Terça-feira, 5 de Maio
" Esme Anne Platt "
Querido Diário:
Eu estava feliz aos meus doces 16 anos, os pais Dirceu Platt e Anne Platt ja pensavam em mil e um pretendentes para me casar tal como as minhas irmãs Marie e Andy. Eu ao contrário das minhas irmãs nao sonhava com um casamento, embora qualquer rapariga da minha idade ja sonha-se com o dia mais feliz da sua vida. Eu sentia-me na forma como estava e via a vida, casar nao era uma prioridade entao sempre que o assunto casamento vinha a baila, fugia e refugiava-me sempre na minha velha e amiga casa da árvore, porque sabia que lá nao iriam. Estava no meu quarto descansada a escovar os meus cabelos quando a minha mae bate a porta e entra.
- Esme querida posso entrar? - ela usava sempre esse tom melaço sempre que pretendia vir com aquele assunto chato, ou quanto ja estava com algum plano entre mangas.
- Entre mae ! - disse alegremente ja sabendo que de seguida sairia uma discussão feia.
- Meu amor, o que tu estas a fazer? Temos visita! Não acredito que ainda estás de pijama! Vamos, vistes-te, os senhores Andrey encontram na nossa sala. E com eles, seu filho mais novo, Nicolas, veio se apresentar a ti e conhecer-te para um futuro casamento. Rápido Esme! Apressa-te! - ela sai para a porta nao dando a mim tempo de protestar, o quer que fosse.
Vesti uma roupa qualquer e compus o cabelo, saindo de seguida em direção a sala, onde toda a gente estava cheia de expectativa de fazer um bom "negócio". Era isso que os meus pais pensavam de mim e das minhas irmãs, nos nao passávamos de meras mercadorias que tinham a sua validade fresca para o despacho.
Quando entrei na sala sentei no sofá juntamente com a minha mae e meu pai, depois olhei para as visitas e fiz a minha apresentação educada.
- Boa tarde senhor e senhora Andrey! Sou Esme Anne Platt. É uma honra para mim conhecê-los!
- Boa tarde pequena Esme! Sou a senhora Gertrudes Andrey, e esses são meu marido Paschoal Andrey e meu filho Nicolas Andrey! - apresentou a senhora de cabelos negros, olhando-me a todos os ângulos, vendo todos pormenores como se eu fosse uma jóia de compra.
- Minha filha, os senhores Andrey vieram nos visitar para apresentar-te seu filho Nicolas. Senhora Andrey, fale um pouco de seu filho para nossa Esme, tenho certeza que ela terá um enorme prazer em conhecê-lo melhor, não é querida? - sorri sarcasticamente para a minha mae. Nao entendia como ela conseguia ser tao desagradável comigo. A ultima coisa que nesta hora eu queria e pensaria era casar aos 16 anos.
- Nosso filho está cursando Engenharia, e temos muitas posses na região de Columbus senhora. Tenho interesse no casamento por sua filha ser de uma beleza incrível. Gostaria de ter netos com a beleza dela, e ainda, pelos meus conhecimentos em conversa com a senhora e seu marido, sua filha é de uma inteligência esplêndida onde não poderia estar desperdiçando este atributo, que nos tempos de hoje está escasso. O que me diz Esme? Gostaria de ser a senhora Andrey? - Fiquei sem reação na hora, depois só então é que consegui olhar no rosto do meu pretendente!
Meus Deus, como ele era FEIOOOOO!!!! Descrevê-lo era impossível, o que eu deveria fazer?? Tinha de fazer a cena de todas as vezes que os meus pais tinham esta infeliz ideia! Quando me levantei do sofá a minha mae levantou-se da mesma forma e num acto indelicado gritou comigo mesmo na frente das visitas.
- Não Esme, nem pense nisso! Por favor! NÃO!!! - Era tarde demais, o teatro iria começar, em que o papel principal era o meu.
- Senhora Andrey, não tenho o menor interesse em me casar com seu filho, nem com nem outro rapaz da cidade de Columbus, ou de qualquer outro local que venha me cortejar! - respirei fundo antes de continuar. - Agradeço a senhora pela gentileza de me elogiar, porém, sim eu sei que possuo muitos atributos além de beleza, e também tenho plena consciência de minha inteligência e ainda não tenho o menor interesse em lhe dar netos. - voltei a respirar fundo. - Se assim estamos entendidas, peço-lhe licença, aliás, peço licença à todos que estão nessa sala que irei para meu quarto me recolher. Tenham uma boa tarde! - antes mesmo de eu me recolher o Nicolas levantou-se e veio ate mim e pegou delicadamente na minha mao, fazendo nos virar para o pequeno público da sala.
