Terça-feira, 3 de Setembro
" Desconhecidos "
Querido Diário:
Quando a minha querida filha desceu estava sozinha na sala, ao ve-los presentes sorri mostrando a minha felicidade de os ver.
- Já não era sem tempo – disse muito amavelmente.
- É, parece que finalmente ganhei coragem – disse Emmett dando um beijo na face.
Dei uma risadinha de alegria, nada neste mundo fazia-me mais feliz do que ver os meus filhos bem. Depois entraram Edward e Carlisle, eles tinham ido caçar. Edward estava com cara de que acabava de ler os pensamentos de alguem, dado que olhava para eles com um olhar comprometedor, soltando assim um riso abafado.
- Aleluia, estava a ver que nunca mais – disse Edward ainda a rir-se.
Começou por subir um degrau da escada para de certo ir tomar um duche, mas antes parou opé Emmett e disse:
- Tens de comprar calças novas – acabando de dar o seu conselho subiu a rir-se.
Rosalie ao ouvir o comentário nao se mexeu ao ao contrário do que pensava, dado que estes dois no que dizia respeito a vida de um casal nao era assim muito amiguinhos. Meu marido finalmente veio para a sala a sorrir e disse:
- Parabéns, foram feitos um para o outro.
Depois veio ao meu encontro dando-me um beijo apaixonado. Lembrei-me da primeira conversa que tive com Rosalie, e tinha-lhe expressado o quanto amava Carlisle. Nessa altura invejava toda a minha felicidade, eu sabia que nao era por mal, no entanto estando no seu lugar talvez senti-se a mesma coisa, mas hoje estando ela feliz, a enveja passou e o amor aconteceu tal como eu um dia disse que ia acontecer.
Foi então que entraram dois desconhecidos em nossa casa, um homem e uma mulher. A rapariga entram em nossa casa e fala comprimenta-nos como se ja nos conhecessemos a décadas.
- Olá…
A mulher, que agora mais parecia uma menina veio na nossa direcção com um sorriso na cara, o caminhar dela mais parecia que estava a dançar, ela era baixa e tinha os cabelos curtos, vesti-a um vestido azul marinho e uns sapatos pretos, o rapaz que era loiro, veio atrás dela com um sorriso envergonhado, mas contudo tenso.
- Bem eu vou-me apresentar. – disse a rapariga num a vontade impressionante. – Eu sou a Alice e este é o Jasper, vocês são: o Carlisle, a Esme, a Rosalie, o Emmett e o que está lá em cima é o Edward.
O que? Como é que esta menina sabia os nossos nomes? Ficamos todos de boca aberta.
- Alice, eu disse para não os assustares – disse Jasper.
Carlisle tomou a palavra e disse:
- Como é que conhece-nos? E como é que sabe os nossos nomes? - as mesmas perguntas que a minha mente pedia respostas.
- Bem, eu tenho um dom... – disse ela
- Que é? – Perguntou Rosalie impaciente.
- Eu…tenho visões do futuro. - fiquei impressionada, para ser franca nunca na minha vida tinha imaginado a possibilidade de dons dessa dimensão.
- Ah, isso explica a parte de saber os nossos nomes – disse eu.
- Sim, e também sei que esta será a nossa nova casa. E que vocês serão a nossa nova familia! - disse a Alice mostrando o seu sorriso angelical.
Agradava-me a ideia de ter novos membros na família, eu estava a ficar nervosa, eu não os conhecia, porem sentia que seria agradável a ideia da ver a minha casa a ficar cheia.
- Porque é que eu estou a sentir-me calma demais? – Perguntou Rose despertando a minha atenção e curiosidade.
- Jasper porque usas-te o teu poder nela? – Perguntou Alice.
Fiquei curiosa tal como os outros para saber que tipo de poder estavam a mencionar.
- Porque ela estava nervosa, estava com receio que ela podesse de algum modo exaltar-se.
Eu estava confusa.
- Jasper tem o poder de manipular os sentimentos. – explicou Alice.
Sorri, mostrando o meu encanto, nunca na vida tinha pensado descobrir algo desse genero.
- Ah! - Exclamei
Edward meu filho finalmente surgiu no cimo das escadas ao fim de alguns minutos de conversa com estes dois, no entanto estava com uma cara de desconfiado.
- Quem são vocês? – Perguntou, ao chegar ao ultimo degrau.
- Eu sou a Alice e este é o Jasper! – respondeu Alice saltitando de alegria.
Como ela tinha uma forma estranha de transparecer as suas alegrias.
- E o que que estão aqui a fazer? – Edward perguntou algo que nos ja estavam-mos a querer saber desde o inicio. – Ah, querem murar connosco! - leitura de pensamentos, nao gostava nada.
- Sim, nós sabemos o vosso estilo de vida e queremos ser como vocês, se vocês nos aceitarem claro, se não nos quiserem como parte da família Cullen nós não nos importamos e saímos da mesma maneira que entramos sem ressentimentos.
Eu gostava desta menina, muito simpática, muito pacata, e ele tambem nao parecia ser conflituoso, acho que seria uma boa valia te-los em nossa casa. Nao gostava da possibilidade de eles nao serem aceites, por pouco ou nada que os conhece-se ja gostava muito deles para os ver ao abandono.
