Capitulo 23 - História de Nancy
[Nancy]
Estava no meu quarto entretida nas redes socias no meu tablet quando ouço vozes no corredor, logo num impulso levanto-me e arrumo tudo de modo a parecer vazio e escondo-me de baixo da cama.
Instantes depois entram no quarto Hanna e Emma feliz e com conversas que para mim eram estranhas e desconhecidas.
- Hanna ainda nao acredito que falas-te com ele! - do que elas estavam a falar.
Tentei ficar mais atenta a conversa, para perceber melhor o que estavam a dizer uma a outra.
- É Max vai perceber que tambem esta apaixonado por tie voces vao ficar juntos.
Apaixonado? Juntos? Estava-me a escapar alguma coisa. Tentei fazer o raciocínio rápido.
Emma estava apaixonada, Max ia reconhecer tambem a sua paixão. Um novo casal? Uau a tendência para o cupido mantem-se, mas ainda assim estava chateada por ter de ficar de fora de uma história que ate podia interessar-me.
Tentei ouvir o resto da conversa, porem o silencio instalou-se e quando tentava espreitar ja nao tinha ninguem dentro do quarto.
Bolas como elas sairam sem que eu desse por isso? (pensei)
Sai para o corredor, tentei identificar as vozes desta casa, mas nem sinal delas. Desci as escadas, sentei no sofá e passei os canais com uma velocidade estonteante, nao gostava de nada que dava nesta tv, entao liguei a ps3 que era a uncia coisa para alem da meu tablet de jeito e começei a jogar o meu jogo preferido.
(...)
Horas mais tarde sem eu dar por nada, o meu pai senta bem ao meu lado, de incio começei a estranhar, pois raramente falavamos e quase que o nosso contacto de pai e filha era nulo.
Nesse sentido gostava mais da minha mae e tambem era por isso que a nossa ligação era tao forte. As vezes pensava que este factor se devia a seremos mulheres e entendermos melhor, no entanto a justificação nao era essa...
- Passa-se alguma coisa Nancy?
A mim estava a dar a mesma vontade de formular a mesma pergunta e era isso que eu ia fazer.
- O mesmo pergunto eu!
Ficou calado vendo que eu estava firme e querendo uma explicação, para a sua súbita preocupação. Pois desde que era vista com sua filha nunca tinha sentido tal efeito antes.
- Entao nao vais falar? Ok ja percebi que nao! - levantei-me e ele agarra o meu braço. sou logo obrigada a olhar em seus olhos.
- Porque trastas-me como seu eu fosse eu estranho para ti?
- Tu es um estranho para mim, desculpa a minha franqueza, mas nao consigo deixar de dizer aquilo que penso. - mostrei o meu lado frio e directo e quando menos estava a espra uma calma toma posse de mim, por certo era ele a usar o seu dom.
- Tens toda a razão eu como pai nao tenho estado muito presente, mas eu posso mudar, alias estou aprender a lidar com esta mudança por voces, por Alice.
- E por ti?
Nao deu qualquer tipo de resposta, porque era o que eu temia. A sua vontade nao contava. Saiu da sala no exacto momento que tio Edward e Tia Bella entravam. Este por sua vez lançou me logo um olhar desaprovador e veio ate mim.
Sentou-se ao meu lado, fechou os olhos e falou.
- Pára de agir com 7 pedras na mao! - mantinha os olhos ainda fechados.
Mantive-me calada.
- Esquece o teu passado, e acredita na vida do futuro, porque nem tudo tem de ser como era antes. Nem tudo tem que ser mau. - respirou fundo. - Jasper é um bom rapaz, mesmo que tu nao acredites. Acredita nao foste so tu que passas-te um mau bocado na vida, todas as pessoas desta casa tem uma história infeliz, e o teu pai deve ser das piores histórias... E por vezes estas atitudes dele nao sao por mal, tenta compreender que tudo é novo para ele.
Baxei a cabeça, tentei lembrar os piores dias da minha vida. Lembrei-me de tudo, desde a separação da minha irmã, a morte dos nossos pais, a minha transformação, a recolha naquele colégio, a minha amizade com Hanna, ao acolhimento desta familia.
- Fala-me de ti Nancy! - pediu. - As vezes ajuda a compreender um pouco de voces.
- Porque nao les a minha mente e descobres por ti.
- Porque nem sempre aquilo que le-mos tem o mesmo significado de quem nos conta.
Realmente de ler a ouvir era um pouco diferente, sendo as vez era melhor ser ouvinte e sentir o valor das palavras.
- Nao gosto muito de falar sobre isso, mas ja que insiste vou contar, no entanto porque confio em si tio. - respirei fundo. - olhei para os porta retratos e ve via a simbologia de familia feliz e isso deu-me uma luz para o meu relato.
- Estou a ver pelos teu olhos que nao foi algo que deixe-te muito feliz, que deixou muita magoa.
Concordei com um aceno de cabeça e ainda assim preparei-me. Pensei mentalmente nas palavras certas para falar.
- Tinha uma familia feliz, vivíamos todos felizes, tinha um lar, amor e carinho, um irmã... Só que num dia a minha vida mudou, a minha irmã desapareceu, ate cheguei a pensar que ela estava morta, os meus pais morreram brutalmente num acidente de veleiro, e desde entao fui obrigada a viver sozinha, durante muito tempo. - olhei para o chão, nao querendo encarar os seus olhos.
- E depois o que aconteceu?
Quando realmente achava que a mina vida estava a voltar ao normal, sofro uma nova desilusão.
- Mas no meio disso tudo conheces-te Hanna?
- Conheci durante o periodo da perda da minha familia, mesmo sendo ela uma grande amiga nunca chegou a saber da minha história, talvez porque eu nao queria sentir a pena dos olhares cravados em mim. - levantei a cabeça para observar o jardim, através da janela da varanda. - Pouco tempo depois de conhece-la e viver sozinha, fui forçada a abandonar o meu lar, o dinheiro que os meus pais tinham juntado ao longo de uma vida estava acabar e as despezas nao paravam de aumentar.
Ele estava constantemente atento, nunca desviando por um segundo o olhar.
- Ja a viver na rua, lembro de ser abordada por 2 estranhos, posso dizer que tive medo, ainda tentei fugir, mas nao sei como explicar eles eram muitos rápidos... - silenciei.
- Eram vampiros! - exclamou.
- Naquela época nao sabia, mas hoje olhando para o passado tento esquecer toda a dor, o sofrimento, a angustia... E quanto ao resto ja sabes.
- Compreendo que a tua história segundo o teu relato nao tenha sido muito fácil.
Acredita que aqui serás feliz, terás tudo o quanto precisas. Ate a tua irmã.
- As vezes nem acredito que ela esta viva parece mentira.
- Mas é verdade, e esta feliz por ver-te bem.
Eu sabia disso tudo, esta familia estava a ser esplêndida tirando as vezes uns aspectos menos bons, mas nem tudo tinha de ser como nos queriamos.
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