Avançar para o conteúdo principal

Dust in the Wind - Capítulo 32 - Pizza

Escusado era não pensar a frete que Niklaus estava prestes a passar ao ter de aceitar comer uma pizza com Cami, cujo queria maior distancia. Porém determinadas insinuações o haviam deixado curioso, e se eram um preço a pagar para assim resgatar sua namorada, ele tinha de o fazer.

E lá chegava ele com o carro no maldito restaurante que ela tão cuidadosamente havia enviado o endereço por mensagem. Quando ele saiu porta fora, ela já estava encostada na porta com aquele sorriso arrogante, mas ao mesmo tempo imprevisível.

- Não demoras-te nadinha! - comentou ela desencostando e dar uns passos mais a frente com quem tem tenção de dar um cumprimento.

- Eu já aqui estou, que tal ires directa ao ponto? - ele desviou o olhar do dela percebendo bem a onde ela queria chegar e passou na sua frente voltando sua cabeça a porta.

- Primeiro tenho intenção de comer! - disse ela levantando o nariz e entrar de uma vez com ele.

O garçom quando mal os viu, correu de imediato para os atender, entregando um cardápio e deixando sua sugestão do dia. Niklaus que não tinha fome, por outras razões, fechou o cardápio o pousando na mesa e encarar Cami que descia cuidadosamente o pequeno caderno, vindo que o rapaz estava de certo modo entediado.

- Não é assim que vais ter a tua querida de volta. - ele revirou os olhos face ao comentário torto dela.

- Se tens alguma coisa haver com esta história, é bom que comeces já a falar, porque a minha paciência está no limite. - ele estava tão irritado que até já havia levantado para apontar o dedo a ela, ao qual os restantes clientes que comiam em suas mesas observavam a espanto.

- Olha o respeito cívico! - riu ela baixo. - Estamos num local publico, tem pessoas que prezam uma refeição tranquila. - começou o seu discurso altamente falsificado.

- Olha, olha e eu que pensava que apenas pensavas em ti! - ele mostrou ironia nas suas palavras, só para provocar.

O garçom surgiu na mesa levando apenas o pedido da loira que pelo jeito era a única que ainda tinha vontade de comer, apesar do péssimo clima. Para ela tudo valia a pena,  incluindo irritar quem mais gostava.

Depois de chegada a refeição e tomada a sua vanguarda saborosa, Cami ainda para demorar mais pediu uma sobremesa daquelas de partilhar a dois. Claro está, que o loiro não viu isso com grandes olhos e irritado como já estava recusou, mas a sua chantagem continuou.

- Vais comer sim, ou aquilo que sei não irás mais saber. - levantou a colher com um pouco de Cake Cheese.

*************************************************************************

Meredith continuava preocupada com o seu melhor amigo desde que, enfim a vida lhe havia pregado aquela peça sem tamanho. Na verdade ela não o queria ver mal e pensar que  na hora ele estava sozinho a preparar aquilo que ele não imaginava fazer tão cedo, era assustador.

Mesmo atarefada com as limpezas no quarto, por ter comprado uma nova mobília, ela não tirava a cabeça do sitio mais triste. A sua ideia do momento era largar tudo e correr atrás dele para o amparar como boa amiga que sempre se havia mostrado, e não fazê-lo na hora a fazia mostrar a si mesma que estava a ser péssima.

É certo e sabido que o luto tem fases de estágio e que todos, incluindo ela tinham de respeitar o facto dele se isolar do mundo se necessário. Só que pensar assim arrepiava de alto a baixo. "Não posso deixar meu amigo sozinho! Que espécie de amiga serei eu, ficar aqui de braços cruzados?" pensou ela ao atacar o pano nas costas, encarando o aparelho telefónico no cimo das caixas em silencio. "Não vou ligar, ele não vai atender... e mandar mensagem também não, porque não irá responder" voltou ao mesmo naquele pensamento. " Que se lixe, vou lá e pronto... ele vai ter que abrir a porta, nem que eu fique presa nela dia e noite" pensou uma vez mais de tantas ao largar o pano e sair a correr sem aparelho e sem nada.

