Avançar para o conteúdo principal

Dust in the Wind - Capitulo 3 - Uma desculpa

Niklaus dirigia-se a mais uma ida ao bar quando encontrou Rebekah sentada em uma mesa com um rapaz ao qual não conhecia e confiava e começou desde logo a puxa-la para fora da mesa, ao qual provocou um determinado embaraço na jovem que de certo modo saia contrariada e pronta a começar o seu ataque de estria.

- Klaus o que passou pela tua cabeça para tirar-me de lá? - cruzou os braços a loira muito chateada com atitude do amigo, cujo não tinha qualquer sentido a esta. - Tens de começar a parar de meter-te na minha vida, acho que não tens esse direito, certo? - ela ergueu uma sobrancelha de ar arrogante que fez o jovem ratear a sua atitude.

- Estas certa, eu não tenho absolutamente nada a haver com a tua vida, e também é certo que fazes dela o que bem entendes, mas depois não venhas chorar no meu ombro dizendo que sais-te lesada uma vez mais. - alertou ele preocupado e cheio de sua razão.

Ela por sua vez não levando a bem as suas palavras deu as costas voltando a mesa e chamando o rapaz para ir dar uma volta.

- O que ele queria contigo? - perguntou Tyler de braço dado a Rebekah. - Não me digas que é teu irmão mais velho! - especulou ele na expectativa de acertar na mosca.

- Nada disso, o Klaus é apenas meu melhor amigo. - respondeu ela dando de ombros ao saírem para o jardim onde estava um sol explêndido e uns passeios fantásticos de flores campestres.

Quem assistia a cena toda de longe, era Elena que estava a namorar no banco do jardim com o Damon. Ela por sua vez não tirava os olhos de cima do casal que fazia com que ela tivesse uma súbita vontade de gritar alto "seu otário", contudo ela conteve o seu pensamento e parou mesmo de observar os outros quando na verdade tinha alguém importante a quem dar atenção, pois bem o seu maravilhoso namorado, que ao contrário de outros não a deixava ficar mal.

Como havia sido o caso de Stefan que a tinha trocado por Katherine uma jovem búlgara que tinha um estilo tão igual ao seu que a deixou a pensar que talvez fosse uma sequência de competição com o irmão na escolha de garotas bonitas, que fim de contas nunca chegou a saber se tal era verdade ou não, porem isso não vinha ao acaso agora.

************************************************************************

Ao voltar em casa, Caroline só pedia uma cama para deitar, porque os seus olhos pesavam quilos de cansaço daquele ambiente que acabava de fugir, contudo ela tinha tantas coisas para fazer que tão cedo não ia deitar.

Nesse sentido dirigiu-se a cozinha vendo uma pilha de loiça que a senhora sua mãe havia esquecido de lavar, e que em consequência disso sobrava para a loira a tal tarefa.

A jovem derrotada deu de ombros arregaçando as mangas da camisola amarela e procurar no armário o detergente quando reparou que havia acabado.

Ela ficou mesmo chateada, porque tal coisa nunca acontecia, dado que a sua mãe sempre tinha produtos de reserva, só que desta vez, alguém tinha esquecido de ir as compras e natural era de ver que agora Caroline tinha de recorrer a um vizinho para ceder um pouco do produto, ou simplesmente a loiça ia ressequir e mais tarde ninguém faria nada dela.

Ela acabou por pegar no frasco vazio e o lavou, deixando assim pronto para levar com um novo liquido e dirigiu-se a porta das traseiras da cozinha indo para o quintal e ficar a pensar em que vizinho ia pedinchar. Caroline começou a olhar para várias casas todas elas tão parecidas entre si que as vezes pensava estar a ver a mesma em dobro de si, contudo era um sequência de casa de condomínio.

A frente da sua casa ficava a do Matt Donovan, e pelo fuso horário ninguém estava lá, olhou para a casa ao lado da amarela, que era a de Elena, que possivelmente podia encontrar lá a tia Jenna Summer, contudo começou a pensar que talvez não seria uma boa ideia, pois a senhora iria começar com as suas perguntas todas por causa do seu estado de saúde e na verdade, ela não tinha a certeza se estava ou não preparada para responder. Então restava um vizinho, cujo a casa era mesmo ao lado da sua, mas que não conhecia ninguém lá, pois nunca tinha tido essa curiosidade antes.

