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One Shot - Caroline - Best Friend to Boyfriend



Ouvi dizer que a vida dá muitas voltas, e realmente tenho de concordar, porque num dia me sentia a maior rainha de toda a escola, era a líder mais acarinhada de torcida, a mais bonita e talentosa que ninguém conseguia competir sem perder, a melhor amiga de Elena e Bonnie. Em outro dia acordei diferente, já não era mais eu mesma, uma certa parte de mim havia mudado também, talvez morrido.

Havia me tornado uma vampira, sim eles realmente existem e até só para que saibam, nem é a pior das sensações. Aliás é até bem divertido correr e saltar sem ou menos sofrer um arranhão, fazer as pessoas esquecerem o que vêem, sem ou menos obriga-las, exigir coisas sem ou menos insistir. Ok, talvez mais cedo pudesse usufruir desses benefícios, seria tão mais simples não ter de ser tão chata ou dramática na frente da xerife minha mãe. Sabem o quanto isso poupa com disfarces? Muito, obviamente.

O melhor de tudo é que aprendi a dar mais significado aos pequenos valores de ser sobrenatural, claro que tudo não foi apenas por minha conta própria, digamos que obtive um grande mentor, sim o antigo e pior estripador de todo o estado da Virgínia. Mais precisamente falo de Stefan Salvatore, sabem?

Aquele irmão mais sereno dos dois e que bom não gosta lá muito de andar por ai matar gente... aquele que é o bonzinho, mas que desligando a humanidade se torna o maior vilão... pronto, ele me ajudou e muito confesso. Nada seria igual sem um apoio como o dele, sem aquela compreensão constante em saber os meus progressos durante meus primeiros dias na minha nova realidade. Até conseguir o anel que me deixaria andar ao sol, ele esteve lá dando a sua força para superar só mais esse obstáculo. E no cair da noite que era quando podia me sentir mais livre, ele permanecer e deu a mão.

Óbvio que isso nos aproximou muito, ele até me ensinou a caçar coelhos, imaginem só... Coelhos! Olhem detestei a ideia, quem é que gosta de sair por ai a matar bichinhos tão peludinhos e fofos como eles? Só o Stefan, claro! É nestes raros momentos que dou razão ao Damon. Ai que ele não escute ou vai me incriminar por séculos por dar tamanha razão os seus comentários sórdidos.

Por outro lado não apenas a minha aprendizagem evoluiu, mas também o meu carinho por ele. A certa altura eu achei que era um erro, porque no fundo sabia que ele não havia esquecido bem a Elena e bem sabemos que eles haviam sido um amor épico. Apesar claro de que ela neste momento estava com o outro irmão, e isso mudava o curso de toda a história, ou não? Isso pode significar alguma coisa? Poderei mesmo ter a chance de ser correspondida? Ai como eu queria acreditar mesmo, como os romances são histórias tão simples de realizar o final feliz que a minha vida tanto precisa.

Está mais que na hora de eu ter o meu "happy the end", não? Já que com Matt e nem com Taylor deu certo, acho que posso sempre tentar de novo, não? Já nem falo do Klaus que enfim, ele foi apenas uma perda de tempo em minha vida, mas confesso que aquilo que tivemos foi mais de uma curtição que não voltaria a repetir. Obviamente que nunca faria isso ao Stefan, mesmo que desconheça de seus sentimentos por mim, o que espero que sejam bons, claro.

No fundo sei que aquilo que temos é especial, e de amizade a amor, ainda tende a ter um grande passo de distância. Como eu amava que tudo fosse bem mais simples, acho que seria feliz eternamente sem chatear mais ninguém. JURO! Será que estou mesmo a ficar apaixonada pelo meu melhor amigo? Ai, só de pensar já sinto os meus pelos a erradicar, e as borboletas a sumir pela minha barriga. Não gosto dessa sensação é de cortar a respiração à faca. E se ele não sentir o mesmo por mim? E se ele for embora, me deixar a sofrer? Como ficou tanto tempo sumido quando achou que o irmão não iria mais voltar do reino dos mortos.

Ok, eu não posso pensar dessa forma tão negativa, sei que preciso de ter os pensamentos mais leves, mas nunca posso descartar a hipótese, certo? Nunca poderei ser uma Elena que ela que me perdoe, foi muito sonsa ao deixar um rapaz tão bom quanto o Stefan para ficar com o Bad do Damon. Francamente, como é possivel? Por causa dos lindos olhos azuis dele? Isso eu também trocava, se bem que nós já demos umas voltinhas no passado, ok? Umas voltinhas, nada demais... acho... bom não quero lembrar.

- Caroline?

Estava tão entretida com os meus pensamentos sobre amor que esqueci completamente de cuidar dos preparativos da festa. Mas justo quem tinha de chegar era o Stefan? Seria isso uma brincadeira com a minha mente? Não, melhor agora ele havia virado o telepata que lê pensamentos. Não, me digam que isso é impossível por hora.

- Stefan! - coloquei o meu melhor sorriso. - Precisas de alguma coisa? - pisquei algumas vezes os olhos o observando.

