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Dust in the Wind - Capitulo 6 - Responsabilidades

Na manha seguinte ao jantar que havia sido uma falha total em casa para a mãe, que no fim de contas não havia aparecido por ter de ficar ate muito mais tarde a trabalhar, Caroline decidiu pedir a Bonnie para comer com ela e assim dormir lá em casa, fazendo companhia a loira durante a noite. Óbvio que tal coisa aconteceu, contudo ao acordar de manha a preguiça era tanta que já descobria o intenso atraso de regresso as aulas.

A morena que saltava da cama num pulo podia jurar que ia ter uma falta logo no primeiro tempo da aula que ainda por cima era justamente a Inglês onde ela andava a ter o pior resultado de sempre. Já para Caroline, o atraso não fazia qualquer diferença, pois com uma falta aqui, ou ali ela acabaria por recuperar, sendo que sua inteligência era tanta que o professor acabaria tirando a falta por ver um bom mérito de prestação de aula.

- Estou mesmo atrasada, e ainda por cima a professora Champel vai se passar ao ver que uma vez mais estou a chegar atrasada, e sabes o que isso significa? - perguntou a morena em tom de retórica. - É óbvio que a minha avó irá saber. - vestiu a camisa toda amarrotada e saiu a correr mandando beijos de mão.

A loira que não parecia preocupada demorou mais tempo para sair de casa, indo ate á casa de banho escovar o seu cabelo liso, e deixar umas nuances bem na queda da testa, quando escutou a porta a abrir-se no andar de baixo.

- Caroline, querida? - a mãe dela que acabava de entrar em casa.

A jovem não saiu de onde estava, muito pelo contrário continuou a escovar seus cabelos que começavam a dar os primeiros sinais de queda, ao qual ela ficou um pouco arrasada, por ver seus lindos fios loiros de cabelos presos na escova, e outros no chão.

- Querida! - a mãe surgiu na porta a olhar para filha já quase arrumada para sair. - Onde é que vais tão cedo? - perguntou esta como se não soubesse, ou então não lembrava mais que a filha tinha aulas para regressar.

- Para a escola, oras! - respondeu a garota arrumando a escova e virar-se para a mãe com um sorriso de bons dias. - Estas com ar péssimo! - afirmou ela quando passava ao lado da xerife que estava de facto muito cansada por ter uma longa noite de trabalho no seu posto habitual.

- Eu falei que não precisavas mais de preocupar-te com as aulas. - argumentou a mãe na medida de convencer a filha a ficar. - E alem disso podes estudar em casa, ate porque já perdes-te o ano....

Caroline não vou bem as palavras proferidas pela mãe que ao vestir a jaqueta voltou sua atenção para ela com ar de menina chateada.

- Estas a querer dizer que a tua filha não tem capacidade de regressar aos bons resultados? - ela perguntou em tom de ironia, mas logo mordeu a própria língua por estar a ter uma péssimo comportamento com a mãe. - Desculpa, eu não queria ser rude, contigo. - correu para os braços da progenitora e a abraçou forte, voltando a olhar em seus olhos vermelhos e cansados. - Eu vou a escola, vou estudar e depois volto para casa e descanso, ok? - a senhora de meia idade acenou que sim, não tendo mais argumentos para convencer a filha do contrário.

Depois de uma primeira interrupção pela manha provocada pela excessiva preocupação de sua mãe, Caroline dirigiu-se para a escola sem problemas, com aquele sorriso em seu rosto que respondia a toda a gente que estava tudo bem e que estava de volta.

Ela passou o grande portão azul da escola quando uma expulsão de olhares recaiu toda em cima de si, como já esperava, entre ter de escutar comentários meio que desagradáveis de alguns rapazes e raparigas em seus grupos pequenos. Ela podia simplesmente ignorar toda a gente, incluindo quem desconhecia, porem ao passar pela sala dos horários para apanhar o seu, o sorriso que em outra hora trazia vazou de imediato quando deu de caras com quem não queria, Tyler.

A jovem podia simplesmente apanhar o seu horário e sair como se nada fosse, no entanto Caroline tinha sangue de barata, e não podia simplesmente prender em sua língua palavras que estavam presas e a espera de sair.

Contudo o jovem Tyler não parecia nada incomodado com a presença da garota diante de seus olhos, muito pelo contrário ele simplesmente a ignorava, estando a espera de encontrar Rebekah que pela hora em seu relógio no pulso indicava seu atraso. Para sua grande sorte e ao mesmo para azar da loira, Hayley apareceu cheia de seus sorrisos que deixavam qualquer rapariga passada e de cabelos em pé.

- Olá doentinha! - cumprimento ela com falsidade na voz, o que fez o rapaz ao seu lado rir sem parar e abraça-la saindo para fora.

Ela queria chorar, queria deitar fora todo o rancor que sentia dele, contudo não podia fazê-lo, não a frente de todas as essas pessoas que não parava de entrar e sair na sala. Então procurou sair de onde estava, olhando praticamente para o chão não tomando atenção por onde andava e chocar com outra garota de frente ao qual deixou logo cair os livros que levava no braço. Nesse instante, abaixou-se para apanhar os livros e de todos os sentidos se desculpar com o desastre.

- Peço imensa desculpa do que fiz, eu não vi por onde andava! - tentou justificar-se a jovem que levantava agora com uma certa ajuda.

Meredith que era aluna do ultimo ano, estava de tal modo tão sensibilizada com o estado da garota que ficou na preocupação de ter provocado algum mal maior.

