feias que quando olhamos para trás sentimos muito rancor.

Ele baixou o rosto triste, a minha mão acompanhou o seu movimento, os meus olhos procuram uma forma de ter atenção dele.

- Porque tudo tem de ser difícil para mim? Porque?

- Porque somos nós mesmos que queremos! - ele olhou para mim com força contida nas suas lágrimas crescentes. - Eu gosto tanto dela, mas ao mesmo tempo sinto raiva, pois ela assim o faz sentir.

- Não deixes que a raiva consuma o teu coração. - acentuei a mão no seu peito. - Ela doí muito mais que a traição, e depois nunca mais se é a mesma pessoa.

- Achas que ainda a tempo de mudar?

- Claro que sim, nunca é tarde. Hoje podes ter errado seja lá com o que for, mas amanha podes acertar! - levantei do sofá. - Faz o que te digo e acredita, vai fazer toda a diferença. - deixei um beijo no seu rosto de boas noites e subi as escadas.

Esperava sinceramente que ele tomasse como certas as minhas palavras, que de alguma forma começasse por concertar erros e ser mais ótimista.

Caroline

Não parava de dar voltas na cama, estava inquieta, apenas me vinha a cabeça tantas conversas, tantas atitudes que faziam-me acordar e simplesmente encostar a cabeça na ombreira e tratar de pegar o diário e escrever. Já era quase manha, mas o sono esse ele não vinha, por outro lado eu não estava preocupada, porque era sábado e teria mais tempo para dormir se assim pudesse.

Então quando já de diário na mão e caneta na outra, comecei por assentar uma linha de ideias, iniciaram-se os primeiros acordes de musicas de primavera. Sorri, óbvio era um canto que fazia qualquer pessoa ter inspiração, e afinal hoje não era um dia qualquer.

Quando terminei de escrever, pousei o diário, onde arrumei cuidadosamente na gaveta e sai da cama, pegando o robe e assim seguir pela casa ate ao jardim, onde sentadinha no banco de baloiço podia voltar a pegar no sono.

Uma vez sentada, fiquei pensativa, a olhar para as árvores, para os passarinhos, e ate para as nuvens passageiras que davam nuaces ao céu azul.

" - Caroline será que quando voarmos vamos ver as nuvens de perto? Será que podemos tocar nelas? - perguntava a Claire muito entusiasmada comendo seu algodão doce da feira quando caminhávamos juntas para casa.

- Sim quando andamos de avião, passamos mesmo por cima delas! - disse eu sorrindo ao retirar um pouco do seu algodão sem ela dar conta. - Mas tocar não podemos, porque elas não são tocáveis. 

- Como não, se a avó disse que elas era doces e fofas como o algodão doce. - fez beicinho a pequena. 

- Porque a avó estava a brincar contigo, tolinha! - ri, e logo peguei a sua mão para que pudéssemos atravessar a estrada em segurança. - Em outras palavras as nuvens não passam de meros acumulados de gás na atmosfera! 

- O que é a atmosfera? - ri. 

Parei com ela já no outro lado da estrada e a peguei ao colo sentando numa banquinho. 

- A atmosfera o é céu que vês princesa! - e juntas começamos a olhar para o cimo. - É o acumulado de azul que protege a terra, que nos protege dos meteoritos. 

- Há já sei, e das estrelas cadentes! - falou animada apontando para o céu vendo pontos brancos arrastarem-se. - e aquilo branco é o quê? 

- São os aviões a muitas altitudes daqui.. 

A brincar estava a ensinar a minha irmã querida a tantas coisas novas e tão riais que as vezes esquecia que alguém superior a nós já o fazia."

- Caroline! Caroline! - acordei dando um pulo. - Desculpa, eu não percebi que estavas a dormir, mas perece que o banco de baloiço não é o sitio mais confortável para isso. - disse James.

- Estou bem aqui, mas é verdade adormeci mesmo e não devia. - espreguicei-me toda, tendo uma leve dor nas costas.

- Estas com um ar cansado!

- Nem tanto... - ajeitei o robe voltando para dentro.

Subi as escadas e tratei de me apressar e fazer algumas coisas antes que perdesse o dia pensando.

Quando a tarde chegou e com isso a hora do combinado, fiquei completamente nervosa. Era um encontro de amigos, nada mais, ate porque eu assim não o queria e por outro lado era demasiado cedo para outros avanços.

Abri o armário a procura de uma roupa mais ou menos certa para uma saída em um fim de tarde, a verdade é que por mais cores que escolhesse ou mais peças que vestisse eu só gostava do amarelo, não sabia explicar, talvez fosse a minha cor favorita.

