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One Shot - Bella - Back to Home



Voltar a Arizona depois de um tempo naquele clima frio e cansativo de Forks sempre é bom, ainda mais quando estava cheia de saudades da minha mãe, e de Phil que apesar de um namorado extraordinário sabia bem cuidar da super e eterna adolescente Renné, que era por acaso a minha mãe.

Por outro lado esta era a minha melhor oportunidade para fugir do meu pai, Charlie andava a ficar cada vez mais chato. E tudo porque não queria aceitar Edward de forma alguma. Ok, toda a gente sabe que ele sempre gostou mais do Jacob, e porque era o filho do amigo Bill, tudo ficaria em família, mas eu simplesmente não consiga ver mais que um amigo. Amigo, ok? Só isso que ele é para mim. Apesar de saber que sentimentos nutre por mim, eu simplesmente nunca os poderei corresponder. Qual o problema em colocar isso na cabeça? Será assim tão difícil perceber que ao contrário de muitas morenas prefiro um loiro acobreado a um moreno?

- Bellinha! - chama a minha mãe com aquele sorriso de adolescente enquanto me aperta mais um pouco em seus braços magros.

Eu podia simplesmente sentir os seus ossos a amolgarem a minha pele contra a sua, mas aquele estranho calor me fez sorrir novamente. Estava em Arizona onde o clima é praticamente tropical, como isto sabe tão bem. Como é tão bom não ter o chato do Charlie sempre atrás de mim a impedir as minhas saídas. Ok, ele é meu pai e tem o seu ar todo de homem da lei, mas por vezes esquece que sou uma adulta. Estou completamente nos meus 22 anos. Se bem que já devia ter saído de casa aja algum tempo, apesar claro de não ter tido a oportunidade certa, só isso. E eu e Edward queremos ter pés fixos antes de tomar uma decisão de uma vida a dois. Não tencionava ser precipitada como Rosalie e Emmett que se haviam mudado rapidamente para o estado da California. Onde claramente viviam muito felizes e Emmett sempre enviava os seus e-mails com as fotografias e mais comentários, declarações. Óbvio que ria ao ler e ver todas aquelas coisas, afinal era engraçado. No entanto o Doutor Carlisle já havia prometido oferecer um presente no dia em que Edward toma-se uma decisão mais acertava.

- Meu anjo estou com tanta vontade de ter uma tarde contigo no shopping! Aliás é melhor, porque já vi que não tens grandes roupas para este clima e depois creio que o teu guarda roupa está a precisar de uma alteração. - afirma ela cheia de ideias.

A minha mãe de facto não devia estar a notar nada em mim com certeza, então não é que Alice havia me dado um banho de compras? Ok, lá com tanto glamour, eu assustei-me quando fui olhar no espelho, mas cor e vida não faltava mais no meu guarda roupa. Principalmente a cor azul que era aquela que mais o Edward adorava ver.

- Adoraria imenso, mas creio que não seja necessário, além de que está imenso claro e o Phil não deve querer aborrecer-se ao deslocar-se em shoppings. - tentei arremedar a situação não confessando o real propósito.

- Que nada, ele adora me fazer companhia, portanto está decido!

Renné é mesmo do tipo irredutível que quando coloca uma coisa na cabeça, é difícil de tira-la. Mas neste caso não me restavam muitas hipóteses, teria de ir mesmo arrastada. A Alice que me perdoe, mas terei que trair as suas escolhas de tendência por umas mais clássicas de mãe galinha que só quer mimar a filha.

- Querido estamos prontas! Vai buscar o carro quero ir às compras!

A maneira como ela chamava o companheiro me fez lembrar o jeito que Esme e Carlisle se tratavam, era só amor no ar. Difícil era não sair contagiado pela boa disposição.

A ida no shopping acabou por correr lindamente, havia comprado imensa roupa, alguma até desnecessária é certo, mas nada podia faltar e a minha mãe já estava com ideias de fazer enxoval, mas o quê? Ninguém nos dias de hoje usa essas coisas, as pessoas de agora casam e compram se quiserem. Certamente que não será isso que fará a ruína de um casal.

O pobre Phil vinha cheio de sacos até à cabeça, contudo ele fazia-o de bom agrado, não do tipo que reclama por não aguenta mais aquele fardo das compras. Era até bem pacifico, diferente do Charlie.

