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Dust in the Wind - Capitulo 15 - Inesperado

Na residência dos Gilbert, Elena vivia numa dilema complicado, na sua orla de medos estava algo que ela não queria acreditar que fosse verdade, mas segundos os cálculos mentais, e apontamentos em seu calendário menstrual, era evidente que só correspondia ao que pensava. 

A sua menstruação estava atrasada a pelo menos duas semanas, e raramente ela esquecia de tomar as devidas precauções, a menos que esquece-se, ou simplesmente estivesse num dia em que bebesse demais com o namorado em algumas dessas festas que eles frequentavam às vezes, e pronto acontecia. 

A verdade é que pensar nessa hipótese de estar de facto grávida, deixava a jovem muito assustada, pois primeiro era nova demais para ser mãe, e depois tinha um problema, como ela ia contar para o Damon que ambos iam ter um filho, ne? Já para não falar que a tia Jenna ia ficar completamente louca ao descobrir que a sobrinha havia falhado em seus cuidados, e Jeremy que ia ser tio quando ainda nem maior de idade era, oh meu deus isso era um pesadelo. 

Mas por mais que ela não tivesse certezas, ainda continuava muito assustada com a ideia de ser mãe aos 18 anos. Como era suposto, esse não um sonho para uma adolescente que precisamente, ansiava por chegar a essa época para tomar sua liberdade de festas e frequentar a vida académica, como ia ser dali a praticamente 5 meses. 

No entanto pensar que isso pudesse ser mesmo verdade, tudo o que planeava para o futuro, mudava por completo, porque uma criança alterava os planos de uma vida, pois pensar que a vida de alguém que ainda não tinha suas próprias defesas dependia de si, tornava tudo difícil, já para não falar que para lá ficavam os sonhos, e as tristezas sãs de todas essas oportunidades jogadas ao vento.

Elena queria chorar, queria gritar e ter a certeza que apenas vivia um pesadelo, quando cada vez mais acreditava que esse pesadelo era bem real, e não tinha nem hora, nem maneira de terminar. 

A tia Jenna que passava naquele momento no corredor e olhar para o quarto, percebeu que a sobrinha não estava lá em seus dias, que praticamente já havia saído da cama pela hora que o relógio de pulso marcava. Doente, talvez não estava, pois sempre soube que a jovem Gilbert se queixava, quando assim se sentia, a menos que ela estivesse a fazer algum tipo de fita para não frequentar as explicações que estavam marcadas para o fim-de-semana na casa da senhora Halpern, pois a jovem tinha aquela inteira mania de implicar com a forma como a senhora explicava as matérias.

Esta preocupada, não ficou muito mais tempo especulando situações, e entrou de imediato no quarto da garota, perguntando:

- Elena, esta tudo bem, querida? - a jovem ao dar conta que a tia entrava naquele instante no quarto, tratou de esconder o calendário de baixo da almofada, para não ter de dar justificações sobre o que na verdade estava a ver, sendo que as vezes uma mulher mais experiente chegava bem a essa conclusão, mas enfim, era melhor prevenir do que remediar. 

- Esta tudo ótimo! - apressou-se a jovem a puxar os lençóis da cama e batendo nas almofadas para as deixar bem mais fofas. - Porque achas que eu estou doente? - a Jenna estranhou desde logo a forma como a garota estava a falar para ela como se esta estivesse a invadir um espaço privado. 

- Não, não! - respondeu esta tentando parecer descontraída, quando na verdade alguma coisa a sua frente não batia certo, mas de uma forma ou de outra ela ia acabar por saber, e isso ela não tinha duvida. - Só ia perguntar se não ias a explicação, quer dizer pela hora já não devias estar na casa da senhora? - A tia tentou levar aquilo um pouco para um caminho que deixa-se a jovem morena na menor posição defensiva.

Elena que batia na sua cabeça naquele momento ao lembrar da explicação, não se via com disposição para ouvir esclarecimentos de matéria de História, ou sequer resolução de problemas de teorema de Pitágoras. Na sua cabeça só havia espaço para resolver um problema que era um duvida que valia pela vida inteira, mas só ia ser esclarecida quando ela realiza-se aquele teste de farmácia, em que normalmente já dizia se a pessoa estava ou não grávida, sendo que a percentagem de ele ter uma margem de erro, fosse pequena.

- Vou agora mesmo! - a morena pegou nos livros tendo na ideia a real tarefa de manter a tia na ocultação do problema.

Nessa medida ela dirigiu-se para a rua, em que primeiro tinha de pensar como resolver essa trapalhada que a sua cabeça estava. Por um lado, ela que olhava para a residência dos Forbes, queria pedir ajuda de Caroline para com sua franqueza resolver seu problema, mas por outro lado a jovem já tinha problemas tão grande para resolver, que pedir para resolver mais um, que nem da sua competência era, seria mostrar egoísmo da parte da morena. Não que ela recusasse ajudar uma amiga, porque ela sendo a "Best" não a ia deixar na mão. 

Por outro lado uns quilómetros mais a frente ficava a residência Bennett, onde possivelmente a Bonnie podia ser a única alternativa para a situação que já estava a deixar a morena de rastos, por não encontrar mais meios de conseguir sair de seu buraco sem fundo. 

