Quando a senhora Summer chegou em casa, encontrou bem deitada no sofá da sala a sua sobrinha. Ela achava que devia deixar a moça ficar, mas por outro lado, também achava mais sensato, uma cama e para dormir e não um sofá. Enfim, ela não queria de forma alguma acordar alguém que tão bem dormia.
Então nessa ideia, pegou na mantinha de colo que tinha deitada no sofá a esquerda e a abriu passando por cima dos ombros da jovem que dormia num sonho já pegado. Só então, em silencio parcial entrou na cozinha pousando as compras e encostou a porta para que não saíssem ruídos extremos de fazer alguém acordar de um sonho bom.
Jenna estava de ideia fixa entre preparar um macarrão delicioso e uma quiche de cogumelos. Por mais que a ideia de uma refeição fosse boa, ela não podia descartar que o ideal era deixar comida que fosse saudável e deveras pouco plástica.
É, certo que os sobrinhos já eram demasiado crescidos e se houvesse algo que não gostassem, podia simplesmente ser trocado ao ponto de encomendarem comida, ou comerem fora.
- Talvez vá fazer comida desnecessária, porque pensando bem o Jeremy é raro comer em casa e depois duvido que ele vá comer hoje, só porque não estou. - reflectiu desse modo a senhora, que olhava o tacho de baixo da pia. - E a Elena, talvez acabe comendo com o namorado por ai. - fechou a porta do armário. - E eu? Jenna Summer, vamos jantar com o Logan. - ela bateu as mãos na cintura.
Indo para a porta e ao abrir dar por falta da sobrinha. Jenna começou andar uns passos para a frente e a única coisa que via era a manta que havia cobrido a sobrinha anteriormente e um tanto ou quanto vomitado no chão.
- Oh meu deus! - ela começou a correr até a casa de banho a procura da jovem. - Elena?! - ela gritava pela rapariga enquanto subia as escadas apressada.
A rapariga por mais vontade que tivesse de querer responder a tia, não conseguia porque seu organismo assim a impedia dando a sequência de vomito continuo. Elena soava de tanto esforçar-se para deitar o que tinha e não tinha fora.
- Elena! - a senhora agachou-se ao lado da sobrinha que já nem forças tinha para se erguer. - Querida, vem... eu ajudo-te! - mas mais um vomito surgiu, sujando o tapete por completo. Ambas olharam o chão e Jenna na tentativa de tranquilizar a rapariga, a puxou para fora.
A verdade é que o período dos enjoo e vómitos era de facto conhecido, mas dai a provocar numa situação constrangedora já era demais. Já para não referenciar a falta de forças que a rapariga sentia logo após uma sequência como essa.
Ao ser deitada na cama, a senhora decidiu ir preparar um chá para a jovem que não estava nada bem e que talvez sozinha e sem ajudas externas ela não iria ficar até a noite e isso teria de obrigatoriamente de estragar os planos da tia lá com o Logan.
Elena enquanto esperava a tia regressar, pegou no aparelho telefónico digitando uma sms ao namorado, em retorno de resposta a tantas que não havia respondido e de certo modo haviam deixado o namorado bastante preocupado do outro lado. Ela não tinha intenção de o deixar assim, até porque cansada como se sentia, adormecer sem avisar era algo irrelevante, certo?
Ao ser enviada a primeira mensagem, Stefan não deu espaço a que ela pudesse digitar uma próxima, fazendo o aparelho da jovem mostrar ligação do namorado. Frustrada girou os olhos mostrando o quanto isso a deixava revoltada, mas enfim acabou atendendo a chamada.
- Alô Stef! - sussurrou baixo o que fez o rapaz tomar uma posição "desculpa estou atrapalhar". - Eu não respondi mais cedo porque adormeci, e estou super cansada.. as aulas, as preparações para as provas estão lutando o meu cérebro. - Elena virou de barriga para o tecto falando enquanto encarava as três estrelas coladas.
- Eu fiquei preocupado, só isso... desculpa se fui indelicado! - disse ele ao fim de escutar a namorada enquanto virava a página do seu livro de matemática no quarto e ao mesmo tempo encarava a janela. - Mas tirando esse ponto de dormir, estás mesmo bem?
