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Dust in the Wind - Capitulo 21 - Um segredo desconhecido

Elena vagueava preocupada pelas ruas a ver se encontrava o irmão. Ela ate já havia pensado em ir na casa do Matt que podia ser que encontrasse lá o Jeremy com a Vick a jogar consola, já que ela era tão rapazada nesses contextos, contudo ao passar na rua correspondente há residência, não viu carro algum, então deduziu que não estava ninguém em casa, e por ventura, não via a bicicleta dele também.

Ela via o tempo a passar, e o irmão que era bom de aparecer, nada. A garota já batia o pé insistente no chão, e quase a espumar pela boca, contudo alguém inesperado a fez tomar uma posição desagradável ao surgiu nas suas costas e bater de leve no ombro, ao qual a fez virar no instante seguinte e dar de caras com Katherine e Nádia, lado a lado.

- Só me faltava mais esta! - sussurrou em desabafo a garota revirando os olhos, enquanto as outras riam na sua frente como se tivessem prazer em irrita-la.

- Elena, Elena! - começou andar em volta dela a morena dos caracóis, enquanto a outra se mantinha de braços cruzados observando toda a cena. - Como anda a vidinha de grávida? - esta ergueu a sobrancelha, olhando séria.

- Quem contou isso para ti? - questionou a jovem ao tentar transparecer outra mentira.

- A cidade toda já sabe, tens de ter mais cuidado com os teus segredos, afinal tens amigas com boca grande! - e dito isto, a garota pegou no braço da outra andando aos risos para longe de Elena, que por si já estava desconfortável ao saber que todos, mas mesmo todos, sabia de sua vida.

- Oh meu deus! - ela bateu na testa desconfortável. - Agora vou ser o novo alvo de piada na escola! - suspirou e deu de ombros correndo para casa, esquecendo o maldito problema que o irmão podia estar metido ou não.

Contudo, a dois quarteirões de onde a irmã estava, Jeremy preparava a droga para fumar com Vick que já estava numa risada incontrolada devido aos efeitos do consumo abusivo do produto. Por mais que o perigo fosse grande, ou que as consequências penosas ao ser apanhados por alguém, ele estava pouco a lixar para o que os outros podiam pensar, afinal quem ele queria agradar, estava do seu lado e consumia do mesmo.

- E ai Vick, esta boa essa assim? - perguntou ele ao dar o enrolado tabaco com droga inbutida para ela fumar.

- Esta ótimo, Jer... - sussurrou ela pegando o isqueiro e acender, e dar um bafo no cigarro e sorrir como se a vida fosse apenas isso. - Mas olha lá, tens a certeza que ninguém vem aqui? E a tua irmã?

- Não te preocupes com a Elena, ela anda bem ocupada agora e em breve nem terá tempo para mais ninguém se não o bebe que ela carrega, embora ela pense que não sei, mas sei, alias toda a gente sabe.

- Eu não sabia! - disse a jovem.

- Sério? O Matt não te contou? - ele ergueu a sobrancelha.

- Não, ele anda cheio de segredinhos para mim, e suspeito que isso tenha uma nova namorada no bico, mas eu vou descobrir, podes ter a certeza, ou eu não me chamo Vicki Donovan!

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Bem carregada de problemas andava a Bonnie ao saber que a sua avó estava de mudanças para a velha cidade de Salém. Cidade essa que havia sido em uns tantos séculos, palco de fogueiras de bruxas amaldiçoadas, segundo as antigas lendas e os livros que a sua família guardava desde de gerações.

A garota nunca em momento algum havia acreditado em bruxarias, pois tudo isso não passava daqueles filmes de grandes telas de cinema e cheios de efeitos. Claro está, que existiam algumas aldeias que viviam disso, mas eram poucas e muitas delas apenas com pessoas muito idosas que podiam proclamar feitiços e curas.

A verdade, é que a pensar nessas coisas a morena começou a ter na ideia de que se ela fosse realmente uma bruxa, talvez pudesse curar a sua melhor amiga que estava doente, e a beira de perder a vida. No entanto, a vida por toda ela não era justa.

Pois a si não havia nada que tivesse deixado de bom, em primeiro, ao saber do divórcio dos pais, quando esta ainda não passava do tempo da pré-escola, depois o facto da mãe desaparecer sem deixar rastro, e dai ficar aos cuidados da sua avó materna, já que o pai andava muito tempo a viajar por conta da profissão que tinha.