Então quando pronta sorri para o espelho passando um pouco de gloss nos lábios para ficarem brilhantes e hidratados e sai porta do banheiro fora dando as caras com quem menos queria.

- Estas muito bonita! - elogiou.

E simplesmente desvalorizei indo a escada a descendo apressada, para trás eu sentia o peso do seu olhar, mas isso não ia mudar o que eu sentia. Estava magoada, ele havia feito coisas que eu não conseguia perdoar.

Enfim esta era eu, e não tinha como mudar isso em mim, porque as pessoas não mudam simplesmente porque os outros querem, mas porque as mudanças apenas são mutuas, e quando assim acontecessem é dado a determinados acontecimentos, a efeitos saudáveis e únicos.

Abri a porta da rua sem olhar para trás, não queria ter um peso na minha consciência quando outro alguém não o teve por mim. Então dei um passo em frente, depois outro e deixei-me levar, para esse caminho que eu achava certo, e que podia mostrar para mim a verdadeira razão da felicidade, construída na base da amizade.

- Care, estas tão linda! - elogiou o Edward pegando na minha mão para dar uma voltinha.

- Obrigada, Ed... - sorri corada. - Vamos? - perguntei apressada para sair dessa rua.

- Claro!

Assim ele abriu a porta do carro para mim, instalei-me como uma princesa, enquanto ele dava a volta ao veiculo e entrava no lugar do condutor. Ligou o rádio e a musica que tocava era em tudo a minha favorita, por isso o dia só tinha a correr-me bem.

Rennée

A casa já estava mais limpa de tanto eu fazer minhas vistorias diárias de como tudo ficava de um dia para o outro. Então quando já estava tudo arrumado, decidi mudar as cortinas da sala porque estavam com um aspecto horrível e isso concluía um espelho da casa péssimo. O que os vizinhos iriam pensar mim? Que com toda a certeza era uma dona de casa bem desleixada e isso ficava muito mal a mim, não?

Peguei no escadote que tinha arrecadação e tratei de fazer as trocas, e nesse momento em que estava em pura tarefa de dona de casa, não pude deixar de olhar a chegada de um carro, mas não comum aqui na rua.

Comecei a olhar pormenorizadamente, e quando a pessoa de lá saiu eu jurava que ia ter um tremelique, porque o Edward, o namorado da minha Jane, ou talvez ex... não importa ele estava aqui, então ele vinha encontrar-se com a minha filha. Mas quando o portão da vizinha da frente abriu e de lá saiu a garota loira, e ele pegou na mão dela dando um voltinha, eu jurava que não havia caído do escadote, por muita sorte.

Eu não queria acreditar no que os meus olhos viam, porem a realidade era mais infecta do que na verdade descrevia na minha cabeça.

- Jane! Jane! - gritei por ela. - Jane!

- O que foi mãe? A casa esta arder? - perguntou ela ao correr pelas escadas.

- A casa não, mas tu! - ela fez cara de caso. - Olha lá tu e o Edward, filho lá da doutora Maria não eram namorados? - perguntei pousando o cortinado, fazendo gestos.

- Dizes muito bem, éramos, mas não somos mais! - piscou vastas vezes os olhos. - Por outras palavras, terminamos o namoro. - começou a mexer no cabelo, fazendo um rabo de cavalo. - Mas porque?

- Por nada... - voltei a subir as escadas do escadote e continuar a colocar o cortinado olhando sempre para lá e para cá.

- Não parece, há já sei! - falou ela olhando pela janela ao lado. - Estas a perguntar tudo isso porque ele esta ali mesmo a sair com a Caroline. - olhei para ela em concordância. - Olha mãe ele é livre de estar com quem quer, e eu também, ate porque ando a sair com o Jasper.

- O quê?

Estava bem demais para ouvir uma coisa assim. Quer dizer a minha linda filha Jane, ela podia ficar com qualquer rapaz, mas qualquer um mesmo, mas logo esse que era um tremendo mau carácter, eu não admitia.

- É isso mesmo que acabas de ouvir, e agora se não te importas, vou ter com ele.

- Jane se tu saíres por essa.. - e ela saiu porta fora bem antes de eu terminar a frase. - porta ficas de castigo. - bati os pés no escadote impaciente, e quase cai.

Caroline

Quando o carro perdeu mobilidade na proximidade do parque, eu sentia-me muito bem, talvez mais solta e esquecida minha própria natureza que no fundo não passava de uma adolescente amante de um habito novo, rotineiro, enfim simples sem aquelas coisas de "tu não podes fazer isto porque matas".