- Não faz mal, esta tudo! - tranquilizou a garota do cabelo ondulado, passando a mão no ombro da jovem que olhava com embaraço. - Agora estas mesmo bem? - ela perguntou meio preocupada quando a loira baixou o olhar e simplesmente virou a cara.

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Ao entrar na sala, Niklaus percebeu que tinha um determinado garoto a partilhar a mesma aula com ele, ao qual olhou de imediato com ar de quem tinha superioridade e ao mesmo tempo com cara de canalha, porque era essa impressão que o loiro acabava de ter.

Então sentou na sua carteira que ficava a uma curta distancia do outro ao qual partilhava carteira ao lado de uma outra garota que não o largava e que já metia dó imaginar que Rebekah andava a ser enganada por um simples e perfeito parvo.

Por mais que o jovem não quisesse que a amiga se magoa-se ela nunca ira ouvi-lo, pois a prova estava na atitude do dia anterior ao qual tinha acabado num valente desentendimento e quase uma ruptura definitiva na amizade de ambos de longa data.

Ele tentou ignorar o casal pelo resto do tempo de aula, sendo muitas vezes difícil, porque ele na sua cabeça só tinha vontade e ideias de o deixar completamente roxo, contudo foi em um momento em que ele estava completamente distraído e mergulhado em seus pensamentos, que o professor de história começou a chamar por sua atenção em relação à matéria.

- Senhor Mikaelson podia responder a minha pergunta? - o jovem pousou a caneta olhando para o docente que estava com o livro na mão. - Identifique na sua página do livro, quais foram os precipícios da constituição Americana! - todos os olhares da sala estavam caídos sobre ele, e nesse instante ele começou a coçar a nuca procurando na leitura da página a resposta.

- Então.... - ele levantou os olhos ao professor que incentivava com um aceno de cabeça para que pudesse continuar. - Então a constituição americana constituía o poder executivo que era exercido pelo presidente. - identificou um ponto, logo voltou a olhar o livro tentando encontrar outro. - O poder legislativo pelo congresso, que era composto pela Câmara dos representantes e pelo Senado. - a explicação do rapaz parecia estar a correr bem. - E por fim o poder judicial era exercido exclusivamente pelos tribunais. - ele sorriu no fim de sua explicação triunfante, onde toda a gente na sala aplaudia.

No entanto o professor de história não parecia totalmente satisfeito que logo começou a buscar no livro uma nova pergunta, ao qual todos recolhiam seus sorrisos e euforias ate seus respectivos livros na espera de serem os próximos a responder.

- A minha próxima pergunta vai para o senhor Loockood. - ele inrrigueceu na cadeira quando ouvir o professor a falar para ele. - O que é uma constituição Americana?

Hayley que estava ao seu lado tentou apontar no livro a linha que continha a resposta, contudo o rapaz parecia disposto a fazer piada da pergunta do docente que o olhava sério.

- Eu não sei, você é o professor e é que tem de ensinar. - respondeu ele com maus modos ao qual colocou os pés para cima da carteira.

- Alguém na turma sabe a resposta? - o professor não querendo ter problemas com esse aluno mudou de rumo, embora nenhuma outra mão fosse ao ar, então teria de ser uma escolha aleatória. - Senhorita Gilbert, pode responder a pergunta?

Elena atrapalhou-se toda com as mãos de baixo da mesa ao qual digitava uma mensagem para Damon que estava em outra aula. Então levou a mão livre para cima da mesa, virando páginas do livro quase desorganizado e cheio ele de desenhos.

- Desculpe senhor professor, mas não ouvi a pergunta! - ela tentou sorrir quando o caso não estava bem para isso.

- Bonnie?

- Eu penso que é uma espécie de lei fundamental que estabelece uma organização politica de um estado que regula os direitos dos cidadãos. - respondeu ela sem medos e satisfeita por dar uma boa resposta.

A morena que estava numa carteira atrás de si começou com o bico do lápis a picar as costas da jovem, obrigando a que essa virasse para trás.

- O que foi Elena? - ela olhou de relance cochichando baixo.

- A Caroline veio as aulas hoje? - perguntou a jovem meio curiosa e de caneta na orelha.

- Que eu saiba ela estava para vir sim... - disse a outra.

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Se para uns a aula de história estava a ser um tédio existencial, para outros a aula de geometria descritiva estava a ser um puro desastre. Caroline não estava a conseguir obter os valores que o formulário indicava no seu desenho de calculo.

Ela estava a ponto de desistir desse exercício, saltando para outro, quando a jovem ao seu lado, ofereceu sua ajuda de uma forma simpática.

- Se quiseres eu posso ajudar-te! - disse gentil a moça que pegava em sua calculadora fazendo umas breves contas antes de iniciar o desenho. - Bom tens de fazer este calculo primeiro para depois conseguires com a régua traçar aquela linha, para que no fim consigas obter o ângulo que o formulário indica.

- Obrigada eu não sei o que seria de mim sem uma ajuda assim. - sorriu a loira bem agradecida por ser salva em mais um quebra cabeças.

Rebekah que estava ao seu lado sorriu e ficou bem feliz por ser útil e por ver que de alguma maneira os seus conhecimentos não serviam apenas para si, mas também para partilhar com os demais. Ate porque pensando bem, umas trocas de ideias, eram sempre uma boa arma de trocas de amizades, certo?


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