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Diário de Esme Cullen - Hospital


Quarta-feira, 6 de Maio
" Hospital "
Querido Diário:

No hospital eu senti um arrepio enorme, o cheiro era deveras um pouco desagrável e as pessoas estavam todas a espera de serem atendidas. Entretendo uma enfermeira passa na nossa frente e o meu pai aproveita o momento para pedir ajuda.
- Por favor, me ajude aqui! Minha filha caiu da árvore e acho que ela fracturou a perna! Ela está gritando de dor aqui, por favor, pelo amor de Deus, ajude-me! - ele estava desesperado e mais que eu, que era a paciente.
- Calma senhor, vou chamar o Dr. Cullen e ele resolverá tudo! - nesse momento a enfermeira pegou na minha mão. - Calma querida, vai dar tudo certo! - assim eu esperava. A dor não passava, ela aumentava pouco a pouco mais a sua intensidade. Acho que eu estava mais preocupada com meu pai, pela expressão de seu rosto do que com minha própria perna partida.
- Pai, eu vou ficar bem, fique calmo! Aiiii, isso dói!! - de repente só senti uma mão gelada na minha perna, na hora em que consegui olhar para cima. Imaginei que estava no céu, e um anjo tivesse vindo ao meu encontro.

Sua mão gelada, de repente deu-me a tranquilidade que precisava e tambem aterrar na terra pois o anjo existia. Por momentos deixei de sentir a dor era como se nao existi-se mais. Ele tinha os olhos diferentes, uma tonalidade nunca antes vista, olhos dourados, e um cabelo loiro maravilhoso. Muito lindo para um médico vulgar. Assim que a dor acalmou um pouco, eu disse a ele.
- Será que eu morri? Por que parece que estou no céu!! - eu disse para aquele homem, ele parecia um anjo, quanto mais um médico. Olhei em sua bata branca, assim como sua pele, nele estava escrito "Dr. Cullen". Ele sorriu para mim, ele era mesmo um anjo.
- Olá menina! O que tu andas-te tramar com essa perna? - falou para mim sorrindo, e ainda segurava a perna fracturada. Como se fosse magia, eu parei de sentir dor, assim que ele tocou na minha perna.
- Eu fui subir na minha árvore favorita doutor! Por que eu estava feliz que meu pai não iria me fazer casar com quem eu não gosto! - desabafei sem medo de falar. Ele riu bem alto nesta hora! Que engraçado, como ele me deixava calma, tranquila. - Ai eu subi na árvore, quando pendurei em um ramo e ele partiu. Só que eu estava no alto já, daí eu cai e parti a perna!
- Bem menina... Esme é teu nome não é? Bonito nome... O que significa, a menina sabe? - enquanto ele me distraia, com a conversa, percebi que aplicava injeções na minha perna, por que rapidamente a dor foi parando, ate ficar nula. Olhei para ele e sorri, eu sabia muito bem o significado de meu nome, melhor que qualquer pessoa.
- Meu nome é Esme Anne. Esme significa com muito amor e Anne cheia de graça. Gosto muito de meu nome. - eu anunciei e abaixei a minha cabeça, corando de vergonha para o médico que agora imobilizava minha perna com uma tala de madeira.
- Interessante Esme Anne. Muito bonito os significados de teus nomes. Vamos para o quarto, é que terei que vou ter de colocar a tua perna no lugar. Fica tranquila que não vai doer nada!
Não sabia o porquê, mas eu confiava em cada palavra que ele dizia. Ele era especial, e fazia com que eu me sentir-se assim. Gostava do meu nome, e deixava-me muito calma.
(...)
Depois que o Dr. Cullen colocou minha perna no lugar e a deixou imobilizada, ele disse à meu pai, que para meu bem, eu deveria ficar hospitalizada por um tempo, em observação. Meu pai tinha ido embora para casa descansar, coitado e a minha mãe estava no aqui, porém lá fora na salinha de visitas dado que o Dr. Cullen aconselhou a deixar-me ficar só por enquanto, que eu precisava descansar mesmo. Eu tinha dormido bem de um dia para o outro. Minha perna ja não doía mais.
Ouvi alguem bater na porta ao de leve, pelo certo nao me queria acordar. Imediatamente sai do meu mundo de pensamentos e disse para que a pessoa entrasse no quarto. Na hora em que a porta abriu, fiquei surpresa com ele, o anjo tinha vindo para me ver.
- Bom dia Esme! Como tu passas-te a noite? Conseguis-te repousar tal como te pedi?
- Sim doutor... Dormi muito bem, sem as preocupações do meu pai no meu ouvido e da minha mae! - ele riu com minha afirmação, mas era verdade, o meu estando aqui so atrapalhava e deixava-me nervosa.
- Que bom! Eu vim aqui para verificar como está a tua perna. Se tudo estiver bem, vou dar-te alta hoje mesmo. - por um lado estava feliz por voltar para casa, por outro triste porque nao voltaria a ver tao cedo este anjo.
Eu sorri para ele. Ele começou a analisar a minha perna. Ela não doía mais. Porém, por dentro, eu estava tao triste em ter de ir embora.
- Bem menina, hora de ir para casa! Terás que ficar quietinha por uns tempos, será que tu consegues? - olhava-me e ao mesmo tempo tinha um sorriso de anjo no rosto.
- Tenho outra hipotese? Acho que não, não é? Portanto ficarei quietinha, tal como recomenda! - Fiz beicinho e fingi estar chateada. Para meu espanto ele riu e eu ri com ele também. Pareciam sinos o seu riso.
- Trata de ter cuidado ao subir ás árvores menina Esme. Fracturar uma perna é algo muito sério e podes ter problemas se voltares a fracturar esta perna de novamente. Quando se passarem 40 dias poderás vir aqui para tirar a tala. É só voltares ao hospital e falar com qualquer médico que estiver por aqui de serviço que ele irá retirar a tala, ok?
- Você não estará aqui doutor? - eu perguntei, ficando triste com a resposta que eu já adivinhava qual era.
- Não querida, estou de partida para outra cidade. Fica tranquila que serás bem atendida. - ele falava de uma maneira de como tudo fosse fácil.
Não queria que ele fosse embora, mas por mais estranho que pudesse parecer, algo me dizia que encontraria ele de novo. Despedi-me dele.
- Ok doutor, então adeus e boa sorte no seu caminho! - fui sincera com os meus votos.
- Boa sorte também menina! Cuida de ti! - nesse instante o meu pai entrou no quarto e ajudou-me a ir em direcção a saida.
- Meu anjo, estás melhor? - começou o interrogatório. - Sua mãe está muito preocupada com contigo! Vamos para casa... Ela fez o bolo de chocolate que tu tanto amas! tu verás, que a tua perna vai ficar boa logo. Uma pena que nossa cidade perdeu um médico tão bom quanto esse Dr. Cullen, mas haveram outros para o cargo que de certo serao tao bons quanto ele...
As palavras dele foram desaparecendo, eu continuei a pensar naquele médico como um anjo, meu protector  para minha felicidade, jamais o esqueceria... Será que um dia voltaria a encontrá-lo? Estava que sim.


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