- Então que tal o sitio? - olhei para todas as vertentes, e todas elas transmitiam para mim tanta tranquilidade.

- É magnifico! - respondi eu caminhando uns passos a frente.

- Anda vou levar-te ate a ponte, é lá que se vê o melhor por-do-sol da cidade.

Acompanhei-o ate lá de abraço dado. Ok, para muitos um símbolo como este podia representar tanta coisa, mas para mim era só um carinho, uma feição, que eu não sei, estava a ganhar pelo Edward. Talvez aquele carinho que gostava que o Jasper pudesse transmitir, mas ele era um caso perdido.

A ponte a nossa frente era de vasta madeira maciça, ele delicadamente ajudou-me atravessar, pois haviam determinados sítios em que o piso era mais escorregadio.

Mas confesso que não sentia aquele medo de quando ele simplesmente tocava na minha cintura com as mãos para não caísse, ou quando escorreguei e simplesmente o levei junto comigo ao chão, e quando em um momento inesplicado os meus lábios ficaram tão perto dos seus, sentindo a sua respiração quente no meu rosto, mas logo sentia uma energia dentro de mim, que fez com que eu o afasta-se para sua protecção, e por outro lado não o queria magoar, porque não era correcto deixar acontecer algo que se conseguia controlar.

- Desculpa! - sussurrou ele.

Ajudou-me a levantar, e uma vez mais nossos rostos se encontraram, mas disfarcei logo num abraço, deixando o meu espírito inquieto acalmar. Sentia que as vezes não fazia coisas certas, mas não tão erradas ao mesmo tempo que tinha receio de dar um passo em falso.

- Esta tudo bem. - tranquilizei-o.

Mantivemos assim o abraço a observar do meio da ponte, o sol a descer numa rotação única e fogo. Os seus tons era de deixar um clarão magnifico nas águas reflectidas do rio. Este era episódio que jamais em momento algum, eu iria esquecer e talvez de todos estes pequenos incidentes deste pedaço do dia. Afinal Edward ainda podia ser uma boa ajuda, e talvez não apenas para ouvir, mas talvez para aprender a superar algo que achava impossível.


Comentários

  1. Maggie parece ter o dom de deixar a Caroline mais calma, não? Acho muito fofa essa interação entre as duas. Oh, pobre Eleazar... Só acho que ele não precisava se desesperar tanto, acidentes na cozinha acontecem! hehehe Sorte foi as meninas manterem o foco e colocarem as mãos à obra!

    Geeeente...Rennée surtou ao ver o Edward com a Caroline! Se ela não se cuidar, vai acabar tendo um infarte enquanto espiona os vizinhos, sabe? Mas o choque maior foi saber que sua preciosa filhinha estava às voltas com o novo vizinho! Ooo dó... Pelo jeito, Jane é tão difícil de se lidar quanto a mãe...

    Ownnn... que fofura esse momento da Care com o Edward! <3 Ele é um fofo, sabe? E foi impressão minha, ou quase rolou um beijo entre eles, hein? Eu teria vibrado muito se tivesse acontecido! Triste a loira sempre fugir... Mas ele só o faz pra proteger...


    Adorei o capítulo, até o próximo!

    xoxo

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    Respostas
    1. É sabe que é a mesma impressão que fico quando escrevo sobre essas duas, acho que há aqui uma química natural de afecto entre as duas, talvez algo que a Caroline tinha com a irmã Claire na infância em sua vida pouco perturbada.

      Eleazar é um pouco assim, fica muito tontinho, pior que baratas, pode acreditar. Mas como sempre as super mulheres da casa sempre resolvem. hehe

      Rennée é mesmo assim, nao suporta a felcidade alheia, e entao quando se trata de um bom partido para a filha é de arrancar os cabelos, nao? kkkkk
      Sim a Jane esta pouco lixando para esses surtos da mãe, e no fim de contas é tao igual a ela que nem lhe conto. hehe


      É eu tentei usar um pouco do momento para deixar a cena mais romântica, mas nunca esquecendo aquele detalhe dos "choques" que a Caroline é portadora, nao?
      Mas é certo que ele é o rapaz mais incrível e que pelo seu estado de espírito gosta muito da loira, e quem nao gosta de uma menina doce como ela, ne?
      Nao foi impressão sua, nao.. o beijo ia mesmo acontecer, mas é como falo aquele detalhe da Care que sabe, ne? Exactamente a protecção. É triste mesmo estar sempre a fugir ao que se sente, mas veremos em próximos capítulos como tudo vai ficar.

      Que bom que gostou. :D

      Beijinhos

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