Capitulo 3 - Um passeio de Barco
Jasper
A noite tinha sido longa, muita conversa, muito elogio e um grande aparato para a saída de barco, minha Alice adorava andar no mar, sempre que lembrava dos nossos episódios ria-me pois eram sempre engraçados. Tambem foi por ela que eu comprei o barco, porque por mim nem comprava, a minha vida era viva de outra forma sempre trancado naquele meu laboratório que era ultra secreto na cave da casa, onde so entravam eu e a minha assistente Melyne para tratar de pesquisas robóticas.
Quando era mais novo tinha criado um mini Robot o meu Zaza, ele ainda existia, embora estivesse desligado e a necessitar de algumas peças novas, dado que as outras com o tempo ja estavam desgastadas e estragadas.
Deitei-me sobre a cama e a minha mulher ainda nao tinha saído do banheiro, muito gostava ela de apromar-se toda so para deitar, eu bem sabia o seu gosto por agradar-me, talvez era isso que dava-me um certo encanto nela. Peguei num livro dos meus e começei a esflonhar a espera da sua chegada a cama, em menos de 3 minutos lá vinha ela toda charmosa. Fingi que nao a via, no entanto ela tinha alguma coisa nela que nao deixava que eu senti-se assim, era chamativa, entao o meu olhar nao resistia-lhe.
A noite foi passando calmante com alguma brincadeira, no entanto era necessário descansar o máximo possível dado que o manuseio de um veiculo daqueles necessitava de muita energia da nossa parte.
(...)
Pela manha...
O sol ja entrava pelas pequenas frestas das persianas da casa, eu acordei primeiro visto que ainda tinha umas coisas acerta antes de sair. Vesti-me e fui ate ao andar de baixo.
- Bom dia senhor doutor ! - saudou Luisy sempre simpática.
- Bom dia Luisy!
- O senhor vai desejar alguma coisa para comer? - agora que ela perguntava realmente a fome ja estava a meter-se comigo de algum modo e eu nao conseguia resistir as suas indicações matinais.
- Prepara-me alguma coisa!
- E para mim tambem Luisy! - virei-me para ver a minha esposa toda linda para sair.
Ela estava vinha com uma camisola branca toda larga e fresca, com um chapéu de lona castanho toda pronta para um dia a ar livre e ao bom sol bronzeador.
- Olá meu amor ! - saudou beijando de seguida.
Nao conseguia resistir ao seu encanto, ela enfeitiçava me. Luisy apareceu com uma bandeja e levou ate a nossa mesa de jantar e sentamos lá e conversamos o tema de todas as manhas de como ia estar o tempo, se havia sol, se estava bem vestida... uma serie de perguntas que realmente para um homem nao sao assim tao relevantes, mas a ela faziam sentir feliz.
- Ai querido vamos ter com eles a onde? - lembrou-se quando bebia o seu somo de morango.
- Bom eu pensei que talvez eles pudessem ir ter ao embarcadouro. - esclareci.
- Acho uma óptima ideia.
Ela sempre achava óptimo tudo, tudo o que eu decidi-se estava bem conforme eu escolhe-se e conforme a minha vontade. Nesse aspecto nunca tínhamos muitos problemas.
Acabando o pequeno almoço fui ate a garagem onde tirei o meu Audi A5 e partimos. Em pouco tempo ja estávamos a estacionar, e ela a saltitar ate a parte da entrada do barco, esperando por mim na medida que a podesse ajudar. Antes de tirar a chave do carro olhei para o céu que anunciava sol a vista, olhei para as pequenas ondas e vi mar brilhante assim como um cheiro a maresia.
- Anda querido, ainda tenho de deixar algumas coisas prontas antes de eles chegarem. - chamou ela preocupada com os pormenores desarrumados.
- Ja estou a ir! - disse apressando-me.
