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Dust in the Wind - Capítulo 45 - Traição à porta

Na manhã seguinte já toda a cidade tinha conhecimento do acidente, menos Caroline. Elisabeth achava por bem poupar a filha, visto que se tratava de uma situação delicada.

Mesmo assim disposta a poupar de tudo a sua filha, o tiro acabou saindo pela colatra quando telefonemas começaram a cair. Obviamente que Caroline percebeu logo algo errado ali, e não conseguia perceber quais seriam os motivos que faziam a mãe não atender o telefone.

- O telefone não cala, vou atender! - disse ela ao colocar o aparelho e colocar no ouvido. - a xerife ficou logo em pânico e verdade seja dita que o telefone escorregou logo das mãos da garota.

- Filha! - a mãe correu em seu auxilio, a filha estava completamente abalada.

- Ele teve um acidente, mãe... - foram as palavras que ela conseguiu deixar escapar dos lábios.

- Vai acabar tudo bem, meu anjo. - tentou consola-la. 

Era dificil ficar quieta naquela complicada hora e tudo o que Caroline queria era ir direto para o hospital e ficar do lado do namorado até quando acordar. Francamente, a mãe acabou por ceder e acompanhou desde logo a filha, afinal ela não estava minimamente em condições de sair por ai sozinha. 

Uma vez lá, foi possivel ver muitas pessoas, claro que no meio de muitas delas, Caroline reconhecia a sua melhor amiga, Elena, Rebekah que vieram desde logo ao seu encontro e dar um pouco de consolo que tanto precisava.

- Sinto muito Caroline! - sussurrou Elena no ouvido da amiga enquanto abravaçava. 

Ao entrar por ali Cami começou a bater palmas, todos olharam na sua direção em reprovação por sua atitude tão insensivel. 

- Tens uma lata de aparecer aqui sua vadia! - reclamou Rebekah com uma voz bem alterada.

- Só vim ver como está o meu querido, é que fiquei a saber que ele sofreu um acidente e bom, esta pode ser a ultima chance que tenho de o ver. - Caroline não deixou aquilo barato e acabou por interrompê-la.

- Cala essa boca suja ou eu não respondo por mim... - gritou ela ao qual a seguram para não se deixar levar pela raiva que sentia do momento.
- Não desças ao nivel dessa desclassificada! - argumenta Elena ao acariciar os cabelos da melhor amiga. - E por favor já deves ter percebido que não és bem vinda aqui, sai! - desta vez falou direto para Cami.

Camille não viu outra alternativa que não ir embora, já que aquelas pessoas em nada iam deixa-la aproximar do ex-namorado por um segundo que fosse. 

- Tudo bem! - e dás as costas para as pessoas satisfeita com o serviço prestado.

Após a saida daquela louca, a loira recuperou a sua tranquilidade novamente, desse modo Elena acompanhou-a até à máquina para tirar uma agua. 

Uma meia hora mais tarde, um médico atencioso e de bata branca apareceu na sala com um prontuário em mãos. Todos esperavam noticias, todos estavam ansiosos que mal viram o homem não deram margem para tempo de rodeio. Pelo menos algumas noticias que o médico tinha para falar eram animadoras e dentro de algumas semanas Niklaus iria recuperar consideravelmente. Em contra partida havia um aspecto negativo no histórico dele, e nem tão bem era lidado por pessoas de fora.

- Como assim doutor, ele não lembra de rigorasamente nada? - Caroline perguntou incrédula.

- Lamento, o acidente do seu namorado causou alguns danos cerebrais e algumas das consequências são a amnésia seletiva. - explicou atensioso.

- Isso quer dizer que existe uma derradeira oportunidade dele lembrar de tudo, certo? - antecipou-se Rebekah esperando uma resposta positiva.

- Sim, é verdade... embora a um determinado tempo, que para já é bem dificil de quantificar. - foi tudo o quanto esclareceu.