A sua ideia era ir o mais depressa que conseguisse e conversar abertamente com ele sobre o que se passava na sua cabeça, apesar de saber bem que a sua resposta seria tão óbvia como a lotaria.
Meredith atravessou a rua continuamente a correr e acenando a pessoas que via a passear com suas lindas famílias, ou simplesmente com seus animais de estimação. Ao ultrapassar dois quarteirões até a mansão Salvatore, ela necessitou mesmo de parar, pois seu corpo mostrava suas represálias ao esforço obtido.

Stefan que mesmo dentro de casa e continuamente dentro do seu quarto, observa a rua, viu que sua melhor amiga por ali estava e ao vela de tal modo cansada, saltou da cadeira correndo até ao andar inferior para de algum modo mostrar apoio.

A rapariga que apenas estava a precisar de tomar um fôlego de ter corrido tanto e não parar sequer para respirar, nem percebeu a recepção do rapaz a sua visita relâmpago.

- Meredith! - Stefan correu até ela para a segurar. - O que andas a fazer? Maratona? - tentou gracejar um pouco enquanto a levava para dentro.

- Engraçadinho! - vociferou ela baixo recuperando aos poucos o ar perdido na corrida.
- Está tudo bem? O que viste fazer? - perguntou ele preocupado enquanto a sentava no sofá da sala com alguma delicadeza.

- Está sim, contigo é que não.. - ela encarou o rosto preocupado dele. - Estou muito preocupada contigo, e sinto que como tua melhor amiga estou a falhar! - ela demonstrou suas insanas e tristes palavras da sua realidade.

- Mere... - ele pegou na mão dela, não tirando o olhar da jovem. - Tens sido uma ótima amiga ao qual eu respeito imenso. Só que não podes estar sempre a proteger-me de tudo. - ela balançou a cabeça afastando a franja dos olhos amendoados. - Eu gosto muito de ti, e sinceramente acho que tens sido mais do que uma amiga para mim. - ela estreitou os olhos. - Tens sido uma irmã... - logo alivio o olhar ao perceber o verdadeiro sentido.

- Stefan! - ele passou a mão no rosto dela suavemente. - Por favor, como uma irmã deixa-me ajudar! - ele assentiu que sim com a cabeça não tendo mais como escapar aquela voz incrível, aquele toque suave que os seus olhos mostravam, ou sequer a sua delicada postura.

- Tudo bem, não consigo dizer não para ti ainda mais a olhares para mim assim. - coço de imediato a nuca afastando um pouco para o lado.

Ela corou de imediato, e aquela coisa de como eles estavam no momento foi deveras estranha, talvez um clima que em tudo nada encaixava para dois amigos que apenas eram.

É certo que Meredith apenas via Stefan desse modo, um bom e velho amigo dos tempos do infantário, apesar de um tempo em que eles eram tão mais jovens, e bem antes de Elena surgiu na frente do garoto que ela havia sentido uma pequena paixoneta de criança.

Tal foi que não passou disso e o amigo nunca ficou a saber que sua melhor amiga havia sentido todo esse amor por ele, que apesar de tudo, não deixava de ser amor, agora repartido por afecto de amigos, de irmãos.

- Então o que ainda necessitas de fazer? - perguntou ela colocando uma mexa de cabelo presa atrás da orelha e cruzar os braços em seguida.

- Bom, eu já contactei com a agência que vai fazer o funeral dele, só que ainda falta a pior parte... - ele olhou para o chão, ela logo descruzou os braços puxando as mãos com uma mão e com a outra levantar seu rosto.

- Ei! - chamou ela num sussurro. - Não precisas de fazer isso sozinho, por favor todos precisam de saber. - ele assentiu.

O tempo voou desde que eles haviam começado a tratar dos últimos detalhes. Agora todas as pessoas importantes sabiam do sucedido e como esperado, iriam comparecer mostrando suas condolências da perda.

Porém ainda haviam aquelas pessoas que mesmo não tendo vergonha na cara, não paravam para mostrar sua solidariedade, embora falsa. Era isso mesmo, Katherine havia chegado na mansão pouco tempo depois de ficar a saber da noticia. Meredith não gostava dela, e muito embora pedisse com educação para a sua retirada, embora negada.