Bonnie havia aprendido a dar valor ás coisas de outro modo que não apenas físico, ela guardava o simbólico dentro de si como imagens de dias felizes, e era assim que ela continuava a viver.

E pronto mais uma caixa estava arrumada no andar de cima e pronta para ir para o monte de caixas que a avó tinha para guardar na garagem e no sótão que era um sitio quase proibido de entrar, no entanto a morena nunca havia questionado a avó nesse sentido, pensando sempre que se é um segredo não se pode contar.

- Bonnie!!! - ela estava tão distraída a olhar o alto da escadas e ver aquela caixa no tecto que nem deu conta de que a sua avó a chamava. A senhora que por outro lado não obtinha resposta, decidiu tocar no ombro da neta para ver se esta reagia, e a verdade é que foi apenas o suficiente para fazer a jovem saltar.

- Ai, avó! - a garota estava com a mão ao peito observando a sua figura maternal com cara séria.

- Em que mundo estavas? É que estou aqui a falar para ti faz talvez uns 15 minutos e tu não dizes uma palavra! - prenunciou-se avó.

- No nosso... - ela respondeu automático, contudo mordeu a língua por responder de modo ríspido. - Oh avozinha, o que tem o sótão? - a senhora estremeceu um pouco ao escutar a curiosidade instantânea da neta.

A senhora que pouco se sentia confortável estando de pé para contar uma história, puxou a garota para sentar no sofá da sala de chá e porcelana, onde muitas vezes era o sitio que esta tinha para receber suas amigas de conversas de chá das 5. Bonnie que estava curiosa, não parava de coçar a nuca, e erguer sobrancelha o tempo todo, para saber que tão segredoso podia ser esse sótão.

- É apenas um sitio onde guardo as velharias, nada demais. - ela não ficou convencida, que logo mostrou cara feia, o que fez a senhora continuar, quase de má vontade. - É o refugiu de tempos antigos, e antes que perguntes porque, eu passo a explicar que as uns 20 anos, quando a tua mãe ainda andava no liceu... -suspirou. - eu recordo de encobrir muitos dos seus furos de aula lá.

- A mama levava os namorados para o sótão? E o avô não dizia nada?

A conversa começava a dar asas de interesse a garota, e aquela curiosidade de ver como seria por dentro ainda era maior face a todas as descrições que sua avó fazia. A morena até podia esquecer os detalhes do momento e focar apenas naquilo que antes de mais ela teria de conhecer, nem que fosse para sentir de mais perto a presença de outra hora da mãe, quando de sua terna idade.

- O teu avô nunca ficou a saber de nada, porque em descrição éramos bem cuidadosas.
- E eu a pensar que a minha mãe era como eu a garota certinha do liceu que apenas estudava para entrar em Medicina. - reflectiu a jovem.

- Naquela época a tua mãe tinha o sonho de poder viver da musica... normalmente o teu avô levava a muitos recitais, e ela adorava. - a senhora falava com orgulho. - Só que numa determinada altura ela decidiu mudar o rumo da estratégia estadual. - a jovem ergue uma sobrancelha. - A tua mãe conheceu um rapaz, um lindo rapaz..

- O papa? - ela perguntou quase brilhando com as palavras pelo modo como questionava a senhora.

- Não, um outro namorado que a tua mãe namoriscou na época. - a senhora remexeu as mãos no colo. - Ele era flautista, e tocava muito bem naqueles recitais, pelo qual a tua mãe insistia em ir ver. - Bonnie balançou a cabeça pensativa entendendo o sentido das idas da mãe.

- Mas e depois?

A conversa estava animada no interior da casa, em que histeria das mudanças acabava mesmo sendo interrompida por horas, para por recordações em dia. A verdade é que haviam muitos detalhes que Bonnie, nunca havia conhecido, nem mesmo esse passado desconhecido da mãe e dessas suas vontades de gostar de algo que não aquilo que lhe havia destinado.

- Esse amor não deu certo, pelo simples facto desse rapaz ter mudado de estado e a tua mãe nunca mais teve contacto dele. - a senhora suspirou. - Só então com o decorrer dos anos apareceu o teu pai na vida dela. - a garota sorriu imaginado uma figura masculina charmosa de seu pai em aquele tempo. - Naquele tempo eu até podia dizer que era amor a primeira vista e que ele estava integramente interessado nela, tanto quanto ela em ele, contudo, eu conhecia muito bem a tua mãe para perceber que tudo não passava de uma bela amizade na fase inicial. - ela cruzou os braços.

