Era manha de segunda-feira, dia da semana que Caroline ansiava de medo por começar, pois inicava-se assim o seu primeiro Ciclo de quimioterapia. Ela estava nervosa, como era de calcular, e qualquer pessoa em sua posição ficaria, certo?
Mas ela tinha de ser forte e com ajuda de um namorado dedicado, ela nao ficar sozinha nessa hora complicada de sua vida.
Niklaus, que saia de casa naquele momento para ir buscar sua namorada para acompanha-la, foi uma vez mais surpreendido por Cami, mas desta vez ela nao vinha sozinha, consigo trazia um rapaz, ao qual este nao recordava de ver, mas que talvez dudizindo mentalmente, fosse namorado desta, ou apenas seria mais um esquema dos seus, que ele deu logo de ombros, focando no que era mais importante, e nesse sentido, o estado de saude da loira sugava em tudo suas atenções.
Então, decidido a ignorar tocou a campainha da jovem aguardando fielmente sua chegada. Quando ela apareceu de lenço no pescoço e fita no cabelo, ele sorriu tao genuinamente que ela logo esqueceu o que vinha pela frente, abraçando ele como tamanha ternura e amor.
Cami que de longe observava de braço dado o casal, nao gostava do que via, pois em sua cabeça, o "Nik" era apenas seu e de mais ninguem, e essa garota ao qual ele agora presenteava com sua presença, nao ia durar muito, porque esta com o seu poder de manipulação, ia jogar contra a relação deles. A verdade é que ainda sabia como, mas ela ia preparar mentalmente a situação, e depois era uma questão de tempo ate o loiro voltar a correr para seus braços, e serem felizes como antes.
Ela acreditava mesmo nessa teoria, tanto que ja estava com um olhar maquiavélico a imaginar o sofrimento da jovem loira ao lado dele. Para ela essa garota nao era nada comparo ao seu charme sedutor, ainda mais sendo ela tao pouco ousada, e como era obvio aquilo nao ia durar muito.
Nesse mar de pensamento ela puxou o garoto para andar mais rapido antes que perdesse a paciencia de observar, é claro que Thierry nao questionou em nada atitude da jovem a seu lado, pois ele tinha uma ligeira impressão que ela tinha um determinado disturbio mental, ou alguma obsseção.
No entanto, ja desconfortável com a situação e a ponto de questionar o namorado, era Caroline que ao instalar-se dentro do carro comentou baixo com ele.
- Não sei porquê, mas ela nao inspira confiança! - disse ela ao pregar o cinto e olhar o namorado que dava a ignição, observando ela com olhar sério. - Tu conheces, ela? - a jovem ao dar conta que o loiro observava a outra, questionou sem pudor.
- Conheço, ela foi minha ex-namorado, em New Orleans! - respondeu ele olhando agora a sua musa. - Não contei nada antes, porque achava que nao era importante e como vê, a Cami nao faz parte dos meus planos. - beijou a sua namorada de uma forma que a deixou mais tranquila, e seguiram caminho finalmente.
Por esse caminho fora, houveram poucas trocas de palavras, pois aquele ambiente de conversa inicial havia morrido praticamente, quando ambos passaram próximos da placa do hospital. Caroline ate perdeu a respiração ao imaginar dentro daquelas quatro paredes, vendo o nada e tendo tudo.
Ele ja tinha percebido que a namorada nao estava bem, mas por mais que quisesse ajudar, ele nao conseguia, pois haviam coisas que iam para alem da sua competencia como pessoa.
Finalmente nessa sala depois de algum tempo de espera, ela foi recebida por umas enfermeiras simpaticas que a tentaram induzir a nao ficar nervosa, ou com medo do procedimento, e lembrar que nao era nenhum bicho de sete cabeças. Contudo, nao eram elas que tinha a doença, que suportava o sofrimento, e lá isso era totalmente verdade, porque estar de fora é bem mais simples, do que estar dentro e viver na pele.
Caroline foi sentada em uma poltrona confortável, onde a deixaram a soro por horas a fio. Por todo esse tempo de tratamento, Niklaus nunca havia saido de seu lado, nunca tirando sua mao da dela, observando mesmo o seu respirar fraco e o seu sono leve.
