Avançar para o conteúdo principal

Dust in the Wind - Capitulo 34 - Ciúme

Pouco a pouco a insegurança começava a ser uma grande aliada para Elena que em outros tempos nem sabia que tipo de sentimento era esse. A verdade é que olhando agora para o presente, ele existia e não tinha como negar.

A verdadeira razão estava numa determinada jovem, cujo anteriormente havia idolatrado imenso por ser uma tão grande amiga do namorado. Só que agora essa idolatração toda ia para o cano, pois aproximação toda de Meredith para cima de Stefan a deixava comida até aos olhos, pelo simples facto de não gostar, por ele apenas ser seu.

É certo que ela já tinha um determinado ódio por Katherine que havia sido uma pedra no seu sapato, agora ter outra pedra no seu caminho já era demais. Ela até podia estar errada com todas inseguranças e mais algumas. Mas a verdade é que qualquer de senso comum iria pensar da mesma forma, se já não pensava.

Ela bateu o diário no cimo da cama tão irritada que por mais que quisesse ser forte, ela não conseguia, pois aqueles pensamentos controlavam mais a si, do que ela a eles. Respirou fundo umas tantas vezes, mas isso apenas contribuiu mais para ficar com raiva, apesar de ser um sentimento tão forte e mais ao mesmo tempo destrutivo.

Bonnie, que havia combinado de se encontrar com a amiga, entrava naquele instante na residência sendo muito bem recebida por Jenna que mostrava sua preocupação com poucas e boas palavras.

- Não sei o que mais fazer ou dizer, ela continua igual! - a morena balançou a cabeça guiando-se em seguida pelas as escadas.

Uma vez no andar superior ela aproximou vagarosamente do quarto da amiga e deu dois toques, onde não obteve resposta, mas abriu e olhou dentro, ao qual viu Elena alterada e de certo que entendia sua mudança repentina.

- Lena! - mesmo assim atreveu-se a chamar por ela, ao qual foi correspondida com um olhar. - Está mesmo tudo bem? - perguntou ao aproximar da cama para sentar e assim encarar a jovem com mais pormenor.

- Não, não está nada bem, porque eu nunca tenho sorte nenhuma.. porque é um erro voltar para um ex-namorado! - ela vociferou frontalmente.

- Como? - Bonnie não entendeu a conotação das palavras, a outra suspirou parando de andar de um lado ao outro e sentar também na cama novamente.

- Eu não era assim, se bem me conheces, eu era alguém divertido, trapalhão e ainda por cima olha só para o que me tornei! - ela apontou para si mesma. - Uma menina responsável, prestes a ser mãe e... - ela baixou a cabeça. - Prestes a ficar sozinha.

- Não digas disparates, o Stefan adora-te! - falou a jovem Bennett aproximando da cama ao qual sentou de imediato a pegando as mãos da amiga que de certo modo estava agitada.

- Se adorasse tanto como dizes não andava ai de cima a baixo com a Meredith! - desabafou deslargando as mãos da outra e sentar agora em pernas de chinês no chão frio bufando.

A outra começou a rir mesmo que soubesse que a amiga ia protestar em tanto por ver que uma frase como essa não era levada a sério.

- Não te rias, é sério o que digo! - pegou num travesseiro o atirando em seguida. - Já falei que sou ciumenta com garotas que colam onde não devem! - irritou-se toda ela a falar, o que fez a outra se estender os braços rendida.

- Tudo bem, tudo bem!

A conversa de ambas podia durar por um dia inteiro se não fosse Jenna a surgir no quarto da sobrinha e as chamar para lanchar, pondo assim o fim a conversa, que no fim de contas não ia levar a lugar algum.

É certo que quando alguém via maldade em tudo, era difícil alterar esse ponto de vista, por mais vontade que a pessoa tivesse ao querer ajudar. Por outro lado, era sempre mais simples deixar o assunto morrer e começar outro mais banal só para deixar o ambiente um tanto mais suave.

************************************************************************

Largado na leitura estava Stefan que mesmo alheio ao que por lugares ai se passava, apenas se penetrava na verdadeira importância da família e de como ela olhava os seus dias, de uma forma generalizada. É certo que nada disso ia mudar, porque o passado fica sempre guardado lá, e o presente é tão diferente que começa e acaba no instante seguinte.

Quando começou a ficar com a vista cansada, ele acabou por fechar o livro que a umas tantas horas lia em sua maior concentração, olhou a sala a vendo vazia. Lá na sua luta pela preguiça levantou e colocou o livro no seu lugar, e sem mais subiu as escadas por passo por passo, quase de caracol, mas era como ele estava, cansado e preguiçoso.

