Capitulo 25 - História de Edmund
[Sarah]
Hoje o dia estava uma seca por completo, credo Hanna estava na biblioteca a escolher livros e com Jonh e eu aturar este chato do Edmund. Credo ninguem merecia.
Sentei num banco e coloquei os meus phones, nao estava para ser incomodada por um chato. O pior era que nao era fácil as pessoas entenderem isso, entao sentou-se ao meu lado e com a sua cara de sonso, tirando-me os phonos dos ouvidos e deixando-me irritada.
- O que pensas que estas a fazer? - comecei a ficar pior que uma barata.
Ele queria brincadeira tanto, que fez-me correr atras dele.
- Da-me isso ja! - ordenei. - Nao vai dar pois nao? Entao esta bem, nao des! - cruzei os meus braços parando de correr.
- Nao vais mais protestar pelos teus phonezinhos?
Fiquei tentada a tira-los da sua mao, mas contive-me.
- Fraca! - chamou ele, despertando o animal adormecido que havia em mim. Saltei bem em cima de uma pilha de livros deitando tudo em cima dele. A nossa sorte era muito diversificada, desde nao nos magoar-mos e conseguir-mos passar despercebidos.
- Estas louca ! - exlcamou ele.
- Ainda tu nao viste nada. - afirmei.
- Pois, pois. Olha fica a saber que eu nao vou dar-te, mas nunca esta porcaria. Agora sao meus.Ele estava abusar da sua sorte.
- Tu nao metes medo! - disse ele cheio de convicção.
- Claro! Consegues mesmo ser um perfeito idiota sabias! - falei, nao pensando em mais forma alguma de descrever a sua imbecilidade.
- Claro, claro. Sarah Cullen! A perfeita!
- Nao me irrestes! - avisei.
- O que ainda nao estavas irritada ? - gozou com a minha cara.
Entretanto para sua salvação saem Hanna e Jonh. Vendo o ambiente que estava a instalar-se olham um para o outro, piscando o olho ao idiota de Edmund.
Nao! Eles estavam combinados! (pensei)
- Sarah que tal deixares de ser assim com o teu querido irmão! - meteu-se na brincadeira Jonh.
Ok agora em vez de aturar um idiota, aturava dois. (pensei)
- Sarah ! - chamou Hanna. - Tenho uma coisa importante a falar-te!
- Nao ouviram é importante e ultra-secreta, por isso bazem ja. - ordenei.
- Ei que mau humor! - reclamou Jonh virando as costas com Edmund do seu lado.
Virei a minha atenção para a novidade.
- O que tens para contar?
- A buscado liguei a Emma! - fiquei atenta. - Estávamos a falar muito bem e derrepente ela deixa-me de responder e ate desliga a chamada e o pior de tudo é que desde entao nao ligou.
- Estas preocupada.
- Um pouco.
- Mas achas que pode ter acontecido alguma coisa?
Tentei pensar um pouco e nao foi difícil juntar as peças De certo a minha conversa com Max tinha sortido o efeito desejado.
- Ja sei !
- Que foi? - ela estava surpresa.
- Lembras-te de quando pediste-me ajuda? - ficou pensativa.
- Lembro! Nao! Achas...
- Nao acho meu amor, tenho certeza! O nosso plano deu certo.
- Boa. - dei mais cinco. - Vou ja para casa com Jonh, e ja tu ve-la se consegues manter o Edmund longe da nossa conversa.
- Ok, vai sim e depois avisa. - pisquei o olho.
Estava feliz porque mais uma tarefa estava a ser concluída e mais uma vez a grande responsável era eu. Ninguem neste mundo vivia sem mim, a minha ajuda era imprescindível.
Ela foi embora na frente e claro para tras ficavam eu e aquele chato. Preparei-me mentalmente para atura-lo. Quando o encontrei sorri ironicamente.
- Entao ja cansas-te de brincar com o brinquedo dos outros! - ao invés de ele rir e fazer a brincadeira de a pouco os seu rosto é tomado por um tom triste e serio. - Edmund... - arrependo-me de ser sarcástica. Abaixo-me ficando a sua altura e colocando a minha mao no seu rosto. - Desculpa, eu as vezes sou mesmo muito mazinha, mas nao é por mal, eu nao tenho nada contra ti.
- Eu sei que nao é por mal. Apenas fizes-te lembrar-me de uma coisa de quando era mais jovem e quando... - esperei pela sua explicação.
- Estas a vontade para falar. - enssentivei-o a contar algo que ele pretendia começar.
- Parece ironia do destino contar a minha história a pessoa que constantemente gosta de rebaixar. - baixei o olhar. - Por outro lado foi essa pessoa que despertou a saudade desse tempo infeliz.
- Saudade?
- Parece irónico, mas é verdade!
Nao disse nada, apenas acenei com a cabeça.
- Ao contrário de muita gente, eu nao tive família Vivia a minha vida quase ate a minha transformação num orfanato. Nao sabia o que era um pai e uma mae, apenas descobri isso quando fomos acolhidos por estas pessoas. - mantive-me me silencio, queria perceber cada detalhe. - Lembrei-me de tudo isto quando falas-te se eu ja nao estava cansado de brincar com o brinquedo dos outros.
- Mais uma vez desculpa, eu sei que nao deve ser fácil para ti a situação, mas a serio que eu nao queria de modo algum causar recordações desse tipo. - estava mais que arrependida, se o arrependimento mata-se, entao ja estaria morta a muito.
- Nao te culpes, podia ser com outra pessoa qualquer. - disse ele ao levantar-se. - As vezes agora como uma criança, sabes talvez foi porque eu nao vive esse período na altura certa. - sorri.
- És um rapaz especial !
- Especial eu ? Ainda a pouco estavas a dizer que eu era um idiota. - deu-me uma vontade de lhe bater, mas um bater diferente. Abracei-o.
O que seria de mim sem este chato.
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