- Francamente, não vou embora só porque tu queres! - falou ela com maus modos atravessando a porta como se tudo a sua volta fosse seu. - Stefan! - chamou ela com aquela voz irritante e carregada de malícia. - Como é que estás? - ela o abraçou com mil beijos no rosto e caricias que fizeram a morena que estava na porta virar a cara e pensar "pobre Elena".

- Estou bem, Katherine! - ele tentou se livrar dos braços dela que de certo modo já o sufocavam. - Por favor, dá-me espaço. - ela afastou-se um pouco de má vontade, mas ainda assim não saiu da sua alçada.

A morena acabou saindo vendo que o amigo não estava mais sozinho, muito embora pudesse ficar, mas a sua presença ligada a de Katherine, geralmente não dava certo. Ambas detentoras de personalidades fortes e quando juntas, haviam faiscas caindo e subindo pelas paredes, então o melhor mesmo era evitar.

Stefan percebeu mesmo de longe que a sua melhor amiga havia saído, e por certo lamentava nem ter despedido dela, porém mais tarde iria conversar a respeito e agradecer fundamentalmente por tudo. Quanto ao encosto da Katherine, o trato agora era aguenta-la.

- Oh Teffinho... - ela o abraçava naquele momento, e o pobre coitado não tinha ideia em que buraco mais se esconder.

***************************************************************************

Há horas que estava trancada numa casa que por aspecto que tinha nem isso era, mais parecia um barraco que nojento como estava, era tão provável ter ratos por perto. Caroline estremeceu ao ter esse pensamento e medo era algo que ela sentia naquele instante e por mais vontade que tivesse de gritar, ela nem sabia onde estava, nem como alguém a podia achar.

Então suas lágrimas sucumbiram naquele instante a abraçando como fieis amigas que em tudo eram apenas mais inimigas só para a fazer sentir desprotegida. Mesmo ali dentro escondida da noite ou do dia, ela sentia que o mundo estava perto, mas tão longe ao mesmo tempo.

Suas forças eram tão poucas para conseguir um buraco capaz de escapar, e a sua inteligência, embora sóbria não tinha estrutura suficiente para arquitectar uma plano. Mesmo assim ela não estava quieta, porque facilmente não ia se entregar do modo que um dia se havia entregado a doença que quase a matou.

A loira já arredava tudo a sua volta, incluindo tanques vazios e pesados para o lado para conseguir alcançar a pequena janela no cimo da parede. Embora fosse muito alto, ela tinha de arriscar, pois para seu próprio bem, era tudo ou nada.

Ao subir num grande e velho tanque, a madeira nele revestida rangeu, isso facilmente a fez evitar continuar a trepar, pois ia acabar por cair quando facilmente a rachasse e ai o barulho chamaria atenção de outros, cujo ela não tinha ideia se mantinham ou não no lado de fora.

"Não posso fazer barulho, mas tenho de sair daqui o mais depressa possível" pensou ela traçando uma nova tentativa, e pousar o pé em outra superfície, aparentemente mais estável. "Vamos lá Caroline, vamos ver onde ficou a líder de torcida" pensou ela sorrindo ao imaginar velhos tempos a torcer por amigos e equipa da escola.

Ao fechar no cimo mesmo, sem olhar para baixo como era claro, ela alcançou a janela velha e quase quebrada de tantas pedras terem sido lançadas ao longo do tempo. Com máximo cuidado ela abriu a janela a puxando para si e assim olhar para fora e ver uma altura meramente preocupante. "Estou frita, como vou sair daqui?" perguntou a si mesma sob pensamento. "É alto demais, tudo o que pode acontecer é que eu chegar ao chão completamente partida."

O circo estava a fechar a cada instante, ela precisava de conseguir pensar em alguma coisa e rápido, ou então tudo o que havia tentado até ao momento seria em vão. "Que seja" pensou ao descer para baixo os tanques e correr até a cama, puxando os lençóis para formar uma corda. "Alguma coisa eu aprendi com os filmes" pensou ela novamente fazendo um nó e mais outro no lençol. "Vamos" correu a sobre os tanques, mas parou "E a onde eu vou amarrar?" perguntou mentalmente, começando a escutar barulho de passos ao qual se apressou a esconder tudo e deitar na cama como se nada fosse.