- Pousa tudo ai querido, que daqui a pouco penso no que irei fazer para o jantar! Aliás se não a acabar por encomendar comida indiana... tu gostas não é filha? - estava a focar os meus pensamentos no telemóvel quando a minha mãe passou a mão no meu ombro, saltei os olhos a ela como se me tivessem acordado. - Perguntava eu se gostas de comida indiana...

- Há, sim... sim... - respondi de imediato saindo para o meu quarto provisório, apesar de na prática ser apenas de hospedes.

Estava um pouquinho aborrecida com o Edward porque além de ter prometido estar comigo nessas minhas férias aqui em Arizona, ainda por cima já estava a mudar os planos. Afirmando que estaria ajudar o pai, porque estava atolado de trabalho. Ok, Carlisle à muito que precisa de um assistente, mas tinha logo de escolher o Edinho agora? É que só por acaso ele tinha combinado comigo estar aqui, fora de Forks.

- Desculpa meu anjo, mas é como te disse mais cedo na mensagem que não respondes-te! - dizia ele no telefone, cujo eu não queria nem escutar. Eram sempre as mesmas desculpas. - Prometo que ainda nesta semana vou ai, afinal foi só ontem que viajas-te!

- Ontem não, antes de ontem... - corrigi aborrecida enquanto encarava o espelho da cómoda. - Já percebi que não vais vir mesmo, então boa sorte com isso.

- Bells não sejas assim, começo achar que não vives sem mim! - brincou um pouco na expectativa de subir o humor dela.

Às vezes o meu namorado conhecia-me muito melhor que eu, porque pensando bem tinha horas que nem me reconhecia em muitas das minhas atitudes. E chegava aquela hora em que dava razão ao meu pai. Como é possível dar razão ao homem da lei que se pudesse deixaria-me algemada em casa só para não ver o meu namorado? Será que ele irá raptar-me no dia do meu casamento? Sim, tenciono casar, embora não seja assunto que tenha abordado com o Ed, mas sim é um sonho. Que de certa forma Alice ajudou a plantar. E depois ver os bebés da Rose deixaram-me muito tentada em um espírito maternal.

- Filha, posso! - afastei o aparelho telefónico do ouvido e virei-me à minha mãe. - Avó Jess vem cá jantar hoje, então queres que faça aquele doce que tanto amas? - fiz um ar pensativo tentando descobrir que doce era, mas realmente não me vinha à cabeça.

- Qualquer um serve! - ela assentiu e fechou a porta do quarto. Levei o aparelho ao ouvido. - Bom, a gente vai se falando... agora tenho de ir quero ver se ajudo a minha mãe com o jantar, parece que avó Jess vem cá!

- Bom até mais tarde então, amor! Beijos e amo-te, ok? - revirei os olhos.

- Ok, também te amo! - e desliguei a ligação.

Dali fui me preparar com algumas roupas das novas que a mãe havia comprado mais cedo comigo. Tomei um duche e contrariamente ao que fazia, deixei o meu cabelo ao natural. Ele iria ficar cheio de ondas, é certo, mas que mal tinha ficar fora do comum?

- Uau Bellinha estás uma boneca! - elogiou Phil com uma taça de pipocas na sua frente enquanto assistia a mais um jogo tipicamente americano.

- Gostas? - ainda perguntei dando uma voltinhas enquanto mexias as mexas de ondinhas finas e definidas.

- Claro que sim, linda como a mãe não podia ser diferente! - ri com aquilo e Renné surgiu com a colher de pau.

- Vocês dois menos conversa e mais acção! Estou a precisar de concentrar-me! - e entrou novamente na cozinha.

Ainda fiquei pensativa sobre o que a minha mãe estava efectivamente a inventar, mas depois ponderei em permanecer quieta e dar aquelas minhas espreitas ultra pouco discretas. Ela sempre me apanhava com a boca na botija.

- Ei tu ai, menina! - tremi de alto a baixo, ela estava com a colher de pau bem erguida. - Vai ali no frigorífico e tira as cervejas, o Phil gosta de beber uma bem geladinha.