- Está aqui o chá! - disse Jenna entrando no quarto com uma xícara quente e a pousar na mesinha de cómoda. - Querida bebe antes que arrefeça. - indicou a senhora enquanto sentava na barra da cama e a jovem fazia cara feia ao tentar repreender a mesma por falar alto demais ao ponto de fazer alguém cujo não queria escutar.
- Chá? - questionou ele do outro lado percebendo que ambas falavam, e ao mesmo tempo tomar isso como ar sério. - Elena, está tudo bem? - ela retraiu os braços encostando mais a cabeça no travesseiro.
- Estou com uma má disposição, mas já está a passar... não precisas de ficar preocupado. - tranquilizou ela bem antes que ele pudesse protestar algo.
Stefan não estava nada convencido com o discursinho de "eu estou bem" da namorada. Na sua cabeça nada de bom passava e o facto de pensar em ver a jovem passar por algo sem seu apoio, o deixava bem desiludido. Ele queria estar ao lado dela em todas as horas, mostrar sua solidariedade, afinal era um dos pontos bons que um homem deve mostrar a mulher que ama, certo?
Por outro lado, o jovem Salvatore conhecia bem demais a morena que tinha ao seu lado, e escutar "eu não estou bem" era quase impossível.
- Então não queres que vá ai? - perguntou ele indeciso entre ir sem avisar e avisar e ir.
- Não é preciso, a gente se vê mais tarde, ok? - ele balançou a cabeça fechando o livro diante de si.
- Tudo bem, até então!
A ligação encerrou com aplausos da porta que impossível era saber quem assistia a um cenário tipicamente romântico e com aquele ar apenas seu de ironia.
- O que foi agora, Damon? - o rapaz questionou o irmão que encostava na porta com ar de quem adora uma boa partida. - De certo que não vieste até aqui para perguntar sobre algo que tenhas para estudar, porque a muito que sei que estudo não é a tua praia.
- Estamos muito irritadinhos, irmãozinho! - tentou brincar ainda mais o moreno dos olhos azuis enquanto desencostava da porta e se lançava para a chezzlong do quarto. - Discutiram? - atirou a primeira pedra. - Trais-te a morena com uma loira no Havai! - atirou outra. - Há não espera... a tua onda não é com loiras, é mais com morenas... hum, a Pierce?
- Acabas-te? - Stefan pegou nos livros arrumando na estante enquanto tentava não olhar os olhos cheios de malícia do irmão.
- Há qual é o problema em tu queres trocar uma mulher, por um rodízio inteiro de muitas outras? - a paciência do rapaz estava a passar dos curtos cabelos e furioso pegou num pisa papeis lançando para o lado esquerdo a onde o outro se encontrava. - Calma ai! - o rapaz levantou as mãos. - Não necessitas de descontar a raiva desse modo destruidor, afinal esses não foram os modos que a mama ensinou a gente.
- Não falas da nossa mãe, ouvis-te?
Stefan já estava de mãos no colarinho do rapaz quase a ponto de o espancar, mas ele queria de todo o modo honrar a memória daquela que sem culpa havia deixado no mundo um ser tão desprezível.
A Xerife Forbes já se preparava mentalmente para ouvir poucas e boas da filha quando chegasse em casa, mas a verdade é que até que essa ocorrência acontecesse, ela teria de terminar seu turno e só ai ir para casa fazer o tantos outros faziam e descansar.
Porém, o caso que tinha em mãos a estava deixar tensa demais, e pensar que a sua filha havia interrompido seu tempo para um detalhe tão banal, havia deixado a senhora um tanto desconfortável e quase sem paciência para escutar mais outra banalidade posterior.
A noite já ia pela meia hora e pistas eram poucas, segredos eram muitos e causas nenhuma se encaixava para sustentar a teoria de homicídio ou suicídio. Por um lado a sua cabeça achava a teoria do suicídio era pouco provável devido a várias circunstancias, e pensando bem, a policia não vivia de vivia de especulações, mas de evidências reais.
