Capitulo 18 - Confronto de Sarah e Rebeca
[Sarah]
O aniversário de ontem foi um sucesso, Esme adorou a nossa surpresa e isso era a coisa que me deixava mais feliz, ela merecia depois de tantos problemas nos últimos tempos, eu principalmente nao me tinha portado bem com ela, mas agora sabia que tudo estava bem e assim esperava que continuasse.
Mais um dia a ter de cumprir papel humano indo para escola. Preparei as minha coisas e fui para a sala onde ja estava Nancy, Emma e Hanna a minha espera sendo que tal era raro de acontecer a menos que me atrasa-se com algum pormenor e tal. Os rapazes ja tinha ido na frente como sempre faziam.
- Bom dia meninas! - disse muito animada.
- Uau, hoje estas muito sorridente Sarah! - disse Emma.
- Sim, o dia de ontem foi muito agradável e so mostrou que as vezes nao sabemos dar o devido valor aquilo que temos mesmo em casa.
- Isso é verdade, a Esme adora-nos muito. - disse Hanna.
- A Esme nao, Avo Esme. - corrigiu Nancy.
Paramos com a conversa e fomos ate a garagem onde peguei as chaves do meu carro. Em minutos ja trilhávamos o caminho de acesso ao edifício escolar de Forks.
Parei o carro e elas começaram a sair, quando sai-a de dentro da viatura, vejo uma sombra bem atras de mim, a forma do desenha da mesma dava-me a reconhecer alguem. Virei-me logo para ver quem era e fiquei seria a observa-la.
- Bom dia para ti tambem Sarah ! - falou secamente Rebeca.
- O que queres daqui? Nao achas que ja chega de visitinhas ? - perguntei friamente estando disposta a ter de a expulsar do local.
- Nao precisas de ficar assim minha querida, so vim dar um oi e um aviso.- ela falou num tom irónico que me estava a dar nauseas.
- Fala logo, ja estou atrasada!
- Realmente a simpatia nunca foi o teu ponto forte. - ironizou mais uma vez.
- O que se passa Sarah! - perguntou bem do fundo Emma.
Olhei para ela acenando que tudo estava bem e que dentro de pouco tempo iria ter com elas ate ao cacifo, depois voltei a minha atenção novamente nesta menina.
- Parece que as tuas amigas estao a tua espera! - sorriu ela.
- Vais parar ja com as tuas ironias ou vou ter de perder a cabeça?
- E o que pensaria o Carlisle se soubesse que uma das meninas protegidas tinha desvendado o segredo de séculos? Como seria? Ja paras-te para pensar! - a minha paciência ja estava no limite.
Agarrei no seu braço e a puxei ate a um lugar mais escondido da floresta. Depois a mandei-a contra um árvore.
- A tua força nao me assusta! - falou ao levantar-se do chão.
Cerrei os punhos e saltei em cima dela sem dó nem piedade Começamos a rebolar pelo chão parecendo duas loucas, uma puxava de um lado, a outra do outro e nao parávamos O prazer de estarmos a ser violentas uma contra a outra estava a aumentar cada vez mais.
Alguem aparece muito rapidamente e nos separa em segundos.
- Voces perderam a cabeça? - disse tia Alice.
- Foi ela que começou! - afirmou a Rebeca, fiquei possuida que me deslarguei logos dos braços resistentes de tio Jasper.
- Chega ! - disse Jasper. - Voces ja sao grandinhas o suficiente para perceberem que nao vale a pena por andarem o tempo todo a bulha por questões do passado. Aprendam a lidar com isso de uma forma mais civilizada se quiserem continuar aqui em Forks!
O seu tom firme, me deixou mais receada de ter de ficar longe da minha familia e perder as verdadeiras raizes que tinha criado aqui. Por outro lado nao estava importada de cometer erros que me dessem o prazer de terminar logo com esta vingança que Rebeca fazia questao de nao guardar.
- Sarah, eu vou ter de contar ao Carlisle o que se anda a passar mais uma vez. - disse tia Alice firme, nao parecendo aquela pessoa de ontem e outros dias que gostava de ver, no entanto ela so queria o melhor para mim e nossa familia.
- Eu ja percebi que nao devia ceder a todas as idiotices!
- Tu ve la como falas comigo oh sonsa. - disse Rebeca tentando de desprender dos braços de tia Alice.
- Eu nao quero que a avo Esme fique triste por saber disto! - baixei a cabeça, ciente do meu erro.
Na vida tinha cometido muitos erros, e com eles eu tinha aprendido a crescer e nunca mais voltar a repeti-los, mas haviam sempre marcas que o passado nao queria apagar, que nem o futuro podia se quer melhorar. Nao queria desiludir mais a minha familia, nao queria ver a minha mae e o meu pai tristes comigo, ou a minha avo magoada.
- Entao muda Sarah ! Estas a tempo de mudar ! - disse tio Jasper.
- Mudar? - nao estava a entender a que tipo de mudança ele se referia.