Para ele o estado de saude da sua namorada, deixava-o muito preocupado, e mesmo nao partilhando com mais ninguem, nem mesmo com a sua melhor amiga Rebekah, ele estava a sofrer muito, pois de forma solidária, tambem ele vivia na pele a doença, sentia a dor que a jovem passava, o horror de ver a vida por um fio, quando se tinha sonhos para um futuro sem fim. Porem devia ser pecado roubar a vida a quem nao merecia, depois de tanta coisa, pois existiam tantas pessoas no mundo que nao mereciam a vida que tinham e eram saudáveis.
No entanto, eram esses abalos da vida, que serviam para reforçar os laços que uniam as pessoas, e descobrir-se assim sinceramente, quando elas eram importantes para nós, quando estao prestes a partir, para o outro lado da vida que ninguem conhece, mas deve ser mais feliz que este.
Contudo, a vida tambem sabia pregar partidas daquelas bem grandes que a gente como Elena caia bem, que agora estava com medo de contar a verdade a quem devia, e pior era saber que a sua melhor amiga, estava contra uma decisão de aborto, se assim a jovem Gilbert toma-se como certo seguir.
Ela queria terminar de uma vez por todas com a sua agonia, e ir diretamente na casa dos Salvatore e contar tudo ao Damon e ver o que ele falava acerca do assunto, no entanto em um minuto seguinte, a garota via-se presa ao medo, a rejeição que podia simplesmente receber dele.
Só que ao fim de algumas tentativas de vai, nao vai, ela acabou por sair da sua secretária de seu quarto, descendo as escadas a correr e sair porta fora. Como era de prever, a tia Jenna que ainda nao havia conseguido captar o problema, continuava achar a sobrinha continuamente abatida, e pior mesmo era ela querer ajudar, e nao saber o que se passava.
Quando ficou de frente a mansão Salvatore, a morena nao se poupou a pensamentos, batendo logo a porta e aguardar receber o seu namorado, contudo os seus pensamentos nao foram ouvidos, infelizmente quem surgiu a porta, foi o Stefan que estava surpreso de a ver e que de certo tinha tanto para falar, mas Elena nao havia simplesmente vindo ate ali para falar com ele, mas para estar com o namorado, que infelizmente nao estava em casa.
- Vinha falar com o Damon, mas ja percebi que ele nao esta... - comentou ela virando as costas para ir embora, quando de repente lembrou, e voltou a olhar para ele que ja estava ao ponto de fechar a porta. - Se o vires, por favor diz para ele ligar para mim, é mesmo importante. - pediu ela.
- Se é importante, porque nao fazes tu? - ele nao queria ser indelicado, mas por outro lado nao tinha cara de moço de recados. - É que eu e o meu irmão nao estamos muito bem, e se nao fosse pedir muito, eu gostava de nao meter-me nesses assuntos. - ela deu de ombros, compreendendo, e por outro lado ela nao tinha esse direito, certo?
- Desculpa, eu devia calcular que nao era uma boa ideia!
A rapariga a ver a sua viagem em vão, pressou-se a descer o degrau, mas quase caiu ao sentir uma tontura de repente. Stefan que estava bem atrás de si, a segurou pela cintura, ficado ele tao próximo do rosto dela e a olhar seus olhos profundos e escuros. Ele sentia que aquela aproximação era um sinal para ficarem juntos, que destino deles estava destinado a cruzar seus caminhos, porem apareceu alguem que eles nao esperavam e todo o clima foi para o ralo, pois era Damon que havia chegado e que batia palmas olhando a cena.
- Fantástico, é eu dar as costas que o meu irmãozinho, logo ataca o que é meu! - riu-se irónico, e Elena que recompunha-se em pé, nao gostado da forma como seu namorado estava abordar a cena.
- Damon, para com os disparates! - pediu a jovem que nao estava nem um pouco alegre. - Stefan só foi simpático em tentar ajudar-me com o facto de eu quase ter caido aqui. - apressou-se a explicar, o que na verdade nao era nem um pouco uma preocupação para Damon, porque este estava pouco a lixar para isso.
- A Elena sentiu-se mal e eu a segurei, apenas isso! - reafirmou o rapaz, a porta. - E agora que ele chegou, Elena acho que podes falar com ele. - e dito isto, o rapaz recolheu-se ate ao interior da casa, batendo em sua própria cabeça com as maos de ser tão idiota.