Foi nesse sentido que ela seguiu com o plano de urgência máxima de ajuda da amiga. Ela corria pela rua que nem uma maluca de livros na mão quando ao chegar a porta e tocar a campainha, deixou cair tudo no chão, sem que alguém a pudesse ajudar. Elena que se abaixava para apanhar os livros naquele momento, sentiu uma forte tontura e quase caiu, mas a sorte, foi Bonnie aparecer naquele instante e deixar amiga sozinha.

- Lena, o que passa, estas bem? - a morena parecia desesperada ao ver sua amiga quase desmaiar em seus braços que não perdeu tempo, que não perdeu tempo ao chamar avó ate a rua para ajudar a levar a moça para interior da casa.

Já deitada no sofá, a jovem Gilbert começou a recuperar lentamente os sentidos, mas ao "acordar" viu caras de preocupação, que a deixaram bem confusa. 
- Porque estas a olhar assim para mim? - ela perguntou enquanto tentava sentar no sofá e momentos depois entrava avó Bennett com chá de tília para a jovem. - Chá? - perguntou esta ao ver xícara a sua frente. 

- É, Lena sentis-te mal a minha porta! - explicou Bonnie, que fez a jovem retomar uns passos na memória, e mesmo com colapsos brancos, conseguia lembrar mesmo que sendo parcialmente que havia sentido uma tontura e nessa sequência aquela duvida de uma suposta gravidez que a deixou bem pálida. - Toma bebe este chá... - pediu a amiga que pegava na xícara dando em mãos da outra. 

A jovem percebendo que não tinha outra alternativa que não aceitar, bebeu conforme a outra pedia, mas durante esse momento em que bebida olhou de uma forma estranha para a outra morena, que pelo olhar percebia que ambas tinham algo a falar em privado, e nessa ideia, a rapariga levantou do sofá cochichando algo no ouvido da senhora idosa e esta sair da sala sem qualquer tipo de recusa, como se já estivesse à espera de algo assim, ou simplesmente fosse sua intuição feminina falando. 

Estando sozinhas, e depois de o chá estar completamente bebido, Elena procurou coragem para contar amiga o que tinha na cabeça. Ela estava muito nervosa, com medo da forma como a outra pudesse reagir, sendo que não ia virar as costas para si, ou pelo menos assim achava. 

- Bonnie, eu estou com um atraso de duas semanas! - confessou a morena sem rodeios. A outra que não esperava por saber algo assim levou aos mãos a boca desacreditada, e ao mesmo tempo sem saber o que falar. - O que eu faço agora, estou com muito medo! 

- Calma, Lena... - pediu a amiga que pegava na mão da jovem que tremia como vara verde. - Primeiro vamos ter de comprar um teste de farmácia, eu vou contigo e depois fazes esse teste e logo vemos o resultado - instruiu. - depois consoante isso, acho que deves falar com o Damon! - Elena baixou a cabeça muito preocupada.


*************************************************************************

Medo para uns era ódio para outros, pois no caso dos Salvatore, a relação entre os dois irmãos, ia de mal a pior. Pois Stefan já nem sequer falava para o Damon desde aquela situação complicada de ter apanhado o irmão em flagrante com Sophia em plena sala de estar. 

Por outro lado, Damon estava pouco a lixar para o facto de o irmão andar muito ou pouco contente com as suas decisões do que fazia com as garotas. Na sua ideia tudo não passava de acasos, que eram isso mesmo, apenas acasos, que ninguém mais tinha haver com isso, se tudo apenas era da sua conta. Da sua vida é certo que era ele quem decidia, mas da vida dos outros, eram eles que dicidiam não ele, certo?

E lá estava ele de copo de whisky na mão, que não tinha mais competência de fugir ao refugio do álcool que nesses dias, havia se tornado um grande aliado, já que o irmão havia deixado de ser uma companhia boa, para passar a uma tremendamente chata e impossível de suportar.

Stefan que já perdia a conta das vezes que tentava mudar as ideias absurdas do irmão, estava a desistir, porque já não havia nada a fazer com alguém que não tinha vontade de mudar, para seu próprio bem, e que no fim ao cabo estava a destruir aquilo que podia ser bom na sua vida, a relação com Elena. 

Que contudo, ao pensar nela, o jovem Salvatore, ficava desconfortável, pois os seus sentimentos continuavam cada vez mais intensos, e já não se tornava algo tão fácil de esconder, quando evidente as pessoas facilmente percebiam que ele continuava vidrado nela, e que a Katherine por mais bonita que fosse, não passava de um passa-tempo.

Ele gostava, e já não escondia mais os sentimentos que tinha pela jovem Gilbert, mas também tinha receio de os falar abertamente para ela, e ver que não muito bem podia aceitar, mesmo que apenas fosse uma primeira reacção, quando ele tinha na ideia que ela sentia a mesma coisa por ele. 

Nessa perspectiva, ele não havia feito nada ate ao momento, sobre contar dos deslizes do irmão, não por consideração a ele, mas a ela, ele já tinha mais ou menos calculado de situação de ciume, que também era verdade. 

Mas um dia Damon ia bater a cara, e Stefan ia estar lá para conferir e alertar para os seus eventuais erros cometidos, e dar a conhecer a felicidade que havia jogado pela janela. Que já dizia a senhora sua avó, com o velho ditado "Que pela porta entra a felicidade, mas que é pela janela joga a derrota". 



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