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Dust in the wind - Capitulo 9 - Chamar a razão

A animação na casa de Niklaus era toda ela muito boa, ate positivo demais para quem sentia um pouco tenso e preocupado, mas a loira a sua frente havia ajudado a desanuviar essa tensão de outra hora, com suas conversas animadas, ao qual acabaram por terminar quando a jovem recebeu uma chamada de tom urgente, ao qual teve mesmo de regressar a casa mais cedo do que pensava.

É certo que ele estava feliz por saber da relação que Rebekah tinha com Caroline, e por outro lado que a amiga aprovava o tipo de carácter da jovem, que por assim dizer, ele não era ninguém para não aprovar, certo? Pelo menos era assim que ele pensava.

Pelo caminho a loira que saia animada da casa do amigo, teve uma breve surpresa, mas uma daquelas que a deixou desde logo sem qualquer bom sentido de humor, uma péssima surpresa. A verdade é que ela nunca havia travado uma boa relação com Cami, e depois de descobrir que a própria havia na época se envolvido com um  rapaz de quem mantinha uma relação, foi a gota de água.

Ela respeitava em tudo o melhor amigo, mas não aceitava o facto de este namorar uma destruidora de relações, que no fim contas ao descobrir que a relação havia sido um fiasco, só lhe faltaram foguetes para fazer uma festa, pois finalmente alguém havia-se livrado de um encosto, e demónios que a perdoassem, ela estava feliz.

Mas a hora não era de lembranças era de encarar de gente sem nível que ainda não tinha percebido que a sua presença era tudo menos animadora, e depois para guerras já bastavam os infelizes e idiotas que por ai diluviavam.

- Rebekah, bons olhos te vejam! - falou a rapariga sem qualquer tipo de medo, ou sequer franqueza. - Sabes eu senti muitas saudades tuas... - comentou esta ao caminhar ate a jovem que continuava perplexa na sua frente, como se tivesse sofrido algum tipo de susto. - Que foi, não me olhes assim? - a jovem suspirou fazendo beicinho a começar a mexer as unhas encarnadas.

Já a outra loira perdeu logo a postura de silencio e não partiu para cima dessa sem limite porque ainda respeitava as regras de boa civilização, coisa que uma sem nível como Cami desconhecia.

- Olha, a sério mesmo que sinto pena de ti, porque opa eu... - suspirou procurando mentalmente palavras correctas para definir o género de pessoa que aquela jovem era. - tenho nojo de olhar para a tua cara, porque és uma falsa, rancorosa e não tens noção de quando estas a mais. - a garota nervosa bateu no ombro da outra fazendo esta cambalear um passo atrás.

- Eu é que sou rancorosa? - começou a rir-se ao recompor-se. - Não foi a mim que o Diego deixou, certo? - e ditas as palavras pegou da sua bolsa o gloss passando nos lábios com tamanho descaramento.

- Não vou nem comentar, com licença!

E bateu ombro sobre ombro trilhando ate casa, sem dar ao trabalho de olhar para trás e ver a cara de uma "bitch" como ela, que pensando consigo mesma, ainda conseguia ultrapassar a fama da Katherine.

A verdade é que por mais que Rebekah tentasse ser forte, as vezes as palavras doíam mais as próprias acções, e o caso estava todo ele a volta de Diego, que havia sido seu grande amor, e que ate hoje não o havia esquecido, e que infelizmente, Cami conseguia uma vez mais deixar a loira aos prantos.

Ao entrar em caso obrigou-se mesmo a limpar as lágrimas as mangas da camisola antes mesmo que a mãe pudesse perceber que a filha havia estado a chorar.

Só que por mais que ela disfarça-se,  já a mãe havia percebido a légua que a filha não estava bem, contudo não a  questionou, simplesmente deixou que esta sentisse que a progenitora ainda continuava alheia a situação, perguntando coisas banais para desanuviar a tensão e por outro lado para ver se a sua pequena animava.