Porém, do lado de fora ficava o casal que nao estava propriamente bem, mas que a garota queria terminar com esse clima. Então, olhou para o chão, mexendos os pés inquieta e dar a perceber ao moreno que alguma coisa ela tinha para contar.
- Há alguma coisa que querias contar e tenhas medo? - questionou ele sentando no muro do alpendre, olhando sério para ela.
- Não sei como falar isto, mas... - ela parou pensativa, ele olhou para o horizonte, então continou. - Damon eu estou grávida! - o rapaz ao tomar conhecimento dessa situação, saltou para o chão agarrando os ombros da namorada de forma firme.
- GRÁVIDA? - ela acenou que sim. - Mas, nós tomamos sempre todas as devidas precauções! - ele estava incrédulo. - Elena nao pode ser! - começou andar de um lado para o outro.
- Pode Damon, eu estou mesmo grávida, de duas semanas! - falou ela quase a chorar. - E houve uma noite ou outra que bebemos demais e acho que nao tivemos cuidado. - ela baixou o olhar, e silenciou.
- Não tivemos cuidado, nao! Tu nao tives-te cuidado! - gritou ele com ela. - Elena, tu nao vais ter esse filho, estas a ouvir? - voltou a gritar com ela de forma tao violenta que a rapariga desconhecia essa sua atitude. - NÃO VAIS! - ela encostou na parede com medo de ele simplesmente bater, pois estava tao alterado.
- Porque se tiveres esse filho, esquece que algum dia tivemos um caso!
- Um caso? - ela ficou totalmente indiganda, acabando mesmo por gritar do mesmo modo. - Como podes dizer que aquilo que vivemos, foi simplesmente um caso? - ela chorava copiosamente.
- Desculpa, Elena mas nao tenho nos meus planos ficar contigo o resto da vida, e muito menos de ser pai aos 18 anos. - virou as costas para ela entrando dentro do carro azul e partir.
A garota que estava sem estruturas observando ele sair, ficou de rastos chorando sem parar, pensando consigo mesma que havia sido um erro muito grande de contar sobre a gravidez para ele.
Por outro lado, Stefan que tinha escutado toda a conversa, estava totalmente em raiva pelo irmão ser tao mesquinho e tao idiota ao abandonar uma garota que esperava um filho seu. No entanto, mesmo o rapaz gostando muito dela, ele nao querer mete-se demasiado em sua vida, pois ela nao ia aceitar, contudo ele nao conseguia ficar simplesmente quieto observando o sofrimento dela, nao sem a poder ajudar, ou sequer dar seu consolo.
Entao, correu ao encontro da jovem Gilbert que preparava-se para entrar no carro, e abordou.
- Elena! - chamou, logo ela olhou sem exitações, e nao conteve a tristeza no seu olhar. Stefan que nao suportava ve-la assim, abraçou forte ao aproximar dela, e beijar o alto de sua testa. - O meu irmão pode ter feito a pior coisa da vida dele, mas eu garanto que nao vou deixar ele destruir aquilo que tens dentro de ti. - falou ele com ternura.
- Sinto que estou a desmorenar! - ela sussurrou de cabeça no peito dele. - O que vai ser de mim... - ela voltou a chorar, e ele abraçou ainda mais forte, afagando as suas costas.
- Não vou deixar-te sozinha, nunca apesar de ter tomado todos os erros do passado, mas um coisa eu garanto-te, que nunca em momento algum deixei de amar-te. - ela que nada esperava ouvir isso, ficou confusa, e uma vez mais aqueles pensamentos de outra hora e conversa com Caroline sobre o que ainda sentia em relaçao ao ex-namorado, vieram todos a tona.
- Eu nao devia, mas percebi isso tarde demais, pois no fim de contas, ainda sinto muito a tua falta, Stefan. - sussurrou, ele deslizou as maos ate seu rosto, olhando bem nos olhos dela. - Eu nao suportava ver-te com a Katherine, eu morria de ciumes, porque eu ainda te amo. - e assim beijaram-se sem medos, sem inseguranças, mas apertados pela dor.
Se uns levavam o perdão do amor ainda sentido, outros acabavam de sair de uma ala hospitalar. Caroline sentia-se sem forças para caminhar, tanto que Niklaus acabou mesmo por leva-la ao colo.
