"Oh noite terrível que não me deixas nem levantar". resmungou enquanto vencia a dura batalha da preguiça. Tirando isso e coisas mais, nem lembrava o que havia acontecido na noite anterior, apenas que havia revirado uns tantos copos de tequila.
Ia confiante para tomar o meu banho matinal no meu w.c, quando por acaso encontro umas calças jeans no chão. Ergo de imediato os olhos ao tecto pensativa. "Que fiz eu?"
- What the hell.. - Comecei a dizer enquanto entrava e trancava a maldita porta atrás de mim. Não conseguia lembrar da onde tirara aquilo ou de onde havia vindo, se bem que já imaginava um belo de um histórico. Bebida, muita bebida e homens, Damon, Elijah e Kai. - Oh, não. - lamentei. Saio do w.c aos tropeços quando um cheiro de café invadiu minhas narinas a provocando aquela coceira do nariz.
Segui um rastro de cheiro a café pelo corredor fora e apenas me levou até onde esperaria, a cozinha claro. "Não".
– Bom dia. - disse ele oferecendo uma caneca com café. - Estás com uma cara péssima! - ele disse fazendo uma careta para mim, bem do costume de quem gosta de ficar na minha cola mesmo.
Mais ou menos convencida ainda atrevi a sentar, estava na minha própria casa, vá isto não é uma casa é mais um "AP", apartamento só para não deixar o meu cérebro mais tosco que já está. Indo...
– Hum, o que aconteceu ontem? - perguntei sem jeito, até estava com aquela maldita impressão de que uma certa rubrizidade me envaida as bochechas.
Ele sorriu torto, o seu sorriso habitual e pendeu apenas com um braço sobre o balcão escuro.
– Relaxa, eu também não me lembro muito bem. Na verdade eu só lembro de alguns jogos, tequila e vodka. Aliás aquela vodka estava mesmo boa, não achas? - forcei um sorriso sem graça alguma.
Como ele ainda tinha vontade de sorrir? Eu estava tão agoniada que se pudesse enfiava-me no primeiro buraco.
– E roupas espalhadas pela casa... - completei pendendo a cabeça para o lado direito, embora uma mexa chata caísse nesse momento e me visse obrigada a pender para o outro lado. - Não estávamos sozinhos, quer dizer e os outros? - umas pequenas lembranças toscas da noite começavam a surgir na minha memória analfabeta.
– Não sei. - gargalhou como se aquilo fosse motivo para rir. Certamente que para Damon Salvatore, mas não para mim. Mesmo assim tentei entrar no humor. - Eu acordei no chão, sem cuecas. - abri bem os olhos com aquela revelação, e involuntariamente mordi o lábio.
"Há não, será que fui mesmo para a cama com ele? Porque não lembro, ele é todo delicioso, ai que pedaço de mau caminho". Respirei fundo e balancei a cabeça enxotando os pensamentos maldosos, logo olhei para ele colocando um sorriso falso de alegria.
– Eu dormi na cama, sem roupa mas de algum modo nada aconteceu, certo? - rodei os olhos umas duas ou três vezes enquanto o encarava.
Ele apenas encolheu os ombros como se os meus pensamentos estivessem totalmente errados. Será que tinha mesmo acontecido e na pior das hipóteses não apenas com ele? "Elena és mesmo uma vadia".
– Não podemos dizer isso antes de nos certificarmos com os outros. - Damon rebate. - Meu Deus, como vou encarar eles no hospital hoje? - questiona-se ele colocando as mãos no rosto envergonhado.
Comecei a rir do seu sarcasmo completamente absurdo. Francamente não podia temer nada já que era o mulherengo do espaço. Mystic Falls não falava de outro médico bonitão que fosse rodado como salsicha. Sim, esse moreno de matar, de tirar o meu fôlego, que me deixa louca e que quando grita comigo eu fico molhada. "ups". Só que fique entre nós, isto não pode ser escutado por mais ninguém, tenho uma reputação de médica a manter, ou irei perder credibilidade com os meus pacientes.
– Ora, finge que nada aconteceu, do mesmo modo que fazes lá com as pobres das enfermeiras do quarto piso, ou será do quinto? - ataco pensativa, mas logo a cabeça me pesa. Era a porcaria da ressaca. - Por acaso não estás nem um pouco atrasado, não? Deves ir para o hospital!