A porta se abriu e de lá surgiu um rapaz com um prato de comida para ela.

- Acorda! - falou ele pousando o prato no chão como quem deita comer a um animal. - Vai comer, ou ainda acabas ficando doente.

Era irónico alguém falar uma coisa assim quando na verdade a pessoa pelo qual mantinham em cativeiro era doente.

- Não tenho fome! - respondeu ela virando o rosto no travesseiro.

- Faz como quiseres! - ele saiu batendo a porta e tranca-la. Ela suspirou de alivio por se ter livrado dele rapidamente, e logo voltou a activa com o sua artimanha.


Comentários

Mensagens populares deste blogue

One Shot - Bella - Carta para Edward Cullen

Meu amor... Como é estranho voltar a dizer estas palavras... Palavras que durante meses  atormentarem-me sempre que eram proferidas, por mim ou por outros, faziam-me desabar, chorar. Agora não me canso de as repetir. Porquê? Bem, porque elas significam que voltas-te. Significam que o meu coração voltou a bater, que eu voltei a existir, que deixei de ser um robô triste e amargurado. Agora posso afimar (e até gritar paa quem não quiser acreditar) que eu, Isabella Swan, voltei a viver e a acreditar no amor, na felicidade, que deixei de ser um ser sem alma, sim porque quando voltas-te não só trouxes-te a minha alegria de viver e o meu coração como também a minha alma. Alma essa que, tal como o meu coração, pertence-te. Por favor... Não voltes a deixar-me, porque o meu coração não vai aguentar  perder-te uma segunda vez. Tu és a minha vida! Edward Cullen, tu és a razão de eu existir e continuar viva. Se alguem perguntar a banda sonora da minha vida eu respondere...

Diário de Rosalie Hale - O casamento de Edward e Bella parte 2

Sábado, 3 de Julho " O casamento de Edward e Bella parte 2 " Querido Diário: Depois de ditos os repectivos "sim" demos inicio a festa da boda, todos os convidados estavam absolutamente deslumbrados com o vestido de noiva de Bella, claro que Alice conseguia saber tudo e tinha um grande gozo nisso. Edward nao tirava os olhos de Bella o tempo todo, os convidados sentiam-se tentados a ver a cena de tanto amor no ar do casal mais perfeita da festa. Eu por minha vez senti-me tao feliz vez a felecidade enorme deles uma realidade quase impossivel, era um sonho que de um livro tinha-se tornado uma realidade. Sim Edward estava amar, coisa que ás uns anos era impensavel acontecer.  Como estava curiosa quanto a opiniao dos convidados fui ter com algumas pessoas. Encontrei Renné a mae de Bella quase em lágrimas.  - Entao Renné como se sente por ver que sua unica filha agora é uma mulher casada? - perguntei. - Muito bem, ela merece tudo de bom, ela vai ser muito...

Diário de Rosalie Hale - Uma vingança Atroz

Segunda-feira, 18 de Fevereiro " Uma vingança Atroz " Querido Diário:  Sentia raiva dentro de mim, ao saber que o homem que tanto amei, fez o mal que fez, estava agora a rir-se de mim consolado com seus amigos e vibrando com o copo cheio desse maldito álcool.  Decididamente montei um esquema onde mataria um por um, deixando para o fim o Royce King, o maior alvo abater. Ainda no meu closet desta modesta mansão procurei no roupeiro um vestido de noiva., e vestiu-o para o efeito de um casamento, podiam achar-me louca, ou talvez desequilibrada  mas uma coisa era sempre garantida eles teriam que morrer.  Sai de casa num forma bem ousada para a acção, o primeiro efeito a provocar no homem seria o seu destino fatal. Esme tentou demover-me da minha acção, porem foi ela tambem em vao, porque que os meus olhos sedentos viam era a dor desses malditos.  (...) Em pouco tempo tinha morto 6 homens, faltava ele, a sua morte seria diferente de todos os...