De sorriso no rosto, partia Alice em mais uma aventura. A rapariga estava desejosa de rever a família que a tanto tempo havia deixado para trás na procura de um futuro melhor. É certo que tal realmente acabou mesmo por se concretizar, pois ela estava a trabalhar num dos maiores escritórios de Arquitectura do estado de Carolina do Norte, o que era um motivo de imenso orgulho a toda a família que mesmo apertada na saudade a apoiava.
E pronto mais uma mala estava posta dentro do porta bagagens do táxi. Ela nem via a hora de entrar dentro daquele avião que a fazia arrepiar só de imaginar a voar tão alto e ver as nuvens tão perto de si. Tudo valia a pena viver, é certo. E na sua imaginação todas as pessoas deviam voar, nem que fosse uma vez na vida.
Por outro lado, havia uma determinada pessoa que ia ficar triste com a falta da morena, e ela estava ciente disso, mas seriam umas férias curtas, e depois ela acabava sempre por compensar.
No aeroporto, o senhor motorista tão prestável acabou por ajudar a moça a preparar as malas no porta bagagens de avião. Claro está que foi merecida a sua gorjeta e um "boa viagem", o que a fez sorrir.
Algum tempo depois, ela na espera de ser chamada para seu voo, pegou seu aparelho telefónico ligando para o telefone de casa. Ela tinha a perfeita certeza que ele quando chegasse iria ver a mensagem de voz. Então não perdeu tempo e acabou fazendo isso.
A uma distancia significativa de onde estava a namorada, Rafael preparava mais um programa de final de noite sozinho. Ele estava ciente de que a sua cara metade precisava mesmo desse tempo com a família, e que por isso mesmo não ficava desapontado, mas triste por a deixar ir sozinha. Contudo, ocupando a sua cabeça com trabalho, o tempo ia passar a voar com certeza, ou pelo menos era desse modo que ele pensava por vezes e que até acabava sendo verdade.
Nessa medida ele entrava no seu apartamento, olhando tudo bem arrumadinho e pensar consigo próprio que Alice teria dado um toque seu. Este ao sentar no sofá pegou o comando remoto para assistir a um pouco de tv, quando deitou o olho ao seu lado direito e viu que o aparelho telefónico piscava uma luzinha. Normalmente quando isso acontecia, era porque alguém havia deixado uma mensagem de voz, e pensando bem podia até ser dela, não?
Ele não demorou muito mais tempo a pensar, então pegou o aparelho carregando em "call" para escutar a mensagem deixada pela rapariga.
Quando terminou de a escutar, as suas lágrimas logo chegaram aos olhos de tão sentimental se sentir por conta de meia dúzia de palavrinhas meigas e saudosas. O Amor, diziam os especialistas que era carregado dessas coisas boas, mas também elas más.
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Depois de algumas horas de voo até a cidade de Alabama, Alice foi recebida por todos com um forte abraço e palavras amorosas. Candice mal viu a tia, largou logo a sua boneca de pano e saltou para o colo desta como se fosse a coisa mais importante a fazer. A morena, que adorava a pequena no seu colo, a encheu de beijos doces por completo apertando as bochechas da pequena até corarem com aquele tom rosadinho das flores do jardim da avó Mary.
- Querida como correu a tua viagem? - perguntou a senhora que aparecia diante de todos com um pano em mãos mostrando que acabava de sair de uma cozinha onde o cheiro a comida era intenso, mas de deixar qualquer um com agua na boca.
- Correu sim, mãe! - ela pousava a bolsa no sofá quando entrava dentro de casa, onde Candice já não estava no seu colo correndo que nem uma tontinha. - E por aqui como anda tudo? - Cynthia encolheu os ombros quando a irmã lançou um olhar preocupado.
A morena estava fartinha de saber que essa atitude da irmã muito se devia ao facto de não querer expor a sua vida privada na frente de todos, o que de certo modo era algo que nada nem ninguém tinham nada haver. No entanto, preocupada, ela decidiu puxar a irmã para conversa mais em privado, longe de olhares indiscretos e ouvidos curiosos.
Cynthia ao entrar no escritório de leitura com a irmã, logo se apressou a trancar as portas com alguma descrição e sentar no sofá. A sua postura mostrava o quanto estava perturbada, e que de certo aquilo que uma pensava estava longe de ser um simples desentendimento de casal.
- Sabes que podes falar comigo sobre qualquer coisa, minha irmã. - começou a morena ao tentar confortar a outra de modo a que não ocultasse nada. - Afinal sempre partilhamos a dor, o amor, o carinho em tudo, nada muda, certo?