No entanto, a um cenário completamente diferente do que a senhora vivia, estavam um clima de inteiro amor entre aqueles que tão bem sabiam o que era aproveitar da vida. Caroline acabava mesmo de pousar na mesa a lasanha que havia confeccionado tão bem, enquanto Niklaus preparava a mesa.
Eles estavam tão felizes, um casal meramente distante a malícia dos olhos de outros que os queriam tão mal... contudo, o tempo era um factor bastante incerto e quando ele decidisse pregar sua peça, ele iria sem retorno provocar isso.
Mas quem observava tudo em silencio do outro lado da janela bem escondida, era a Cami que ensaiava os últimos acordes para acabar com o bom dos outros e começar o seu. Na sua cabeça, afastar aquela que estava de algum modo a roubar o coração do loiro, era uma prioridade, e depois seria uma questão de tempo até o ex-namorado voltar a olha-la com os olhos que o tinham feito apaixonar.
- Nik, vais ser meu de uma forma ou de outra! - sussurrou ela pegando no aparelho telefónico e digitar uma ligação anónima a loira que estava distraída do outro lado e com muitos sorrisos.
Damon com tanta conversa para alguma coisa havia servido, ele burro não era, mas esperto só quando lhe dava para pensar, mas distraído era tanto de si, que nem dera conta de como Cami havia chegado ao contacto de Caroline.
Ela estava com o aparelho no ouvido, escutava uma musica que apenas dizia a si mesma como sendo "horrível", mesmo assim não tirava os olhos de onde devia ter o tempo todo.
Caroline que terminava de servir os pratos dava conta de que o seu aparelho telefónico tocava estridente no seu bolso. Ela não queria interromper nada do que estava a fazer para esse efeito, no entanto, lá quem fosse não ia parar. Então acabou mesmo por sacar o telemóvel e sem olhar atender.
- Alô? - o som do outro lado da linha era completamente mudo, Cami apenas se contraia a não rir na cara dura da outra. - Alô? Está ai alguém? - ela perguntou insistente, Niklaus percebeu essa perturbação e tirou das mãos da namorada o aparelho.
- Seja lá quem esteja desse lado ou fala agora ou ver mandar não voltar a ligar para pessoas ocupadas. - resmungou ele perdendo as estribeiras.
A loira ciente de ter escutado as piores palavras do ex-namorado, ela reformulou mentalmente uma vingança avisada. Acabou desligando a ligação sem chance de que outros o fizessem, e sem mais, ela começou a digitar uma ameaça dirigida a ele.
A garota não tinha limites quando se tratava de conseguir o que era seu por direito, e efectivamente a morte podia ser a única alternativa que restava para tirar o inimigo do seu pé. Ela começou a rir com esse pensamento maldoso.
Chegada a hora de sair para o famoso encontro, Jenna voltou ao quatro da sobrinha para ver se Elena se encontrava bem, ou se de facto devia mesmo adiar o jantar para um outro dia.
- Elena, querida tens a certeza que estás mesmo bem? - perguntou a senhora quase que desfilando pelo quarto. - Se quiseres eu falo com o Logan e adio o jantar, afinal dias não irão faltar. - tentou espancar ao tentado encontro.
- Nem pensar, eu jamais vou querer que a minha tia que está linda e maravilhosa perder o jantar por minha causa. - a morena desabafou cruzando os braços. - Tia, tens mesmo é de ir, e o Logan já está a tua espera. - disse ela olhando pelo canto do olho a janela. Jenna não parecia muito convencida. - Podes ir! - reforçou a ideia.
- Mesmo assim.. - Elena interrompeu.
- O Stefan está a caminho e não podes perder o jantar. - esclareceu ela, levantando da cama e começar a empurrar a tia antes que esta mudasse completamente os seus planos tão dificieis de decidir. - Nada de fazer o moço esperar, puxa estás farta de saber que é má educação.. - a garota reforçou a ideia de etiqueta que um dia a sua avó Summer havia ensinado em tom de brincadeira.
- Ai meu Deus está tudo contra mim, eu nem posso fazer nada.. - desabafou a senhora enquanto era empurrada pelas escadas até a porta. - Elena... - ela parou virando para a jovem que estava com ar abatido.
