Avançar para o conteúdo principal

Os Especiais - Capitulo 21 - Desastre na cozinha

- Porque andas a mentir a toda a gente? - ergui a sobrancelha não percebendo o contexto de suas palavras.

- Como?

- Caroline, eu li o jornal! - meu coração apertou nesse instante. - Fugis-te de casa, e esta família nem é a tua! - baixei o olhar nervosa e sem palavras para explicar o que na verdade ele começava a descobrir. - Porque? Explica, eu quero saber! Eu tenho esse direito como teu amigo. - levantei um pouco os olhos. - Ou pelo menos achava que éramos amigos.

Ele estava prestes a dar as costas quando segurei a sua mão, obrigando a olhar em meus olhos. Ele estava ansioso tanto quanto eu, e do mesmo modo ele não esperava muito de mim, pensando talvez que eu ia cultivar uma nova mentira.

- Edward... - forcei as lágrimas a ficarem presas em meus olhos oscilantes. - é uma longa história que ninguém vai entender. - ele cruzou os braços. - é verdade sim que fugi de casa, mas eu tive uma razão muito forte para o fazer. - suspirei. - Eu sou de longe aquilo que tu e toda a gente pensa que sou, mas... - o meu telemóvel começou a tocar interrompendo toda a conversa, ao qual tive mesmo de o atender.

Ao olhar o visor e ver o nome de quem era, eu suspirei um tanto de alivio, pois acabava de ser salva de um tema que ia deixar sequelas.

- Alô, Jasper! - afastei um pouco. - Estou indo para ai, não demoro nada. - alertei desligando a ligação em seguida e olhar Edward na minha frente. - Desculpa, eu tenho mesmo de ir, depois conversamos, ok?

- Tudo bem, eu não vou descansar mesmo enquanto não falares o que se passa. - suspirou.

- Certo!

E assim afastei dele indo para casa a pé, não querendo de forma alguma ter a oportunidade continuada de te-lo a fazer mais perguntas, que no fim eu não podia responder.

Carmen

Ao chegar em casa fui surpreendida ao ver a senhoria dentro da minha cozinha conversando com Eleazar, é certo e sabido que essa mulher começava a ser uma intrometida sem tamanho. Porém, era hora de eu fazer boa cara e mostrar que afinal eu tinha uma boa índole. Entrei na cozinha beijando Eleazar, ao qual surpreendeu-se um pouco, mas com um aceno de olho ele chegou ao ponto de entender que era um detalhe da mentira.

- Que bom que chegas-te Carmen! - falou ele, já Rennée arregalava bem os olhos na nossa frente.

- Então o que faz aqui Rennée? - perguntei não vendo mal algum.

- Vim ver como os meus vizinhos estão! - balancei a cabeça sorrindo sem vontade.

- Estamos bem como vês, mas agora tens de ir, eu sei que o Charlie precisa de ti, ele veio o caminho todo a queixar-se.. "ai preciso da minha Rennée"...

- É mesmo? - ela parou, olhando para mim.

- Claro que sim, e eu lá sou mulher de mentir? - olhei imediatamente a Eleazar pedindo auxilio.

- Pois claro, agora necessito da minha esposa para me fazer uma massagem! - falou ele.

E lá livrávamos da maluca da senhoria suspirando completamente aliviada. Ninguém merece uma louca a toda a hora entrando e saindo da nossa casa, certo? Já começava a ser um incomodo muito grande, e depois a privacidade cabe a toda a gente.

A hora do jantar chegou, os meninos continuavam inquietos a discutir entre si, enquanto Caroline ainda nem havia aparecido em casa. Jasper não saia da janela vendo quando ela chegava, como se isso fosse coisa fora do comum, certo? É certo que eles os dois tinham uma história que bom nem inicio real tinha.

- Meninos para a mesa! - gritei eu.

Eleazar pousava um tacho no meio da mesa, e já Alec começava a tentar colocar a mão onde não devia começando um rebelião entre os mais pequenos.

- Alec! - repreendeu Eleazar o próprio filho. - Não mexas ai que está quente e acabas queimando a mão! - mas Maggie começou a fazer o contrário e logo ele teve de tomar atenção a ela. - Maggie, isso não!

Era interessante a forma como ele tomava cuidado em tentar educar as crianças para o bem quanto para o mal. No entanto, mesmo estando distraída de meio em meio tempo olhando preocupada Jasper, escutei um jarra cair no chão e estilhaçar-se toda.

