Capitulo III - O funeral
O dia começou da pior maneira, os
jornalistas ja tinham sabido do sucedido e nao largavam a nossa grande casa
sempre a espera de serem ditas novas declarações por parte da nossa familia ao
trágico acidente. A Maria estava tao bonita com aquele vestido preto que a mae
lhe havia oferecido uma vez quando ela tinha feito aquela viagem até Paris em
uns daqueles tantos congressos que ela tinha, para além do vestido ela tambem
tinha os seus longos cabelos cor de mel soltos, coisa que raramente fazia, eu
decidi vestir uma camisa e umas calças, algo assim mais casual e usava um
gaicho em meu cabelo tambem este de cor de mel. Eu estava um tanto paralisada
com o acidente, pensava que talvez tudo nao tivesse passado de um pesadelo, mas
o que acontece e que era tudo real e claro a realidade doia e muito. A madrinha
chegou-se ou pé de nós.
- Meninas voçes estão prontas ?
- Sim madrinha. - disse eu.
- Como nos vamos livrar daqueles
jornalistas madrinha ? - perguntou a minha irmã.
- Oh nao se preocupem saimos pela porta
das traseiras.
- Ok madrinha como quiseres. - disse eu.
Estavamos a ir para a igreija onde se
encontravam as pessoas para darem os
sentimentos pela fatal perda. Nós nao conseguiam olhar para os caixoes e
veremos as figuras imaculadas se nossos pais, preferimos assim guardar em
memória as suas figuras em vida.
A missa tinha acabado e os caixoes
estavam a ser transportados para o cemitério. Ouve alguem que estava a dizer
que o Doutor Joao tinha sido um grande homem, ao ouvir isso a Maria estremeceu
com tal elogio em forma de passado, sim porque ele estava morto e jamais
voltaria. A Antónia nao largava-nos, ela sempre tinha estado ao nosso lado. A
minha madrinha virou-se para mim.
- Querida queres mandar algum pedaço de
terra para os pais ?
- SIM!- disse eu.
- Força minha linda. E agora o momento
certo para a despedida.
- Sim. - eu disse.
A Maria abraçou-me com tanta força de
como quem diz que agora estavam sozinhas no mundo e que so nós duas e que nos
pertenciamos. Foi entao que pegamos num pedaço de terra e mandam juntas. Nesse
mesmo dia a Maria decidiu escrever uns e-mails avisar do sucedido dos pais ao
resto da familia que se encontrava para fora. Claro isso custo-lhe muitas
lagrimas a ela e eu que por cada resposta de e-mail eram mais lagrimas
derramadas em frente ao ecrã.
2 Anos depois...
Eu tinha agora 18 e Maria 20 anos. Ambas
tinhamos concretizado alguns dos nossos sonhos tais como seguiremos grandes
carreiras, eu tinha conseguido entrar em Medecina e Maria em Gestão, ambas
tinhamos traçado as carreiras dos pais.
Maria para além de ter conseguido um dos
seus sonho tambem conseguiu um namorado ao qual se chamava Ricardo Sousa,
embora um jovem que nao fosse bem visto aos olhos de algumas pessoas da
familia. A madrinha sempre tinha sido uma mulher do qual sempre as apoiava
mesmo depois da morte dos pais passando mesmo a viver connosco na nossa grande
casa. Num certo dia Maria vira-se para a
Madrinha e pergunta:
- Madrinha o que voçe acha do meu
namorado ?
- Minha querida, eu nao tenho de achar
nada!
- Oh diz lá, quero saber a tua opiniao.
- Bem se assim insistes, vou ser o mais franca contigo, eu nao gosto muito dele.
Pronto disse.
- Porque ? - Maria se mostrou triste com
tal resposta da madrinha.
- Instinto de mulher madura.
- Isso nao é uma explicação plausivel,
será que podes te explicar melhor. - pediu Maria.
- Nao acho o rapaz a pessoa indicada
para ti, acho uma pessoa com interesses.
- Interesses ? Em que? - perguntou Maria
ja a começar a ficar chateada com o rumo da explicação da madrinha.
- Sim minha linda tu es rica e ele nao
tem onde cair morto.
- Lá tas tu a julgar as pessoas. Tu nao
o conheces bem é so por isso, mas vais ver que quando estiveres com ele a tua
opinião vai mudar.
- Tomara que sim e que eu esteja só
errada.
- Claro que tas errada o Ricardo é uma
pessoa especial. Eu gosto muito dele.
- E ele será que gosta assim tanto de ti
como tu gostas dele.
- Claro que gosta, tambem vais duvidar
disso.
- Não, só estou a dizer por dizer.
- O melhor e acabarmos a conversa por
aqui, eu nao me quero chatear contigo.
- Tu e que pedis-te a minha opinião.
- Eu sei e ja me arrependo. - disse
Maria ja desiludida com suas palavras.
O problema é que a madrinha tinha sempre
uma certa razao para nao confiar tanto assim nas pessoas, ela propria no
passado ja tinha passado por uma situação semelhante, mas infelizmente a minha
irmã nao estava para ouvir as suas opinioes negativas a cerca do namorado novo.

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