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3 Semanas com a tia Alice - Capitulo 16 - Encontro com o passado

O ambiente no apartamento dos Whitlock não podia estar pior, e apesar de Jasper apenas ter falado a verdade no dizia respeito à falta de carater de Damon, a loira parecia tomada pela mentira que nem mesmo a verdade era para ela uma posição aceitável. Embora em uns tantos tempos atrás, talvez não tão longe, não desconfia-se disso, mas o facto de ter tido uma prova do marido de um grande desejo dela, a deixou cega.

- Caroline por favor reconsidera! Jasper é teu irmão e só quer o melhor! - implorou Bella ao seguir a prima até ao quarto onde já preparava uma mala com roupas.

Esta voltou-se para ela com um olhar bastante zangado e com alguma defensiva acabou sendo desagradável, mesmo que isso a fizesse sentir a pior pessoa do mundo, no entanto sua decisão estava tomada e não havia ninguém que iria demovela.

- Por favor! - voltou a implorar.

- Chega Bella! Gosto muito de ti, mas não dá para continuar aceitar que o meu próprio irmão deseje esse tipo de coisas para mim que sou sangue do seu sangue. - manifestava ela desagrado quanto à postura do loiro. - Damon pode ter muitos defeitos que eu sei que tem, e reconheço que pode não ser o sonho de marido, mas é honesto comigo.

- Não estás a ver as coisas com clareza! - protestou ao pegar no braço da loira a impedindo de continuar a arrumar mais peças que fossem. Caroline olhou para ela. - Podes até amar muito o teu marido, mas olha à tua volta. - acenou com a mão livre. - Jasper era feliz, tinha um casamento perfeito, dois filhos maravilhosos e olha só... - pausou um pouco ao respirar fundo, mas logo retomou. - a mulher o traia, e ele era cego ao não querer acreditar que ela realmente era capaz de uma atrocidade dessas, e a verdade realmente acabou vencendo.

- Tudo isso é lindo quando estamos falando da Maria, não do Damon. - e soltou o braço da mão da morena fechando o zipper da mala e a pousar no chão pronta para ir embora.

- Ainda vais me dar razão, e depois estarei aqui...

Caroline simplesmente saiu em silêncio e a morena viu que havia perdido essa "batalha" com a prima. De facto queria ajudar, mas nem sabia mais como podia efectivamente fazê-lo visto que havia usado muitos dos seus argumentos e alguns dos seus exemplos familiares.

Quando voltou para a sala, Jasper estava lá devastado ao ver que nem havia conseguido o que devia. Bella aproximou dele e pousou a mão no ombro com um "fizemos o que pudemos a partir de agora é por conta dela". Esther que estava encostada na porta da cozinha com pano em mãos, mostrava em suas feições tamanha tristeza, no fundo era algo que ia prender a família por algum tempo. E quando as crianças voltassem desse final de semana com a mãe iam dar conta da ausência da tia Caroline.

Contudo, o loiro teria de ser sincero dizendo para os mais pequenos que a tia havia tomado um novo rumo à vida e que não deixava ser a tia favorita só porque já não partilhava do mesmo tecto como antes, até porque eles podiam voltar a estar com ela as vezes que necessitassem, e que bem ela entendesse. Se bem que depois de a ver sair por aquela porta, algumas coisas iam mudar bastante, mas grandinha como ela era, teria de saber separar as coisas, pois os sobrinhos eram crianças inocentes e não tinham nada haver com os problemas dos adultos.

-  Lamento não ter ajudado muito, primo. - lastimou a morena ao pegar a sua bolsa para sair. - Bom agora terei de ir, mas se precisares de alguma coisa liga, está bom? - ele acenou que sim com a cabeça ao abraça-la.

Instantes depois foi Esther quem acompanhou a rapariga até à porta e quando esta realmente acabou por sair, Jasper não estava mais na sala como se tivesse evaporado.

- Ai esses meninos! - disse ela ao voltar para a cozinha pronta a pegar nas suas panelas e pensar no jantar, já que com toda essa confusão havia se atrasado em pelo menos 1 hora.

Sorte mesmo era apenas ter o Jasper para jantar e ela, já que os meninos estavam com a mãe e visitas mais não eram esperadas.