- Carlisle agora é contigo! – disse Emmett agarrando Rosalie pela cintura e puxando-a para ele.
- Bom… acho que podem ficar, mas antes temos de saber a vossa história. É uma condição para a vossa permanencia nesta casa. - olhei para eles e pareciam muito a vontade.
- Bem, posso começar eu. – disse Alice. – Eu não lembro-me de nada enquanto eu era humana, apenas lembro-me de que quando acordei depois da transformação estava numa gruta nos arredores de Mississípi, e que tinha uma carta ao meu lado que dizia que eu chamava-me Alice e que agora era uma vampira, essa pessoa pedia-me desculpa pelo que tinha feito que nao o teria feito dessa forma, mas que tambem tinha sido o melhor para mim. Até hoje não conheço as minhas origens humanas.
A história de Alice era era triste, mas não tão triste como a de Rosalie ou ate mesmo a de Carlisle ou a minha, que so de lembrar dava-me um calafrio. Felizmente o pesadelo ja tinha acabado e jamais voltaria a ver o massacrante Charles.
- Bom, agora parece que é a minha vez. – disse Jasper caminhando até ao meio da sala o sol que, por milagre entrou em casa, quando se encontrou com a pele dele reflectiu varias marcas em meia lua, eram marcas de dentes de vampiro. – Eu sou do Texas, e ao contrário de Alice eu lembro-me bem do do que era a minha vida humana, e do que era ter sonhos…
Jasper baixou o olhar e continuou, todos estávamos atentos. Queria sentir cada detalhe da sua vida, pelo menos era assim que sentia-me sempre que ouvia histórias.
- Foi em 1861, juntei-me ao exército com dezassete anos, menti e disse que tinha vinte se não o fize-se jamais aceitariam um garoto. Eu tinha influência sobre as pessoas, elas ouviam o que eu dizia. Naquela noite estava a evacuar mulheres e crianças da cidade. Levei um dia a organizar tudo, parti com a primeira coluna de civis para os transportar para Houston, certifiquei-me que as pessoas tinham ficado bem e voltei, já estava a anoitecer foi então que as vi, tinham a pele tão pálida, como é óbvio fiquei maravilhado, eram criaturas angelicais. – riu-se de si próprio mas não havia nenhum tom de diversão na sua voz, apenas de relembrança do passado massacrante. – o nome delas era: Maria, Nettie e Lucy, Maria parecia ser a líder pois ela mandou-as embora e elas foram sem pronunciar uma palavra. Foi então que algo cortou-me a garganta e o meu corpo começou a arder, a chama do fogo tomou posse de mim, a cada instante fui perdendo as minhas próprias forças... Depois de três dias eu tinha mudado, já não era Jasper Whitlock o jovem ambicioso, eu erauma criatura que ansiava pelo sangue de todos por quem passava, eu detestava-me e detestava-me ter de fazer tudo o que a Maria queria, ter de matar aqueles recém-nascidos todos, ela formava os exércitos, quem ela achava que não servia para nada mandava matar, para ela nós éramos descartáveis…
Parou para olhar para nós, e então continuou:
- Maria não matou-me como fazia com quase todos que transformava, ela achava que eu era especial, ela gostava dos meus poderes, demorei um tempo a assimilar tudo, ela só mantinha-me vivo pelo meu poder, nao por sentir qualquer tipo de compaixão. Passaram-se vários anos e eu sentia-me cada vez pior, cada vez mais angustiado até que decidi deixar a Maria e partir, partir sozinho para algum lugar que não tivesse que lutar para sobreviver, algum lugar longe o bastante da arrogante e gananciosa Maria. Fui para Filadélfia, e foi lá, num café que encontrei Alice, ou melhor que ela encontrou-me a mim, ela falou-me de vocês, e do vosso modo de vida e convenceu-me a invadir a vossa casa e a vossa privacidade desta maneira. – disse Jasper sorrindo para Alice, era evidente no olhar que ambos amavam-se.
- É, e eles vão aceitar-nos eu já sei. – disse Alice com uma gargalhada.
Todos rimos com o que ela disse, ela era muito engraçada e muito sabia.
- É parece que sim. – disse Carlisle com um sorriso, meu marido nunca falhava com as suas promessas, eu sabia que ele tinha coração tao grande quanto o meu.
- Rosalie olha sabes eu também vi outra coisa.
- O que Alice? - perguntou ela.
- Vi que vais servir de modelo para os meus vestidos.
- Eu? Bem está bem. - sorri ao ver que elas ja começavam a iniciar uma amizade.
- Ah e Edward o teu quarto já não é teu, é meu! – Disse subindo as escadas a correr.
Eu, Emmett, Jasper, Carlisle e Rosalie desatamos a rir, mas Edward foi a correr atrás dela, mas quando chegou lá deu com nariz na porta. Pois Alice ja estava a dar as honras do quarto novo.
Bem, parece que a família Cullen aumentou, o meu sonho de ter uma familia estava cada vez mais completo.

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