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Dust in the Wind - Capitulo 10 - Convite

Algumas semanas mais tarde, o assunto "Quimioterapia" havia morrido em casa, pois a jovem, já havia salientado muito bem a sua posição. Muita havia mudado desde então, as suas idas a escola havia reduzido para quase nenhuma, raramente colocava os pés para fora de casa, só para essas rotinas de consulta, analise, mas nada mais do que isso.

Ela ate havia deixado de ver seu vizinho, talvez achando que ele já havia esquecido sua existência, quando na verdade a garota sentia saudades dele, embora não partilhasse esse tipo de sentimentos com mais ninguém. Apesar de Bonnie e Elena continuarem alheias com que na verdade andava a passar com Caroline, e em relação ao súbito rapaz que havia despertado o coração da loira.

Claro esta, que ao saberem iam achar tudo muito cheio de teimosia e iam a todo o custo advertir a amiga dos seus erros, contudo não havia nada a ser mudado, pois esta era a nova fase da vida dela. Começando com a sua isolada existência e quase que privando o mundo de a ver, sendo que na hora de receber uma visita, ela encontrava sempre a desculpa perfeita para não receber ninguém.

A mãe já não gastava saliva com as atitudes da filha que ao longo dessas duas semanas a deixava de reconhecer, parecendo que a velha Caroline havia morrido e deixado o mundo para dar lugar a uma nova Forbes ainda desconhecida para o todos, mas que já fazia estragos, começando consigo própria.

A xerife andava desolada, primeiro perdia um marido por não ser bom companheiro e trocar a sua vida de casal para ir atrás de um homem, cujo nunca ninguém soube quem era e o que tinha feito de tão importante que fez o senhor Forbes partir sem explicação, deixando tudo para trás, incluindo uma filha pelo qual acabava de conhecer um diagnóstico complicado e que mais que nunca precisava de seu apoio.

A senhora Forbes nunca havia perdoado pela perda, talvez nunca aceitando as razões de hoje, seu ex-marido a ter deixado sem uma única explicação, assim como a filha que ate a data desconhecia o paradeiro do pai, embora nunca tivesse feito perguntas sobre, mas a xerife sabia que ela sentia a falta dele, o que era perfeitamente natural, afinal mal ou bem que tenha feito uma escolha, não deixava de ser pai de Caroline, certo?

Sentada na cadeira de baloiço da varanda estava Caroline, de livro entre mãos ao qual era intitulado de "Um momento inesquecível" que curiosamente retratava a história de uma jovem cujo padecia da mesma doença dela, ao qual era quase que como um guia de como "sobreviver aos seus dias" que muitas vezes tentava nessa luta ser normal quando no fim contas pensava ser impossível, mas a verdade é que era possível, pois Jamie, a protagonista do livro era a prova disso, apesar de que no fim saber que ela acabava mesmo por morrer padecendo da doença, mas ainda assim nunca deixando de ser feliz ate ao ultimo suspiro.

No entanto histórias eram isso mesmo, apenas histórias, tão diferentes da realidade, e esse amor tão oriundo de si, que pensando consigo mesma achava quase que um pecado encontrar alguém que amasse mesmo conhecendo sua doença e depois descobrir a sua limitação em relação a sobrevivência. Ninguém em seu perfeito juízo tomaria esse partido, a menos que fosse loucamente apaixonado, o que na verdade grandes paixões também terminavam com grandes desilusões.

Estes eram os pensamentos de Caroline num momento sozinha na varanda observando o livro em mãos. Ela queria viver, ela tinha resistência para lutar, porem faltava um insensitivo, algo que a motivasse a pensar de modo diferente, mais futuro e menos presente, apesar de nos últimos meses ter aprendido a viver a margem do passado.