Assim que foi dado o esclarecimento alguns dos visitantes poderam acompanhar o médico até ao leito onde Niklaus estava. A loira não conteve as suas lágrimas ao vê-lo preso numa cama de hospital, ainda mais ligado por fios que davam um suporte de vida mais alternativo à sua recuperação. Elena percebeu angustia da amiga que sussurrou algo baixo "é tudo procedimento normal do hospital", mesmo assim nada fazia aquela pobre garota sair dos seus sentimentos de medo e angustia permanente. Assim que o senhor Mikael chegou a primeira coisa que fez foi abraçar a pobre jovem, pois apesar de não ser constantemente um pai presente não gostava de modo algum ver o seu unico filho naquele estado.
***

Pronta para encontrar-se com Elijha, Katherine recebe uma mensagem de um numero que não conhece e presa pela curiosidade acaba abrindo a mensagem e a lê e depara com um monte de barbaridades. À sua ideia logo vem o nome de uma pessoa que no fim de contas era capaz disso e muito mais, mas ao tentar entrar em contato com ela, o aparelho dava sinal de desligado.

- Hum! Se não foi Camille, só pode ser Hayley! - deduziu alto enquanto encarava o espelho e mexia os seus cachos escuros. 

Sem querer ficar com aquela duvida chata na sua cabeça, discou de imediato para a sua antiga amiga que bom desde que havia aberto a boca para fazer fofocas de garotas, havia perdido consideravelmente o titulo de confiança. Só que para variar, o seu aparelho telefónico estava igualmente desligado. Face a isso levantou os olhos pensativa. Afinal não eram muitas as pessoas que sabiam do seu caso com Elijah. A menos que fosse aquela maldita loira que por acaso era a irmã do rapaz com quem andava a sair e futuramente tornaria-se sua cunhada. Exatamente, Rebekah tinha tdos os motivos para chama-la de tudo e mais alguma coisa, visto que a relação de ambas não era propriamente a melhor. 

Porém ao pensar melhor sobre o assunto, ela não era capaz de fazer isso sem ter dado conhecimento ao irmão, ou caso contrário Elijah já teria tocado no assunto. Mesmo assim não podia discartar o fato de esperar o momento certo e fala-lo cara a cara. Isso definitivamente era algo que preocupava em muito Katherine.

(...)

Dez minutos depois voltou a cair outra mensagem, desta vez a pessoa marcava um encontro. A morena estava em duvida se devia ou não ir, e se fosse apenas mais alguma armadilha? Podia até ser, afinal a pessoa fazia total mistério em torno de si.

Não querendo perder nem a feijões, e mostrar a todos os homens e mulheres dessa cidade que não era covarde, acabou por aceitar e saiu logo depois para ir nesse lugar que essa pessoa tanto fazia questão de a encontrar.

Ao chegar no antigo bar dos rebeldes, olhou em volta para ver se alguma daquelas pessoas podia ser quem esperava encontrar. Nenhuma aparentemente encaixava no perfil que desenhava mentalmente. Até que atrás de si a porta abriu e com aquele vento os seus cabelos voaram, os olhos viraram gradualmente para poder encarar a pessoa e ficar com aquela expressão surpresa no rosto.

- Nádia! 

- Katherine! Quanto tempo... - havia ironia na voz.

- Foste tu que envias-te aquelas mensagens, qual é a tua ideia com tudo isso? - perguntou ao cruzar os braços com uma expressão pouco amigável.

- Gostaste foi? - ainda para piorar começou picar enquanto puxava uma cadeira para sentar na mesa livre. - Acho que vou pedir um café, também queres?

Katherine rolou os olhos ao ceder, afinal era melhor entrar na ironia ou não seria nada fácil livrar-se de Nádia e pelo pouco que conhecia dela, ela não era do tipo que entrava para perder.

- Senta que em pé pagas o mesmo, que na verdade é aquilo que consomes! - brincou ao enrolar uma mexa do cabelo em total desconcerto.

- Qual é a tua? - perguntou a morena querendo saber de imediato o assunto, pois achava aquele teatro totalmente desnecessário.

- Igual à tua, meu doce! - Nádia responde largando a mesa e pousar a mão na mesa ao qual solta uma risadinha provocadora.

- Chega de brincadeiras! - falou rispida a outra perdendo a paciencia. - Vai direto ao ponto, porque conheces o suficiente de mim para saberes que odeio quando brincam com a minha cara.

O garçom chega com o café e tenta ser simpático ao perguntar se Katherine desejava alguma coisa, que logo responde "não" com rudez. Obviamente que ao não ter sido bem recebido dá as costas. 
Nádia começa a rir novamente, mas logo para ao perceber a expressão pouco animadora da sua ex-amiga.