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Elena estava cansada e deitar bafos pela boca quando finalmente entrou em casa, e não fazendo grande barulho deitou no sofá da sala, sendo que já estava tão sem coragem de enfrentar as escadas para chegar no quarto.

A tia que andava pela cozinha percebeu a chegada da garota, mas ao contrário do que sempre fazia, não parou o seu serviço e deixou simplesmente a sobrinha sozinha, pensando que ela talvez precisa-se de descansar. Afinal, Elena estava grávida, e toda a grávida quando assim, necessita de vastas horas de descanso tranquilo, certo?

Então decidida a não atrapalhar ninguém, ainda preparou um bolo que era o favorito dela, e pois bem o cheiro que ele emanava ia fazer simplesmente ela saltar de onde estava e vir o mais próximo possível cheirar e pedinchar uma fatia, para matar o desejo.

Jenna terminava de lavar a pilha de loiça suja que estava na pia quando o forno estando nos 180º deu o sinal de que o bolo estava pronto. Ela pegou nas luvas de cozinha e as calçou indo até ele. Em primeiro cuidado de dona de casa, ela desligou o forno e só depois retirou a forma do bolo e o desenformou.

A jovem por mais que quisesse ignorar o que a tia simplesmente inventava na cozinha não conseguia, pois a sua curiosidade era pior que bicho para matar, então derrotada acabou indo até a porta e espreitar, contudo a Tia Jenna era mais esperta que alho que topava perfeitamente quando alguém a observava escondido. Sendo que em descrição curiosa a sobrinha deixava muito a desejar.

- Eu sei que estás ai, Elena! - sussurrou a senhora mostrando distraída a retirar as aparas feias do bolo. - Podes aparecer, este bolo é justamente para ti.

E nesse instante ao saber disso, ela surgiu na cozinha com um sorriso rasgando mesmo tendo no seu olhar aquele ar abatido que muitas vezes significava preocupação, mas ainda assim não era alarmante.

Ela puxou uma cadeira, a tia por sua vez pegou numa pratinho e cortou com jeito uma fatia do bolo que esfumaçava.

- Cuidado que está quente! - avisou ela, mas a a sobrinha já estava de mãos nele a trincar com vontade, mas a abrir a boca e abanar a mão por sentir que estava a queimar.

- Cuidado, o que disse? - a tia cruzou os braços e balançou a cabeça. - És mesmo igual ao teu irmão! - deu de ombros a garota que não se importava nada de ser comparada a um troglodita.

- Sabes que mais, estava esganada de fome! - comentou a jovem entre pedaços de bolo que comia a gosto.

- Elena, não se fala de boca cheia! - argumentou Jenna. - Além disso isso não são as boas maneiras que a tua mãe te ensinou! - voltou a repreender ela para grande desanimo da garota.

- Eu estou dentro de minha casa, não na rua ou num sitio qualquer,  por isso eu aqui sou apenas quem quero ser. - ela pegou mais outra fatia de bolo de chocolate. - Além disso estamos apenas eu e tu aqui, não tem mais ninguém, a menos que tenhas escondido algum dos teus pretendentes no armário. - comentou ela de soslaio, o que fez a tia tomar uma nova posição de ataque.

- Oh minha menina, tu até podes estar grávida, mas isso não te dá o direito de falares assim comigo. - apontou o dedo a senhora que com força tentava não rir face a cara de espanto da sobrinha.

- Uau, por um momento senti que estava no cinema assistir aquele filmes de regras ditas para cumprir. - ambas caíram na gargalhada, mas por pouco tempo. - Mas diz lá voltas-te com o Alaric? - a garota pegou um guardanapo limpando os beiços.

- Não! - respondeu ríspida a mulher. - E não vamos conversar sobre isso. - tomou uma posição de forte, pegando no pratinho da garota e o levando para a pia quando esta ainda comia.

- Mas eu ainda estava a comer... - resmungou a jovem de boca cheia. - Não podes tirar o comer a uma grávida.

As vezes era mais difícil pegar em assuntos mal resolvidos, do que resolver problemas de matemática. Ás vezes a lógica doí mais do que a própria razão, e neste caso, o assunto Alaric e Jenna era algo que não estava terminado e explicado ao pormenor.

No entanto, Elena era persistente e só ficava quieta quando sabia de tudo, mas quando se referia a tudo, era a um inicio, meio e fim.


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