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Diário de Rosalie Hale - Salvamento de um humano


Quarta-feira, 20 de Fevereiro
" Salvamento de um humano "
Querido Diário:

Hoje diferente de ontem o sol nem se via, apenas a chuva comandava aqui, como dia seria chato sem muito para fazer decidi dar um passeio meio turístico pela floresta densa em redor da minha mansão.
- Rosalie tem cuidado na floresta. - ouvi os cuidados de minha querida Esme.
- Não te preocupes Esme eu sei bem cuidar de mim. - ela sorriu e eu retribui esse mesmo sorriso, saindo e batendo a porta atrás de mim.
Hum as minhas botas chapinhavam nesta relva molhada, não gostava nada, mas nem tudo tinha o seu lado mau, afinal podia cheirar a terra e que bem que ela cheirava, hum dava vontade de comer.. Com o decorrer da caminhada começo a ouvir uns barulhos estranhos, inicialmente não dou importância e também não mostro medo, afinal eu não sou humana, o problema é que a cada passada que dou o barulho intessifica-se e deixa-me preocupada, paro, observo tudo a minha volta e nada vejo para me deixar assim preocupada, retomo a minha caminhada e mais um vez como algumas, mais barulho.
Novamente observo e cheiro para ver se detecto algo de anormal, no meio de tantos cheiros, existe um que me deixa quase que hipnotizada, um cheiro a sangue deixa-me louca, debruço-me sobre as árvores para ver onde vem esse odor e reparo num humano desmaiado no chão, não me pouco ao perigo, enfrento o grande urso e no fim apanho o humano e levo para um lugar mais seguro. Pode parecer estranho aquilo que faço, mas se alguém um dia me salvou, esse alguém salvaria este rapaz também.
(...)
Ele estava meio inconsciente quando dei entrada em casa, Edward já estava a minha espera na porta seguido de Carlisle. Eles entre olharam-se por instantes eu não lhes dei tempo para pensar, tínhamos de salvar este jovem, ele estava a morrer, cada segundo era tão pouco para esperar.
Esme tentava acalmar-me, passando suas mãos macias por meus ombros preocupados.
- Foste muito corajosa em salvar este humano. Alguém em teu lugar mataria ainda mais este ser. - ela tinha razão, se outro vampiro tive-se passado naquela hora, certamente que não iria poupar-se a tirar a vida.
- Eu fiz o que estava certo. O meu coração indicava isso. - podiam pensar tudo o que quisessem, ate mesmo acharem que eu estava apaixonada, no entanto tudo o que fiz foi por pura compaixão.
- Eu conheço esse brilho nos teus olhos. - disse ela fazendo um sorriso matreiro.
- Não Esme não é o que pensas, é como te disse apenas quis ajudar. - ela manteve aquele sorriso e nada mais disse.
Levantei-me do sofá e fui ate ao escritório de Carlisle, precisava de saber noticias. Quando estava para bater a porta alguém a abre e da de caras comigo.
- Rose! Aconteceu alguma coisa? - Carlisle pergunta surpreso com minha visita inesperada.
- Não, apenas gostaria de saber como ele esta.
- Entra! - entrei e vi ele deitado numa espécie de cama, ele contorcia-se todo de dor, todas as suas reacções foram tomadas por mim noutra ocasião. Era horrível a dor da transformação. Carlisle coloca sua mão sob meu ombro afaga-o.
- Ele vai ficar bem, vai sentir-se novo tal como tu e melhor vai sentir-se grato por teres sido tu a razão de ele continuar vivo.
- Eu não fiz nada de mais, outro alguém poderia fazê-lo. - ele interrompeu-me.
- Que foste tu. Rosalie ninguém tem um coração como o teu, a tua bondade é maior que qualquer coisa neste mundo, tu ate podes reclamar daquilo que te tornas-te, mas pensa foi graças a isso que salvas-te uma vida.
Carlisle tinha razão eu era a maior salvadora da vida deste homem que agora tal como nós era um vampiro. No meio de meus pensamento nem dei pelo seu acordar de levantar da cama, apenas senti alguém pegar minha mão e sorrir para mim e dizer:
- Obrigada por teres salvo a minha vida. - deu-me um prazer enorme ouvir essas palavras, que fazia de mim agora a mulher mais feliz.


Olhei nos seus olhos seus doces olhos que agora eram vermelhos e disse:
- Não tens de agradecer, eu fiz o que devia ser feito. Talvez de uma outra forma farias a mesma coisa. 
- Talvez sim. - ele continuou sorrindo e pegando a minha mão. 
Cada pequeno instante passado com ele estava a ser para mim algo diferente, não queria de forma alguma ter de recorrer as palavras da Esme, mas não consigo mentir, estava rendida a este novo homem que graças a mim estava a salvo. 



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