Quando chegaram em casa, a unica preocupação que ele teve, foi de a levar ate ao quarto e a deitar nas almofadas de sua cama, e sentar ao seu lado, nunca largando sua mao.
A cherife que chegava em casa, e que por sinal ja havia percebido que a filha estava em casa tambem, pois o carro estava na parte de fora, correu escada a cima, entrando e ver a filha a descansar, e nao querendo fazer barulho para acordar, tocou no ombro do rapaz para chama-lo a conversar.
Uma vez na sala, a senhora Forbes parecia bem ansiosa por novidades e ao mesmo tempo preocupada.
- Como correu? - questionou ao sentar no sofá e pousar as maos na cintura. - Ela sentiu-se bem, por favor nao me escondas nada. - a senhora estava muito aflita, talvez ate demais, mas ninguem acondenava por excessiva preocupação, porque era o sentimento maternal a falar.
- Correu tudo bem, a Caroline é que estava muito cansada do tratamento, e acabou mesmo por adormecer a pouco, e pelo que as enfermeiras falaram comigo, a próximas horas e dias, vao ser bem mais complicadas. - ela levou a mao a testa pensativa.
- Eu nao posso deixar a minha filha sozinha, nem vou conseguir trabalhar! Acho que vou tirar uma baixa e ficar com ela, sei lá. - a senhora levantou-se do sofá andando de um lado ao outro.
- Senhora Forbes! - Niklaus levantou-se. - Se permitir, eu posso cuidar da Caroline, enquanto a senhora esta a trabalhar. - ofereceu-se ele. - Alem disso nao vai ser encomodo nenhum, ja pensava em fazer isso.
- Nao posso aceitar, tens aulas para frequentar, Niklaus! - ela pousou a mão no ombro dele. - Alem disso que os teus pais podem dizer?
A preocupaçãoda mae de Caroline era perfeitamente natural, mas mas natural tambem era a atitude nobre do rapaz que colocava a frente de toda a sua vida, a namorada.
- Nao se preocupe com as minhas aulas, eu posso estudar de noite, ou ate mesmo recorrer a recurso no final das provas e exames. - explicou ele. - Neste momento nada é mais prioriatário do que ela. - sorriu, o que fez a mae da jovem sorrir tambem, e o abraçar como um filho. - E quanto ao meu pai, nao há problema. - esclareceu.
- Ja que nao consigo convencer do contrário, só posso agradecer do fundo do coração, o bom rapaz que és, e que a minha filha tem muita sorte em ter-te ao lado dela. - as lágrimas vieram nesse instante.
Mas ela tinha de ser forte e com ajuda de um namorado dedicado, ela nao ficar sozinha nessa hora complicada de sua vida.
Niklaus, que saia de casa naquele momento para ir buscar sua namorada para acompanha-la, foi uma vez mais surpreendido por Cami, mas desta vez ela nao vinha sozinha, consigo trazia um rapaz, ao qual este nao recordava de ver, mas que talvez dudizindo mentalmente, fosse namorado desta, ou apenas seria mais um esquema dos seus, que ele deu logo de ombros, focando no que era mais importante, e nesse sentido, o estado de saude da loira sugava em tudo suas atenções.
Então, decidido a ignorar tocou a campainha da jovem aguardando fielmente sua chegada. Quando ela apareceu de lenço no pescoço e fita no cabelo, ele sorriu tao genuinamente que ela logo esqueceu o que vinha pela frente, abraçando ele como tamanha ternura e amor.
Cami que de longe observava de braço dado o casal, nao gostava do que via, pois em sua cabeça, o "Nik" era apenas seu e de mais ninguem, e essa garota ao qual ele agora presenteava com sua presença, nao ia durar muito, porque esta com o seu poder de manipulação, ia jogar contra a relação deles. A verdade é que ainda sabia como, mas ela ia preparar mentalmente a situação, e depois era uma questão de tempo ate o loiro voltar a correr para seus braços, e serem felizes como antes.
Ela acreditava mesmo nessa teoria, tanto que ja estava com um olhar maquiavélico a imaginar o sofrimento da jovem loira ao lado dele. Para ela essa garota nao era nada comparo ao seu charme sedutor, ainda mais sendo ela tao pouco ousada, e como era obvio aquilo nao ia durar muito.