- Oh meu deus! - falei de mão na boca.

- Alec olha só o disparate que fizes-te! - gritou Eleazar bem aborrecido com o filho, o que fez o garoto correr no minuto seguinte escadas acima.

É certo que o que ele havia feito era contra as regras que havíamos curiosamente imposto em casa, e de certo podiam muito bem causar danos maiores se pessoas como a senhoria vissem.

Olhei Eleazar que estava aborrecido e sentado a mesa, olhando para mim do mesmo modo que eu olhava para ele.

- Eu já sei! - falou ele dando de ombros ao pousar o pano na mesa e sair até as escadas ao qual subiu.
- Ele não vai comer com a gente, Carmen? - perguntou a pequena Maggie.

- Maggie, meu anjinho.. vamos comer nós, ok? - ela assentiu, e eu aproveitei para servir seu prato.

No mesmo instante em que já sentava na mesa pronta a comer, a porta da rua se abre e quem entra é justamente Caroline com uma cara de poucos amigos, ao qual não é deveras bem recebida por Jasper que logo cai em cima.

- Onde é que estiveste até agora? Sabes perfeitamente que toda a gente aqui fica preocupada com a tua falta de respostas! - ele gritava, e eu não pude sequer permitir uma coisa assim, pois levantei.

- Meninos! - coloquei-me no meio dele logo após sair da mesa. - Seja lá qual é a razão, não é motivo para tu, Jasper gritares com ela! - olhava séria para ele que revirava os olhos instintivamente.

- Vou para o meu quarto! - disse a Caroline a fim de terminar a conversa que mal havia começado.

- Estas a ver Carmen! - começou a picar ele. - Mal chega e já vai recolher, nem boa noite, nem nada. - por outro lado a jovem subia os degraus em silencio, pouco ligando aos comentários dele, disso tinha certeza, pois sua postura assim o indicava.


Alec

Estava completamente triste, era raro ouvir coisas tão duras de meu papa que nem lembrava mais como era sentir. É certo que era a pior dor, talvez a mais dura e complicada de suportar, mas a verdade é que neste momento a sentia e não tinha a minha mãe para consular.

Talvez a nossa vida antes de tudo isto fosse melhor, mas não garantia que a minha felicidade fosse tão grande quanto a que tinha agora, onde podia brincar com pessoas iguais a mim.

É, eu sei que fiz coisas pelos quais não devia fazer, mas não foi intencional deixar uma jarra cair no chão e adivinhar que ia partir, sendo que era óbvio que isso ia acontecer.

- Posso? - puxei meu travesseiro, olhei de soslaio a porta e acenei, pois não dava para dizer não quando a pessoa praticamente já estava dentro. - Alec, eu quero pedir desculpas! - ele foi aproximando da minha cama, com aquele ar de arrependimento, mas eu nada falei. - Eu sei que nos últimos tempos tenho sido duro, mas não é por querer, acredita.. - ele suspirou, e eu fiz o mesmo. - a nossa vida mudou tanto, e claro que queria muito que isso mudasse, e que podássemos voltar a ter aquilo que tínhamos, sabes?

- Papa! - deixei escapar.

- Sim, filho!

- Eu gosto da minha vida assim, gosto dos amigos que tenho, e principalmente de ver que fazes tudo por mim. - ele veio até mim, abraçando forte, mas tão forte que os meus óculos saltaram para cima da cama.

- Ops! - riu ele compondo meus óculos.


Caroline

Quando deitei na minha cama a única coisa que consegui fazer foi chorar e pegar a foto da minha família. Em primeiro lugar estava sentida com o facto de como Jasper havia sido idiota comigo, e em segundo, Edward já não acreditava mais em mim.

Era complicado imaginar isso assim, pois havíamos cultivado uma boa amizade que no fim apenas deixou de ter aquela força para murchar que nem flores apagadas sem cor.

Por outro lado, uma parte de mim queria contar toda a verdade, e acabar com essa maldita e perigosa mentira, mas por outro, era arriscar ganhar um ódio dele que nunca mais seria adoração. Ainda assim, não deixava de ser uma boa opção, pois a mentira terminava, a verdade aflorava e a minha dor apenas ia apaziguar.

Mesmo assim havia um contra, como contar? Como fazê-lo para ganhar sua atenção? Ou com que olhos o podia fazer, ou com que mágoa podia sentir? E que ressentimentos iam ficar?

