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Dust in the Wind - Capitulo 8 - Fora de questão esse tratamento 


Ao entrar em casa, Caroline é surpreendida pela mae que toma um café tranquila à mesa e ao qual percebe uma subita palidez no rosto da filha, esta preocupa levanta de imediato e começa a correr em direção da jovem com muitos cuidados.

- Caroline querida, estas bem? - a mae perguntava como se ainda nao acreditasse no que os seus olhos viam, apesar de saber que era natural determinandos sintomas que a filha sentisse. - Estas muito pálida, acho melhor levar-te ao médico, ja! - a senhora apressou-se a ir a mesa tomar o restante liquido que ainda tinha na xicara e logo voltou o olhar a filha. - Querida vai buscar a tua bolsa vamos já para o hospital!

- Mae, estou otima nao precisas de preocupar-te! - advertiu ela que começava a fazer beicinho de criança, contudo foi pouco pois a sua mae mantinha a postura de "cuidado o meu pintainho esta ferido".

- Nem pensar! - apontou o dedo a mae enquanto pousava a xicara na pia. - Tens Leucemia, nao é algo que devas desprezar, certo? - relembrou a mae, para grande pesadelo de Caroline que tinha de suportar as costas a maldita doença. - Alem disso a médica alertou para quando houvesse alguma alteração eu recorrer a ela.

- Afinal quem é a doente aqui? Sou eu ou és tu? - a loira irritou-se completamente, perdendo a noção dos modos de como falava com sua progenitora.

É certo que o dia ja nao estava a correr muito bem para ela, e que a história de terminar um final de tarde numa sala de doentes nao era propriamente um sonho bom, certo?

Mas ainda assim a jovem acabou cedendo ao pedido da mae indo ate ao quarto e voltar no instante seguinte de bolsa na mão. A sua mae pegou a chave e saiu a sua frente, tirando o carro da garagem e assim partirem em rumo ao hospital.

Uma vez de volta ao sitio que mais odiava, Caroline começou a ponderar em pegar o seu livro que sempre trazia na carteira e começar a ler, ja que as horas nao passavam como os minutos ou os segundos. Quando finalmente a médica assistente surgiu na porta, ela suspirou de alivio por aquele tédio existencial terminar, contudo vinha ai outro problema ao qual ela nao sabia se queria enfrentar.

Ao estar frente a médica, a mae ao seu lado nao conteve a preocupação, apesar de nao saber ao certo o que havia acontecido com a filha que logo a jovem ao lado acabou mesmo por contar.

- Então tives-te uma tontura e desmaias-te! - repetiu a médica teclando um relatório via digital. - Vamos fazer assim Caroline, como nao sei ao certo em que ponto isso possa estar a influenciar o teu estado, vou pedir para que faças umas analises ao sangue rapido e depois quando souber o resultado é que vou tirar as minhas conclusões, certo? - a garota acabou mesmo por balançar a cabeça em sinal afirmativo.

Nessa medida ela precisava de digirir-se ao laboratório, onde o cheiro de sangue era intenso e que ao mesmo tempo deixava qualquer pessoa meio tonta, contudo era natural, afinal ela estava num hospital.

Chegando na sua vez, ela desejava que as agulhas partissem todas e que nao houve nenhuma para si, porque tirar sangue era um sacrificio termendo, mas ainda assim era a unica forma que ainda existia para obter sangue, pelo menos ate a data, porque nenhum outro inteligente havia sacado outro meio.

Então ela fechou os olhos e o nariz o mais que conseguiu para nao ver nem cheirar aquele odor, a dor essa, ela era obrigada a sentir, no entanto era apenas passageira, tanto que quando voltou abrir os olhos ja estava com um penso no local onde havia sido picada.

Ao sair para fora ja a cherife estava de pé a espera de receber a sua progenita em seu "colo", voltando a levar para o andar correspondente a consulta.

- Custou muito? - perguntou a mae enquanto carregava no botão para subir no elevador.

- Mais ou menos! - respondeu esta num sussurro quase que sumido de energia.

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Quem estava em casa e nao conseguia tirar da cabeça aquela imagem da garota diante de si a cair, era Niklaus que estava intensamente preocupado e com um monte de ideias na volta de "Caroline".