- Nada, tia.. - ela abriu a porta vendo o carro na berma. - estás a ver ele já ai está... - piscou o olho a morena.
Jenna sentindo que havia perdido a batalha deu um beijo no alto da testa da jovem e seguiu até ao carro acenando a esta e finalmente se instalar e desaparecer. Ao perceber que a casa apenas estava por sua conta, ela decidiu ir até a cozinha ver se encontrava gelado para saborear.
Ao entrar na cozinha e ligar o interruptor da luz tomou um susto valente ao ver sentado na banca o Damon completamente bêbado. Ela não queria acreditar em primeira instância no que os seus olhos viam, mas a verdade é que ela tinha medo, pois nunca se sabe como pode ser um homem embriagado.
- Como entras-te? - ela questionou bem desapontada com o descuido acentuado da tia quanto a portas e janelas mal fechadas.
- Sabes perfeitamente que não é a primeira vez que entro dentro de casa, e que muito conheço de cada pedacinho, incluindo tu... meu docinho. - ela deu uns passos atrás querendo fugir dele. - Não fujas de mim, Leninha... sabes que és minha e eu sou teu, mas esse bebe fica para o banana do meu irmão...
- Vai-te embora! Deixa-me em paz! - ela começou a correr para a porta da entrada, dando uns passos e mais passos atrás sem ter noção do que podia acontecer se desse um passo em falso.
- Cuidado! - gritou Stefan aparecendo por de trás da namorada que perdia o equilíbrio e caia no chão batendo a cabeça no vaso da entrada e ficava inconsciente. - Elena! - gritava Stefan desesperado tentar encontrar algum modo de a reanimar, contudo, a ultima chance era chamar uma emergência médica.
Damon ao ver o que acabava de acontecer, decidiu fugir para não ser culpabilizado por conta do problema que a ex-namorada acabava de viver. Ele estava completamente embriagado que na medida que encaminhava-se para o carro aos zig zag's todos lhe apitavam como "sai dai bêbado". Ele apenas acenava um "deixa-me em paz camarada".
Entrou dentro do camaro azul e sem medos arrancou acelerando que nem louco por essa estrada fora, não tendo mais nada na sua cabeça que não fugir sem deixar rastro.
Então nessa ideia, pegou na mantinha de colo que tinha deitada no sofá a esquerda e a abriu passando por cima dos ombros da jovem que dormia num sonho já pegado. Só então, em silencio parcial entrou na cozinha pousando as compras e encostou a porta para que não saíssem ruídos extremos de fazer alguém acordar de um sonho bom.
Jenna estava de ideia fixa entre preparar um macarrão delicioso e uma quiche de cogumelos. Por mais que a ideia de uma refeição fosse boa, ela não podia descartar que o ideal era deixar comida que fosse saudável e deveras pouco plástica.
É, certo que os sobrinhos já eram demasiado crescidos e se houvesse algo que não gostassem, podia simplesmente ser trocado ao ponto de encomendarem comida, ou comerem fora.
- Talvez vá fazer comida desnecessária, porque pensando bem o Jeremy é raro comer em casa e depois duvido que ele vá comer hoje, só porque não estou. - reflectiu desse modo a senhora, que olhava o tacho de baixo da pia. - E a Elena, talvez acabe comendo com o namorado por ai. - fechou a porta do armário. - E eu? Jenna Summer, vamos jantar com o Logan. - ela bateu as mãos na cintura.
Indo para a porta e ao abrir dar por falta da sobrinha. Jenna começou andar uns passos para a frente e a única coisa que via era a manta que havia cobrido a sobrinha anteriormente e um tanto ou quanto vomitado no chão.
- Oh meu deus! - ela começou a correr até a casa de banho a procura da jovem. - Elena?! - ela gritava pela rapariga enquanto subia as escadas apressada.
A rapariga por mais vontade que tivesse de querer responder a tia, não conseguia porque seu organismo assim a impedia dando a sequência de vomito continuo. Elena soava de tanto esforçar-se para deitar o que tinha e não tinha fora.