Eram muitas perguntas que talvez a resposta fosse tão mais simples como "ÉS UM MONSTRO", o que na verdade não deixava de ser verdade, pois no passado quase havia morto Claire, e isso nunca em momento algum ia sair da minha memória.

- Caroline? - guardei a foto que tinha nas mãos guardando de baixo do travesseiro.

- Podes entrar! - falei limpando as lágrimas do rosto.

- Está tudo bem? - Maggie entrou aos saltinhos com suas tranças bonitas. - O que aconteceu para chegares apenas agora e porque que estas sempre a discutir com o Jasper?

Ela tinha razão de quanto a estar sempre a discutir com Jasper, pois era verdade e na medida do possível era a única forma de comunicação que ambos tínhamos.

- Coisa de adultos!

- Até os adultos se entendem melhor que vocês dois. - ela saltou para cima da cama dela, trocando de roupa.

- Talvez, mas não podes esquecer que nós somos especiais! - ela riu.

- É verdade!


Comentários

Mensagens populares deste blogue

One Shot - Bella - Carta para Edward Cullen

Meu amor... Como é estranho voltar a dizer estas palavras... Palavras que durante meses  atormentarem-me sempre que eram proferidas, por mim ou por outros, faziam-me desabar, chorar. Agora não me canso de as repetir. Porquê? Bem, porque elas significam que voltas-te. Significam que o meu coração voltou a bater, que eu voltei a existir, que deixei de ser um robô triste e amargurado. Agora posso afimar (e até gritar paa quem não quiser acreditar) que eu, Isabella Swan, voltei a viver e a acreditar no amor, na felicidade, que deixei de ser um ser sem alma, sim porque quando voltas-te não só trouxes-te a minha alegria de viver e o meu coração como também a minha alma. Alma essa que, tal como o meu coração, pertence-te. Por favor... Não voltes a deixar-me, porque o meu coração não vai aguentar  perder-te uma segunda vez. Tu és a minha vida! Edward Cullen, tu és a razão de eu existir e continuar viva. Se alguem perguntar a banda sonora da minha vida eu respondere...

Diário de Rosalie Hale - O casamento de Edward e Bella parte 2

Sábado, 3 de Julho " O casamento de Edward e Bella parte 2 " Querido Diário: Depois de ditos os repectivos "sim" demos inicio a festa da boda, todos os convidados estavam absolutamente deslumbrados com o vestido de noiva de Bella, claro que Alice conseguia saber tudo e tinha um grande gozo nisso. Edward nao tirava os olhos de Bella o tempo todo, os convidados sentiam-se tentados a ver a cena de tanto amor no ar do casal mais perfeita da festa. Eu por minha vez senti-me tao feliz vez a felecidade enorme deles uma realidade quase impossivel, era um sonho que de um livro tinha-se tornado uma realidade. Sim Edward estava amar, coisa que ás uns anos era impensavel acontecer.  Como estava curiosa quanto a opiniao dos convidados fui ter com algumas pessoas. Encontrei Renné a mae de Bella quase em lágrimas.  - Entao Renné como se sente por ver que sua unica filha agora é uma mulher casada? - perguntei. - Muito bem, ela merece tudo de bom, ela vai ser muito...

Diário de Rosalie Hale - Uma vingança Atroz

Segunda-feira, 18 de Fevereiro " Uma vingança Atroz " Querido Diário:  Sentia raiva dentro de mim, ao saber que o homem que tanto amei, fez o mal que fez, estava agora a rir-se de mim consolado com seus amigos e vibrando com o copo cheio desse maldito álcool.  Decididamente montei um esquema onde mataria um por um, deixando para o fim o Royce King, o maior alvo abater. Ainda no meu closet desta modesta mansão procurei no roupeiro um vestido de noiva., e vestiu-o para o efeito de um casamento, podiam achar-me louca, ou talvez desequilibrada  mas uma coisa era sempre garantida eles teriam que morrer.  Sai de casa num forma bem ousada para a acção, o primeiro efeito a provocar no homem seria o seu destino fatal. Esme tentou demover-me da minha acção, porem foi ela tambem em vao, porque que os meus olhos sedentos viam era a dor desses malditos.  (...) Em pouco tempo tinha morto 6 homens, faltava ele, a sua morte seria diferente de todos os...