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Nossas Vidas - Capitulo I - A festa dos pais


Capitulo 1 - A festa dos pais


POV Verónica


Era um dia muito soaleiro, estavamos na primavera, eu e a minha irmã tinhamos planeado uma surpresa para os pais, porque era o aniversário de casamento. A Antónia a nossa empregada ajudo-nos com os preparativos. Estavamos entusiasmadas com a festa.

- Menina quer que prepare alguma coisa em especial para os seus pais ? - perguntou Antónia.

- Antónia, prepare a refeição preferida deles. - Disse eu.

-Eu cá acho que eles vão gostar imenso da nossa surpresa. - Disse Maria.

O dia foi passando, a festa estava quase pronta, os pais ainda nao tinham chegado para grande surpresa nossa, eles chegavam sempre cedo, mas hoje estavam muito atrasados, nao era costume faze-lo. Eu e a minha irmã estavamos preocupadas pelo atraso deles, entao a Maria  lembro-se de ligar para o telemóvel da mãe para saber se demoravam para jantar.

- Ninguém atende! Estou achar muito estranho, a mae nao é de fazer isto. - Disse Maria.

- Deixa Maria eu vou ligar para o pai talvez ele me atenda. - Disse eu.

Assim se passou uma meia hora sem se saber de nada dos pais, nós estavam preocupadas. Foi entao que Antónia teve uma ideia.

- Meninas porque nao ligam para a impresa do pai para saber se ele está lá? Talvez seja mais fácil.

- A Antónia tem razão, bora fazer isso Maria. - Disse eu.

- Nao sei nao, estou achar tudo isto muito esquesito. -Disse Maria.

- Oh deixa-te de coisas Maria, bora lá ligar. - Disse eu.

Eu sempre era uma jovem muito optimista, já a minha irmã nao era tao certa de que as coisas fossem assim tao simples. Uma coisa era certa passava-se alguma coisa e nao era boa. Foi entao que alguem atendeu.

- Está ? - Disse eu.

- Boa tarde, em que posso ajudar ? - Disse a pessoa que estava do outro lado da linha.

-Daqui fala Verónica Mayer, filha do doutor João Mayer. Gostava de poder saber se o meu pai se encontra na impresa. - perguntei eu.

- O senhor doutor saiu ja algum tempo do escritória, e se nao me engano acho que ele saiu para uma reunião, mas se nao se importa eu posso verificar num instante se estou certa. Só um minuto por favor. - informou a mulher.

Passaram-se 2 minutos, tavamos muito nervosas, talvez ja a pensar o pior. Entretanto a mulher retomou a linha.

- Sim, Senhora Verónica ? - disse a mulher.

- Diga.

- O seu pai realmente foi para uma reunião, saiu a cerca de 1 hora, acho que ele a esta hora já terá terminado a reunião. Já tentou ligar para o telemóvel?- Perguntou a mulher.

- Pois, eu ja tentei ligar a pouco e ninguém me atendeu, mas eu vou tentar novamente pode ser que tenha sorte. Obrigada pela atenção e com lincença.

- De nada se for preciso mais alguma coisa ou informação é so ligar. Uma continuação de uma boa Tarde.

A mulher desligou a chamada, eu nao estava nada satisfeita com a ausencia do pai da impresa, segundo sabia raramente ele deixava a impresa para ter reuniões fora, alguma coisa nao se encaixava. Tinha chegado a vez da Maria ligar para o hospital para saber se a mae se encontrava por lá.

-Maria acho que é melhor tu ligares para o serviço da mae. Nao estou a gostar nada desta ausencia de noticias dos pais. - afirmei eu preocupada.

- Ok, mana eu vou ligar, por acaso nao tens o numero de telefone do serviço de Cardiologia ? - perguntou a minha irmã.

- Eu ?

- Meninas nao se preocupem que eu tenho ali, vou busca-lo para voçes. - A Antónia foi buscar o numero.

- Obrigada Antónia. - Agradeçeu a Maria.

- Aqui tem menina.

- Dita ai mana. - pediu a minha irmã.

- 239 800 290.

- Está a chamar. Só espero ter sorte. - disse a Maria.

- Boa tarde fala do serviço de Cardiologia, em que posso ajudar ? - falou a pessoa do outro lado da linha.

- Boa tarde daqui fala a filha da doutra Margarida Mayer. Gostava de saber se a minha mae se encontra por ai. - disse Maria.

- A doutra de momento nao está, ela saiu á 1 hora nao sei, mas aconteceu alguma coisa quer deixar recado? - perguntou a mulher.

- Não obrigada. Bem sendo assim vou tentar ligar para o telemóvel dela. Obrigada pela atenção.

- Obrigada nós e boa tarde.

A mulher desliga o telefone. Mais uma vez as nós ficam sem saber de noticias, os minutos iam passando, cada vez ficavamos mais preocupadas. É entao que a Antónia diz a nós para iremos comer alguma coisa para teremos paciencia que os pais talvez estivessem só atrasados, mas nada nos demovia de pensar o pior.

As horas passaram e nenhuma noticia surgia. Eu decide entao ligar para a madrinha Mónica para saber se ela tinha noticia da mae.

- Madrinha !

-Sim querida. - disse a madrinha.

- Hoje falas-te com a minha mae ? - perguntei.

- Nao meu amor, porque passa-se alguma coisa? - ela começava a mostrar alguma preocupação com o o meu telefonema.

- A mae e o pai nao dizem nada, estou preocupada com esta ausencia de noticias.

- Ja tentas-te ligar para eles ?

- Sim ja, mas ninguem atende, ate ja liguei para a impresa do pai e para o serviço da mae, mas eles nao se encontravam lá. - disse eu.

- Isso realmente é muito estranho. - disse a mulher. - A Antónia esta ai com voçes ? - perguntou a madrinha.

- Sim esta, ela tambem está achar muito estranha esta ausencia.

- Pois acredito que sim. Bem eu daqui a pouco vou já para ai minha querida para estar com voçes. - disse a madrinha.

- Ok madrinha, nós ficamos a tua espera.

- Até ja minha pequena.

A mulher desliga o telefone.


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