Eram 7 da manhã quando e o sol preguiçoso ainda não havia nascido, e passar seus lindos raios e quentes na janela do quarto de Alice. Porém, era a hora de acordar e sair da cama, pois havia uma visita muito importante que a jovem tinha para fazer com a turma do liceu a qual não queria perder de maneira nenhuma, e de certo modo isso a deixava empolgada ao ponto de saltar da cama e trocar-se em minutos rápidos.
Uma vez pronta e com a sua gabardina amarela vestida, saiu de casa deixando um simples bilhete a sua mãe que tão bem dormia, e ela por outro lado não queria acordar, pois era bem cedo. E não podia esquecer também que a senhora havia chegado tarde a noite passada e com certeza, iria querer descansar, antes de um novo dia começar.
Desta feita, ela saiu a correr ate onde um autocarro da escola a esperava. Claro está que a sua pressa era de tal modo tão desajeitada que quase tropeçava em seus próprios pés ao subir os degraus do veiculo amarelo. Os colegas que sentavam na frente, quase continham o riso para não rir da garota que se sentia envergonhada por passar uma imagem de desajeitada aos próprios colegas.
Ao fim de passar alguns lugares ocupados, encontrou um furo e sentou, ficando mesmo no lado da janela e olhar para fora, mas ter na sua impressionabilidade o vidro baço, ao qual puxou da sua bolsinha de mão um lenço e limpou para assim poder olhar.
Instantes depois de ocorridos uns 2 minutos, ela cansou de olhar pela janela e levantar levemente para ver se via seus amigos de sempre a entrar e claro, eles estavam atrasados para seu grande desespero. "Porque o Jasper ainda não chegou? O que ele esqueceu desta vez?" eram perguntas que ela precisava buscar resposta. "Esqueceu de colocar o despertador, aposto!" bufou ela pensando uma vez mais, até que escuta o motor do autocarro dar sinais de arranque. "Oh que pena, vai perder a visita!" deu de ombros logo em seguida, sentando novamente em seu lugar.
Porém quando o senhor motorista está prestes a fechar as portas do autocarro um rapaz grita a correr:
- Esperem por mim, estou aqui e também quero ir!
Alice ao escutar aquela voz conhecida, olhou de imediato para a frente voltando a desprender-se do seu cinto de segurança e ver aquela pessoa e pensar: "Que alivio, é o Jazz!". Jasper entra no autocarro todo desgrenhado e completamente esbaforido, como seu coração fosse sair pela boca naquele instante. Os colegas é certo que, riam sem parar do seu aspecto, mas a verdade é que tinha graça. A algazarra estava completamente instalada, uns riam sem parar, outros falavam sobre assuntos banais, e haviam aqueles mesmo poucos que namoravam, isso mesmo.
Uma jovem atrás de Alice, a Rosalie chamou pela amiga apontando o dedo para Jasper. A jovem olhou, é certo e pouco gostou do que via.
- Olha lá! - falou Rosalie.
- Ele está com muito má cara! - afirmou Alice de mão na boca. - Está a ficar verde! - ela começou a arregalar os olhos para a menina loira de tranças bem traçadas em cada lado do seu cabelo. - Parece um E.T daquele filme, sabes? - a loira esforçou um sorriso parecendo tão alheia.
- Não me sinto muito bem! - desabafou Jasper, de mão na boca com quem impede um vomito. - Sempre que ando nestas coisas grandes fico enjoado! - ele balançou, mas um amigo ao seu lado, talvez Emmett o ajudou a sentar.
- Essa coisa é um autocarro! - respondeu uma outra jovem de mau humor, a Maria.
- Há qual é o teu problema? - Rose revoltou-se e já estava pronta para arrumar uma pequena guerra.
- Meninas! - gritou a professora ao passar as cadeiras para tomar conta da ocorrência. - O que se passa aqui? - perguntou esta ao agachar e olhar o loiro. - Meu Deus! - ela pousou a mão no ombro dele.