- Elena! - a senhora agachou-se ao lado da sobrinha que já nem forças tinha para se erguer. - Querida, vem... eu ajudo-te! - mas mais um vomito surgiu, sujando o tapete por completo. Ambas olharam o chão e Jenna na tentativa de tranquilizar a rapariga, a puxou para fora.
A verdade é que o período dos enjoo e vómitos era de facto conhecido, mas dai a provocar numa situação constrangedora já era demais. Já para não referenciar a falta de forças que a rapariga sentia logo após uma sequência como essa.
Ao ser deitada na cama, a senhora decidiu ir preparar um chá para a jovem que não estava nada bem e que talvez sozinha e sem ajudas externas ela não iria ficar até a noite e isso teria de obrigatoriamente de estragar os planos da tia lá com o Logan.
Elena enquanto esperava a tia regressar, pegou no aparelho telefónico digitando uma sms ao namorado, em retorno de resposta a tantas que não havia respondido e de certo modo haviam deixado o namorado bastante preocupado do outro lado. Ela não tinha intenção de o deixar assim, até porque cansada como se sentia, adormecer sem avisar era algo irrelevante, certo?
Ao ser enviada a primeira mensagem, Stefan não deu espaço a que ela pudesse digitar uma próxima, fazendo o aparelho da jovem mostrar ligação do namorado. Frustrada girou os olhos mostrando o quanto isso a deixava revoltada, mas enfim acabou atendendo a chamada.
- Alô Stef! - sussurrou baixo o que fez o rapaz tomar uma posição "desculpa estou atrapalhar". - Eu não respondi mais cedo porque adormeci, e estou super cansada.. as aulas, as preparações para as provas estão lutando o meu cérebro. - Elena virou de barriga para o tecto falando enquanto encarava as três estrelas coladas.
- Eu fiquei preocupado, só isso... desculpa se fui indelicado! - disse ele ao fim de escutar a namorada enquanto virava a página do seu livro de matemática no quarto e ao mesmo tempo encarava a janela. - Mas tirando esse ponto de dormir, estás mesmo bem?
- Está aqui o chá! - disse Jenna entrando no quarto com uma xícara quente e a pousar na mesinha de cómoda. - Querida bebe antes que arrefeça. - indicou a senhora enquanto sentava na barra da cama e a jovem fazia cara feia ao tentar repreender a mesma por falar alto demais ao ponto de fazer alguém cujo não queria escutar.
- Chá? - questionou ele do outro lado percebendo que ambas falavam, e ao mesmo tempo tomar isso como ar sério. - Elena, está tudo bem? - ela retraiu os braços encostando mais a cabeça no travesseiro.
- Estou com uma má disposição, mas já está a passar... não precisas de ficar preocupado. - tranquilizou ela bem antes que ele pudesse protestar algo.
Stefan não estava nada convencido com o discursinho de "eu estou bem" da namorada. Na sua cabeça nada de bom passava e o facto de pensar em ver a jovem passar por algo sem seu apoio, o deixava bem desiludido. Ele queria estar ao lado dela em todas as horas, mostrar sua solidariedade, afinal era um dos pontos bons que um homem deve mostrar a mulher que ama, certo?
Por outro lado, o jovem Salvatore conhecia bem demais a morena que tinha ao seu lado, e escutar "eu não estou bem" era quase impossível.
- Então não queres que vá ai? - perguntou ele indeciso entre ir sem avisar e avisar e ir.
- Não é preciso, a gente se vê mais tarde, ok? - ele balançou a cabeça fechando o livro diante de si.
- Tudo bem, até então!
A ligação encerrou com aplausos da porta que impossível era saber quem assistia a um cenário tipicamente romântico e com aquele ar apenas seu de ironia.
- O que foi agora, Damon? - o rapaz questionou o irmão que encostava na porta com ar de quem adora uma boa partida. - De certo que não vieste até aqui para perguntar sobre algo que tenhas para estudar, porque a muito que sei que estudo não é a tua praia.
- Estamos muito irritadinhos, irmãozinho! - tentou brincar ainda mais o moreno dos olhos azuis enquanto desencostava da porta e se lançava para a chezzlong do quarto. - Discutiram? - atirou a primeira pedra. - Trais-te a morena com uma loira no Havai! - atirou outra. - Há não espera... a tua onda não é com loiras, é mais com morenas... hum, a Pierce?