- Todos nos com o tempo aprendemos a mudar, neste caso vais ter de ser tu a fazer isso por ti. Eu falo principalmente em relação a esta garota. Tens de aprender a conviver com ela e outras pessoas que aches serem teus inimigos.
- Podem-me pedir tudo, mas eu isso nao o faço de maneira alguma.
- Nem pela Nancy? - disse do nada tia Alice.
- O que a Nancy tem haver com isto? - perguntei.
- Nancy? - perguntou Rebeca admirada.
- Nancy e Rebeca sao irmãs. - anunciou ela por fim.
O meu mundo estava a cair-me aos pés de um tom grave e gradual. A pessoa que eu achava minha maior inimiga era irmã da minha amiga de infancia e de familia. Agora fazia todo o sentindo naquele dia o seu subito interesse em saber quem era a visita e a sua mudança de humor que me levou a magoa-la. Ela estava a tentar defender a irmã.
- Porque é que ela nunca me contou que tinha uma irmã e tu porque nunca me contas-te quando éramos amigas !
- Porque talvez nunca me perguntas-te e tambem porque a tinha perdido quando ainda eramos muitos novas. - ela falava em tom de saudade e de certo estava mais calma desta vez pondo para tas das costas as nossas avenças. - Eu quero ver a minha irmã, eu tenho esse direito.
- Claro, ela daqui a pouco vais sair para intervalo e voces vao poder conversar mais a vontade. - disse tia Alice com um sorriso matreiro nos lábios.
- Sarah! - chamou-me tio Jasper fazendo-me olhar na sua cara. Olhei desta vez para Rebeca e disse.
- Desculpa por ser tao rancorosa contigo durante estes útimos anos. Ambas erramos e sabemos que a coisas que nao vale a pena relembrar. - pausei. - Estou disposta a esquecer tudo e dar uma nova oportunidade a nossa amizade se assim quiseres claro.
- Sarah, eu perdoou tudo o que fizes-te, mesmo a questão de me teres roubado o namorado, mas vou continuar agradecer-te por tudo o que fizes-te de bom por mim, cuidas-te de minha irmã como se fosse tua. - pousou. - É claro que aceito o teu perdão, assim como dou o meu por ter agido de uma forma menos correcta contigo. E aceito sim voltar a ser tua amiga como nos velhos tempos. - abraçei-a e fiquei feliz por tudo estar a resolver-se tao bem.
Olhei para os rostos animados de Tia Alice e Tio Jasper por verem a missão comprida de juntas duas inimigas do passado, agora amigas do futuro. Nunca ia esquecer esse gesto. Abracei eles tambem de seguida.
[Nancy]
Estava assistir a aula muito atentamente quando recebo uma mensagem inesperada da Sarah pedido para eu sair ate ao jardim. Fico a estranhar pois raramente alguem me pedia coisa assim, a menos que o assunto fosse urgente. Levantei a mao.
- Sim menina Nancy Cullen ! - falou o professor de geometria descritiva.
- Posso sair para ir ao... toalete. - inventei logo algo plausível para a minha saída repentina bem perto do fim da aula.
- Estamos quase no fim da aula, nao aguenta um pouco mais?
- Nao vou aguentar! - na verdade a minha vontade dizia que nao ia aguentar ate ao fim a curiosidade.
- Pronto va lá.
- Obrigada. - disse ao abandonar a sala.
Uma vez no corredor corri ate ao jardim onde vi Sarah e o meu pai e a minha mae. Fiquei sem reacção.
- Pai ! Mae! - exclamei. - O que se passa ? - perguntei por fim.
É entao que a minha resposta sai de entre as árvores bassas do grande jardim. Ao inicio penso nao estar a ver bem e que tudo nao seja a minha imaginação a tomasr conta do meu senso, no entanto era real, ela estava comigo. Abracei a minha irmã, a tanto que ansiava por este momento.
- Por onde tens andado ? - fiz a questão.
- Por muitos lugares e tu como é que conseguis-te manter-te assim sem que eu soubesse que estavas viva?
- Eu estive em varios lugares tambem..
- Bom nos vamos vos deixar mais a vontade meninos. - disse a minha mae.
Vi eles se afastarem.
- Agora que eles foram embora, conta-me o que se passou contigo! - pediu ela.
- Rebeca, eu passei coisas complicadas, passei por dificuldades, pois nunca aceitei a morte dos pais e ainda mais a tua ausência. Cheguei a pensar a tua morte, visto que nao davas noticias fazia anos.
- A minha vida tambem nao foi facil querida, mas o que importa agora é que juntas vamos alcançar o que mais ninguem pode fazer por nos.
- O que ?
- O AMOR DE IRMÃS É COMO O AMOR DE MÃE É ETERNO-
Sorri a ouvir estas doces palavras, voltei abraça-la e a mostrar um pouco daquilo que tinha aprendido a viver. Passamos um dia formidável como os velhos tempos.
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