Nesse mar de pensamento ela puxou o garoto para andar mais rapido antes que perdesse a paciencia de observar, é claro que Thierry nao questionou em nada atitude da jovem a seu lado, pois ele tinha uma ligeira impressão que ela tinha um determinado disturbio mental, ou alguma obsseção.
No entanto, ja desconfortável com a situação e a ponto de questionar o namorado, era Caroline que ao instalar-se dentro do carro comentou baixo com ele.
- Não sei porquê, mas ela nao inspira confiança! - disse ela ao pregar o cinto e olhar o namorado que dava a ignição, observando ela com olhar sério. - Tu conheces, ela? - a jovem ao dar conta que o loiro observava a outra, questionou sem pudor.
- Conheço, ela foi minha ex-namorado, em New Orleans! - respondeu ele olhando agora a sua musa. - Não contei nada antes, porque achava que nao era importante e como vê, a Cami nao faz parte dos meus planos. - beijou a sua namorada de uma forma que a deixou mais tranquila, e seguiram caminho finalmente.
Por esse caminho fora, houveram poucas trocas de palavras, pois aquele ambiente de conversa inicial havia morrido praticamente, quando ambos passaram próximos da placa do hospital. Caroline ate perdeu a respiração ao imaginar dentro daquelas quatro paredes, vendo o nada e tendo tudo.
Ele ja tinha percebido que a namorada nao estava bem, mas por mais que quisesse ajudar, ele nao conseguia, pois haviam coisas que iam para alem da sua competencia como pessoa.
Finalmente nessa sala depois de algum tempo de espera, ela foi recebida por umas enfermeiras simpaticas que a tentaram induzir a nao ficar nervosa, ou com medo do procedimento, e lembrar que nao era nenhum bicho de sete cabeças. Contudo, nao eram elas que tinha a doença, que suportava o sofrimento, e lá isso era totalmente verdade, porque estar de fora é bem mais simples, do que estar dentro e viver na pele.
Caroline foi sentada em uma poltrona confortável, onde a deixaram a soro por horas a fio. Por todo esse tempo de tratamento, Niklaus nunca havia saido de seu lado, nunca tirando sua mao da dela, observando mesmo o seu respirar fraco e o seu sono leve.
Para ele o estado de saude da sua namorada, deixava-o muito preocupado, e mesmo nao partilhando com mais ninguem, nem mesmo com a sua melhor amiga Rebekah, ele estava a sofrer muito, pois de forma solidária, tambem ele vivia na pele a doença, sentia a dor que a jovem passava, o horror de ver a vida por um fio, quando se tinha sonhos para um futuro sem fim. Porem devia ser pecado roubar a vida a quem nao merecia, depois de tanta coisa, pois existiam tantas pessoas no mundo que nao mereciam a vida que tinham e eram saudáveis.
No entanto, eram esses abalos da vida, que serviam para reforçar os laços que uniam as pessoas, e descobrir-se assim sinceramente, quando elas eram importantes para nós, quando estao prestes a partir, para o outro lado da vida que ninguem conhece, mas deve ser mais feliz que este.
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Ela queria terminar de uma vez por todas com a sua agonia, e ir diretamente na casa dos Salvatore e contar tudo ao Damon e ver o que ele falava acerca do assunto, no entanto em um minuto seguinte, a garota via-se presa ao medo, a rejeição que podia simplesmente receber dele.
Só que ao fim de algumas tentativas de vai, nao vai, ela acabou por sair da sua secretária de seu quarto, descendo as escadas a correr e sair porta fora. Como era de prever, a tia Jenna que ainda nao havia conseguido captar o problema, continuava achar a sobrinha continuamente abatida, e pior mesmo era ela querer ajudar, e nao saber o que se passava.
Quando ficou de frente a mansão Salvatore, a morena nao se poupou a pensamentos, batendo logo a porta e aguardar receber o seu namorado, contudo os seus pensamentos nao foram ouvidos, infelizmente quem surgiu a porta, foi o Stefan que estava surpreso de a ver e que de certo tinha tanto para falar, mas Elena nao havia simplesmente vindo ate ali para falar com ele, mas para estar com o namorado, que infelizmente nao estava em casa.
- Vinha falar com o Damon, mas ja percebi que ele nao esta... - comentou ela virando as costas para ir embora, quando de repente lembrou, e voltou a olhar para ele que ja estava ao ponto de fechar a porta. - Se o vires, por favor diz para ele ligar para mim, é mesmo importante. - pediu ela.