- Acabas-te? - Stefan pegou nos livros arrumando na estante enquanto tentava não olhar os olhos cheios de malícia do irmão.
- Há qual é o problema em tu queres trocar uma mulher, por um rodízio inteiro de muitas outras? - a paciência do rapaz estava a passar dos curtos cabelos e furioso pegou num pisa papeis lançando para o lado esquerdo a onde o outro se encontrava. - Calma ai! - o rapaz levantou as mãos. - Não necessitas de descontar a raiva desse modo destruidor, afinal esses não foram os modos que a mama ensinou a gente.
- Não falas da nossa mãe, ouvis-te?
Stefan já estava de mãos no colarinho do rapaz quase a ponto de o espancar, mas ele queria de todo o modo honrar a memória daquela que sem culpa havia deixado no mundo um ser tão desprezível.
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A Xerife Forbes já se preparava mentalmente para ouvir poucas e boas da filha quando chegasse em casa, mas a verdade é que até que essa ocorrência acontecesse, ela teria de terminar seu turno e só ai ir para casa fazer o tantos outros faziam e descansar.
Porém, o caso que tinha em mãos a estava deixar tensa demais, e pensar que a sua filha havia interrompido seu tempo para um detalhe tão banal, havia deixado a senhora um tanto desconfortável e quase sem paciência para escutar mais outra banalidade posterior.
A noite já ia pela meia hora e pistas eram poucas, segredos eram muitos e causas nenhuma se encaixava para sustentar a teoria de homicídio ou suicídio. Por um lado a sua cabeça achava a teoria do suicídio era pouco provável devido a várias circunstancias, e pensando bem, a policia não vivia de vivia de especulações, mas de evidências reais.
No entanto, a um cenário completamente diferente do que a senhora vivia, estavam um clima de inteiro amor entre aqueles que tão bem sabiam o que era aproveitar da vida. Caroline acabava mesmo de pousar na mesa a lasanha que havia confeccionado tão bem, enquanto Niklaus preparava a mesa.
Eles estavam tão felizes, um casal meramente distante a malícia dos olhos de outros que os queriam tão mal... contudo, o tempo era um factor bastante incerto e quando ele decidisse pregar sua peça, ele iria sem retorno provocar isso.
Mas quem observava tudo em silencio do outro lado da janela bem escondida, era a Cami que ensaiava os últimos acordes para acabar com o bom dos outros e começar o seu. Na sua cabeça, afastar aquela que estava de algum modo a roubar o coração do loiro, era uma prioridade, e depois seria uma questão de tempo até o ex-namorado voltar a olha-la com os olhos que o tinham feito apaixonar.
- Nik, vais ser meu de uma forma ou de outra! - sussurrou ela pegando no aparelho telefónico e digitar uma ligação anónima a loira que estava distraída do outro lado e com muitos sorrisos.
Damon com tanta conversa para alguma coisa havia servido, ele burro não era, mas esperto só quando lhe dava para pensar, mas distraído era tanto de si, que nem dera conta de como Cami havia chegado ao contacto de Caroline.
Ela estava com o aparelho no ouvido, escutava uma musica que apenas dizia a si mesma como sendo "horrível", mesmo assim não tirava os olhos de onde devia ter o tempo todo.
Caroline que terminava de servir os pratos dava conta de que o seu aparelho telefónico tocava estridente no seu bolso. Ela não queria interromper nada do que estava a fazer para esse efeito, no entanto, lá quem fosse não ia parar. Então acabou mesmo por sacar o telemóvel e sem olhar atender.
- Alô? - o som do outro lado da linha era completamente mudo, Cami apenas se contraia a não rir na cara dura da outra. - Alô? Está ai alguém? - ela perguntou insistente, Niklaus percebeu essa perturbação e tirou das mãos da namorada o aparelho.
- Seja lá quem esteja desse lado ou fala agora ou ver mandar não voltar a ligar para pessoas ocupadas. - resmungou ele perdendo as estribeiras.