Nessa ideia então aproveitou o facto de usar o detergente para conhecer os seus vizinhos que no fim de contas não seriam más pessoas, certo? Sendo assim ela fechou a porta atrás de si, mantendo a chave de baixo do tapete como sempre fazia.

Ela trilhou ate a campainha da casa vizinha cheia de expectativa, e ao tocar, aguardou ansiosamente por ser bem recebida. Quando a porta se abriu, Caroline esperava tudo menos encontrar um rapaz bonito e bem de olho verde a recebe-la, sendo assim foi difícil a ela conseguir esconder o quanto o rubor mostrava seu embaraço.

- Pois, não? - o rapaz falou com um voz meio rouca e bem interessante, mas educada.

- Eu vinha aqui ver se a minha vizinha, quer dizer vizinho.... - coçou a nuca nervosa. - cedia um pouco de detergente para a loiça, é que o meu lá em casa terminou. - explicou ela, mostrando em seguida o recipiente.

- Claro, eu vou ver se a minha mãe tem, mas entra!

A jovem cedeu ao convite do moço bonito que não parava de fazer seu rosto ficar mais vermelho que nesses dias havia sido possível de tão doente estar.

Ficou totalmente deslumbrada ao ver o renome que a sala tinha em sua decoração clássica e autentica de um artista.

Ele dirigiu-se a cozinha simpático e num andar de modelo que a fazia ficar meio trocada das ideias, porque de certo modo ele era um tiquinho do estilo de Tyler, só que pela primeira impressão, mais simpático e menos combencido, pelo menos assim achava com poucas impressões.

Tempo depois de ir a cozinha e encontrar um pouco de liquido da loiça, Niklaus voltou a sala sorrindo para Caroline e entregando em mãos um recipiente, ao qual ela percebeu não ser o seu, mas não fez grande alarido.

- Bom depois eu entrego o copinho, pode fazer falta. - disse ela em meio de um sorriso indo para a porta. - Há... e parabéns pela sala é muito bonita. - escondeu a cara para não manter a vista seu corar espontâneo.
- Não precisa de entregar não vizinha! - disse ele acompanhado a porta. - E obrigada. - falou ao abrir a porta para ela e esta dar um passo a frente acenando um adeus seguindo.

Quando Caroline voltou em casa ficou meio que atordoada das ideias e cheia de vontade de partilhar com as amigas a novidade, só que começou a pensar que talvez talvez Elena estivesse ocupada, e Bonnie certamente a estudar. Nesse conceito, prendeu sua atenção a cozinha lavando a pilha de loiça para passar o tempo.

************************************************************************

Niklaus quando novamente sozinho deitado no seu sofá ficou a pensar na jovem garota que tinha aparecido em sua casa de surpresa. Ele nunca a havia visto antes, a não ser quando de relance fazia uma mudança para a casa, mas havia olhando assim de tão de longe que não sabia ao certo se tratava ou não da mesma pessoa.

No entanto as suas ideias não paravam de girar em torno do doce olhar que aquela garota tinha e no fácil rubor de suas maçãs do rosto que eram muito delicadas. Aquela presença havia provocado um sentimento bom, algo que não sentia a algum tempo desde que acabara a sua relação com Cami, quando ainda morava em Nova Orleans com o seu pai.

Cami por mais que fosse uma garota linda, e que quase todos os rapazes invejassem, o facto de ela ter escolhido a companhia de Niklaus na altura, não passava disso mesmo, porque faltava em sua personalidade doçura que uma jovem como aquela que acabava de conhecer casualmente a sua porta transportava. Algo que ele desconhecia desde então, contudo estava satisfeito e rezava mesmo por voltar a vela o mais rápido possível.

Concentrado no seu novo e atractivo desejo provocou uma explosão de cor e vida numa tela que tinha no sótão e começou a pintar como já não pintava a tanto tempo, talvez por falta de inspiração, que encontrava na devida altura.

Nessa tela ele pintava algo que não uma simples paisagem como todas as que tinha exposta pela casa e outras tantas arrumadas em panos brancos no sótão. Esse fundo ele começava a pintar um rosto, autenticamente belo e cheio de traços bélicos como da jovem. Ela tinha uma pele delicada e luminosa, uma doce voz, e um olhar que deixava um criminoso apaixonado só na troca.