- Como foi o teu dia de aula? - pegava ela numa poncheira de agua para deitar nas plantas que estavam na sala próximas da janela. - Tens muitos deveres? - começou a deitar aos poucos agua, e olhando ao mesmo tempo a jovem que concentrava as atenções no televisor. - Rebekah filha, estou a falar contigo! - a jovem olhou para a mãe parecendo alheia.

- Desculpa mãe, o meu dia correu bem, nada de novo, não. - respondeu sem esforço oprimindo no botão para passar aos canais de filmes HD. - Já fiz os meus trabalhos de casa na biblioteca da escola, e por favor para de tratar-me como se eu ainda fosse uma criança. - implorou a jovem de olhos postos na mãe que parava a rega. - As vezes penso que ainda consegues ser pior que o pai, mas estou farta de alertar vocês que cresci e que estou quase a completar 18 anos, hello?

A mãe não levou de animo simpático as palavras da filha que logo recolheu a cozinha. É óbvio que Rebekah não se sentia bem pela forma como havia falado para a própria mãe, mas a verdade é que estava de cabeça perdida por conta de outra pessoa, que quando pensava nela surrava em segundos, pegando em sua almofada e lançando a parede.

Quem nesse instante entrava e não gostava do que via era Elijah, o seu irmão mais velho que acabava de chegar de mais um dia de faculdade. Ela podia muito bem arranjar mil e um argumentos para esclarecer o irmão, mas não estava com o mínimo esforço para isso, então voltou uma vez mais a sua atenção ao televisor, vendo se o irmão esquecia o incidente que acabava de assistir.

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Por outro lado o ambiente em casa dos Forbes estava de mal a pior. Caroline entrava dentro do seu quarto batendo a porta na cara da mãe quando na verdade chegava toda ela cheia de suas repreensões por conta de uma recusa de tratamento por parte da filha, que estava a ser muito teimosa.

A jovem já não suportava mais ouvir a mãe, ate já pensava em pegar nos seus tampões de dormir, para quando alguém ressonava alto, e os colocar, contudo ate isso estava a ser um castigo para ela, pois a mãe acabava de os tirar da sua mão, naquele momento.

- Oh mãe, por favor deixa-me sozinha! - pedia esta em tom de suplica na voz. - Eu sei que és contra a minha decisão e entendo, ate porque não vou pedir para mudares tua opinião, mas quero que saibas que já decidi e não tem nada neste mundo que faça mudar a minha ideia. - argumentou a jovem pegando na almofada e acentar no colo quando sentava na ombreira da janela, observando para fora.

- Caroline, é a tua vida que esta em risco, será que não pensas nisso? - a mãe batia o pé nervosa no Látex do chão do quarto. - Não estaria aqui a pedir para reconsiderares, se não achasse grave, não achas?

- Agradeço toda a preocupação, mas não é o suficiente para me convenceres. - a mãe derrotada deu de ombros, embora isso não significasse que desistia, mas pelo contrário, ela já tinha uma ideia na cabeça para mudar o ideal para a filha.

- E as tuas amigas como achas que vão reagir ao saber que tu tinhas uma excelente oportunidade e não a aceitas-te por pura teimosia? - questionou esta fazendo a filha pensar.

Caroline voltava os seus olhos ao diário, pensando nas suas duas amigas Bonnie e Elena que desde sempre estiveram do lado dela nessa luta, contudo também elas seriam bem contra a sua decisão, por isso partilhar sua recusa estaria em total fora de questão. Ate porque fazer entende-las do contrário, era perder tempo e isso seria um outro motivo para deixar de falar para elas, como já havia feito com muitas outras boas gentes, como era o caso de sua prima Sophia.