Ao enfiar-se dentro da cama, deixou-se ficar por observar o tecto e sem querer, começou a pensar em Elena e no modo como a relação do nada havia mudado, talvez para pior. É certo que as coisas não estavam boas, mas ele não havia feito nada para que piorassem, certo?

Lá no seu esforço pegou o aparelho telefónico digitando o contacto da morena e a seguir coloca-lo ao ouvido esperando ela atender, em uma remota hipótese.

Por outro lado, Elena acabava de voltar para o quarto logo após se despedir da amiga quando ao atravessar a porta indo directa até ao roupeiro para tirar o pijama viu que o aparelho piscava. Ela podia jurar para si mesma que não ia nem atender, fosse quem fosse, porém vencida por mil e por cem, ela aproximou-se mesmo do aparelho, vendo o nome a piscar na tela "Stefan".
Naquele ponto, ela deu um breve suspiro encarando de volta a porta e pensar consigo "talvez seja bom atender e esclarecer tudo de uma vez" e depois desse pensamento cerrou os olhos no ventre o acariciando enquanto que a mão livre ia até ao aparelho primando no botão de atender.

- Elena! - aquela voz embargada de Stefan fez a rapariga subir o aparelho ao ouvido e ir directo para a cama sentar, pois seu instinto falava que a conversa seria longa.

- Diz! - ela respondeu seca e curta.

- Está tudo bem contigo? - perguntou ele preocupado, embora a voz nem sempre conseguisse mostrar o que na verdade ele sentia. - Eu não liguei só para isso, se é o que vais perguntar... - antecipou-se. - Na verdade, acho que nos últimos dias temos andando a evitar-nos.

- Temos? - ela perguntou de forma sarcástica.

- Sim, Elena! - ainda assim ele respondeu, mesmo que advinha-se um revirar de olhos da namorada no outro lado, coisa que ela sempre fazia. - Embora vás duvidar, porque é o que sabes fazer de melhor, eu sei que sentes ciumes da Meredith! - ela começou a mexer no travesseiro irritada.

- Porque acho que sempre consegues falar nela, de facto só podes gostar dessa moça! - ela começou a falar com maus modos para o namorado. - É sério, se quiseres a gente termina e vocês os amigos perfeitos, passam a namorados, porque é o que ela quer! - Jenna surgiu na porta ao ver a voz da sobrinha altivar.

- Elena! - repreendeu a tia na porta, mas a jovem estava tão mal humorada que a mandou sair num gesto repugnante.

- Não irei discutir esse assunto pelo telefone, amanhã a gente conversa! - e assim encerrou a ligação justo na cara da morena.

- Stefan! Stefan, ainda não terminei! - mas já estava a falar para o "Tum, tum" da queda da ligação. - Ai que ódio! - e lançou o aparelho para o pequeno sofá de canto.

************************************************************************

No meio daquela fuga toda, a jovem já se sentia cansada e a deitar abafos pela boca se encostando a uma árvore e gradualmente deitar na grama fria da noite. Na sua ideia, ela precisava dormir, pois toda essa canseira se resumia a um belo descanso, contudo pensar em fechar os olhos era dar uma bela oportunidade a quem ela queria se livrar de a encontrar, e isso significava voltar para aquela maldita cabana. "Isso não, jamais" pensou ela ao esfregar os olhos e levantar de novo.

Uma vez decidida a continuar, ela chegou até a estrada de sentido norte, sul, onde carros passavam a todo o gás, embora fossem escassos os que por ali passavam. Mas numa de conseguir sair dali, começou a fazer sinal de paragem, mesmo que sua mãe em outras alturas a alertasse para o cuidado com boleias de estranhos.

Só que o desespero era tanto de sumir, que ela estava disposta arriscar mais um tanto, depois de tudo. E assim um carro preto abrandou a velocidade parando mesmo do lado de Caroline e baixar o vidro.

- Moço! Obrigada por ter parado, não imagina o quanto estou aflita para sair daqui. - ele abriu a porta para ela entrar, e sem olhar para trás ela acabou mesmo fazendo isso.

- E o que faz uma menina linda nesse lugar perdida? - perguntou ele ao retomar o caminho.

- Uma história complicada, que se me permite irei mante-la no anonimato. - ele assentiu face ao pedido dela. - Para que sentido está a ir? - questionou perdida olhando para os lados.