- Não te preocupes, Jazz estamos a chegar! - confortou Alice de forma simpática.
Quando finalmente o autocarro entrou nas mediações do parque pelo qual a turma ia visitar, o alivio de todos foi grande, pois assim ninguém teria de assistir a um vomito, ou algo do género. É certo que Jasper sentia-se bastante melhor, e aquela disposição era toda devido aquela correria toda.
Ao saírem para fora, eles viram uma guia que já com um sorriso nos lábios esperando por eles e acenando umas boas vindas a todos os alunos.
- Bom dia meninos, e meninas! - ela mostrou um sorriso apelativo. - Meu nome é Esther, e vou ser a vossa guia! Por isso penso que iremos passar um dia maravilhoso. - ela balançava os braços enquanto falava. - Vamos imaginar que somos os exploradores, por isso vamos partir a descoberta das aves do mundo inteiro. - ela segredou o restante. - Mas atenção... - todos olharam ela com bastante atenção. - É necessário que façamos o menor barulho possível, para não assustar nossas amigas.
Enquanto a senhora simpática falava, alguns alunos já seguiam seus caminhos com a companhia dela. Alice que continuava preocupada com o amigo. Ela não saia da sua rota, colocando sua mão no ombro dele, porém teimoso apenas expressava um "estou ótimo", o que a fazia desistir de preocupar no minuto seguinte, devido a sua falta de humor pelo qual ela tão bem estava habituada.
Começaram instantes depois por visitar uma quinta miniatura e claro está que o entusiasmo de muitos dos colegas foi de irem a correr para as vedações e observarem os animais equestres que pastavam, outros que apenas diluviavam. Porém, já a senhora dona Esther, a guia, avisava a todos para prosseguir com a visita, ou não haveria tempo para os outros animais.
- Aqui temos os papagaios! - apontou ela para uma árvore, onde tinha uns tantos agrupados em dois de cada vez. - Vêem estes aqui? - Alice olhou para cima, tendo mesmo de obrigar seu pescoço a esticar para observar as aves. - Eles gostam de descansar encostados uns nos outros.
- Como casais? - Rosalie atreveu-se a questionar a senhora que logo a olhou.
- Mais ou menos assim.. mas a história deles é bastante mais elaborada. - Emmett tira um bloco da calça e uma caneta, como quem se prepara para escutar uma explicação e com isso anotar. - Os papagaios desta espécie pertencem a uma família muito especifica de Psitacídeos, aos quais são destingidos como aves de bico forte. Muitas vezes, tem autenticidade de uma pinça, que os permite facilmente descascar seus alimentos mais duros.
- Uau! - a morena estava impressionada, e então já deslumbrada com a explicação, olhava um papagaio de tons verde e vermelho, imaginando assim ter um assim na sua casa e conversar, pois pelo que sabia, eles falavam, ou pelo menos era a ideia que tinha das história que seu tio Tommy contava.
Uns passos mais a frente e lá estava outro grupinho de aves fazendo suas acrobacias alucinantes. Alguns dos jovens ria e aplaudiam animados.
- Reparem aqui! - chamou a guia. - Estão a ver o bico da arara? - Alice colocou-se de bico de pés para poder ver, já que na sua frente tinha uma colega bem alto. - O bico ajuda a que se possa agarrar nos ramos! - explicou ela, enquanto apontava para a arara que genial mente fazia suas acrobacias.
Alice mesmo não desistindo de ver, conseguir um furo, e olhou de mais perto tirando do bolso o seu aparelho telefónico e fotografar. Inicialmente estava ansiosa para mostrar a foto a sua irmã mais caçula, a Cynthia que ia morrer de inveja com a foto. Sendo assim ela afastou um pouco e começou a digitar uma mensagem, mas uma duvida surgiu em sua cabeça.