- Se é importante, porque nao fazes tu? - ele nao queria ser indelicado, mas por outro lado nao tinha cara de moço de recados. - É que eu e o meu irmão nao estamos muito bem, e se nao fosse pedir muito, eu gostava de nao meter-me nesses assuntos. - ela deu de ombros, compreendendo, e por outro lado ela nao tinha esse direito, certo?
- Desculpa, eu devia calcular que nao era uma boa ideia!
A rapariga a ver a sua viagem em vão, pressou-se a descer o degrau, mas quase caiu ao sentir uma tontura de repente. Stefan que estava bem atrás de si, a segurou pela cintura, ficado ele tao próximo do rosto dela e a olhar seus olhos profundos e escuros. Ele sentia que aquela aproximação era um sinal para ficarem juntos, que destino deles estava destinado a cruzar seus caminhos, porem apareceu alguem que eles nao esperavam e todo o clima foi para o ralo, pois era Damon que havia chegado e que batia palmas olhando a cena.
- Fantástico, é eu dar as costas que o meu irmãozinho, logo ataca o que é meu! - riu-se irónico, e Elena que recompunha-se em pé, nao gostado da forma como seu namorado estava abordar a cena.
- Damon, para com os disparates! - pediu a jovem que nao estava nem um pouco alegre. - Stefan só foi simpático em tentar ajudar-me com o facto de eu quase ter caido aqui. - apressou-se a explicar, o que na verdade nao era nem um pouco uma preocupação para Damon, porque este estava pouco a lixar para isso.
- A Elena sentiu-se mal e eu a segurei, apenas isso! - reafirmou o rapaz, a porta. - E agora que ele chegou, Elena acho que podes falar com ele. - e dito isto, o rapaz recolheu-se ate ao interior da casa, batendo em sua própria cabeça com as maos de ser tão idiota.
Porém, do lado de fora ficava o casal que nao estava propriamente bem, mas que a garota queria terminar com esse clima. Então, olhou para o chão, mexendos os pés inquieta e dar a perceber ao moreno que alguma coisa ela tinha para contar.
- Há alguma coisa que querias contar e tenhas medo? - questionou ele sentando no muro do alpendre, olhando sério para ela.
- Não sei como falar isto, mas... - ela parou pensativa, ele olhou para o horizonte, então continou. - Damon eu estou grávida! - o rapaz ao tomar conhecimento dessa situação, saltou para o chão agarrando os ombros da namorada de forma firme.
- GRÁVIDA? - ela acenou que sim. - Mas, nós tomamos sempre todas as devidas precauções! - ele estava incrédulo. - Elena nao pode ser! - começou andar de um lado para o outro.
- Pode Damon, eu estou mesmo grávida, de duas semanas! - falou ela quase a chorar. - E houve uma noite ou outra que bebemos demais e acho que nao tivemos cuidado. - ela baixou o olhar, e silenciou.
- Não tivemos cuidado, nao! Tu nao tives-te cuidado! - gritou ele com ela. - Elena, tu nao vais ter esse filho, estas a ouvir? - voltou a gritar com ela de forma tao violenta que a rapariga desconhecia essa sua atitude. - NÃO VAIS! - ela encostou na parede com medo de ele simplesmente bater, pois estava tao alterado.
- Porque se tiveres esse filho, esquece que algum dia tivemos um caso!
- Um caso? - ela ficou totalmente indiganda, acabando mesmo por gritar do mesmo modo. - Como podes dizer que aquilo que vivemos, foi simplesmente um caso? - ela chorava copiosamente.
- Desculpa, Elena mas nao tenho nos meus planos ficar contigo o resto da vida, e muito menos de ser pai aos 18 anos. - virou as costas para ela entrando dentro do carro azul e partir.
A garota que estava sem estruturas observando ele sair, ficou de rastos chorando sem parar, pensando consigo mesma que havia sido um erro muito grande de contar sobre a gravidez para ele.