Ele queria saber se ela estava mesmo bem, se ela realmente havia comido algo ou se simplesmente necissitava de algo. Ja que ele nao conseguia estar quieto em seu sitio sem ter ideias fixas.

A verdade é que por mais voltas que ele desse a cabeça, nao conseguia pensar em mais nada se nao nela, que nem deu ao trabalho de perceber que a amiga havia entrado em casa e que tom de surpresa tapava os seus olhos.

- Advinha quem é! - a garota atrás de si falava.

- Hum, Rebekah! - respondeu ele que fez logo a jovem baixar as mãos deixando os olhos dele livres, mas continuamente em outro mundo.

- Que cara é essa? - perguntou Rebekah ao puxar uma cadeira para sentar quando percebeu que o amigo nao estava bem, sendo que conhecia-o bem demais para perceber que alguma coisa se passava. - Há alguma coisa que eu deva saber? Klaus?

Niklaus podia aproveitar o momento para contar sobre o jovem Loockood em relação a tentar induzir em erro os sentimentos da rapariga, contudo a sua cabeça estava demasiado ocupada com outras coisas bem mais graves e pensando eram sim importantes e de merecerem a pena atenção.

- Klaus importas-te de falar comigo? Estou a sentir-me desprezada! - a rapariga pendichou um pouco de atenção que fez o rapaz olhar ela de imediato e sem perceber o que tanto falava.

- Desculpa, Bekah! O que disses-te?

A loira ao perceber que o amigo a sua frente estava de facto em outro planeta, deu de ombros e nem sequer deu ao trabalho de fazer piada, porque ja havia percebido que estava estranho e que de certo falar faria a diferença.

- Klaus sabes que podes falar comigo, se quiseres contar o que se esta a passar! - argumentou a jovem na medida de querer ajudar o seu parceiro de desabafos de outras horas, e puxões de orelhas em outros momentos. - Vá lá, fala comigo, a menos que o assunto mexa com raparigas! - especulou ela, o que nao era errado, contudo era certo esperar em saber.

- Foi uma coisa que eu assisti. - sussurrou ele ao voltar os olhos a janela como se lá buscasse respostas concretas para entregar amiga.

- Não me digas que tem haver com a Cami! - especulou novamente. - Eu ja sei que ela esta na cidade e tambem que nao vai desistir fácil, meu amigo. - colocou uma mexa de cabelo atrás da orelha enquanto olhava ele.

- Não tem nada haver com a Cami, dela simplesmente quero distancia. - gesticulou ele com as mãos e fazendo uma cara feia. - É outra rapariga que nao vou falar, ok?

Rebekah enjelhou o nariz quando percebeu que o amigo estava mesmo na ideia de fazer segredo com quem nao devia, pois tratava-se da sua melhor amiga e nao tinha por titulo ser uma faladora de vidas alheias. Então esta na crença de saber fez aquela cara de anjo que ele nao resistia.

- Eu conheço ela? - questionou tentando acertar em alguma pista. - Anda lá na escola? É daqui?

- Vais disistir quando? - ela sorriu fazendo uma careta que respondia bem a pergunta dele. - Ok, nao sei se conheces, mas posso dizer que é daqui e talvez partilhe a mesma escola que nós, e o nome dela é Caroline. - explicou ele.

- Caroline Forbes, a ex-lider de torcida? - perguntou a rapariga o que fez o rapaz dar de ombros pois ele nao sabia desses pormenores sendo que era praticamente novo na cidade. - Ok, uma loirinha e bonita? - ele balançou que sim.

- Ótimo, tenho aulas com ela, alias ainda hoje estive com ela.

- Rebekah tu tens aulas com ela e nao me dizias? - fez cara feia o rapaz ao ver que a amiga havia ocultado uma parte de seus segredos.

- Tambem nao perguntas-te, Klaus! - piscou o olho, que logo fez o loiro cair na risada.

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Quem nao estava com espirito para rir, era a jovem loira, que continuava presa naquelas quatro paredes, esperando apenas o maldito resultado de sangue chegar para que quando possivel voltassem para casa como ela queria. 