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Após uma ida ao shopping seguida de uma visitinha no novo parque da cidade, Maria retornou a casa com os seus filhos. Nina já ia meio sonolenta até ao sofá quando entraram efectivamente dentro de casa, Tobby estava de braços cruzados e fazendo aquela carinha de malvado, só porque a mãe o havia proibido de brincar com coisas perigosas. Mas é certo que se era perigoso, então era bom manter a distância, contudo, os meninos Whitlock gostavam pouco de ser contrariados.

Mesmo assim alguém tinha de mudar essa situação, ou no futuro seriam adolescentes bem complicados de meter a mão.

- Meninos, o querem para jantar? - Maria perguntou ao sentar no sofá mais ao lado dos filhos. Mas Nina foi a unica que realmente ergueu os olhos à mãe, já que Tobby havia encontrado outro modo de passar o tempo.

- Quero pizza! - respondeu a mais pequena que olhava para o irmão tentando saber se ele estava de acordo. - Mano, pizza? - ainda simpática perguntou, mas Tobby deu de ombros.

- Vou encomendar uma, então.

A morena levantou do sofá pegando o telefone do gancho e distanciou-se até á cozinha para fazer a encomenda. Sorte sua foi que a pessoa do outro lado da linha não demorou muito para atender e registar o pedido, dizendo também que dentro de 1 hora o entregador chegaria.

Sabendo disso, Maria acabou ficando satisfeita e foi preparando a mesa para os três. Contudo a campainha acabou soando e levou alguns segundos para pensar "Mas já?" e então lembrou que estaria fora de questão ser a entrega.

Ao ir à sala Nina pulava no sofá e a mãe já acenava com um "vai para o chão", mas a menina parecia disposta não ceder à ordem da mãe submetendo-se a um processo rebelde.

Por outro lado, disposta a rever Maria, a mulher que anteriormente havia ido na empresa estava justo na porta esperando a alguém abrir. E quando isso realmente acabou acontecendo a reacção da morena ao ver aquela mulher não foi propriamente a mais feliz.

- Posso saber o que a senhora faz aqui? - perguntou de meio termo ríspido.

- E isso lá são modos de falar com a tua mãe, Maria Garcia! - a senhora tirou os óculos do rosto mostrando um sorriso fechado, onde não eram exibidos quaisquer dentes.

Os dois mais novos começaram a escutar a conversa mesmo sabendo que era coisa errada, mas a curiosidade era coisa matava o gato como Esther tanta vez dizia. E de facto Nina foi a primeira a chegar à mãe arregalando os olhos.

- Quem é essa senhora, mãe? - Maria percebeu que os filhos já estavam do seu lado e não havia outra forma de os afastar, então pegou Nina no colo.

- Essa é a avó Roxanne! - respondeu ela o que fez a mulher à sua frente sorrir animada.

A relação de Maria e a mãe era algo muito como gato e rato e raramente as duas entendiam-se bem, sendo que era bem mais fácil manter a distância sobre tudo. E bom, Jasper era a única pessoa que Roxanne adorava e então quando ficou sabendo que ele havia sido traído e que na verdade sua filha não sabia honrar um marido, deixou as coisas bem piores e a relação desde ai só azedou completamente.

Quanto ao fato de não ter um grande contacto com os netos, tudo partia de Maria que não queria de forma alguma que a senhora que ela recusava muitas vezes chamar de mãe pudesse manipula-los. De certa forma isso era possível tendo em conta a um monte de coisas. No entanto, havia um direito de avó e como ela não estava disposta abdicar dele, seguiu com o seu plano em frente, e ia usar dos netos para aproximar da filha.

- Olá avó! - saudou a menina tão querida e fofa ao estender os braços para abraçar a senhora de meia idade.

Tobby aproximou um tanto mais até elas e sorriu ao erguer o seu rostinho pequeno. Roxanne estava radiante em ver os netos e não imaginava em momento algum que fossem tão crescidos.

- Os teus filhos são maravilhosos e a cara do pai! - disse ela na porta ao agachar e pousar a pequena que corria querendo buscar algo para mostrar.

- Ela tem de vir, e comer com a gente. - implorou o menino tirando de seus olhos a sombra de mal disposto com a mãe.

A morena acabou cedendo, e 1 hora depois estavam todos sentados à mesa comenda a pizza que bom, era deliciosa de fazer rir e chorar por mais. Com todo esse apreço, Roxanne acabou ficando a pedido dos netos e uma vez mais contrariada viu que teria um fim de semana bem cheio e pior mesmo era ter a mãe por perto.

- Hora de contar uma história para dormir, que dizem meninos? - ambos pareciam bem animados com sugestão dela.



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