- Está tudo bem contigo? - questiona-me ele notando alguma ilusão no ar.

- Porque não estaria?

Juro que queria disfarçar, mas aquele olhar penetrante, postura séria e sorriso bambaleante entre um canto dos lábios e o outro me derrearam completamente. Estava rendida. Aliás quem resiste a um pitéu como aquele, hum?

- A sério conheço bem esse olhar para perceber que andas a tramar alguma, melhor não me digas que alguém mais anda arrastando asa para ti! - cogitou aleatoriamente, mas nunca acertando no ponto.

- Lamento, sem chance!

Dei uma escapadela, mas lá está a obra dos vampiros. Eles sempre nos alcançam facilmente. Segurou os meus braços e olhou firme. Parecia aquele olhar que usamos para compelir os humanos de algo.

Não gosto nada quando fazem isso comigo, e olha que não tomo verbena, ainda.

- Queres mesmo saber ou não percebes-te ainda? - questionei honestamente.

- Claro que quero, tudo contigo interessa-me! - respondeu clarificando a voz ao sentar numa cadeira mais ao lado e soltar-me. - Sabes que entre nós não é necessário existir segredos.

- Ora aqui vai a bomba que estoire logo! - gracejei para tornar o clima menos embaraçante. - Stefan haja algum tempo que temos uma amizade muito boa, sinto que somos perfeitos juntos que além do que acho normal sinto um adorar muito forte por ti, não sei explicar, talvez seja cedo para definir essa palavra, esse sentimento...

Ele pegou a minha mão, apenas senti um grande formigueiro entrar pelos dedos e ir direito aos meus neurónios. Era como uma nova carga de electrões. Agora seria essa carga positiva?

- Estás a tentar dizer alguma coisa, é isso? - ele parecia bem lerdo para um bonitão.

- O que estou a tentar dizer e que tu já devias ter percebido, é que estou a ficar apaixonada por ti, mas por favor deixa-me terminar antes que sinta que vás fugir... e não venhas com o discurso de que estou confusa porque o Taylor me deixou e trocou pela Liv, porque não tem nada haver e sabes bem disso, então não negues! - pedi com todo o meu coração. Precisava de ser honesta, esta a era a melhor hora.
- Desde que senti pela primeira vez que irias embora sem ou menos voltares, eu senti medo, Enzo arrancou-te o coração, eu achei-te sem vida! Naquele momento apenas pedi para morrer, o meu melhor amigo estava ali morto diante dos meus pés! - ele parecia atento, os seus olhos nem pestanejavam a minha explicação. Senti que somente devia continuar. - Foi nessa hora que percebi o quanto representavas para mim, do quanto sentia despedaçada porque aquele meu pilar havia desabado. É certo tinha a Elena, mas francamente como podia ela substituir que alguém somente como tu era para mim? A Bonnie? Ela estava com Jeremy, feliz... eu não era ninguém para arrancar isso dela. E os outros? Bom, eu nem sei. Só queria o que me tiraram de volta. Eras tu quem eu queria. Mas depois voltas-te, porque o Damon sacrificou a sua vida para encontrar-te, então desde ai fiquei agradecida, mas a minha felicidade em reencontrar o meu amigo foi a infelicidade da Elena ao perder seu amor, embora tenhas ido embora de certa parte por não suportar a culpa. Sabes tudo isso contribuiu para o que sinto agora, talvez só a distancia clarificou o que o meu pensamento não queria aceitar. Eu amo-te Stefan! Mesmo que digas que é impossível, vou continuar amar-te, mesmo que afaste por sentir que é o melhor para os dois, mas sei tanto quanto tu que não é fácil fugir ao que sentimos.

Ele nem sequer deu chance para poder escutar a sua resposta que apenas aquele beijo selado aos meus lábios dizia aquilo que queria escutar. Era correspondia a minha necessidade intensa de dizer aquilo que sentia, ele também o sentia da mesma forma intensa. Finalmente pude me sentir livre, porque não estava mais a enganar a mim mesma. Stefan me ama! Ai que maravilhoso!

Dali apenas resumimos os pequenos momentos para outros mais sólidos. Vivíamos continuamente na esperança de dar a conhecer o que o futuro ainda tinha para nós, mas a recepção dos outros foi tão animadora que acho que se não fosse tão controladora com os meus sentimentos poderia ter usufruído da sensação mais cedo.

- Sabes uma coisa Caroline Forbes! - o olho com um sorriso curioso nos meus lábios tão ténues. - Amo-te da mesma forma louca que sei que estás intensamente ansiosa para ser feliz! Se és a melhor como conselheira de um amigo, sei que serás a melhor como bela mulher apaixonada por este vampiro que caça coelhinhos!

- Podemos saltar a parte em que vais continuar a caçar coelhos? É que me sinto mal por imaginar uma trilha deles mortos até casa. - ele começou a rir da minha afirmação.

- Faço tudo o que quiseres minha loirinha chata, mandona, mas simplesmente fabulosa!

- Assim gosto mais, mas repete novamente no meu ouvido, repete! - peço aproximando o meu ouvido da sua boca.

- Não sejas malvadinha! - mordica a orelha brincalhão.

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