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Nossas Vidas - Capitulo X - O coma


Capitulo X - O coma


POV Vicente

Eu nao podia deixa-la sair daquela forma, ela estava muito nervosa e transtornada e claro a culpa era minha, só minha.

Quando ia atras dela a saida da minha casa ela posse atravessar a rua sem olhar e quando eu me dei conta ela ja estava no chao estendida e cheia de sangue, eu estava para morrer ao vela naquele deplorável estado, e pior a causa era eu. Eu nao podia ficar parado eu tinha de fazer alguma coisa, chamei o imen e logo depois tentei entrar em contacto com a irmã dela.

(...)

No hospital a familia da Verónica chegou e veio ao meu encontro.

- O que aconteceu com a minha irmã ? - perguntou Maria que era a irma.

- A tua irmã saiu desparada de minha casa e como deves estar a ver nao olhou para a estrada  e foi atropelada.

- Oh meu deus a minha irmã nao.

- Calma querida a tua irmã vai ficar bem ela é forte.- disse uma senhora que tinha um aspecto que talvez podesse ser da familia.

Eis que aparece um medico, mas nao traz la muito boa cara.

- Bom dia, doutor tem noticias da minha irmã, a paciente Verónica ?

- Bom dia minha senhora... Nao sei como lhe dizer isto.

- Ai nao nao me diga que ela .... - nao consegui acabar a frase.

A Verónica nao pode morrer.

- Nao nada disso que voçes estao a pensar, calma ela esta em coma. Nao se sabe quando pode acordar, a situações em que ha pessoas que passam dias, semanas, meses ou ate mesmo anos assim ou entao nunca mais acordam, mas nao sera o casso dela.

- Como o doutor pode dizer uma coisa dessas com a maior convicao?

- Calma Vicente, temos de confiar no doutor.

- Desculpa Maria, mas isto é muito revoltante para mim, eu amo a tua irmã e nao a quero perder. Ela fez algo de muito bom na minha vida, ela me modou, ela me fez ver que a vida tem varias formas de ser aporveitada percebes?

- Claro que sim, a minha irmã é uma pessoa cheia de vida.

Como alguem desta familia conseguia pensar desta forma tao branda, como podiam encarar uma futura "morte" desta forma tao leviana.

- Doutor sera que podemos vela?

- Só pode entrar uma pessoa de cada vez.

- Vai tu Vicente primeiro. - disse Maria.

Ela era mesmo uma doçe pessoa tal como sua irmã.

- Obrigada Maria, aserio.

- Nao tens de agradeçer, nota-se que estas tao preocupado com ela. E bom ver que a minha irmã tem alguem que goste tanto dela como ela merece.

Fui em rumo a secçao de pessoas em coma, onde o doutor me encaminhou para o quarto onde ela estava. Antes de entar ele me disse algo que eu consenti. Custava-me muito olhar para aquele corpo imovel em cima daquela cama com tantos fios de volta dela. Os olhos dela fechados e só se ouvi o pi pi da maquina.

- Como te pode fazer isto, tu nao mereces este sofrimento, eu so o maior culpado pelo teu estado. Nao podia me ter comportado desta maneira para contigo, mas agora nao a nada a fazer so mesmo esperar ou rezar para a tua recuperação. Se ou menos o arrependimento mata-se eu estaria aqui morto.

Alguem entrou no quarto era uma enfermeira que veio verificar os niveis vitais nas maquinas, mas logo saiu.

- Amor da minha vida se ou menos podesses me dar um sinal de que me ouves eu ficaria mais descansado, nunca me vou perdoar se tu morreres.

A mao dela meche um niquinho na cama, a minha chama começa a reencender, isto era um sinal de que ela ia acordar. Sai para ir ao encontro da irmã dela para lhe dar esta novidade. Ela ficou super contente, mas que de qualquer das formas ela ia querer uma explicação para este sucedido. E claro eu concordei ja estava tao feliz de ter visto aqule sinal dela que todo o resto ja nem importava.

Passei dias e semanas sempre junto dela, queria estar a par da evolução do estado clinico dela, nao queria deixa-la sozinha. Todos os minutos longe dela eram muito longos.

Numa manha o doutor vem ter comigo para me dar uma palavrinha acerca de Verónica.

- Bom eu vim  falar consigo agora porque tenho algo para lhe dizer, nao comentei este facto no outro dia da entrada dela porque ja sabe foi um dia muito confuso se e que me entende.

- Claro doutor, mas é alguma coisa de grave ?

- Nao, alias ate pode ser uma coisa boa, mas aqui vai depender de voçes claro.

- O que esta a querer dizer ao certo?

-  A Verónica quando deu entrada neste hospital, foram-lhe feitos varios exame como deve estar a prever e no meio desses exames, saiu em analise que ela esta ...

- Esta ?

- Grávida. Parabéns.

- Grávida ? Voçe tem a certeza?

- Absoluta os exames comprovam isso mesmo, alias nos medicos estamos muito ademirados de como o empacto nao afectou o bebe.

Como podia ser possivel ela nao te contado nada disso. Verónica tinha andado a brincar com a minha cara este tempo todo ? ou será que nem ela sabia?

- Doutor e de quanto tempo esta ela ?

- Cerca de 6 semanas se nao me engano.

- Ok doutor obrigado por me ter contado isso.

- Ora essa voçe tem o direito de saber é o pai dessa criança.

Eu vou ser pai, mas que coisa mais esquesita. Pai aos 20 anos, nunca vi nada assim.

Dirigi-me ao quarto onde ela estava, como sempre ela estava naquele estado imovel. E começei a olhar para o ventre dela, nao podia estar acreditar que esta rapariga tao jovem estava a gerar uma criança dentro dela que por sua vez era um filho meu.

Sai dali fui ate la fora tomar ar, nao conseguia estar neste lugar...


7 Meses depois...

Como todos os dias ate a data fui sempre visita-la sempre que podia, e aquela barriga todos os dias crescia cada vez mais, claro a familia descobriu que ela estava grávida e que o pai da criança era eu, mas nem por ai me apontaram o dedo pelo contrário estiveram sempre ao meu lado. Afinal de contas ela estava a pouco tempo de ter a criança. Mas o que me fazia muita confusao era de como e que ela ia nascer? Bem a medicina esta muito avança nos tempos de hoje.

Contei toda a verdade tambem aos meus pais porque afinal de contas eles iam ser avós de uma bela menina que se eu pode-se escolher o nome lhe chamaria de Ines em horra da história de amor de D.Pedro e D.Ines.

Só queria que a Verónica acorda-se para me ouvir e ver o que eu ja tinha arranjado para a nossa filha, mas ate isso acontecer tinha muito para esperar se é que isso algum dia aconteceria.


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