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Coração de Robot - Capitulo 47 - Não é meu, mas teu não será!

Capitulo 47 - Não é meu, mas teu não será!

Ao voltar para casa na companhia de Alice, fiquei tão mais feliz por ver que a verdade estava a ser exposta de modo tão saudável, e que no fim de contas tanto eu como Edward tínhamos a certeza de que ela não era totalmente culpada do crime.

No entanto, mesmo isso estando numa pagina virada, a minha posição com ela mantinha-se, pois ela havia mentido para mim, e isso eu não tinha forma rápida de perdoar, pois ia demorar ate eu conseguir perceber totalmente as suas razões, não hipoteticamente falando de dinheiro.

Ao abrir a porta de casa, fomos bem recebidos por alguns entes queridos que de certo modo souberam bem rápido das noticias, e não perderam tempo em vir saudar. A dona Esme estava presente, assim como o doutor Cullen que sendo pai de Alice mostrava ótimismo. Bella que abraçava a amiga radiante, ou ate mesmo Rosalie que estava de lágrima no canto do olho. Na verdade, tudo acabava bem quando era para acabar bem, certo?

Porem, havia alguém que não estava muito contente, de certo modo ate entendia a sua posição, afinal elas estavam de relações cortadas, não? E depois a história de Simão era algo muito delicado.

Vendo que todos estavam animados a conversar na sala, dirigi-me ate ao escritório, pegando na minha paciência e começar a formar um juízo de valor, pois nesse instante a porta se abria e de lá entrava Kim.

- Jasper, precisamos de falar! - prenunciou-se ela, indo ate a frente da minha secretária com ar sério.

- Kim, fala!

- Alice veio para ficar? - questionou de braços cruzados como se em algum momento ela exigi-se uma explicação.

- Esta casa também é dela, e como é óbvio, veio sim! - respondi. - Mas qual o problema? - tentei virar o jogo de modo a entender, se tudo era apenas um ciume idiota de sua parte, ou se teria algo mais.

- Já esqueces-te do perigo que ela representa para o Simão? - ela olhou de alto a baixo. - Não quero essa mulher perto do meu filho.

- Kim, vamos lá ver uma coisa. A Alice em momento algum foi um perigo para ele, muito pelo contrário, sempre prestou muita atenção nele, e melhor de tudo é que cuidou dele. - e já não falava por mim mesmo de pensamento racional, mas emocional ao ter na ideia a doce mulher que ela era.

- Já percebi, que seja do modo que quiseres, mas por favor deixa-me preparar um lanche de boas vindas a ela no jardim!

- Claro! - sorri.

Ela saiu no segundo seguinte, e eu fiquei completamente sozinho no escritório, uma vez mais pensativo e com receio do que podia vir por ai, mas não tive nem tempo de um suspiro, porque o telemóvel já vibrava no bolso insistente. Então o tirei da algibeira, o atendendo.

- Alô?

- Jasper! - era a voz de Peter, o que me deixou tão mais contente.

- Peter, que surpresa receber uma ligação tua!

- Na verdade não liguei apenas por ligar, eu tenho é uma grande novidade para contar. - comecei a ficar curioso, mas aguardei que ele retoma-se. - Eu e a Charlotte decidimos adoptar uma criança, já que descobri que o problema de nós os dois não podermos ter filhos, vem de mim. - ergui a sobrancelha.

- Sério? Lamento meu irmão!

- Esta tudo bem, eu é que fiz uma grande tempestade num copo de agua, quando na verdade era tão simples resolver tudo usando o método mais fácil de adopção.

- É, de facto! - dei de ombros.

- Bom tenho de voltar ao trabalho, mas a noticia esta dada, e quando puderes vem ate cá, terei o maior prazer em ver-te, e a Alice claro! - sorri.

- Esta combinado, então!

E assim desliguei a ligação, encostando a nuca nas costas da cadeira e girar.

Alice Robot

Depois de confessar tudo, a minha consciência de robot estava tão mais tranquila, parecia que o mundo tinha saído de minhas costas, porque eu já não carregava mais o fardo do homem morto. A verdade, é que por dias essa história foi uma perseguição, mas depois tudo terminou, quando David e meu mundo desabaram, no entanto ao voltar a vida e descobrir isso, foi totalmente estranho.

Mas agora o pesadelo já havia terminado, e eu podia ser eu mesma, com David do meu lado sem sentir aquele ódio por mim, o que me deixava mais viva. E depois o facto de estar longe de todos aqueles, das coisas presas a vida que tinha, iam me fazer ter saudades, mas David em tudo era uma boa escolha.

- Meu amor o que fazes ai pensativa? - apareceu no quarto David de toalha na cintura, o que me fez sorrir ao ver seu corpo meio húmido do banho.

- Estava só a observar o teu quarto! -sorri, ele veio dar um beijo nos meus lábios, o que me deixou tão mais eléctrica.

- Eu amo-te muito, sabias? - falou ele num sussurro ao afastar tenuemente os seus lábios dos meus.
- Claro que sei, tu nao cansas de o dizer! - sussurrei de igual modo. - E eu amo-te ainda mais.

Ele empurrou-me para cima da cama e aos beijos ficamos por um longo tempos lado a lado. Era fantástico estar a sentir-me assim, viva e realizada, como nunca antes havia sentido. E de facto, toda gente merece ser amado.