Mas ainda assim para muitos havia esperança de conseguir arrancar um sorriso seu, como era o caso de Meredith que desde aquele dia nunca mais havia desviado da jovem, apesar de não terem uma grande afinidade, como aquela que esta tinha com as velhas amigas de infância. Por outro lado, a morena podia não ser a rapariga mais inteligente do mundo, mas em pouco contacto já havia percebido que algo de muito errado se passava com a jovem.

- Caroline esta mesmo tudo bem? - perguntou esta quando com alguma delicadeza sentava no banco de jardim mesmo ao lado da jovem, nunca tirando os olhos dela. - Eu tenho percebido uma grande ausência da tua parte na escola, e quando te vejo, sinto que alguma coisa não esta bem. - a loira tentava desviar o olhar que impassivelmente não era perseguido.

- Mas esta tudo bem Meredith! - a garota cheia de si tentou dar a volta ao texto e a desconfiança que a outra tinha, não estava errada, contudo não era o momento, nem a altura certa para abrir o seu jogo, e depois nem sequer era alguém pelo qual Caroline fosse partilhar um segredo assim.

- Não é isso que vejo, mas já entendi que mesmo que insista, vais continuar a dizer que sim que estas bem, mesmo eu achando que não, contudo não vou insistir contigo, ate porque isso não é da minha índole. - a jovem acabou por dar de ombros, para grande alivio da outra que aflorava um sorriso.

- Bom, mas ainda não falas-te o que vieste cá fazer, de certo que não foi apenas para perguntar se eu estava bem, ou o porque da minha ausência nas aulas! - acabou por falar quase que de modo automático, o que deixou Meredith numa posição um pouco instável.

- Na verdade sim, mas ao mesmo tempo não. - a loira foi totalmente obrigada a pousar o livro de lado para pousar a sua atenção na rapariga que havia abaixado o olhar naquele momento.

- Mas o que se passa? - questionou esta muito curiosa e quase a sentir o coração a sair por sua boca de tão palpitante na sua caixa torácica.

Meredith meditava interiormente as palavras certas para falar, embora nem soubesse por onde começar ao falar de um assunto deveras delicado e ao mesmo tempo que podia ser chocante para a rapariga que aparentemente estava frágil. Ela não queria ser portadora de más noticias, mas normalmente as más noticias corriam mais rápido que as boas, e a prova estava bem perto de sair.

- É sobre o teu pai! - a rapariga ao ouvir menção ao seu progenitor inclinou ligeiramente a cabeça.

Ela ate podia não ter uma boa relação com ele pelo simples facto de ter feito o que fez, mas não deixava de ser de seu sangue apesar de tudo. E dizer para si mesma que ele não fazia falta, era estar a mentir a si própria, quando mais que ninguém, era quem mais sentia sua falta, ou chorava sua ausência em muitas noites frias e de saudade.

- O que tem o meu pai? - ela estava mesmo disposta a saber o que quer que fosse que a jovem do cabelo ondulado tinha para contar, mesmo sendo a coisa mais ruim para a deixar triste, ela queria saber ainda assim.

- Eu não sei muita coisa, e aquilo que sei é o meu pai contou para mim... - explicava a jovem, de mãos na coxas. - Ele falou que eles foram muito amigos dos tempos de faculdade, que o teu pai possivelmente conheceu a tua mãe nesse tempo... - continuo, porem a Caroline não entendia em que ponto ela queria chegar, ou que sequer tinha haver o facto de o seu pai ter sido amigo do dela. - Ele disse para mim que a pouco tempo conseguiu entrar em contacto com o Billy, é assim que o teu pai se chama, ne? - ela acenou que sim. - e ele contou que estava feliz, e que já tinha uma nova família, ao qual sentia ser a melhor coisa, porem a esposa acabou falecendo a semana que passou com Leucemia.

A garota ao escutar esse relato acabava mesmo de prender a respiração, ao saber que a sua madrasta havia morrido de semelhante doença a que portava. Ela não tinha a certeza de que tudo a sua volta, ou se não era apenas mais uma chamada de atenção para começar a pensar mais em si do que no fim de que ainda desconhecia.