- Atlanta! - respondeu ele. - Porque?

- Sou de Mystic Falls, e gostaria de ir para casa, isto claro se o senhor puder me deixar lá! - sussurrou ela corando um pouco.

- Mas é claro, irei ali naquela rotunda virar e seguimos de imediato!

- Obrigada!

Pelo resto do caminho instalou-se o silencio, Caroline quase que já dormia com a cabeça encostada no assento, e o senhor de aspecto simpático entrou no trilho que dizia "Mystic Falls Center".

Ao atravessar depois essas ruas largas, ele necessitou de acorda-la para assim poder questionar de onde ela queria ficar.

- Menina! - abalançou levemente o braço dela, até ela abrir os olhos e acordar. - É aqui? - perguntou ele andando em marcha lenta.

- Já chegamos? - ela esfregou os olhos inacreditada. - É aqui, sim.. alias eu posso ficar por aqui, se não se importar!

- De maneira alguma! - ele parou o carro para que ela pudesse sair.

- Obrigada uma vez mais, o senhor foi um anjo caído do céu! - falou ela ao debruçar-se na janela do carro e se afastar acenando enquanto o carro simplesmente sumia.



Comentários

Mensagens populares deste blogue

One Shot - Bella - Carta para Edward Cullen

Meu amor... Como é estranho voltar a dizer estas palavras... Palavras que durante meses  atormentarem-me sempre que eram proferidas, por mim ou por outros, faziam-me desabar, chorar. Agora não me canso de as repetir. Porquê? Bem, porque elas significam que voltas-te. Significam que o meu coração voltou a bater, que eu voltei a existir, que deixei de ser um robô triste e amargurado. Agora posso afimar (e até gritar paa quem não quiser acreditar) que eu, Isabella Swan, voltei a viver e a acreditar no amor, na felicidade, que deixei de ser um ser sem alma, sim porque quando voltas-te não só trouxes-te a minha alegria de viver e o meu coração como também a minha alma. Alma essa que, tal como o meu coração, pertence-te. Por favor... Não voltes a deixar-me, porque o meu coração não vai aguentar  perder-te uma segunda vez. Tu és a minha vida! Edward Cullen, tu és a razão de eu existir e continuar viva. Se alguem perguntar a banda sonora da minha vida eu respondere...

Diário de Rosalie Hale - O casamento de Edward e Bella parte 2

Sábado, 3 de Julho " O casamento de Edward e Bella parte 2 " Querido Diário: Depois de ditos os repectivos "sim" demos inicio a festa da boda, todos os convidados estavam absolutamente deslumbrados com o vestido de noiva de Bella, claro que Alice conseguia saber tudo e tinha um grande gozo nisso. Edward nao tirava os olhos de Bella o tempo todo, os convidados sentiam-se tentados a ver a cena de tanto amor no ar do casal mais perfeita da festa. Eu por minha vez senti-me tao feliz vez a felecidade enorme deles uma realidade quase impossivel, era um sonho que de um livro tinha-se tornado uma realidade. Sim Edward estava amar, coisa que ás uns anos era impensavel acontecer.  Como estava curiosa quanto a opiniao dos convidados fui ter com algumas pessoas. Encontrei Renné a mae de Bella quase em lágrimas.  - Entao Renné como se sente por ver que sua unica filha agora é uma mulher casada? - perguntei. - Muito bem, ela merece tudo de bom, ela vai ser muito...

Diário de Rosalie Hale - Uma vingança Atroz

Segunda-feira, 18 de Fevereiro " Uma vingança Atroz " Querido Diário:  Sentia raiva dentro de mim, ao saber que o homem que tanto amei, fez o mal que fez, estava agora a rir-se de mim consolado com seus amigos e vibrando com o copo cheio desse maldito álcool.  Decididamente montei um esquema onde mataria um por um, deixando para o fim o Royce King, o maior alvo abater. Ainda no meu closet desta modesta mansão procurei no roupeiro um vestido de noiva., e vestiu-o para o efeito de um casamento, podiam achar-me louca, ou talvez desequilibrada  mas uma coisa era sempre garantida eles teriam que morrer.  Sai de casa num forma bem ousada para a acção, o primeiro efeito a provocar no homem seria o seu destino fatal. Esme tentou demover-me da minha acção, porem foi ela tambem em vao, porque que os meus olhos sedentos viam era a dor desses malditos.  (...) Em pouco tempo tinha morto 6 homens, faltava ele, a sua morte seria diferente de todos os...