É claro que para o jovem a paixão não se resumia simplesmente a troca significativa de olhares, ou de palavras doces e tocantes, para ele era muito mais, talvez algo que não soubesse ao certo como explicar, mas esperava um dia conseguir entender.

Estando numa de pouse de arte o seu aparelho telefónico começou a tocar dentro da sua algibeira, ele teve mesmo de pousar o pincel cheio de tinta amarela no cimo da banca de trabalho e limpar as mãos as jeans mesmo que soubesse que não era certo, e altamente correto, mas era por uma boa causa, e só então pegou o aparelho e atendeu.

- Oi! - disse ele, observando a janela da rua.

- Nik! - a voz que ecoava do outro lado da linha era de todos a que ele menos esperava ouvir naquele momento, se por um minuto ele se via muito feliz, no segundo seguinte era frustração a que sentia.

- Cami, a que devo a honra da ligação? - questionou sem rodeios, pois era algo que ele gostava sempre de suportar, porque seguido disso sempre vinham outros assuntos que nada tinham haver, mas que eram apenas para desviar atenções de algo mais central. - Creio que não ligas-te para perguntar como eu estou, ne?


Comentários

Mensagens populares deste blogue

One Shot - Bella - Carta para Edward Cullen

Meu amor... Como é estranho voltar a dizer estas palavras... Palavras que durante meses  atormentarem-me sempre que eram proferidas, por mim ou por outros, faziam-me desabar, chorar. Agora não me canso de as repetir. Porquê? Bem, porque elas significam que voltas-te. Significam que o meu coração voltou a bater, que eu voltei a existir, que deixei de ser um robô triste e amargurado. Agora posso afimar (e até gritar paa quem não quiser acreditar) que eu, Isabella Swan, voltei a viver e a acreditar no amor, na felicidade, que deixei de ser um ser sem alma, sim porque quando voltas-te não só trouxes-te a minha alegria de viver e o meu coração como também a minha alma. Alma essa que, tal como o meu coração, pertence-te. Por favor... Não voltes a deixar-me, porque o meu coração não vai aguentar  perder-te uma segunda vez. Tu és a minha vida! Edward Cullen, tu és a razão de eu existir e continuar viva. Se alguem perguntar a banda sonora da minha vida eu respondere...

Diário de Rosalie Hale - O casamento de Edward e Bella parte 2

Sábado, 3 de Julho " O casamento de Edward e Bella parte 2 " Querido Diário: Depois de ditos os repectivos "sim" demos inicio a festa da boda, todos os convidados estavam absolutamente deslumbrados com o vestido de noiva de Bella, claro que Alice conseguia saber tudo e tinha um grande gozo nisso. Edward nao tirava os olhos de Bella o tempo todo, os convidados sentiam-se tentados a ver a cena de tanto amor no ar do casal mais perfeita da festa. Eu por minha vez senti-me tao feliz vez a felecidade enorme deles uma realidade quase impossivel, era um sonho que de um livro tinha-se tornado uma realidade. Sim Edward estava amar, coisa que ás uns anos era impensavel acontecer.  Como estava curiosa quanto a opiniao dos convidados fui ter com algumas pessoas. Encontrei Renné a mae de Bella quase em lágrimas.  - Entao Renné como se sente por ver que sua unica filha agora é uma mulher casada? - perguntei. - Muito bem, ela merece tudo de bom, ela vai ser muito...

Diário de Rosalie Hale - Uma vingança Atroz

Segunda-feira, 18 de Fevereiro " Uma vingança Atroz " Querido Diário:  Sentia raiva dentro de mim, ao saber que o homem que tanto amei, fez o mal que fez, estava agora a rir-se de mim consolado com seus amigos e vibrando com o copo cheio desse maldito álcool.  Decididamente montei um esquema onde mataria um por um, deixando para o fim o Royce King, o maior alvo abater. Ainda no meu closet desta modesta mansão procurei no roupeiro um vestido de noiva., e vestiu-o para o efeito de um casamento, podiam achar-me louca, ou talvez desequilibrada  mas uma coisa era sempre garantida eles teriam que morrer.  Sai de casa num forma bem ousada para a acção, o primeiro efeito a provocar no homem seria o seu destino fatal. Esme tentou demover-me da minha acção, porem foi ela tambem em vao, porque que os meus olhos sedentos viam era a dor desses malditos.  (...) Em pouco tempo tinha morto 6 homens, faltava ele, a sua morte seria diferente de todos os...