O "gostosão" do Damon revira os olhos para mim, mas gostava mesmo quando ele fazia isso, porque no fundo ele entendia que os meus sinceros comentários de aviso eram como ordens de "vai embora".
– Sim. - diz enquanto levanta e bebe um ultimo gole do café e passa do meu lado só de cuecas. - Podes por acaso só me dizer por onde estão as minhas calças? - ele grita da sala de estar revirando as almofadas.
Apenas ria imenso com aquilo, o meu café realmente estava uma verdadeira delicia, mas o melhor chantilie era o Damon à busca das calças jeans no meu apartamento. Levei dois dedos aos lábios bem animada.
– E só para que fique claro, não gosto de balburdia, então elas estão na frente do meu w.c, que por acaso fica do lado do meu quarto. - grito de volta, embora mais humorada que inicialmente.
Depois de alguns minutos ele acaba por voltar e sussurra no meu ouvido.
- Se alguma coisa aconteceu ontem e não lembro, saiba que estou muito arrependido de ter bebido até cair, pois adorava descobrir o que aconteceu... - sorri semicerrando um olho bem fresquinha.
Damon pega nas suas coisas e afasta até à porta dando uma piscadela para mim antes de voltar para a sua atenção definitivamente à porta. A minha respiração até parou nesse momento, mas que problema esse homem, não? Quem me dera lembrar tudinho, nunca mais irei beber, juro, juradinho...
Dou o meu último trago no café e pouso a caneca na pia correndo de volta até ao w.c em busca de um analgésico para a dor de cabeça. Com um pouco de sorte ate acharia uma aspirina.
(...)
Mais tarde no hospital, achei no final do corredor do piso 10 o Dr. Mikaelson, parecia bem atento enquanto analisava um caso de uma paciente que tencionava aumentar os seios. Bom ele era o melhor cirurgião plástico da cidade, se não do próprio estado. Embora muito convencido e achado o maior galinha. Sim, ele tinha uma certa mania de que conquistava todas com o seu charme de galã potente.
Até eu já havia caido uma ou duas vezes no seu conto do vigário.
Quando trocamos olhares senti que até ele estava com aquela dificuldade em perceber o que havia acontecido na noite anterior. Aposto que tal como eu, queria muito saber os detalhes, a pior e cruel duvida caia nos outros. Bom, Damon havia sido bem claro em que não estávamos apenas nós dois lá no grill, então além dele estava o Elijah e quem mais?
– Implantaremos o silicone que ela preferir, afinal ela é a paciente, eu apenas sou o cirurgião que irá seguir o procedimento. - disse a uns dos internos que o rodeavam com uns sorrisos ansiosos para entrar em um novo caso.
Ai nesse instante lembrei de mim, a pura e aprendiz Elena que não dava uma para a caixa até aprender a suturar perfeitamente e quase cozer demais uma boca de um paciente quando a coisa que devia suturar era o lábio inferior. "Velhos tempos".
– Vou deixar algumas amostras aqui para levarem para a senhorita LaMarchal escolher. - Elijah diz colocando uma bandeja na frente dos alunos com quatro tipos diferentes de silicone.
Como os internos pareciam meramente encaminhados, ele deu as costas para eles e claro que isso resultou em um choque, cara por cara. Por mais que ele fingisse que não me tinha visto, eu sabia bem que era mentira, porque havíamos trocados olhares, indiscretos é certo, mas haviam sido trocados.
– Olá para ti também! - cumprimenta casualmente enquanto guarda uma das suas canetas de colecção no bolso da bata branca.
– Olá! - respondo sem jeito, enquanto guardo as mãos nos bolsos e as pressiono na cintura.
– O que foi? - questiona curioso.
Claro que não era boa a mentir, muito menos de ocultar o quer que seja dele. Elijah era um perito em leitura de olhos e lábios. "ótimo agora só falta rir na minha cara, porque mereço".
– Nada, Elijah. Só queria saber o que aconteceu ontem, por acaso lembras? - atrevi a questionar a respeito meio envergonhada, é certo. E na pior das hipoteses nem devia ter feito a pergunta.
– E estavas comigo? - começou a coçar a nuca bem confuso.
"Ele não lembra de nada, literalmente". Mordi o lábio inferior desviando uns centimentros para o lado o rosto. Bom, até agora ninguém lembra, quer dizer o Damon e o Eijah não.... mas resta um, ai... Fecho os olhos encolhendo um pouco os ombros.