- Como se escreve Psitscídeos?
- Psitací e depois um d um e o e um s. - respondeu Jasper que bem atrás da garota estava observando o painel de informações. - E não te esqueças de colocar um acento agudo no segundo i. - ela balançou a cabeça em sinal afirmativo, enviando assim a sms.
Um tempo depois de mais uns breves pausas para descansar as pernas, foi a hora de entrar num grande viveiro de aves, mas atenção não um qualquer, mas talvez o mais alto que o topo das árvores.
Alice e Jasper não se largaram mais o resto da visita, sendo que um completava o outro, em determinadas duvidas. Lá encaram umas aves que os deixaram encantados. Elas eram simpáticas, elas inclinavam-se para a frente e para trás abanando a crista em cumprimento a toda a gente, mas dai se viu que não eram aves quais queres, mas umas grous-de-coroa-negra.
Mais a frente, um outro grupo de aves chamou atenção do loiro, ao qual puxou pela amiga para partilhar seu deslumbre.
- Parece uma árvore de natal! - comentou ele pasmado.
- São os íbis-escarlate. - explicou a guia Esther vendo que os dois jovens pareciam interessados. - Vivem na América do Sul, mas pertencem ao mesmo grupo das cegonhas e das garças. - Alice tirou uma nova foto, escrevendo outra sms, pensando consigo mesma que "Cynthia vai morrer de inveja". - E estes colhereiros! Recolhem-se facilmente pela seu bico em forma de colher.
E do nada começou a chover torrencialmente. Todos começaram a correr para de baixo de pequenos abrigos de chuva.
- Depressa, vamos abrigar-nos! - gritou Emmett correndo o mais que podia, puxando a Rosalie.
Jasper achou pelo caminho um guarda-chuva caído, e não exitou em pegar e mostrar para Alice que sorriu aliviada, vendo que o abrigo pelo qual queriam abrigar estava completamente cheio. Porém ao olhar para o lado, o loiro começa a sorrir feito uma criança, claro que amiga o questiona, e só então olha e vê uma ave engraçada graçando o rapaz.
- Parece que ela quer dizer alguma coisa! - comenta a morena, pegando imediatamente o aparelho pronta a fotografar. - Agora diz para ela ficar um pouco quietinha que eu quero uma foto. - pediu Alice clicando.
A alguns passos de onde estavam os dois amigos, duas aves de bico-de-tamanco, observavam a cena com ar de trocista. Claro que a jovem Brandon percebeu dessa observação e não exorbitou em pedir mais uma foto.
- Jasper, faz-me um favor! - pede ela. - Preciso que tires umas fotografias minhas com estas aves engraçadas! - ele acenou que sim com a cabeça pegando o aparelho. - Sabes quero colocar isso no facebook, para ganhar likes. - sorriu toda.
- Espera ai, Alice! - avisa o loiro que procura um bom ângulo para a foto. - Estou a tentar fazer um grande plano desta, como ela se chama mesmo?
Ambos olharam de imediato para o painel informativo onde tinha em bold "A garça-bico-de-colher" Ave oriunda da América Central. Vive na proximidade de rios, lagos e pântanos. Alimenta-se desta forma de peixes e insectos.
- Olha só... - ele agacha um pouco ao lado a ave. - parece zangada... - Alice dá uns passos atrás.
- Se calhar pensa que somos jornalistas! - disse ela. - Mas eu não tenho cara de quem anda por ai banca por banca a vender jornal. - ela coçou a nuca.
Eles acabam por sair do viveiro a correr entrando de imediato na região conhecida como sendo a tropical.
O calor que se sentia na zona era bem grande. Ao darem mais uns longos passos são escutados com facilidade uns gritos agudos de tucano, onde sobretudo um deles impressiona bastante a morena que uma vez mais arrisca outra foto.
- Não vais cansar? - perguntou Jasper já um tanto aborrecido de ver tantas fotos.