- É sobre o Lourenzo, nós os dois como já te havia contado a umas ligações atrás, não estamos a ter uma boa relação. - a rapariga encostou-se mais no ombro do sofá para escutar a história. - Acho que o nosso amor está a morrer de dia para dia. - suspirou ela enquanto limpava uma lágrima involuntária. - ele não me olha como antes, não mostra carinho, e eu não aguento ficar ao lado de homem que não me deseja.
- Eu entendo tudo o que estás a sentir, é perfeitamente natural que sintas carente, pois não há aquele amor, que nós mulheres merecemos. - Alice pousou a sua mão delicada no ombro da jovem.
A compreensão de irmãs era fundamental para a recuperação de auto-estima que de algum modo estava perdida. O carinho, o esforço, eram alguns dos paramentos necessários a preencher furos, ou buracos escuros. Alice, usava do seu amor para cobrir a ferida da irmã, embora esta aberta pela pessoa que devia ser a primeira a saber curar e não abrir ainda mais.
Enfim, nem todos os homens haviam nascido para saber amar alguém, se nem a eles próprios soubessem amar. Por amor é um sentimento puro que nasce, vive e morre com a gente.
- Tens a certeza que conversando com ele novamente vocês não acertam esse nó mal feito? - ela perguntou vendo a moça balançar a cabeça de forma negativa. - Talvez, eu possa ajudar, que me dizes de eu levar a Candice comigo para Boone Creek enquanto tu e o teu marido ficam aqui para acertar vossas pontas? - Cynthia levantou ligeiramente a cabeça.
- Oh, Alice e tens a certeza que queres levar a Candice para tua casa e atrapalhar a tua vida?
Tudo o que Cynthia não queria era ver a vida da irmã atrapalhada por conta de uma criança que enfim, toda a gente sabia o que era e o que necessitava. Ok, as crianças não são E.T's, são apenas seres necessitados de afecto e isso digamos que a morena tinha em sobra.
- Não sejas tonta, ela vai comigo e não irá atrapalhar em nada. - tranquilizou. - Quando eu for embora no domingo, eu levo ela e quando as minhas férias terminarem eu a venho trazer com todo o prazer.
- Ok, tu ganhas-te! - falou derrotada a irmã que já não sabia que mais dizer para convencer do contrário. - Candice vai adorar conhecer a cidade da tia. - comentou a jovem tentando desviar atenção central.
- Vai, sim! E quanto a ti, irás aproveitar esse tempo para colocar pontos nos i's. - ela balançou a cabeça concordando. - E se a relação tiver mesmo que terminar, que termine com esclarecimentos. - ela concordou dando um abraço apertado na irmã.
E pronto mais uma mala estava posta dentro do porta bagagens do táxi. Ela nem via a hora de entrar dentro daquele avião que a fazia arrepiar só de imaginar a voar tão alto e ver as nuvens tão perto de si. Tudo valia a pena viver, é certo. E na sua imaginação todas as pessoas deviam voar, nem que fosse uma vez na vida.
Por outro lado, havia uma determinada pessoa que ia ficar triste com a falta da morena, e ela estava ciente disso, mas seriam umas férias curtas, e depois ela acabava sempre por compensar.
No aeroporto, o senhor motorista tão prestável acabou por ajudar a moça a preparar as malas no porta bagagens de avião. Claro está que foi merecida a sua gorjeta e um "boa viagem", o que a fez sorrir.
Algum tempo depois, ela na espera de ser chamada para seu voo, pegou seu aparelho telefónico ligando para o telefone de casa. Ela tinha a perfeita certeza que ele quando chegasse iria ver a mensagem de voz. Então não perdeu tempo e acabou fazendo isso.
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A uma distancia significativa de onde estava a namorada, Rafael preparava mais um programa de final de noite sozinho. Ele estava ciente de que a sua cara metade precisava mesmo desse tempo com a família, e que por isso mesmo não ficava desapontado, mas triste por a deixar ir sozinha. Contudo, ocupando a sua cabeça com trabalho, o tempo ia passar a voar com certeza, ou pelo menos era desse modo que ele pensava por vezes e que até acabava sendo verdade.
Nessa medida ele entrava no seu apartamento, olhando tudo bem arrumadinho e pensar consigo próprio que Alice teria dado um toque seu. Este ao sentar no sofá pegou o comando remoto para assistir a um pouco de tv, quando deitou o olho ao seu lado direito e viu que o aparelho telefónico piscava uma luzinha. Normalmente quando isso acontecia, era porque alguém havia deixado uma mensagem de voz, e pensando bem podia até ser dela, não?
