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Diário de Alice Cullen - Meu cavaleiro andante


Terça-feira, 9 de Maio
" Meu cavaleiro andante "
Querido Diário:

Estava uma manha de chuva por aqui, ninguem se via na rua, talvez ainda fosse cedo, mas eu tambem nao sabia que horas eram.
Começei a caminhar para parte incerta, apenas fui na orientação que o meu instinto me puchava, eu caminhava ao som do vento, uma mera recordação me veio a cabeça, nessa recordação eu via uma menina a cavalgar e sentir o vento na cara, quando eu achava que a verdade estava proxima, aquilo que acabava de ver tinha desaparecido como pó. Fiquei triste, mas pensei melhor e nao valia a pena me materizar com mais perguntas, o que tivesse de ser seria espontaneo, a verdade acabaria por me encontar.
No meio de tantos pensamentos esqueci completamente que estava num lugar estranho, talvez novo, era ate aqui o meu instito me levava, era aqui que eu ia encontrar o meu cavaleiro, eu sentia ele tao perto de mim. Fechei os olhos e quando os voltei abrir estava dentro de um lugar cheio de cawboys, caminhei ate um balcao e la estava ele, era ele que o meu cavaleiro, sentei ao seu lado e do nada pus conversa.


- Olá ! - saudei ele. Ao incio ele me olhou desconfiado por nao me conhecer de parte alguma, pois era normal. Mas nesse olhar eu via algo familiar nele.
- Olá, posso ajuda-la? - ele sorriu para mim, a sua voz era tao doce como mel, ele era tao perfeito tal como sempre tinha sonhado na minha vida. 
- Na verdade eu andava a tua procura, e agora que te encontrei nao te quero perder. - falei chegando-me muito perto dele.  
- Como te chamas ? - ele estava encantado comigo. 
- Alice . - nao sei a onde fui buscar o meu nome, apenas sei que me saiu espontaneo. - E o teu?
- Meu nome é Jasper Whitlock ao seu dispor. - beijou-me mao.
Ele era um cavalheiro a toda altura, era um bom inicio a nossa inesperada amizade que mais tarde so teria um fim romantico, eu sabi porque ele estava-me destinado. 
- Lindo nome. - eu disse.
- Obrigada, mas a menina e mais linda. - tive vontade corar. 
- De nada, e obrigada pelo elogio. - ele pegou na minha mao e levou ate la fora. 
- Para onde me vai levar? 
- Trata-me por tu. - ele sorriu-me.
Foi com ele ate a onde ele tinha o seu cavalo, e ate o animal correspondia a minhas imagens que tinha tido. Ele ajudou-me a subir para cima do cavalo e eu agarrei-me bem a sua cintura. 
O seu odor era perfeito tal como o meu. Eu estava apaixonada a primeira vista e ele por mim. A minha peça estava encaixada, o meu coração preenchido.
- Vamos para onde? - perguntei na espera de obter uma resposta como a tanto tempo nao obtinha.
- Vou-te levar a conhecer uns amigos meus. Eles sao da nossa especie, nao te preocupes. - como ele sabia que eu correspondia a sua especie? 
- Nossa especie? - ele parou o cavalo e olhou para mim serio.
- Alice nos vampiros. - a sua revelação foi para mim abertura de mais alguma coisa. 
Lembrei-me bem la no fundo de uma conversa bem antiga sobre essa história dos vampiros, mas quando tentei mergulhar mais na questao, tudo fica escuro para mim. 
- Alice esta tudo bem? - ele perguntou preocupado. 
- Sim. - tentei manter um sorriso. 
- Vais gostar de conhecer o Peter e a Charlotte eles sao muito bons amigos. - ele falava tao animadamente deles. - O Peter para mim é como um irmão, ambos fomos criados pela mesma pessoa, Maria. - fiquei atenta a sua história. - E foi ai que o meu amigo encontro a sua amada, desde entao estao juntos e felizes e agora eu tambem porque me encontras-te. 
- Como é que ele conheceu a Charlotte? - ele fez cara seria. Nao sei se tinha feito bem estar a mexer nisso, porem achava que era uma pergunta simples sem mal algum. 
- Eu e o Peter, fomos criados para montar um exercito para Maria, ela fez-me acreditar que me amava. - como podia ser uma pessoa capaz de manipular algum assim, fazendo crer coisas que nao existiam. - Depois, quando via que existiam criações que nao eram muitos fortes pedia a mim e a ele para dar-mos um extermínio. 
- Acho que ja sei o que vais dizer a seguir, mas podes continuar. - mantive-me atenta.
- Pronto como ves Charlotte veio parar as maos de Peter, ele teve a chance de a matar, no entanto o seu amor por ela falou mais alto que a ordem dada por nossa criadora, foi a que decidimos juntos fugir e procurar uma vida melhor. 
Ele era valente e forte, nao tinha medo dos seus actos, era isso me deixava sem palavras. 
- Es especial. - acabei por dizer aquilo que pensava. 
- Tu tambem. 
Uma vez sabendo o que nos eramos, e sabendo bem que eu tinha visões perguntei:
- Tambem tens visões? - ao incio ele ficou confuso.
- Visões eu ? Nao, eu tenho um dom que é acalmar estados de espiritos.
- Ah entao o meu dom e ver visões de coisas que vao acontecer no futuro, por exemplo eu via-te nas minhas visões. 
- Agora ja nao me precisas de ver através delas, eu estou mesmo a tua frente e para sempre. 
Dei-lhe um grande beijo apaixonado e depois o abracei.
- Vou amar-te para sempre meu Jasper. - sussurrei ao seu ouvido. 
- E eu vou amar a minha Alice para toda a eternidade. 
Ouvir eternidade soava-me a nunca ter um fim e isso era perfeito. 

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