Capitulo 9 - Entrega a paixão
[Heidi]
Jane pelo menos estava com o seu amado, nao havia assim grande problema.
No caminho de acesso ao castelo vejo Chelsea e Renata a vaguear, escondo-me atras de umas arvores e fico sob escuta a conversa delas.
- Jane pensa que engana toda a gente, mas a mim nao. - era Renata que estava a falar.
- Renata nao te preocuopes que nos vamos encontrar a verdade e entregar de bandeija ao Aro. - Chelsea gostava mesmo de ser venenosa.
- Aro nao que ele demora muito tempo a decidir, que tal Caius? - ai que cobra.
- Hum boa ideia. - ambas riam enquanto regressavam ao seu posto.
Certamente elas andavam a tramar alguma, só nao sei o que fazer. Primeiro vou ter de contar tudo isto a Jane e depois ao Alec.
Havia agora um problema maior é que nao podia voltar para o castelo sem Jane. Bolas estou de maos e pés atados.
[Jane]
A tarde era maravilhosa, William era sem duvida um amor de pessoa eu nem merecia tamanha felecidade. Ele pega-me ao colo e leva-me para um quarto escuro onde só reina a luz das velas.
Esta luz de velas fazia lembrar-me os tempos antigos, mas simples. Deitou-me sob a cama macia, ficando ele em cima de mim com uma respiração ofegante. Nao estava a perceber o que estava acontecer, realmente eu nestas coisas era um pouco ingénua. Ele começou a despir-me muito lentamente, depois beija-me cada parte do meu corpo dando-me a sensação de arrepio de choque. Ai era tao bom estar assim com ele nesta nossa forma única. Recorri ao mesmo procedimento dele e ele só conseguia dizer palavras como AMO-TE e AMO-TE.
Sabia que o que ele nutria por mim era totalmente puro, o mesmo que eu sentia. Chegando a conclusão eu paro e afasto-me dele. Reparo na desilusão no seu rosto jovem.
- Eu nao posso! - disse.
- Porque?
- Nao agora, tu sabes o que sou.
- E dai eu gosto de ti a mesma.
- Tu nao estas a perceber a gravidade da situação.
- Qual situação Jane? Confia em mim.
- Nao se trata de confiança. - ele nao estava a perceber. - Trata-se de que é perigoso deixar-nos levar pelo prazer.
- Jane eu sei que é perigoso, mas tu sabes tanto quanto eu que temos quebrado tantas barreiras juntos, por isso deixa-me ajudar-te a quebrar mais esta. - olhei nos olhos dele, notei que continha uma mera lágrima ao canto do olho. Decidi que era o momento de tentar sem deixar chegar ao ponto de por em perigo.
-Tudo bem vamos tentar. Ouvis-te tentar, se eu vir que isto esta a tornar-se cada vez mais perigoso eu paro.
- Ok como tu preferires.
Voltamos a repetir o mesmo gesto de a pouco, agora talvez com mais intensidade apaixonante. Eu estava com um certo medo de perder o controle e mata-lo, no entanto por mais tentador que o seu cheiro fosse tinha de me controlar.
Embora ter aquele corpo quente em cima de mim, deixava-me sem folgo, ver suas veias salientes e batimento do seu coração frenético deixa-me cada vez mais tentada ao prazer de provar o seu poderoso sangue.
Tinha de parar de pensar, antes que dece em doida, Will nao é nenhum alimento para mim e sim meu namorado. NAMORADO! Agora que penso bem nesta palavra nunca antes tinha pensado em prenuncia-la, pelo menos nao desta forma tao apaixonada.
(...)
Ai agora estava a começar a senti-lo dentro de mim, neste momento sim eramos como um unico corpo entregue a paixao ardente.
- Sim Will, és tudo para mim! - disse-lhe em tom de prazer, dando um rosnado sem querer, talvez o tenha assustado.
- Amo-te minha Jane Volturi! - gostava quando ele dizia o meu nome.
Nao demorou muito para toda esta fase passar e pronto mais uma barreira passada, ja nao existem mais medos entre nos. Olhei para ele e perguntei:
- Gostas-te do momento? - queria muito saber a tua opiniao.
- Claro que sim, foi unico. - sorri para ele e dei um beijo de cortar a respiração.
- Quero ficar contigo hoje, amanha e sempre.
- E vais ficar! - ele dizia estas palavras com um brilho nos olhos.
Amava este jovem nao só por ser belo, mas por ser forte o suficiente de poder suportar uma vida sobrenatural. Todos estes pequenos momentos passados a dois faziam-me lembrar muito a história de amor de Bella e Edward, em que agora ele e que era o humano e eu era a vampira. Realmente o amor nao tem qualquer explicação.
- Vamos eu tenho de voltar para casa, ja esta a ficar tarde. - ele pegou na minha mae e fez-me olhar para ele.
- Amanha quero ver-te novamente.
- Ok eu estarei contigo nao te preocupes. - gostava de ter mais segurança nas minhas palavras.
- Toma cuidado contigo.
- Nao te preocupes que eu estarei sempre atenta.
- Eu assim espero, sabes que nao quero que nada de mal te aconteca. - reparei na sua preocupação, queria reconforta-lo e deixar ficar confiante, infelizmente nem eu propria sabia o que podia estar a minha espera ao virar da esquina.
- Eu amo-te e nao me canso de o dizer.
- Eu tambem amor.
Estes momentos nunca deviam acabar, acho um verdadeiro pecado isso. Agora percebo porque existe aqui uma ligação tao poderosa que se torna inquebrável. Dei um ultimo beijo nele e sai em rumo a floresta onde encontraria Heidi a minha espera.
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