Mas se Caroline se achava nervosa, então a cherife ja havia perdido amor as unhas, porque as ruia sem parar, ate que finalmente a doutora apareceu com um envolope branco acenando para elas acompanhassem. 

Quando voltaram a ficar no silencioso consultório o panico e nervosismo acentuaram-se em demasia e isso ja se tornava um ambiente insuportável. 

- Doutora o que dizem as analises? - perguntou a rapariga nao aguentando mais a espera. - Por favor nao aguento mais esta agonia.

A médica diante delas fez cara de mistério e ao mesmo que tirava os resultados para analisar, mordeu o lábio inferior ao dar conta de valores nada compativeis ao normais, segundo os limites de vida humana. Mas logo olhou para as duas que a observavam aflitas e terminou com o mistério.

- Não tenho boas noticias! - virou a página dos resultados para ambas pudessem ver, contudo por mais que olhassem os numeros nao entendiam para que niveis se indetificavam. - No outro dia alertei a Caroline para o facto dos niveis de hemoglobina nao estarem estaveis, e a Caroline sabe bem porque falamos e tudo mais. - a jovem acabava de engolir em seco as palavras da doutora. - Só que parece que a medicação referenciada não esta a surtir os efeitos desejados, e isso significa que teremos mesmo de recorrer a fase seguinte, antes que estes valores começem a descer drasticamente. - alertou a médica que fez com que a mae de Caroline olhasse a filha com certa preocupação e medo esse descrito em seus olhos.

- E qual seria essa fase? - perguntou a jovem alheia uma possivel realidade mais devastadora do que a que ja vivia.

- Eu vou ser o mais sincera contigo. A verdade é que a proxima fase é delicada e de certo modo tem pontos positivos e negativos, como sabes. - a garota balançava atenta as explicações da médica que com cuidado usava as palavras certas. - Na primeira fase usamos normalmente a quimioterapia, que é um processo menos radical que a rádio, embora hajam muitos casos de sucesso com a quimio. - a rapariga fazia força para nao soltar as lágrimas de seus olhos.

- E se eu nao quiser simplesmente passar por essa fase? - a loira parecia decidida em fugir a esse problema. - Quer dizer eu nao sei se estou preparada para ver os meus cabelos a cairem e ficar completamente careca. - ela estava nervosa e de certo modo, o medo era algo que a perceguia. - Eu nao quero que as pessoas sintam pena de mim, mais do que ja tem e ainda mais depois de verem no estado que vou ficar.

Caroline levantou-se de imediato da cadeira andando ate a janela nao querendo sequer ponderar nessa hipotese.

- Compreendo que nao seja uma situação fácil, mas se nao recorrer a este tratamento vai perder a luta contra a doença. - advertiu a médica que a todo o custo tentava mudar as ideias da garota que ao mesmo tempo estava irredutivel. - Por outro lado tambem temos a hipotese do transplante, mas é um processo que é lento e pode ser degradante, porque em maioria dos casos ou nao se encontra dador compativel, ou se encontra mas o próprio organismo acaba mesmo por rejeitar a medula óssea.

- Ainda assim preferia essa tentativa, porque essa da quimio, para mim esta fora de questão. - bateu o pé ela, que se preparava para sair. - E vi, eu pesquisei sobre a minha doença e sei que nem sempre a quimio é um processo de sucesso como doutora diz, e como essas pessoas, eu prefiro sofrer sozinha sem antecedentes.

E dito isto Caroline saiu da sala batendo a porta atrás de si sem dar uma unica oportunidade a doutora de falar. Por outro lado quem se sentia desconfortável com a cena da filha era a mae que ja nao sabia mais o que fazer para convence-la do contrário.

- Lamento mesmo que a minha filha nao tenha sido muito delicada, mas eu vou tentar falar com ela e chamar a razão de que ela tem de manter o seu estado de saude autonomo.

- Por favor tente, se a Caroline nao começar a tomar uma nova opção a doença vai acabar por progredir rapidamente e depois pode ser tarde demais para voltar atras.

A cherife ao tomar notas dessas indicações saiu procurando pela filha que simplesmente estava no banco da frente do carro lavada em lágrimas e nao querendo ouvir ninguem, apenas implorando por paz.



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