Delicadamente peguei a sua mao, entramos no barco e enquanto ela arrumava tudo o que era preciso arrumar fiquei na berma a espera de Peter e Charlotte chegarem. Quando finalmente os vi acenei com a mao para dar a indicação que ja estavamos presentes. Sim eu nao gostava de fazer ninguem esperar.
Eles vinham muito risonhos, Charlotte vinha com uns shorts e o meu irmão a mesma coisa e um boa t-shert. Entramos ajudei a minha cunhada a entrar conforme tinha feito com aminha mulher e vendo que tudo estava instalado, dei inicio a nossa viagem, desancorando o barco do lugar. Soltamo-nos pelas aguas do mar. Peter estava ao meu lado a fazer companhia, enquanto elas estavam na parte mais alta apanhar banhos de sol e de certo a terem conversas de mulheres que pronto nem valia a pena pensar.
- Entao meu irmão com vai a tua pesquisa? - perguntou-me Peter nao estando a espera que ele toca-se em assuntos de trabalho num dia desses.
- A minha pesquisa para ser sincero esta parada nos ultimos tempos. - desabafei.
A algum tempo que andava a desenvolver uma pesquisa sobre máquinas sobrehumanas, onde se usava o aspecto róbtico para a realização de grandes precisões.
- Estou muito admirado contigo, sempre foste muito exigente contigo, nunca gostavas de falhar em nada.
- E nao gosto, o facto de estar com a pesquisa parada nao impede em nada o resto do processo.
- Estas mesmo disposto a divulgar essa evolução ao mundo? - a sua pergunta deixava-me com duvidas quanto ao meus interesses evolutivos da minha profissão.
A primeira vista divulgar esta evolução mecânica era coisa que todo o grande cientista adoraria fazer, nao pelo facto de ficar famoso, mas por ser reconhecido o seu trabalho, seu mérito, porem pensando melhor aquilo que um dia era criado e divulgado tornava-se algo banal ao fim de algum tempo, embora o trabalho inicial nao perde-se o seu valor, contudo era uma vida, os robot's, as máquinas eram vidas que deviam ser mantidas a distancia das más intenções.
- Peter para ser sincero, nem sei se é essa a minha intenção.
- E dai, sempre sonhas-te com isso desde miúdo!
Ele conhecia tao bem cada momento da nossa infância, cada sonho.
- É verdade, sonhei, mas nem todos os sonhos podem tornar reais.
- Tu é que sabes o que é melhor para ti. Mas se o pai fosse vivo estaria de acordo comigo. - olhei para o lado. O meu pai, tudo o pai. Ele nunca ia estar de acordo com nada que fosse cientifico.
Tomei atenção ao caminho antes que perdesse o norte com a conversa toda. Instantes depois larguei o guiador para dar a vez ao meu irmão enquanto ia dar uma espreita ao tempo. Vim para fora da cabine vi que o tempo estava a encardilhar e que nao tardaria a cair chuva, voltei para dentro para avisar Peter.
- Acho que é melhor voltarmos para trás!
- Porque?
- Vem ai chuva, o ceu esta a ficar negro.
- Isso sao nuvens passageiras.
Nao fiquei muito conformado ao inicio, mas depois acabei por aceitar a sua conclusão temporal.
(...)
3 Horas depois...
O tempo estava completamente mudado, completamente agressivo, perigoso. Peter e eu estávamos com medo de andar mais com o barco, porque a corrente estava muito forte. Charlotte ja tinha vindo para dentro da cabine toda molhada e com muito medo, no entanto Alice nao tinha regressado, fiquei preocupado e decidi que era melhor ir la fora ver.
- Jasper nao acho que seja boa ideia ires! - avisou Peter.
- Eu tenho de ir buscar a minha mulher. Nao posso ficar sem ela! Pode estar em perigo, tenho de a salvar.
Sai muito aflito, a chuva caia em cima de mim como uma torneira aberta, constantemente a deitar agua. Encontrei bem ao fundo na berma a minha mulher muito aflita com medo de sair do lugar, ela viu-me e ainda assim nao se soltava com receio da corrente. O mar estava muito agitado, coisa que a poucas horas era impensável de prever.