- Estão a ver, é também por isso que não quero me casar! Imaginem só esta mulher dentro de casa? - pausou. - Eu estando casado com ela sem amor, o que seria de meus dias? Um inferno sem fim. E outra mãe, não quero também me casar por vontade de vocês, eu amo a irmã de Esme, a linda Andy, e ela também me ama! Estamos ambos em mutuo amor. - estávamos todos surpresos, ninguém conseguia falar, mas ainda assim Nicolas continuou. - Ainda assim, vou me casar com ela e não quero mais permitir que aquele idiota do Matheus venha cortejar minha Andy. - estava a ser salva por este rapaz e ao mesmo tempo fazendo a minha irmã ficar feliz.
Ninguém conseguia falar nada, a sala estava em silêncio total, quando Andy entrou pela sala, vindo ate mim e pegando nas minhas maos com suas lágrimas no rosto de arrependimento por ter sido parte da causa do fim da minha quase venda, sendo que Nicolas e eu nunca seriamos felizes.
- Esme, irmã, perdoa-me, fazer-te passar por isto! Eu amo Nicolas! - ela se virou para a nossa mãe e nosso pai que seguravam um na mão do outro e ainda levaram a outra mão em espanto até a boca. - Mãe, pai, eu quero me casar com Nicolas. Matheus não me ama, ele já me disse isso, que prefere mil vezes a morte do que se casar comigo, então, por favor, abençoem este casamento, a nossa felicidade e deixem ir com Nicolas embora. Por favor... - Como ela tem coragem de se casar aos 17 anos? Eu nao conseguia entender estas vontades. Para minha surpresa, quem se manifestou face ao seu pedido foi meu pai.
- Bem filha, se Matheus não faz-te feliz e este jovem rapaz faz, vocês tem a minha benção e autorização para realizar este o vosso matrimónio. Encontraremos um novo pretendente para Esme! - estava correr tudo bem, mas como sempre o meu pai conseguia estragar tudo batendo na mesma tecla. Voltei atenção ao que ele ia acabar de dizer. - Se ela considera nova para casar, respeitaremos a decisão dela! O que a senhora Andrey me diz deste casamento? - nem estava acreditar que o pai estava a concordar deixar livre, pelo menos por enquanto. Hum assim começava agradar-me.
- Concordamos que isso é um segredo que estava guardado pelos dois e que Andy é tão bonita e inteligente quanto a irmã. - tudo girava a minha volta. - Assim sendo, abençoamos também este casamento. Nós iremos tratar dos preparativos da festa, pois em breve, vamos para uma viagem de negócios que nos vai retornar algum tempo. Se nos derem licença, vamos nos retirar, mas antes, tenho que agradecer a pequena Esme, por ter feito esta cena e assim descobrimos a verdade, não gostaria de ver nem meu filho e nem respectiva esposa infeliz em um casamento. Obrigada pequena Esme! - a senhora Andrey redigiu um sorriso, não teria como não agradecê-la pelo favor que me fez. Estava tao aliviada, que ja nada mais me deixava chateada.
- Obrigada senhora Andrey! - agradeci educadamente.
- Se nos dão licença, temos um casamento para organizar! Senhora Platt, podemos ir até minha fazenda, para começarmos os preparativos? - minha mãe concordou com um aceno de cabeça. Ela acenou para nós e saiu atrás do senhor Andrey. Eu por minha vez, tirei estas roupas formais, e fui para meu refúgio, a minha árvore na fazenda de meu pai, onde eu, com toda a certeza do mundo, ficaria protegida. Queria pensar no futuro, era nesta árvore, que eu planejada dar aulas a crinaças de todas as idades, realizar meu sonho que era ser professora.
A árvore não ficava muito longe de minha casa, apenas era tranquilo onde ela ficava. Ela me trazia paz, coisa que em casa raramente tinha. Pendurei em um ramo e comecei a subir a árvore. Eu gostava de ficar mesmo de ficar bem no cimo. Estava subindo e a imaginar uma sala cheia de crianças e eu ensina-las. Aquele realmente não era meu dia. O ramo no qual eu estava pendurando, partiu.
Imediatamente eu cai, a queda foi direita para o chão, onde os ramos batiam no meu corpo, arranhando meus braços e rosto. A única coisa que senti foi o osso da minha perna fracturar. Na hora em que senti o chão em baixo de mim, comecei a gritar de dor, desesperadamente, tentando a todo o custo ser ouvida e socorrida por alguem.
- Ai, me ajudem!!! Socorro !!! - só conseguia gritar por ajuda! - Socorro! Socorro! Ajudem!!!
Imediatamente meu pai veio a correr em meu auxilio e com cuidado pegou-me no seu colo, colocando com cuidado para nao me magoar mais na charrete e levar-me ate ao hospital da cidade de Columbus.

Agora as coisas vão melhorar...
ResponderEliminarCom certeza querida e muito fique para ver o desenrolar da história.
ResponderEliminarBeijos