- Queres mesmo saber? Pois eu vou contar, estou tão chateada contigo que só para veres o que sou capaz de fazer com alguém que me desprezou. - Nádia arrasta o copo para o lado e fixa o olhar na morena. - Sim, Katherine eras a minha melhor amiga, e preferiste ficar do lado de um bando de garotas xinfrim.

- Não acredito que tudo isso sejam ciumes! - falou desacredita ao erguer a cabeça e recostar melhor na cadeira enquanto cruza uma perna sobre a outra. - Não tem razão de ser e culpa da destruição da nossa amizade não foi minha, mas tua que preferiste ficar lá toda amiguinha da Melinda.

- Agora a culpa é minha? - altivou a voz ao levantar da cadeira e deixar todos a olhar para as duas. 

- É, porque não passas de uma garota carente, que não suporta ser trocada por pouco que isso seja e mais... és vingativa. - levantou igualmente Katherine.
Já pegava a bolsa para sair, porém Nádia continuou como se ainda não estivesse satisfeita.

- Prefiro ser vingativa mil vezes a ladra de namorados! - fez-se um "ohhh" alto de todos os presentes. 

- Achas que és a melhor? Achas mesmo que Elijah vai deixar Spencer para ficar contigo e ter uma relação de verdade? Desculpa desiludir-te, mas Elijah não é Stefan que largou a Elena e correu para ti. 

Naquele exato momento entrava ali Spencer e escuta tudo com horror, tanto que logo decide tirar aquela história a limpo a li mesmo.

- Como é?

Katherine só deu conta da sua prensença muito depois e rolou os olhos ao dar conta da estérica da namorada do rapaz com quem andava a tirar uma casquinha. 

- É o que acabas de ouvir! - reforça Nádia criando clima de ferro e fogo. - É essa a garota com quem o teu namorado te trai e também é a desculpa perfeita para dizer que não pode sair contigo, porque afinal está com ela.

Spencer estava apatica e não conseguia acreditar naquele momento absurdo, pois para si Elijah não passava de um namorado perfeito ao qual havia dado uma nova chance, e ao ver que não havia mudado nada e que por todo esse tempo apenas havia encenado mais um teatro, ela só o queria encontrar e confronta-lo com os fatos ouvidos. Dizer em sua cara que jamais o queria ver, nem que ele pudesse por alguma ventura aparecer com mil rosas vermelhas que isso não mudaria o fato de a ter feito passar por mais uma humilhação. Nada absolutamente nada seria como antes.

***

Ao contrário do caus que outras pessoas podiam realmente estar a sentir, o casal Stefan e Meredith já faziam planos para a vida a dois fora de Mystic Falls. Stefan achava que depois de todos os balanços em sua vida, que não tinha mais motivos para permanecer preso aquela cidade. Então ao ver que estava tudo acertado de quanto a poder estudar na nova cidade e ao mesmo tempo ter a companhia de quem gostava, era hora de fazer malas e partir para nova vida. Para trás apenas deixariam as recordações dos tempos felizes, já que os infelizes não eram relevantes de guardar.

E mais uma caixa acabava dentro do porta malas do carro. Meredith descia os degraus com algumas sacolas grandes para que fossem colocadas nos bancos traseiros. Ela sorria de orelha a orelha quando olhava o namorado.

- Porque esse sorriso todo? - perguntou ele ao tirar das mãos dela as socolas aparentemente pesadas.

- Estou feliz porque vamos começar uma vida nova. - responde ao encarar o namorado com um largo sorriso a sobresair dos seus lábios rosados.

- Isso é um bom motivo, senhorita Fell! - e abraçou a namorada pela cintura a enchendo de beijos.

Na verdade não existia coisa mais bonita que mostras de amor entre duas pessoas que se amavam. E por mais que fossem namorados agora, melhores amigos sempre seriam. Juntos fariam frente a todas as ameaças da relação.

- É melhor deixarmos isso para mais tarde, porque ainda temos muita coisa para arrumar, senhor Salvatore. - indicou ela ao mostrar um ar sério.

- Ai que ela está dando uma de xerife! - gracejou ao começar a caminhar de volta para o interior da casa.

Umas horas mais tarde parte das caixas já estavam no seu devido lugar e o casal achava por bem partir e na verdade Stefan estava cheio de planos para a noite do casal, tal como ofereceu à namorada um jantar e uma ida no cinema.



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