– Oh não, também não lembras? Ótimo. - virei os olhos para ele, suspirando tristemente.
– Não aconteceu nada, certo? - disse ele, enfatizando a voz no certo. Se bem que havia uma ligeira insegurança.
– Eu não sei. - Choramingo.
– Espero que alguma coisa faça nos lembrar, mesmo que seja a maior vergonha das nossas vidas.
Assinto e afasto dele caminhando na direcção oposta à dele para o balcão onde existia um gabinete com os prontuários dos pacientes. Enquanto pego uns dos prontuários, percebo que todos atrás de mim olhavam com rabo de olho ou cochichavam uns com os outros, o que só fez o meu arrependimento aumentar em queda livre. "Esta é a minha maior vergonha do tempo".
(...)
Um flash back à noite anterior no grill...
Depois de um turno exaustivo para todos os médicos do Mystic Falls Hospital, todos os amigos se encontravam no Grill, um famoso point de Mystic Falls, um barzinho que fica no centro da cidade. O lugar era perfeito para quem tencionava afogar suas mágoas ou esquecer do mundo. Sempre há uma mesa ou um banco vazio acolhedor para quem aparecer. Nessa noite em especial estava tendo um concurso de dardos, onde quem perdia tinha uma tira de tequila a sua espera no balcão. Pois bem eu cá não era nada boa em dardos, na primeira iria perder e obrigatoriamente pagaria rodada.
Entre conversas paralelas ouvia-se sobre tudo, desde como tinha corrido a cirurgia do Laughlin até como uma receita de muffin era tradicional na família de uma das internas do hospital.
E mesmo ali no outro canto do balcão do bar, o Salvatore não tirava os olhos de mim, parecia a comer-me, pode isso? É certo que depois de uma temporada extensa na Europa ele tinha chegado em Mystic Falls há poucos dias e o havia seduzido na primeira vez sem nem mesmo termos trocado duas palavras sequer.
Damon parecia bem quieto enquanto observava, na sua frente existia uma copo com meio whisky, talvez estivesse à espera do final da noite para saber onde tudo iria acabar. Enquanto Rebekah que por acaso era uma loira bem bonita, se não a mais conhecida como "doutora Barbie", dizia alguma coisa sobre bebés para ele, ouviu também Elijah propor o concurso de dardos. No mesmo instante todos se animaram e se dividiram em dois grupos: os dos atendentes contra os residentes. Aquilo não ia terminar nada bem.
Várias rodadas foram passando pelo balcão. O pobre do Matt que estava fazendo turno só abria novas garrafas e deitava as velhas no lixo. Quase todos, se não mesmo todos, já haviam perdido e bebido uma boa quantidade de álcool. Ou seja, quase todos já estavam praticamente bêbados, uns apenas seguros pelo balcão, outros seguros não sei pelo quê mesmo. Foi então que uma banda mistério começou a tocar no mini-palco com um ritmo leve mas bem dançante com um cover de Holding On For Life. Incrivelmente os meus amigos dançavam, outros simplesmente bebiam enquanto dançavam. Talvez achassem isso divertido, creio. Era como se a vida deles dependessem daquilo e aquilo mesmo. Na melhor parte da música alguns pagers deram sinal de vida, com um 911 nas telas, mas tão alcoolizados que estavam nem deram caso a nada. Até mesmo eu achei por bem ignorar, era a minha noite de folga, vá lá. Contudo o sinal era bem insistente, e o caso deveria ser mesmo sério para interromper o bom serão de noite pelo qual mergulhava.
Então nós quatro amigos, eu, Damon, Elijah e Kai, mesmo sem olharemos uns para os outros fomos embora juntos sem questionar.
Chegáramos mesmo a entrar no serviço de urgência com nossos ares de cara de pau, aquilo estava um verdadeiro alvoroço, como se todos fossem aquele grupinho do baile de formatura que se esgueirou pra fora do lugar para beber. Todos os funcionários do serviço pararam e simplesmente nos encararam, havia até tem fazia piada do caso, outros apenas riam. "Belos internos que me caíram, belos colegas". Entretanto um interno chegou no nosso calo e sem mais nem menos pareceu um residente dando ordens a um interno. Conclusão, por uma noite já virava a interna do Mystic Falls Hospital, incrível.
– Hey, tu ai és um Neuro, hoje vais operar três cérebros ao mesmo tempo. - Ashley falou com maior ar autoritário para Kai que logo perdeu o pio.
