Segunda-feira, 24 de Abril
" Mary Alice Brandon "
Querido Diário:
O meu nome era Mary Alice Brandon e vivia com os meus pais Adélia Brandon e Peter Brandon, e minha irmã Cynthia em Bixoli. O meu pai era fazendeiro e a minha mae era dona de casa, ela por sua vez vinha de uma familia muito nobre e rica, porem quando decidiu que queria casa com o meu pai ela perdeu todos os seus titulos, incluido a recusa de ser vista como filha pela própria familia o que a meu ver tornou ela uma pessoa mais amarga e talvez a tenha de certa forma forçado a que eu e a minha irmã tentassem de alguma forma ser aquilo que um dia ela foi ou sonhou ser.
Todos os verões gostava de ir para casa da minha avo paterna em Alabama e quando estava de férias do internato que a minha mae tinha feito questao de me colocar e a mim e a minha irmã, passavamos grandes fins de tarde brincando no jardim do campo, montando a cavalo tal como o meu pai me tinha ensinado quando ainda nao tinha completado os meus 16 anos, a minha mae era contra algumas das minhas ideias e afazeres, segundo ela achava que eu devia ser uma menina da alta classe e como tal so devia agir como ela queria, para mim isso nao fazia qualquer sentido, achava que uma verdadeira mulher devia fazer aquilo que gostava e nao fazer algo so porque tinha de manter as aparencias. Estes eram os meus ideiais e eu gostava muito de os comprir.
Todos os dias sonhava que um dia eu iria ser feliz encontrando o meu cavaleiro andante e que seria ele que me levava daqui a ser feliz, no entanto eram apenas sonhos e a minha mae fazia questao de me indicar noivos para casar, eu odiava quando ela via isso como uma forma de nos despachar e ver-nos ricas, o dinheiro e poder nao eram tudo na vida, mas faze-la entender isso era como apedreja-la ate a morte.
- Alice querida eu conheci um rapaz que é indicado para tu te casares, ele é de boas familias e tem aquilo que tu vais precisas sempre dinheiro e conforto. - ela insistia sempre no mesmo assunto, ate ja estava a meter nervos.
- Mae eu sou muito nova para casar.
- Estas na idade certa para começar a pensar em um ponto acente. - e la vinha ela.
- Eu prefiro escolher o homem com quem eu quero casar.
- Tu nao sabes nada da vida meu amor, tu es muito nova e eu e que sei o que e melhor para ti, deixa que eu trato de tudo. - quando ela estava virando costas para mim eu falei.
- Nao podes fazer isso, nao tens esse direito, sabes muito que foste tu que escolhes-te com quem casas-te, acho que tenho o mesmo direito. Eu nao vou casar com quem eu nao quero. - ela arregalou os olhos e sabia que ela ia por-me de castigo por estar a contrariar um ideial para si.
- Basta Mary Alice, tu vais casar com quem eu quiser, nao vou mais aguentar as tuas ideias estapafurdias.
Ela sai desvairada e fecha-me a porta a chave, deixando-me em lágrimas. Porque que as maes tinham de ser assim tao complicadas, porque que simplesmente nao nos apoiavam como nos mereciamos, qual era o problema?
Minha irmã bem tenta abrir a porta pelo lado de fora, porem em vao.
- Alice eu vou tirar-te dai ! - disse ela fazendo força.
- Nao vale a pena Cynthia nos nao temos força para abrir a porta. - tinha de me conformar com o castigo.
- Vou chamar o pai! - anunciou ela. - Ela vai tirar-te daqui e vai falar com a mae.
A minha irmã era teimosa tal como eu e tambem gostava de sair sempre do risco.
- Nao sei se ele vai tirar-me daqui.
- Vai, ja volto.
Minutos depois estava ela de volta com um voz que parecia ser o meu pai, eu salto da cama e vou ate a porta na espectativa de sair livre.
Ele abre e o abraço bem forte e olho nos seus olhos azuis que nem o ceu e digo.
- Obrigada pai, nao aguentava mais estar aqui trancada. - ele pega na minha mao e leva-me a sentar no peno banco do corredor.
- O que aconteceu para a mae ter-te trancado aqui? - ele tinha tirado o seu sorriso para colocar a sua cara seria.
- Eu disse a mae que nao queria que ela me arranja-se um partido para casar, eu disse que tinha de ser eu a escolher a pessoa que eu quero para o resto da minha vida. - ele estava a preparar-se para falar, mas eu interrompi. - Antes que me digas que ela tem razão eu quero dizer uma coisa, mas esta coisa fica so entre nos.
- Podes falar minha linda. - ele pegou numa mexa de cabelo e colocou-mo atras da orelha.
- Sabes eu todos os dias tenho sonhado com o meu cavaleiro, é com ele que eu quero ficar, eu sei que ele vem. - contei do meu sonho.
- Mary meu amor, é so um sonho.
- Que pode tornar realidade, basta acreditar. - fiz cara de anjo. - E ja agora o que ia contar em relação ao que achas da atitude da mae.
- Nao e nada de especial, na verdade eu so queria dizer-te que se quiseres para nao estares sempre na briga com a tua mae, podes ir para casa da avo em Alabama passar umas férias. - ele so podia estar a brincar comigo eu adorava estar em casa da avo, sentia-me livre quando assim era.
- Asério? - abri um sorriso.
- Sim, podes levar contigo Cynthia.
- Obrigada pai. - levantei-me e corri ate ao meu quarto rapidamente tirei uma mala e para dentro dela arrumei uns vestidos.
Finalmente teria paz e socego longe das regras absurdas da minha mae, longe da sua maldade face aquilo que gosto de fazer. Por vezes penso em como será que o meu pai conseguiu ser conquistado por uma pessoa como ela. Ela e tao fria, o seu coração parece que foi congelado com o resto de compaixão e parece que eu e minha irmã so lhe damos trabalho.
Parei de pensar mais nela, e sim tomei as minhas ideias para coisas com interesse de ser acudidas, ja me imaginava naquele campo lindo, ai suspirava.
- Ei Alice o que estas a fazer? Vais de viagem? - perguntou a minha irmã com aquela mania de fazer perguntas sem bater primeiro.
- A fazer as malas, e sim vamos de viagem.
- Vamos?
- Sim. - abanei a cabeça. - Vamos para casa da avo.
Mal disse avo ela correu, saltou, ate ao quarto foi preparar tudo.

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