Talvez fossem sinais a sua volta a dizerem para si que era hora de lutar, de fazer a diferença e não conseguir deixar que a morte chegasse e simplesmente entrasse, na sua hora marcada, mas que ninguém esperava, porque ela era silenciosa.

- Eu lamento mesmo... - ela tentou ser sensata com o que ouvia, não queria soar como a insensível que não tinha pena do pai, quando na verdade, mesmo tendo todos os erros que tivesse, ou os defeitos que defendesse, ela continuava ama-lo como se sua presença fosse continua dentro de casa.

- Eu vim mesmo mais para contar-te isso, mas como já sabes, eu acho que esta na minha hora de ir para casa, afinal tenho um irmão mais novo que deve estar mesmo a chegar da escola. - sorriu ela ao qual acompanhei ate ao portão e acenei para ela ao vê-la afastar.

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Se por um lado uns falavam em história de luta e sobrevivência, outros pensavam em como reconquistar alguém cujo estava escrito nas estrelas que não tinha mais retorno de sua volta. Era assim que estava Stefan, sentado na sua poltrona clássica pensando na jovem Gilbert que apesar de estar com o irmão, não fazia de si um rapaz feliz.

Ate porque para que ele se sentir assim, então o seu irmão teria de se sentir feliz, mas com outra pessoa, que não Elena. O que seria quase que impossível de conseguir, quando havia uma química tão crescente entre os dois. Contudo o jovem Salvatore, não estava naquela de desistir, estava disposto a fazer de tudo para reconquistar aquele doce coração, aquele doce olhar que o contagiava sempre que seus olhares se trocavam.

Ele não ia predicar ninguém, apenas iria tomar de volta aquilo que era seu, e que apenas era ela, a sua morena bonita e simples. Aquela que diferente de Katherine trocava um momento a dois, para ir a um shopping, ou simplesmente fazer de seu namorado um escravo.

Acabava de levantar da poltrona naquele momento ao escutar risos vindos da sala, ao qual contagiado pelo barulho decidiu ir ver e dar conta de que o irmão estava acompanhado, mas não de Elena como ele inicialmente pensava.

Ao descer as escadas da velha mansão e dar de frente com Damon aos beijos e abraços com Sophia, Stefan ficou perdido e com vontade de bater no irmão, por ver que na verdade ele não parecia ser assim tão apaixonado como dizia ser na frente de todos, e pior na frente de Elena que era alheia ao que na verdade ele sentia que apenas estava com ela por estar.

O jovem nunca havia confiado nas verdadeiras intenções do irmão em relação as raparigas, pelo que havia assistido. Damon apenas usava delas para seu belo prazer, o que na verdade não era nenhuma novidade para o jovem Salvatore que iniciava uma batida de palmas como se acabasse de assistir a um numero de circo.

- Stefan! - o jovem largou a rapariga bem em cima do sofá e ajeitou a camisa limpando de seguida o baton que tinha nos lábios. - Não é o que estas a pensar. - tentou desculpar-se o outro.

- E quem disse que estou a pensar em alguma coisa? - o rapaz deu de ombros cruzando os braços enquanto encarava o irmão sério, mas ao mesmo tempo com vontade de rir da sua cara de anjo em farsa de um demónio.

- Oh não sejas modesto Stefan! - o rapaz acenava para a garota sair. - Sei que estas com vontade de sair por aquela porta e ir contar tudo para a Elena. - o rapaz deu a volta ao sofá indo ate a mesinha de bebidas pegar um copo com Whisky, mesmo que este nunca bebesse, mas ele queria mostrar que era forte. - Mas aviso-te que não vais ser bem recebido, porque pensa bem comigo, ela vai pensar que estas a fazer de propósito para que se sinta infeliz. - disse ele tomando um gole e logo pousar o copo. - Hum, não tentaria nada igual, ate porque... - olhou o relógio. - esta na minha hora de ir ter com a minha princesa. Adeuzinho!