Ao assistir aquilo não me contive precisei mesmo de rir, claro que bem ao meu lado tinha o Elijah, bem como Damon. Embora alguns internos estivessem connosco lá no grill no momento em que todos fomos chamados.
– Tu és interno, vai fazer suturas e dar pontos. Eu duvido! - rebateu Elijah rindo. Enquanto eles gargalhavam, bem animados por sinal, no entanto Dra. Summer apareceu na frente deles, acreditem ou não o seu ar estava bem sério de meter medo.
Encolhi meus ombros e fingi que aquilo não era nada comigo. Ponderei mesmo abandonar os meus colegas e dar uma escapadela para algum buraco algures, mas ela começou com o seu ar mandão de "nazista" segundo os internos do hospital.
– Vocês todos estão bêbados? - indaga ela, parecia bem decepcionada. - Nós temos um acidente de um comboio a chegar. Grayson, Stelle, Grey, Torres e Robbins, vocês ficarão sóbrios nem que seja com palmadas, estão a escutar bem o que digo? Vocês quatro, vocês estão péssimos e sem condições nenhuma de praticar qualquer tipo de medicina, eu não bipei você, então não preciso de gente caindo em pedaços de álcool, vão para casa curar essa ressaca e amanhã não venham tarde, porque se bem me lembro o dia começa bem cheio aqui.
Sem chance de poder dar uma palavra contra, vi a oportunidade de ir embora sem ou menos ter de suportar mais ninguém ali. Acabei na rua como os outros 3. Olhem só este quarteto. "oh dó de mim".
– A bebida pode ser sempre uma desculpa? - imploro rindo ao sentir a brisa bater no meu rosto, onde os meus cabelos voam levemente. - O que tencionam fazer agora? Não me digam que a noite vai acabar assim. A sério? - Choramingo meio mimada. Agora sim o meu ego estava mesmo "alto".
Olho os três, e apenas um estava com ar pensativo. Não é à toa que escolhera apenas ter um relacionamento com um neuro cirurgião, ou um cirurgião de plástica, bem como um cardiocirurgião. Todos eram bons gatos, confesso. Mas aqui a morena que por acaso sou eu, não sou nenhum pedaço de deitar no lixo.
– Que tal um jogo? Que possa incluir bebidas? - sugere Kai caindo em risos.
Se não me engano era talvez o mais bêbado de todos nós, embora o mais sério também que logo em seguida ponderava ir para casa já a perder o gosto pela ideia alegando que precisava de seguir as ordens da dra. Summer.
– Qual é o problema Sr. Sério, um jogo, deve ser divertido. - disse Elijah com uma cara travessa, inclinei a nuca para ele.
– Vamos, vamos, vamos! - acabei com o clima dando pulinhos igual uma criança fazendo pirraça e os empurrando atrás de mim.
– Ok, tudo bem, mas que não vou demorar. - alertou Kai todo sete horas.
Ficamos uns minutos a discutir para onde ir, até que chegamos à conclusão de iremos para a meu apartamento, que ficava logo depois de umas quadras do hospital. Enquanto andávamos e cantávamos como loucos paranoicos estudantes que vinham de mais uma noitada, pois no dia seguinte era dia de aula. Chegamos no prédio onde vivia. O maior problema veio logo ali ao procurar nos bolsos pela maldita chave, melhor por ter esquecido o código de entrada. Ai o esperto do Damon começou a carregar em vários botões para chamar os vizinhos abrir a porta. Era uma vergonha de todo o tamanho, mas só riamos como tolos. Eram cerca de 4 horas da madrugada.
Após esse episódio sórdido, um vizinho alma decente abriu, entramos e subimos até meu andar. Dentro do apartamento estávamos bem soltos. Damon já tinha caído no sofá como pato, Elijah corria a tela dos cd's procurando um bom som, e Kai, bom ele andava num cá e lá à procura da melhor garrafa do qual abrir.
Desse modo vendo que os rapazes estavam bem entregues na confusão deles mesmos, entrei na cozinha para pegar uns copos se não quisesse beber junto com eles do gargalo da garrafa.
Quando entrei na sala deixei de os reconhecer, ao primeiro ato de visão eles nem pareciam médicos bem conceituados, por outro lado se continuassem naquele mistura aqui e mistura ali iam cair no coma alcoólico.