O tempo vai passando e com isso novos espaços são explorados por todos, até que entram numa zona bastante mais árida e seca, lembrando de imediato o deserto, pela vegetação escassa e clima quente. Com o bico, as aves sugam as águas existentes do cactos e das plantas suculentas. É lá que vive o chamado, cucu-californiano. Nos Estados Unidos é uma ave conhecida por "corredor-de-estradas" pois apresenta um ar muito atarefado e anda muito depressa dando aquela impressão de 7 patas.
- Ele está com cara de quem está a dizer, bom dia! Estou com pressa! Boa noite! - falou Alice tentando acompanhar a rapidez do bicho.
Chega a hora em que o cenário a ser visitado, é simplesmente uma ruínas mediavas. É o sitio pelo qual vivem muitas águias, corujas e abutres. E naquele instante uma coruja levanta voo da torre, Jasper apressa-se a olha-la e comentar:
- O meu pai desenhava uma igual a ela quando tinha a minha idade!
Ela dá a volta a árvore e desce até um senhor de aspecto robusto, mas simpático que a deixa pousar no braço.
- Inacreditável! - disse Alice.
O espectáculo pelo qual assistiam era impressionaste, mas não de todo perigoso quanto essas pessoas mencionavam. As aves de rapina, vivem a maior parte de seu tempo rodeadas de multidões e as suas exibições em públicos, são todas elas bem treinadas.
Logo após a representação, ambos seguiram até a um pequeno desvio, desviando-se assim do resto da turma para irem ao lago, onde flamingos e pelicano viviam em liberdade. Um dos pelicano atacava um peixe e era impossível esse momento não cair em mais uma foto para o facebook da Alice.
Quando eles deram pela hora, já o tempo havia passado a voar. O sol que escondia-se atrás da colina, estava prestes a por-se e ai começavam os primeiros raios da noite escura.
A maioria dos alunos parte de retorno ao autocarro, entrando uns atrás dos outros, seguindo até seus lugares. Porém havia um contra, e esse contra preocupava bastante Alice, pois desde o lago que havia perdido de vista seu amigo Jasper. É certo que ela havia se entusiasmado com as fotografias, mas ele tinha sumido.
Não estando certa de deixar o amigo para trás, decide procura-lo, mesmo vendo a ordem de entrada no autocarro contrariada. Mais a frente a professora responsável começa a chamar pelos nomes dos alunos da turma, ao qual todos aparentam cansaço da visita. No entanto, a chamada tem de ser feita. Um por um é chamado, até que dois dos alunos não respondem a chamada.
- Onde está Alice e o Jasper? - pergunta a professora de agenda na mão.
- Alice pelo que sei foi a procura do Jasper! - responde Rosalie.
A sorte da professora era um tanto maior, pois ainda tinha consigo a guia, que certamente podia ser útil, pois conhecia bem o espaço e com um determinado mapa ia achar os dois faltosos.
- Vamos lá ver onde eles podem andar! - fala Esther analisando o mapa. - Perto do viveiro das aves? Na floresta tropical?
- Jasper deve ter ficado ao lado do lago! - supõe a professora dando uma olhadela pelo horizonte.
Mas eis que o jardineiro aparece fazendo muitos sinais. Na sua companhia trás um carinho de mão com uma ave dentro, de aspecto bem esquisito.
- Mas é o Jasper! - grita Alice surgindo ope dos colegas ofegante.
O loiro sai do carrinho de mão do senhor com as botas cheias de agua. A senhora professora cruza os braços esperando uma boa história, ao qual ele não perde nem um detalhe da sua aventura.
E como prometido de um dia feliz, e uma visita inesquecível, foi tirada uma ultima foto para o blog da turma, incluindo uma foto para o jornal, pelo qual Alice pertencia. E a verdade é que todos estavam felizes, e é certo que tudo acaba bem, quando bons finais acontecem.

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