Capitulo 2 - Um Risco
[Charles]
Desde que tinha sido transformado a minha vida tinha mudado, vivia sozinho e raramente fixava-me em um algum lugar pois não queria causar desconfianças a seca da existência de seres como e que de uma forma ou de outra assusta-se a minha comida, pois necessitava dela para me manter sempre saciado.
Finalmente tinha parado em Itália, e decididamente integrado na bela cidade de Milão onde os turistas me agradavam em tanto. Dialumbei pela cidade parecendo um turista comum da época, eu conseguia manter-me firme quase longe das loucuras, caçava mais ou menos a 2 a 3 humanos por dia, mas tudo de uma forma discreta e crente de serem meros acidentes.
Ate que num certo dia a minha vida tomou um rumo estranho e diferente, quando pela primeira vez vi uma bela e jovem humana entrando em casa. Desde então rondei sempre a zona pois estava de tal forma pregado nela que nao conseguia arredar pé. O meu coração de pedra dizia-me que ela seria a companheira no futuro e que juntos seriamos um casal perfeito, no entanto para tal coisa acontecer necessitava de me aproximar dela e sem causar medo ou sequer assusta-la.
(...)
Quando ja estava anoitecer trepei por uma árvore que dava ate uma janela num sótão observei o interior da casa e vi a tal rapariga dormindo numa pequena cama, tive varias vontades, desde matar a deitar ao seu lado. O seu odor era intenso, uma droga, mas se eu a queria nao podia mata-la, pois assim estaria a perde-la em mil e um pedaços de nada.
Entretanto ela acorda e eu sem querer assustar escondo-em fincando apenas a ouvir se ela falava algo ou se simplesmente a observava. Vejo ela a dirigir-se a uma pequena estante e de lá retirar um pequeno livro e começa a escrever, tinha vontade de saber o quanto ela escrevia, eu podia faze lo, no entanto nao queria violar a sua privacidade. Fecho os meus olhos e quando os reabro ela ja estava novamente adormecida na cadeira, para um humano dormir nessa forma devia ser um desconforto em tanto, mas para quem estava deste lado valia a pena o risco de a ver em qualquer forma que fosse, porque ela seria sempre linda.
Eu tinha de ir embora nao queria estar abusar da minha sorte e perder por defenitivo o meu controle e deitar fora todos os meus planos. Voltei para a floresta, a fim de manter-me longe dela, dando-lhe o seu espaço, contundo a ligação que tinha a ela era mais forte que qualquer condição minha. Ela era a minha vida, a minha fonte, eu precisava de ve-la, protege-la.
(...)
Corri de uma forma louca pela floresta ate chegar naquela que seria a escola onde ela estudava, por entre as árvores esperei ela chegar e estacionar o seu veiculo. Estava absolutamente bela hoje, tinha pena de nao poder toca-la. Fiquei a ouvir a conversa que ela estava a travar com as colegas.
- Olá Boas? - Perguntou ela com um sorriso invejavel a qualquer outra mulher na face da terra.
- Olá Mak ! - Saudaram as duas raparigas.
Mak ? Isso queria dizer que ela se chamava Makenna? Uau ate o seu nome era vibrante, tomei novamente atenção a elas.
- Onde esta a Melyna? - Ela estava com uma cara curiosa.
- Nao sei como te dizer isto amiga... - a garota do cabelo loiro estava a preocupa-la. - A Melyna esta...
- Esta?
- Mal! Nao quer vir a escola porque esta com uns problemas em casa, temo que os pais vão separar-se. - o olhar dela estava frio, distante.
Tive uma subita vontade de consula-la em meus braços, no entanto tirei logo essa ideia da cabeça.
- Tenho pena, mais tarde passo em casa dela para ver como ela esta.
- Faz isso Mak e depois conta-nos. - pediu desta vez a outra jovem de cabelo ruivo.
- Claro!
Ela afasta-se das amigas e entra dentro do edifício escolar e eu fico sem forma de poder vigia-la. Observo todos os pontos e arrumo um jeito de mudar tudo a meu favor.
Passo por uma janela de um laboratório e depois corro ate a um armário onde me escondo quando finalmente osso os passos dela a chegar a uma zona de cacifos. Um rapaz aproxima-se dela com uns modos que a deixam desconfortável, ela tenta nao lhe dar qualquer tipo de ligação, porem o rapaz nao desiste e a agarra de uma forma que eu nao gosto. Ele a puxa para uma divisão escura e eu aproveitando esse facto entro junto sem que ninguem de por isso.
Enquanto ele tranca a porta eu aproveito o momento para empurrar ela deixando-a talvez inanimada pois ninguem poderia topar o que se estava a passar e aproveito para espancar o agressor. Começo ouvir passos e barulho frequente, decido fugir, ficando com pena de ter de a deixar para trás, no entanto tinha uma identidade a defender.
Voltei para a floresta quase arrependido do meu acto, nao sei como fui capaz de me controlar tanto e como nao matei aquele.... nem consegui pensar em mais nada, precisava de correr e caçar para mais tarde visita-la, queria saber como ela estava.
A cada caçada de humanos eu sentia-a que estava a descarregar a minha raiva, a cada sangue jurado sentia a minha sede me queimando, a cada grito o pânico dela naquela divisão, a cada corpo sem vida lembrava ela caida em um estado inanimado. Eu a tinha magoado, e apenas so a queria proteger. Eu sou um monstro mesmo que em vez de aproximar as pessoas, so as afasto mais de mim.
(...)
Ao caminhar mais uma vez para a residência dela vejo uma luz num quarto, calculo logo que aquele era o seu pois o cheiro me guiava ate ela. Esperei que ela adormece-se para entrar na sua janela calmamente, derrepente ela abre seus olhos e eu sem saber escondo-me de baixo de sua cama. Ela fala algo.
- Quem era essa pessoa? Porque que me ajudou? Será um sinal?
Ela estava desconfiada de algo, ela falava de um sinal, seria algo que ela sonhava em todas as suas noite e ao qual guardava essas memórias naquele livro? Deixei que ela finalmente volta-se adormecer pois nao a perturbaria mais por hoje. Sai pela janela que entrei e subi um pouco mais ao andar do sótão, a pequena janela estava entreaberta e que ate era facil de abrir e entrei muito surrateiro, cheguei ate a estante onde estava o tal livro e o peguei, abri-o e começei a ler o que la estava escrito.
Ela falava de histórias, de sonhos com um princepe vilão, ela estava apaixonada.
- Seria isso possivel? - perguentei a mim mesmo.
Todos os dias tinha um novo registo, a cada dia ela via esse sonho mais próximo de se realizar, um sinal era tudo o que lhe faltava. Parei a leitura e olhei os cantos deste sótão e me perguntei uma vez mais.
- Quem era esse princepe?
O ciume de um alguem desconhecido estava a tomar conta de mim, tambem eu estava apaixonado e so facto de pensar em perde-la para alguem, dava-me uma grande agonia. Fechei o livro e o arrumei, tinha de sair daqui pois dentro de pouco tempo alguem acordaria e de certo ela viria aqui para escrever e com isso eu voltaria mais tarde para saber de seu sonho.
Desci a árvore e rapidamente corri para o meu espaço aguardando um sinal de seu dia começar longe ou perto de mim. Eu sabia que tudo estava a um pequeno passo de se tornar eterno, ela seria minha e juntos na eternidade viveríamos as delicias de um amor verdadeiro, puro e sem fim.
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