Ele não demorou muito mais tempo a pensar, então pegou o aparelho carregando em "call" para escutar a mensagem deixada pela rapariga.
Quando terminou de a escutar, as suas lágrimas logo chegaram aos olhos de tão sentimental se sentir por conta de meia dúzia de palavrinhas meigas e saudosas. O Amor, diziam os especialistas que era carregado dessas coisas boas, mas também elas más.
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Depois de algumas horas de voo até a cidade de Alabama, Alice foi recebida por todos com um forte abraço e palavras amorosas. Candice mal viu a tia, largou logo a sua boneca de pano e saltou para o colo desta como se fosse a coisa mais importante a fazer. A morena, que adorava a pequena no seu colo, a encheu de beijos doces por completo apertando as bochechas da pequena até corarem com aquele tom rosadinho das flores do jardim da avó Mary.
- Querida como correu a tua viagem? - perguntou a senhora que aparecia diante de todos com um pano em mãos mostrando que acabava de sair de uma cozinha onde o cheiro a comida era intenso, mas de deixar qualquer um com agua na boca.
- Correu sim, mãe! - ela pousava a bolsa no sofá quando entrava dentro de casa, onde Candice já não estava no seu colo correndo que nem uma tontinha. - E por aqui como anda tudo? - Cynthia encolheu os ombros quando a irmã lançou um olhar preocupado.
A morena estava fartinha de saber que essa atitude da irmã muito se devia ao facto de não querer expor a sua vida privada na frente de todos, o que de certo modo era algo que nada nem ninguém tinham nada haver. No entanto, preocupada, ela decidiu puxar a irmã para conversa mais em privado, longe de olhares indiscretos e ouvidos curiosos.
Cynthia ao entrar no escritório de leitura com a irmã, logo se apressou a trancar as portas com alguma descrição e sentar no sofá. A sua postura mostrava o quanto estava perturbada, e que de certo aquilo que uma pensava estava longe de ser um simples desentendimento de casal.
- Sabes que podes falar comigo sobre qualquer coisa, minha irmã. - começou a morena ao tentar confortar a outra de modo a que não ocultasse nada. - Afinal sempre partilhamos a dor, o amor, o carinho em tudo, nada muda, certo?
- É sobre o Lourenzo, nós os dois como já te havia contado a umas ligações atrás, não estamos a ter uma boa relação. - a rapariga encostou-se mais no ombro do sofá para escutar a história. - Acho que o nosso amor está a morrer de dia para dia. - suspirou ela enquanto limpava uma lágrima involuntária. - ele não me olha como antes, não mostra carinho, e eu não aguento ficar ao lado de homem que não me deseja.
- Eu entendo tudo o que estás a sentir, é perfeitamente natural que sintas carente, pois não há aquele amor, que nós mulheres merecemos. - Alice pousou a sua mão delicada no ombro da jovem.
A compreensão de irmãs era fundamental para a recuperação de auto-estima que de algum modo estava perdida. O carinho, o esforço, eram alguns dos paramentos necessários a preencher furos, ou buracos escuros. Alice, usava do seu amor para cobrir a ferida da irmã, embora esta aberta pela pessoa que devia ser a primeira a saber curar e não abrir ainda mais.
Enfim, nem todos os homens haviam nascido para saber amar alguém, se nem a eles próprios soubessem amar. Por amor é um sentimento puro que nasce, vive e morre com a gente.
- Tens a certeza que conversando com ele novamente vocês não acertam esse nó mal feito? - ela perguntou vendo a moça balançar a cabeça de forma negativa. - Talvez, eu possa ajudar, que me dizes de eu levar a Candice comigo para Boone Creek enquanto tu e o teu marido ficam aqui para acertar vossas pontas? - Cynthia levantou ligeiramente a cabeça.
- Oh, Alice e tens a certeza que queres levar a Candice para tua casa e atrapalhar a tua vida?
Tudo o que Cynthia não queria era ver a vida da irmã atrapalhada por conta de uma criança que enfim, toda a gente sabia o que era e o que necessitava. Ok, as crianças não são E.T's, são apenas seres necessitados de afecto e isso digamos que a morena tinha em sobra.
- Não sejas tonta, ela vai comigo e não irá atrapalhar em nada. - tranquilizou. - Quando eu for embora no domingo, eu levo ela e quando as minhas férias terminarem eu a venho trazer com todo o prazer.
- Ok, tu ganhas-te! - falou derrotada a irmã que já não sabia que mais dizer para convencer do contrário. - Candice vai adorar conhecer a cidade da tia. - comentou a jovem tentando desviar atenção central.