Por outro lado, Stefan que tinha escutado toda a conversa, estava totalmente em raiva pelo irmão ser tao mesquinho e tao idiota ao abandonar uma garota que esperava um filho seu. No entanto, mesmo o rapaz gostando muito dela, ele nao querer mete-se demasiado em sua vida, pois ela nao ia aceitar, contudo ele nao conseguia ficar simplesmente quieto observando o sofrimento dela, nao sem a poder ajudar, ou sequer dar seu consolo.
Entao, correu ao encontro da jovem Gilbert que preparava-se para entrar no carro, e abordou.
- Elena! - chamou, logo ela olhou sem exitações, e nao conteve a tristeza no seu olhar. Stefan que nao suportava ve-la assim, abraçou forte ao aproximar dela, e beijar o alto de sua testa. - O meu irmão pode ter feito a pior coisa da vida dele, mas eu garanto que nao vou deixar ele destruir aquilo que tens dentro de ti. - falou ele com ternura.
- Sinto que estou a desmorenar! - ela sussurrou de cabeça no peito dele. - O que vai ser de mim... - ela voltou a chorar, e ele abraçou ainda mais forte, afagando as suas costas.
- Não vou deixar-te sozinha, nunca apesar de ter tomado todos os erros do passado, mas um coisa eu garanto-te, que nunca em momento algum deixei de amar-te. - ela que nada esperava ouvir isso, ficou confusa, e uma vez mais aqueles pensamentos de outra hora e conversa com Caroline sobre o que ainda sentia em relaçao ao ex-namorado, vieram todos a tona.
- Eu nao devia, mas percebi isso tarde demais, pois no fim de contas, ainda sinto muito a tua falta, Stefan. - sussurrou, ele deslizou as maos ate seu rosto, olhando bem nos olhos dela. - Eu nao suportava ver-te com a Katherine, eu morria de ciumes, porque eu ainda te amo. - e assim beijaram-se sem medos, sem inseguranças, mas apertados pela dor.
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Quando chegaram em casa, a unica preocupação que ele teve, foi de a levar ate ao quarto e a deitar nas almofadas de sua cama, e sentar ao seu lado, nunca largando sua mao.
A cherife que chegava em casa, e que por sinal ja havia percebido que a filha estava em casa tambem, pois o carro estava na parte de fora, correu escada a cima, entrando e ver a filha a descansar, e nao querendo fazer barulho para acordar, tocou no ombro do rapaz para chama-lo a conversar.
Uma vez na sala, a senhora Forbes parecia bem ansiosa por novidades e ao mesmo tempo preocupada.
- Como correu? - questionou ao sentar no sofá e pousar as maos na cintura. - Ela sentiu-se bem, por favor nao me escondas nada. - a senhora estava muito aflita, talvez ate demais, mas ninguem acondenava por excessiva preocupação, porque era o sentimento maternal a falar.
- Correu tudo bem, a Caroline é que estava muito cansada do tratamento, e acabou mesmo por adormecer a pouco, e pelo que as enfermeiras falaram comigo, a próximas horas e dias, vao ser bem mais complicadas. - ela levou a mao a testa pensativa.
- Eu nao posso deixar a minha filha sozinha, nem vou conseguir trabalhar! Acho que vou tirar uma baixa e ficar com ela, sei lá. - a senhora levantou-se do sofá andando de um lado ao outro.
- Senhora Forbes! - Niklaus levantou-se. - Se permitir, eu posso cuidar da Caroline, enquanto a senhora esta a trabalhar. - ofereceu-se ele. - Alem disso nao vai ser encomodo nenhum, ja pensava em fazer isso.
- Nao posso aceitar, tens aulas para frequentar, Niklaus! - ela pousou a mão no ombro dele. - Alem disso que os teus pais podem dizer?
A preocupaçãoda mae de Caroline era perfeitamente natural, mas mas natural tambem era a atitude nobre do rapaz que colocava a frente de toda a sua vida, a namorada.
- Nao se preocupe com as minhas aulas, eu posso estudar de noite, ou ate mesmo recorrer a recurso no final das provas e exames. - explicou ele. - Neste momento nada é mais prioriatário do que ela. - sorriu, o que fez a mae da jovem sorrir tambem, e o abraçar como um filho. - E quanto ao meu pai, nao há problema. - esclareceu.
- Ja que nao consigo convencer do contrário, só posso agradecer do fundo do coração, o bom rapaz que és, e que a minha filha tem muita sorte em ter-te ao lado dela. - as lágrimas vieram nesse instante.

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