- Alice, nao saias dai eu vou buscar-te! - gritei na medida que ela ouvisse-me no meio do barulho todo que o mar provocava.
- Nao saias dai, podes ser levado pela corrente. - ela gritou de igual modo.
Eu nao conseguia ficar parado a espera que a tempestade para-se para a tirar do sitio. Entao tive uma ideia. Agarrei-me a um pedaço de corda, amarrado este a um troço de ferro, vendo que estava seguro caminhei contra a força as aguas.
- Alice quando eu disser tu, largas isso.
- Nao eu tenho medo. - ela chorava.
Caminhei mais um pouco ate ja estar muito próximo dela, quando vi que uma grande onda abatia-se sobre nos, ela era tao forte, tao forte que eu ate cai ao chao e batendo com a cabeça ficando desmaiado por uns segundos. Voltando abrir os olhos olho para o sitio da berma e ja nao a vejo. O meu corpo dorido fica em choque.
- Aliceeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee !!!! Alice ! Alice ! - gritei varias vezes o seu nome, queria ter uma garantia da sua sobrevivência, porem nao havia um mínimo sinal.
Ela tinha sido levada pelas aguas, tinham tirado de mim uma metade do meu coração, da minha vontade, da minha vida. Estava morto. Deixei-me cair de joelhos desolado, ja nao tinha forças, sentia-me fraco.
Entretanto o meu irmão aparece com Charlotte do seu lado, dando-me um abraço de conforto.
- Calma Jasper a policia marítima vai encontrar a Alice. - disse Charlotte.
Era facil falar quando a dor nao abatia nos outros da mesma forma que abatia em nos.
- Eu nao vou conseguir viver sem ela. - as minhas palavras saiam sem força.
- Jasper! Nos estamos aqui nos vamos ajudar-te.
- So queria que ela estivesse aqui. - chorei.
Raramente chorava e quando acontecimento dava-se era porque era por algo muito importante, sendo que neste caso era mais do que isso. Eu chorava porque tinha perdido a minha vida. Estava morto.
- Confia ela vai aparecer ! - abanei a cabeça em sinal de discórdia.
- Com a força que o mar estava, é bem capaz de estar... - nem conseguia acabar a frase pensando nessa possibilidade.
- Nao penses assim ! - colocou a sua mao no meu ombro a minha cunhada.
Voltei para dentro da cabine cambaleando de um lado para o outro. Ouvi Peter meu irmão a conversar ao telemóvel com os senhores da policia marítima eles iam iniciar as buscar. Eu so queria que eles fossem rapidos, nem sei como ela podia estar.

E tudo parecia tão perfeito mas o tempo virou de uma hora para outra, né?
ResponderEliminarQue aflição minha gente...
Charlotte devia ter arrastado a Alice pra dentro, né? Por mais que ela quisesse ficar seria mais seguro!
É verdade, o tempo muda sem que nos suspeitemos de sua ideia. É complicado nessa hora pensar em conseguir salvar, embora a vontade seja essa, o corpo não obedece por inteiro, e depois vem os ressentimentos pela falta de ajuda.
EliminarGente, que agonia. Sei lá, eu teria sido mais esperta se fosse a Alice o.õ
ResponderEliminarDecidiu ficar do lado de fora para que filha? Ver os passarinhos? :3
Hmmm, estou começando a suspeitar de alguma coisa viu?
Adorei o capítulo.
Beijos Paula, até o próximo!
Olá Anna :D
EliminarÉ realmente uma agonia mesmo, no entanto o que aconteceu realmente foi um acidente, ela não estava planeando nada, pelo menos para já não. Sabe digo isto por essas coisas quando acontecem, são esporádicas e a própria pessoa perde a nossao do perigo ao qual esta sujeita, já não tendo a coragem de sair.
Ainda bem que gostou :D
beijinhos Anna :D