A loira ciente de ter escutado as piores palavras do ex-namorado, ela reformulou mentalmente uma vingança avisada. Acabou desligando a ligação sem chance de que outros o fizessem, e sem mais, ela começou a digitar uma ameaça dirigida a ele.
A garota não tinha limites quando se tratava de conseguir o que era seu por direito, e efectivamente a morte podia ser a única alternativa que restava para tirar o inimigo do seu pé. Ela começou a rir com esse pensamento maldoso.
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Chegada a hora de sair para o famoso encontro, Jenna voltou ao quatro da sobrinha para ver se Elena se encontrava bem, ou se de facto devia mesmo adiar o jantar para um outro dia.
- Elena, querida tens a certeza que estás mesmo bem? - perguntou a senhora quase que desfilando pelo quarto. - Se quiseres eu falo com o Logan e adio o jantar, afinal dias não irão faltar. - tentou espancar ao tentado encontro.
- Nem pensar, eu jamais vou querer que a minha tia que está linda e maravilhosa perder o jantar por minha causa. - a morena desabafou cruzando os braços. - Tia, tens mesmo é de ir, e o Logan já está a tua espera. - disse ela olhando pelo canto do olho a janela. Jenna não parecia muito convencida. - Podes ir! - reforçou a ideia.
- Mesmo assim.. - Elena interrompeu.
- O Stefan está a caminho e não podes perder o jantar. - esclareceu ela, levantando da cama e começar a empurrar a tia antes que esta mudasse completamente os seus planos tão dificieis de decidir. - Nada de fazer o moço esperar, puxa estás farta de saber que é má educação.. - a garota reforçou a ideia de etiqueta que um dia a sua avó Summer havia ensinado em tom de brincadeira.
- Ai meu Deus está tudo contra mim, eu nem posso fazer nada.. - desabafou a senhora enquanto era empurrada pelas escadas até a porta. - Elena... - ela parou virando para a jovem que estava com ar abatido.
- Nada, tia.. - ela abriu a porta vendo o carro na berma. - estás a ver ele já ai está... - piscou o olho a morena.
Jenna sentindo que havia perdido a batalha deu um beijo no alto da testa da jovem e seguiu até ao carro acenando a esta e finalmente se instalar e desaparecer. Ao perceber que a casa apenas estava por sua conta, ela decidiu ir até a cozinha ver se encontrava gelado para saborear.
Ao entrar na cozinha e ligar o interruptor da luz tomou um susto valente ao ver sentado na banca o Damon completamente bêbado. Ela não queria acreditar em primeira instância no que os seus olhos viam, mas a verdade é que ela tinha medo, pois nunca se sabe como pode ser um homem embriagado.
- Como entras-te? - ela questionou bem desapontada com o descuido acentuado da tia quanto a portas e janelas mal fechadas.
- Sabes perfeitamente que não é a primeira vez que entro dentro de casa, e que muito conheço de cada pedacinho, incluindo tu... meu docinho. - ela deu uns passos atrás querendo fugir dele. - Não fujas de mim, Leninha... sabes que és minha e eu sou teu, mas esse bebe fica para o banana do meu irmão...
- Vai-te embora! Deixa-me em paz! - ela começou a correr para a porta da entrada, dando uns passos e mais passos atrás sem ter noção do que podia acontecer se desse um passo em falso.
- Cuidado! - gritou Stefan aparecendo por de trás da namorada que perdia o equilíbrio e caia no chão batendo a cabeça no vaso da entrada e ficava inconsciente. - Elena! - gritava Stefan desesperado tentar encontrar algum modo de a reanimar, contudo, a ultima chance era chamar uma emergência médica.
Damon ao ver o que acabava de acontecer, decidiu fugir para não ser culpabilizado por conta do problema que a ex-namorada acabava de viver. Ele estava completamente embriagado que na medida que encaminhava-se para o carro aos zig zag's todos lhe apitavam como "sai dai bêbado". Ele apenas acenava um "deixa-me em paz camarada".
Entrou dentro do camaro azul e sem medos arrancou acelerando que nem louco por essa estrada fora, não tendo mais nada na sua cabeça que não fugir sem deixar rastro.

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