Havia virado empregada de serviço nas minhas férias? Incrível. Nesse toca e foge, a campainha tocou, precisei ser rápida e conseguir atender, mas não é que olhando pelo olho mágico vi a avó Jess?  Fiquei tão contentei que apressei abrir e soltar o meu abraço mais amoroso.

- Minha netinha linda! - gritou avó quase sem fôlego de tão apertada que estava. - Estás tão crescida, querida! - sorri afastando-me um pouco para que ela pudesse me analisar um tanto melhor. - Realmente meus olhos não me enganam e está efectivamente uma mulher!

- Quem é, filha? - pergunta Renné aparecendo com o avental todo sujo de massa. - Oh és tu mãe! - sorriu escondendo a sujidade que tinha.

- OH sim filha desnaturada que não ligas se não for eu a ligar. - resmunga avo Jess com o típico discurso da minha mãe.

Agora começava a perceber onde a minha mãe havia ido herdar tanta meiguice. Justamente na avo.
Recostei-me demais à mesa e comecei a olha-la. Havia realmente um prato a mais na mesa, mas de quem seria? Que eu saiba apenas eu, a mãe, o Phil e avo estaríamos para jantar. A menos claro que viesse alguém mais e não soubesse. Agora só espero que não seja o Charlie, porque além de não correr bem, ele iria cair em pé de vento com avo Jess. E não é de a muito que eles não se dão.

- Mãe tens a certeza que contas-te bem os pratos? É que tem um a mais nesta mesa! - alertei, ela veio até mim.

- Certamente que não preciso de óculos e ainda sei contar. - respondeu olhando para mim em seguida. Ainda continuava sem perceber quem era aquela pessoa extra. - Então seremos nós os três, avo e o teu namorado!

Quando a minha mãe referiu "teu namorado" até o meu ar se faltou dentro de mim. Não era possível o Edward havia dito que estava cheio de trabalho em casa e que teria de falhar com o combinado porque o pai precisava de ajuda, e agora simplesmente vinha? Não, ele pregou-me uma peça daquelas bem feitas? Olha se foi vai ter de me ouvir.

- Ele enganou-me! - reclamei após escutar o toque da campainha. - Deixem-se ficar porque se for quem eu penso que seja já vai ter de me ouvir.

- Mas antes que mates o pobre do rapaz, a ideia foi minha! - virei para a minha mãe com um olhar de leoa em teor de ataque. Ela corou toda. - Sê meiga!

Abri a porta sem ou menos esperar, o Edward estava todo bonitinho com um ramo de rosas na mão para mim. Tinha um sorriso bem cativante, mas eu não estava bem em toque de animada. Logo o puxei para exigir explicações que nunca seria bem dadas na porta de casa.

- Posso saber qual era a ideia em mentir? É que não gostei, sabes que não gosto de surpresas...

Mas ele acabou silenciando-me com um beijo apaixonado. Afinal não era qualquer pessoa que fazia uma viajem de tantos quilómetros só para ver a outra. Realmente nisso, Edward era um namorado dedicado e com alguma sorte.

- Estás a ver querida tem males que vem por bens! - ainda tentou meter-se avó. - Aliás que lindo moço, prazer hein? Sou avó Jess!

"A minha avó era cá uma metida, meu Deus!"

- Desculpas meu amor? - ainda nem havia percebido, mas continuava nos braços dele, com aquele seu cheiro autentico de deixar qualquer uma sem ar.

- Estou rendida, Edinho... mas fica a saber que vai ter retorno esta fica aqui marcada! - ele concorda. - Agora vem, quero que conheças o meu quarto daqui...

- Olhem só as poucas vergonhas! - entrevem a minha avo. - Renné filha como admites essas coisas?
- OH mãe! - cruza os braços a minha mãe. - Sabe que idade a nossa Bellinha tem? - ela coçou a nuca tentando adivinhar um numero aleatório. - Certamente que não sabe, mas eu esclareço. 22 anos.
- Era a idade que tinha quando casei com o imprestável do teu pai!

Edward só ria ao escutar aquelas coisas todas, mas esta era a minha família, e isso não tinha como esconder. A verdade é que estava muito feliz e assim queria permanecer nestas minhas fantásticas férias em casa. Sim para mim lar mesmo é onde o sol nasce para ficar, não onde a chuva reina.


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