– Então, como vai ser esse jogo? - curioso, Kai um pouco mais animado agora perguntou.
– É conhecida como "I never". - começa a explicar Damon. - tens que dizer uma coisa que nunca fizeste.
Comecei a coçar a nuca bem confusa, e deixei-me sentar no sofá vazio após deixar os copos na mesinha de centro.
– Hum, interessante. - estiquei um copo a cada um deles.
Elijah serviu tequila a cada um. "ótimo a tequila novamente".
– Se já tiveres feito essa coisa, tens que beber! - indica Damon levantando da posição fetal e pegar o copo com um sorriso presunçoso.
– Gostei da ideia, vamos jogar. - Elijah pousa a garrafa e ergue seu copo. - Eu vou começar. Eu nunca tive sexo com homens. - e a primeira a beber sou logo eu claro. "Mulher".
Assim que a brincadeira foi fluindo pela noite dentro, eles começaram a perder o senso de quem eram eles mesmos. A certa altura até chegamos a parar com a brincadeira daquele jogo tosco e só tentamos travar um diálogo normal. Mas ai percebo que de normal nada acontece e bêbados como estávamos, o resultado nunca seria bom. Então sem complexos ou vergonhas, tomo as rédeas da situação arriscando de forma calculista. Em pouco tempo o jogo havia mudado de regras e agora aquele que bebesse mais um copo que fosse seria obrigado a tirar uma peça de roupa. "Hum".
– Agora sim, isto aqui está a começar a valer a pena. - disse Damon olhando para mim já sem camisola.
– Ok, muito bem, já são mais de quatro da manhã eu vou embora. - diz Kai acabando com a graça, e percebendo no que a noite acabaria, não quis ficar nem mais dois minutos com eles.
Como Elijah estava quase desmaiado no sofá de tanto álcool brindar dentro de si, Kai achou por bem leva-lo, afinal não ia cair nada bem a mim ter que ficar com ele na minha cola a noite toda. Até porque cuidar de um é complicado, três é demais.
Assim que os dois se foram, Damon deu um pulo no leitor de cd's e pegou o primeiro que encontrou na estante. Deu play e a batida que suou era eletrônica. Ele sorriu para mim e claro que acabei por sorrir igualmente afinal a minha companhia já estava boa mesmo que comecei a dançar bem lado a lado ou melhor frente a frente com ele.
Horas depois estávamos nós deliberadamente deitados no carpete da sala sem nenhuma roupa sobre nós, por outras palavras estávamos nus e o clima havia aquecido de tal modo que havíamos caindo no sexo. Levanto de imediato do chão e dou uma corrida até ao quarto, onde acabo por me trancar.
Deitei na cama ainda inconscientemente e dormi até de manhã.
(....)
Na tarde seguinte, no hospital...
Estava sentada numa das mesas do bar do hospital, as minhas mãos estavam bem coladas na minha nuca. Damon apareceu e deitou o seu tabuleiro na mesa, sentou como se nada fosse por me ver assim ficou preocupado.
– Hey, o que foi? - tentou saber, quando larguei as minhas mãos da cabeça para encara-lo mais séria possível.
– Lembrei. - Choramingo ao confessar, sentia-me um pouco constrangida.
– Oh não, passamos vergonha, não passamos? - lastima ligeiramente ao coçar a nuca como quem coça por conta do piolho.
– Elena lembras-te? - pergunta Elijah chegando na mesa e realmente juntar-se a nós.
Lembrar o incidente da noite já era constrangedor, agora ter que confessa-lo para eles era pior que imaginado.
– Nós estávamos jogar um jogo, qual mesmo o nome? - pergunto mais pra mim mesma do que para eles.
– "I never". - responde Kai como sendo o ultimo dos rapazes a juntar-se na conversa. - Eu lembro de tudo. - diz ele com maior calma.
Eles comentam a vergonha que passaram, mas eu omito o que aconteceu depois dos dois outros amigos terem ido embora. Preferia ter aquela lembrança só para mim, já que provavelmente isso não se repetiria, enquanto Damon se imaginava um dia, a levando para cama nem imaginando que mesmo inconscientemente isso já tinha acontecido. "Oh céus eu e o Damon foi sexo no chão". Rio mais para mim lembrando isso. Não ia esquecer tão cedo isso, não.

Comentários
Enviar um comentário
Comenta deixa aqui a tua opinião :)