- Elas vão continuar muito bem suas vidas sem mim, mãe! - respondeu a jovem não dizendo bem aquilo que sentia, mas na verdade teria de ser. - A Bonnie e a Elena tem suas vidas, um dia vão esquecer que tiveram uma amiga que era doente. - cruzava a perna direita naquele instante a jovem ao ver seu vizinho no jardim e esquecer tudo.

- Falar contigo agora é impossível, mas vamos fazer assim, vou descansar porque vou fazer noite, e quando estiveres mais calma talvez realista, nós voltamos a falar.

A garota não prenunciou uma palavra sequer ao que a mãe acabara de falar antes de sair do quarto. A verdade é que ela continuava vidrada na janela, observando Niklaus o jovem que já não saia da sua cabeça, mesmo que ela quisesse, pois já havia ganho um lugar de destaque no coração dela sem saber.

Ela queria sair de onde estava e ir ter com ele, mas não podia, ate porque onde ela acharia razões para o reencontrar, né? E depois na hora ela não teria nem coragem de o voltar a olhar, mesmo sabendo que ocultava algo que no fim de contas, não era da conta de ninguém, mas ainda assim estava a mentir quando falava para si própria que estava tudo bem, quando a sua cabeça estava um pura confusão.

A loira estava definitivamente a perder a luta, ela ia ficar mesmo no seu quarto, no seu cantinho ate que as poeiras assentassem.

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Depois que Rebekah saiu para mais uma obrigação de filha como ele gostava de pensar, ele não se sentiu obrigado a ficar preso dentro de sua casa quando na verdade tinha um imenso jardim para aproveitar.
O facto de sentir essa comunhão com a natureza, não era o próprio meio que o deixava feliz, mas o que nele podia coabitar. Isso mesmo ele referia-se a jovem loira da casa vizinha, e que pronto estava escritos nas estrelas que ela já não ia sair mais da cabeça de Niklaus, nem que ele quisesse, o que nem isso era.

Ele sentava-se no degrau da escada, observava, e as imagens simplesmente lhe vinham a cabeça. Recordar aquele rosto fino e frágil, aqueles lábios perfeitos, aqueles olhos apaixonantes, ou aquela pele porcelana, faziam criar borboletas na sua barriga, embora fosse essa uma sensação que os raparigas sentiam, e que na opinião de Niklaus os rapazes também tinham esse direito.

O Jovem nem percebia que o mundo a sua volta continuava na sua marcha viva, ele estava preso ao momento, como se o tempo tivesse parado e iniciado novamente em câmara lenta, em que se via um casal numa tela de cinema. Era assim que o garoto pensava, que ele desejava pensar.

- Estas a pensar em mim, meu amor! - Niklaus ao ouvir uma voz atrás de si levantou de imediato a sua cabeça, vendo uma queda de queda de sonhos a sua volta. - Se eu soubesse que farias essa cara por voltar a ver-me eu ia jurar que estavas no mundo da lua, se bem que lá já vives todos os dias. - riu-se toda a jovem enquanto aproximava dele.

- O que eu te disse no outro dia, em relação a ficares longe de mim, Cami? - a jovem fez beicinho cruzando os braços, bem que pouco ligando para a recomendação dele. - Vai-te embora, não quero tua companhia!

- Nik, falas demais! - ela já baixava seu rosto para beijar o rapaz, que logo na sua sensatez virou o rosto, recebendo um beijo na bochecha. - Agora evitas o meus beijos? - falou contrariada.

- Ouve! - ele olhou bem nos olhos dela, enquanto pousava as mãos nos seus ombros magros e despidos. - Não quero mais nada contigo, vê se dás um basta na tua cabeça oca. - ele altivo um pouco a voz, que logo corrigiu mantendo a raiva no silencio.

- Um dia ainda vais arrepender-te! - apontou o dedo para ele.

- Eu já me arrependo e muito, de ter-te conhecido! - dito isto levantou-se e entrou dentro de casa batendo a porta na cara da garota que ainda assim não tinha percebido a mensagem.



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