Por mais que ele quisesse ignorar as palavras do irmão, ele sabia perfeitamente que tinha razão, e que Elena estando cega de amor por ele, ia julgar tudo um esquema da sua cabeça, quando na verdade apenas queria seu bem e no fundo não suportava o facto de a ver sendo enganada cruelmente e não fazer nada.

Mas isso ia mudar, disso ele não tinha duvidas, nem que tivesse de procurar Sophia e fazer com que ela confessa-se sobre o que havia acontecido, e falar do tipo de relação que mantinha com Damon.

Mesmo que ele quisesse mostrar a ela a verdade, também não suportava ter na ideia a oportunidade de ver a sua ex-namorada sofrer novamente, sendo que sua própria vida já havia sido toda ela traiçoeira consigo.
Quem pelo caminho ia todo sorridente e cheio de confiança de que o irmão não ia fazer nada, era Damon que sabia bem como manipular as pessoas a seu favor, fazendo todos acreditar que ele era a vitima em todas as história de conflito com o irmão. E uma das pessoas que acreditava em tudo isso sem questionar era Elena que estava de tal modo tão apaixonada que não via o tipo de carácter que a sua cara metade era.

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Niklaus estava a chegar naquele instante nas mediações de sua casa, quando ao sair do carro e olhar para o lado viu a sua musa inspiradora de suas ultimas obras de suas ultimas semanas. Ele não ia perder tempo em ficar apenas pela observação, quando tinha na sua mão a oportunidade de ir ate ela e fazer um convite que toda a garota espera de receber.

Então cheio de confiança dirigiu-se ate ao portão dela, mesmo que pelo caminho rouba-se uma singela flor do jardim que ninguém daria por sua falta, mas que fazia o sorriso de alguém aflorar rapidamente.
Caroline distraída em seus pensamentos nem deu conta de que alguém aproximava de si e que preparava-se para fazer uma surpresa boa e que a ia deixar feliz, pois já havia pensado anteriormente no loiro que sentia saudades.

O jovem sentou bem de mansinho ao lado dela sem fazer grande barulho e depositou no seu colo a flor. Ela ao perceber que algo era depositado em suas coxas, olhou para o lado e seus olhos brilharam intensamente ao deparar com aquela pessoa e quase que num gesto involuntário abraçou muito forte, talvez um abraço de sufocar alguém, mas que Niklaus não reclamava, pois estava inteiramente feliz por ver que sua presença era muito bem recebida e que a sua ideia não fosse talvez descabida.

- Uau, não sabia que era assim tão importante para ti! - falou o rapaz que deixava a jovem corada e quase que sem forma de o poder encarar, mas que ele logo com sua mão subiu o seu queixo, para que assim pudesse ver seus lindos olhos.

- És um pouco convencido, não? - a jovem cruzou os braços fazendo um simples beicinho que fez com que ele deixasse escapar um sorriso.

- Só as vezes.... - respondeu ele. - Na verdade eu vinha aqui para fazer-te um convite que quero mesmo que aceites. - ela olhou ligeiramente para a flor pensativa se devia ou não aceitar, mas ao voltar seus olhos ate ao rapaz, já ele estava a fazer cara suplica, ao qual ela não conseguiu resistir.

Talvez a ideia de sair de casa e ir ate algum sitio não fosse má ideia, e quem sabe ate com ele de coisas mais que desconhecia de si, ou ate para ela mesma conhecer um pouco mais o seu vizinho do lado.

- Bom, eu vou aceitar, porque estas a ser muito simpático comigo! - sorriu ela levantando da cadeira. - Vou só trocar de roupa e volto em um minuto.. - virou para a porta. - mas quando digo um minuto, é um minuto mesmo, não um século. - ele sorrio.


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