- Vai, sim! E quanto a ti, irás aproveitar esse tempo para colocar pontos nos i's. - ela balançou a cabeça concordando. - E se a relação tiver mesmo que terminar, que termine com esclarecimentos. - ela concordou dando um abraço apertado na irmã.

Após aquela felicidade contagiante no prólogo aqui está Alice indo viajar! Eu imagino que no mínimo ela deva ter levado umas 3 malas, duas de roupas, uma de sapato e uma valise de cosméticos, ehheheheh. Mesmo assim o motorista do táxi acabou influenciado com a alegria da moça e foi bem solicito, não?
ResponderEliminarQue bom que a família dela ficou feliz com ela seguindo seu sonho, mesmo longe, e se orgulha dela! :D Já dá pra amá-los nas primeiras linhas só por saber que eles querem tanto o bem dela assim.
E olha só quem está aqui também! Rafael!!! Aposto que veio deixar a fic mais linda, ehheheh :D
Só fiquei meio triste por ele não ter podido ir com ela no aeroporto, poxinha.. que triste. Pelo menos ele entende e apoia a viagem da namorada, isso é um ótimo ponto positivo, não?
E ele viu a mensagem da Alice, owwwn. Pena nós não sabermos qual é, né? Masse chegou até a emocioná-lo deveria ser bem fofa.
Quem sabe ele não consiga uma folguinha do serviço e consiga vê-la, não? A esperança é a última que morre, né? :D
Alice já chegou sendo a pessoa mais requisitada da vida da Candice, acho que vai ser um grude só na tia, hein?
Mary, que linda! Aposto que a mamãe Brandon não sabe nada sobre o sofrimento da caçula no casamento, oh dó... Se soubesse aposto que a ajudaria. Mas a Cynthia é teimosa, né? ehehhehe Se bem que meter a sogra no meio normalmente piora muito mais uma relação do que ajuda, por melhor que sejam as intenções.... Bem, quer saber, Cynthia está certa por manter as coisas escondidas!
Mas da irmão ela não pode esconde, certo?
E não é que onde há fumaça, há fogo, hein? Lourenço (juro que eu me peguei esperando o Steven, ahuahauahua) e Cynthia parece que não estão nada bem mesmo! Oo. Não temos detalhes do que se passou e eu estou me perguntando o quão mau deva ter sido esse desentendimento? Afinal a Cynthia me parece uma pessoa boa, que será que se passa?
A ideia de Alice veio a calhar (e, nossa, então não haverá visitas do Rafa, já que ela volta pra ele logo, owwwnnn eu já imagino ele bajuando a sobrinha, ehehhehe).
Tomara que Cy consiga resolver seus problemas, né? Ficamos na torcida!!
Eu gostei do começo e estou bem curiosa, hein? Já estou esperando o seguinte cheia de curiosidade!
Beijinhos
Esse primeiro capitulo me deu muita alegria a escrever, e bom sim essas são as intenções que bons pais tem para seus filhos queridos. Afinal mesmo ela tendo ido para longe, Mary sempre deu a sua torcida para que a filha mais velha tivesse o sucesso de mérito, e lá ela conseguiu e na volta ainda conheceu Rafael.
ResponderEliminarMas já que toquei no nome dele, é verdade que não podia faltar alguém tão fofo como ele aqui, mas prometo que ela irá voltar rapidinho para ele, ok? E bom, amor é duradouro até na distancia, e você irá perceber isso.
É complicado essa coisa toda de casal jovem, sabe? A verdade é que Cynthia é boa pessoa, mas consegue ser um pouco impulsiva e talvez seja essa coisa toda que deve o casamento na corda bamba, certo? Alice é de fato a única pessoa capaz de ajudar a irmã, mesmo que indirectamente. E sim, o fato de manter a filha longe de briga de pais é sempre uma mais valia para não assistir a episódios que sejam de todo negativos. E cá entre nós, os filhos nunca deviam presenciar esse tipo de coisas, certo? Só faz mal... Alice tomou a iniciativa a pensar na pequena sobrinha que a adora acima de qualquer coisa... aliás quem não gosta dessa mulher com esse jeito doce e encantador? Me diga lá. haha
Qualquer das formas vamos torcer para que sim, que o casamento de Cy tenha salvação e que não termine de uma forma menos boa e que Candice tenha de sofrer por isso. Porque nenhuma criança merece ter uma vida em que os pais vivem separados.
Ainda bem que gostou que de alguma forma estou despertando sua curiosidade, bom irei tentar retomar os capítulos assim que possível. Até ao próximo.
Beijinhos