Kim

 Jasper ate podia acreditar em todos os absurdos de Alice, mas eu como gente fina, não ia tolerar ter essa mulherzinha por perto e estragar os meus planos de um futuro carregado de fortuna e boa qualidade de vida. Eu não tinha chegado ate aqui se não fosse por um propósito bom, certo?

Afinal para que me servia ser amiga de alguém que depois e tudo não tivesse onde cair morta? Nada, absolutamente nada. Então, nessa expectativa eu ia terminar com o que na verdade a prisão e a culpa não haviam conseguido, matar Alice.

Um crime normalmente era punido com prisão, mas o meu ia ser punido com gratidão, porque queria que ela sofresse, esperneia-se, e morresse na minha frente, da no marido e que tudo a sua volta termina-se. E eu aqui linda e fantástica, ficasse com o seu lugar, e talvez me livrasse dele para depois ficar com a esposa querida lá no alto.

- Kim! - chamou alguém por minha atenção que logo foquei na jarra de limonada.

- Sim! - voltei os olhos rapidamente a pessoa, enchendo em seguida os copos e ao ver que ninguém olhava adicionar um veneno no copo que de certo modo ia servir Alice em seu ultimo suspiro.

Ao chegar ao jardim com  a bandeja dos copos de limonada, coloquei bem posicionados os copos, principalmente o que ia servir directamente na Alice. Contudo o meu filho ao chegar com Jasper é que atrapalhou a minha atenção e nesse instante fui obrigada a tirar os olhos da mesa.

Tempo depois já estavam todos de copo na mão, eu inclusive bebia par não parecer indelicada e ate mostrava simpatia para aquela que não merecia de maneira alguma a minha franqueza, que no entanto, estando ela em seu leito de morte, que mal teria ser falsa uma vez mais, não?

Então, saudamos todos a um brinde a liberdade de Alice, e ao beber a minha limonada, sorri desejosa de ver sua morte. Contudo ao terminar a minha bebida senti uns afrontamentos muito fortes, os meus olhos já reviravam e eu já não sentia as minhas pernas caindo no chão e ver tudo escuro.

David

Os meus dias agora iam ser assim, eu e Alice em nosso sonho e nossa nova vida. Porque afinal sonhar ainda não é algo que não possa fazer, mas com ela ao meu lado, tudo é possível.

- Meu amor que me dizes de irmos viajar e conhecer a minha cidade natal? - questionei, ela sorriu feliz com aquele brilho no olhar de quem alinha em qualquer aventura.

- Claro que sim! - abraçou-me.

E era assim que eu ia completar os meus dias com Alice, felizes e nas asas de um sonho em que o pesadelo estava bem preso na mala velha dos sótãos.

Jasper

Ao ver a reacção de Kim e sua suposta morte súbita eu fiquei completamente assustado, Alice ao meu lado estava do mesmo modo, contudo o diagnóstico do doutor Cullen, pai de minha esposa era muito claro, Kim estava morta. O pequeno Simão havia sido tirado do jardim assim que a mãe caiu ao chão, para que o impacto não fosse tão grande para uma criança.

Era uma pena alguém morrer assim do nada, mas a vida era injusta todas as vezes possível, porque não preparava ninguém para a morte, e quando esta aparecia ninguém a esperava, e simplesmente se instalava.
Quando o corpo foi levado para a autópsia, Alice ficou com o Simão em casa, para que de algum modo fosse preparar a criança para de alguma forma receber a noticia mais triste.

Depois de voltar do hospital e saber as verdadeiras causas da morte, eu estava em total perplexidade, contudo não havia nada mais a fazer.

Abri a porta do quarto de Alice e lá estava o pequeno no seu colo a dormir, ao qual acenei para conversar com ela em particular, ate porque o assunto não era nada de se falar na frente de uma criança. Ao ficar do lado de fora do quarto, respirei fundo antes de falar.

- Então, alguma noticia? - questionou ela.

- A causa da morte da Kim, foi envenenamento. - ela levou a mão a boca em horror.

- Mas quem faria uma coisa dessas?

- Não sei! - cruzei os braços. - Seja como for, tudo vai acabar bem e eu vou estar aqui para certificar-me de que a nossa família não vai desmoronar. - sorriu ela. - E quanto ao pequeno Simão, nós iremos ficar com ele, adoptando em nosso nome. - Alice ficou radiante com a noticia. - Eu sei que mesmo não sendo nosso filho de sangue, que sempre cuidamos bem dele como se fosse, por isso não vejo diferença mais. - ela me abraçou de um tal modo que não tinha como retribuir, e não estado a espera ate um beijo surgiu.

Afinal a dor podia sempre passar com uma boa cura, e o amor era sem duvida alguma a maior cura
milagrosa do mundo.

Fim.

Notas de autor: Bom, é com grande estima que mais uma história termina. Espero que tenham gostado de acompanhar Coração de Robot, que eu da minha parte tive grande prazer em escrever. E espero que acompanhem as próximas histórias e que possam rir, chorar e divertir quanto eu ao escrever esses momentos, porque eu da minha parte aprendi e sorri muito com alguns afectos por parte de certas personagens, e uma lição eu garanto. Amor quando nasce é para todos, não importando a sua condição no mundo.


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