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Lua de Sangue - Capitulo XXIV - Amor em segredo


Capitulo 24 - Amor em segredo

[Emma]
Depois de muitos conselhos com Hanna e tambem de saber que ele ja sabia das minhas intenções  sentia-me um pouco mais solta, embora em outra situação nao podesse estar desta forma. Agora mais que nunca sentia que nao tinha com o que temer. Amar era apenas um passo e nao uma morte, ser rejeitado magoa, mas nao sentença para infelicidade. Ia lutar contra as minhas fraquezas e mostrar que nao podia intimidar-me a qualquer coisa, queria mostrar sim o meu poder de ser uma boa rapariga que nem mesmo depois de confessada aos meus sentimentos deixava de ser a mesma. 
Nunca na minha vida tinha pensado em amar, pois era algo que pouco sabia, dado que a minha vida foi construída na base da ausência do amor, no entanto graças a estes amigos, a estas pessoas maravilhosas tudo mudou e aquilo que eu pensava estar esquecido ou adormecido, voltou mais forte que nunca. 
Saltei da minha cama, parando desde logo de pensar e sonhar. Por vezes os sonhos conseguiam ser melhores que certas realidades, contudo eu acreditava que este era apenas o inicio da mudança da minha sorte e que o amor para mim so agora começava a dar as primeiras flores, os primeiros sinais. 
Desci as escadas muito sorridente como raramente era costume, Nancy estava sentada no sofá e claro que ja adivinhava o que vinha ai. 



- Ei ei ei! - parei. - Onde é que vais? Emma, podemos falar? 
- Sim ! Qual é o problema? - perguntei ja com receio. 
- Nao é nenhum. 
- Entao? 
- So gostava de saber porque estas assim tao sorridente, a menos que nao se possa saber. - limava as unhas. 
- Esta bem ! - senti-me derrotada. - Vem ca ! - puxei pelo seu braço e sentamos no sofá da sala.
Ela abriu bem os olhos a espera de uma explicação. 
- Bom eu estou assim porque... porque... 
- Porque? 
- Estou apaixonada! 
- Ha isso ja sabia! - abri bem os meus olhos chocada. 
- O que ? Tu ja sabias? Quem contou-te? 
- Ninguem, ouvi a tua conversa com Hanna. 
Estava com vontade de bater em mim própria. Como eu conseguia deixar escapaz um pouco destes! 
- Nao precisas de ficar assim! Afinal amar nao é nada de outro mundo, e alem disso ate fazem um lindo par, claro isto se Max aceitar namorar contigo, o que a meu ver nao será nada difcil de realizar. 
- Como podes ter tanta certeza ? 
- Oh amiga eu conheço os homens, sei perfeitamente quando estao apaixonados! - a sua conversa estava a deixar curiosa. 
- Ha sim? Isso é novidade para mim. - fiquei esperançosa de ouvir alguma coisa positiva.
Fechei os olhos por uns minutos e esperei fortemente que ela disse-se uma boa coisa.
- Ainda é sedo para dizer se ele gosta ou nao de ti, mas que de certo modo ficou balançado ficou. 
Uma pessoa quando se sente assim quer dizer coisas boas. 
- Por isso é que te digo amiga a tua sorte vai mudar. 
Sorri para mim e saio para o jardim deixando-me completamente sozinha nesta sala grande. Por mais que quise-se falar com Hanna e contar que Nancy ja sabia de tudo, ela nao estava em casa para isso, entao lembrei-me logo do telemóvel e liguei para ela.
Chamou, chamou ate atender. 
- Alo!  
- Alo Hanna! 
- Emma diz ! Alguma novidade ? - perguntou ela.
- Tu nem vais acreditar no que acabei de saber. 
- O que ? Nao me digas que o Max...
- Nao, o Max nada.. A Nancy! - ate estava nervosa.
- O que tem a Nancy? 
- Ela sabe de tudo. Que eu estou apaixonada e tal e que tenho grandes chances com ele e que ele esta meio balançado. - a linha ficou muda. - Hannaaaa?!
- Sim, estou aqui ainda. 
- Nao dissses-te nada! Estou aqui a pensar em como é que ela descobriu.
- Isso é facil...
Entretanto Max entra na sala e eu fico paralisada deixando Hanna pendurada no telemóvel, fico sem reacção ao velo na minha frente a olhar-me firme.
- Emma! Emma! Estas ai ? - ela falava.- Emma? O que aconteceu nao falas ? Perdes-te a lingua? 
Desliguei a chamada e deixei cair o telemóvel no chão. Max aparou-me logo estava a ter uma má sensação, um calafrio na barriga. 
- Estas bem? - as palavras de mim nao queriam sair. - Fala Emma! Bem acho que é melhor chamar o Carlisle. 
- Espera! - consegui falar. - Eu estou bem, nao é preciso de nada, obrigada pela preocupação. 
- De certeza? Nao pareceu-me! 
- A sério, esta tudo bem ! - respirei fundo. - Ainda nao contas-te o que vinhas conversar comigo! 
Tinha de ter alguma forma de dissipar este meu receio de temidezes na sua frente. 
- Bom vinha para... perguntar se nao queres dar um passeio pelo jardim comigo! - ofereceu o seu braço.
- Claro! - dei o meu braço.
(...)
Passamos um tarde maravilhosa, com Max eu conseguia rir, perder o medo, poder amar, sentia-me completa, so faltava uma coisa para me deixar mais que realizada era ouvir da sua boca o mais importante. 
Deitei-me na relva seca e ele fez o mesmo ao meu lado, ate que eu nao estando a espera sinto um rosto bem perto do meu e a minha surpresa toma controle da acção de um beijo. Um beijo apaixonado e cheio de emoção. Depois de alguns beijos seguidos consegui por fim abrir os olhos e ver se aquilo que estava acontecer era a realidade ou entao seria mais um sonho como tantos, mas nao era  a realidade, o meu chamamento tinha sido atendido e finalmente tinha aquela pessoa, aquela alma para partilhar os meus eternos dias nesta vida.
- Ainda nem acredito no que aconteceu aqui! - falei ainda nao estava pronta para assimilar tudo.
- O que aconteceu aqui era o que ja devia ter acontecido a muito tempo. Fomos feitos para ser unidos e para sermos uma so alma. - ai que lindo. - Eu sei que pode parecer estranho, mas so descobrimos o que realmente sentimos ao fim de algum tempo, e eu descobri que ja sentia esta química a mais do que um século por ti... - beijou-me novamente. 
Era tao bom estar ao seu lado, sentir a sua presença. 
- Podes acreditar que eu vou ser sempre tua, eternamente tua.
- Nem espero que me troques por outro. - brincou. - Amo-te boneca rebelde.
- Olha quem fala! Tambem te amo meu herói. 
Um momento como este tinha de ser guardo a sete chaves, pelo menos por agora nao queria que ninguem soube-se, quer dizer a tia Alice ja tinha previsto isto de certo, tio Edward ja devia estar a ler a minha mente. Isto era o que dava ter uma família com poderes especiais.
- Para ja quero manter a nossa relação no segredo! Pode ser? - perguntei na tentativa de nao o deixar triste ou desiludido comigo.
- Claro será como tu quiseres. - sorri e beijei mais e mais. 


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