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New Sun - Capitulo 12 - O desaparecimento !


Capitulo 12 - O desaparecimento ! 

[Charles]
Fiquei a observar a sua casa durante mais umas 2 horas, nao se passava nada de estranho, vendo que o perigo estava nulo, aproveitei a hora para caçar um pouco pois a sede estava a matar-me. 
Corri velozmente caçei um mendigo humano, um leao da serra e ainda um alce. Sentia o meu estômago cheio de vitalidade, sentei numa arvore esperando serem horas dela sair para escola tal como todos os dias fazia. Vi os seus familiares sairem de casa, por minha vez eu estava cheio de esperança de a ver sair tambem, no entanto tal nao acontece como esperado. 
Vou ate a casa dela para ver. Entro pela janela do sótão e procuro em todos os cantos e nada, desço as escadas e entro no seu quarto e nada tambem. Olhei para a mesinha onde ela tinha uns livros e vejo a chave do carro, assim com um papel meio saido. Retirei esse papel e li-o.
" Charles! 
Meu caro amigo espero que nao tenhas ficado muito preocupado com a ausência da tua amiga, pois tomei a liberdade de a trazer comigo para o lugar que tu jamais vais saber. 
Acredita Makenna ja nao é mais quem tu conheces-te. Nao venhas procura-la, pois agora ela pertence a minha familia e ao nosso mundo. 
Adeus 
Luca "



Fiquei estupefacto com as palavras idiotas dele, eu tinha de encontra-la, nem que vira-se o mundo para a encontrar e tambem verificar se era verdade o que ele insinuava dizer. Será que a minha Kenna ja é imortal? Bom pensar nisto dava-me receio, pois sabia tal como ela se devia estar a sentir nesta hora, sozinha e mandada ao desespero de voltar a ser quem era. 
Sai pela janela correndo a toda a velocidade, revirei o mundo se necessário a sua procura. Passei todas as arvores como sendo meros pontos suspensos no ar, saltei montanhas, nadei mar... Eu ia encontrar ela, pois o nosso amor era verdadeiro e puro.
(...)
Cheguei numa cidade nobre de Veneza. Procurei por todos os espaços livres a sua presença, seu cheiro, no entanto apenas me vinham cheiros humanos, o seu nem sinal. 
- MAKENNA!!!! - gritei bem alto, so gente da minha espécie ouviria. - Onde estas meu amor ! 
Sentia-me derrotado, sem forças, eu sem ela nao era ninguem. 
Corri novamente indo para outra cidade, Itália era um pais muito grande e nao seria difícil passar tudo a pente fino, nao ia baixar os braços, nao podia, ela precisava de mim. 
Parei vendo uma zona onde estavam varios vampiros caçando nas zonas mais escuras das florestas. 
- Desculpem eu estar a interromper o vosso alimento, mas que precisava de saber uma coisa. 
- Claro no que poder ajudar. 
- Bom eu ando a procura de um vampiro chamado Luca.
- Luca ! - ficou pensativo. - Nao lamento nao conheço ninguém com esse nome. 
- Nem Makenna! 
- Nao! 
- Obrigada! 
Nem sinal algum. Maldito onde será que me levas-te a minha amada? Continuei a minha busca, nao ia desistir de forma alguma. Mais a frente encontrei outros vampiros mais selvagens. 
- Olá ! - saudei, todos pararam e ficaram a observar-me. - Podem ajudar-me ? 
Um vampiro loiro olhou para a sua companheira. 
- Se nos soubermos, sim.
- Eu apenas gostava de saber se por acaso viram alguem com o nome de Luca ! 
- Por nomes nao sabemos muito bem reconhecer alguem, lamento. 
- Esperem. - pedi. - E esta rapariga? - mostrei um foto de Makenna. 
- Que jovem bonita. - a mulher ficou pensativa, havia uma esperança para mim. - Bom eu creio que ja a vi em algum lugar, mas nao recordo onde.
- Tente lembrar-se é muito importante. 
- Lamento, é dificl.
- Obrigada. 
Virava costas quando essa pessoa volta a chamar. 
- Espere! - olho na sua direcção. - Eu a vi aqui perto da fronteira, lembrei agora, ela foi para outro pais acompanhada. 
- A quanto tempo foi isso? 
- Esta manha! 
A esta hora ja estaria bem longe e eu demoraria muito tempo ate chegar ao seu local. Voltei a minha caminhada incansável, eu a tinha de encontrar e pronto, nao havia mais nada na minha lista de prioridades se nao a sua pessoa. 
Passei uma fronteira, nem vi qual o pais que atravessava, a minha atenção estava tao focada que todo o resto nao importava. 
- Makenna, meu amor eu vou encontrar-te ! - disse para o ceu. 
Parei um pouco para caçar, pois esta viagem estava a ser muito longa e esgotante, nao aguentava mais o cheiro humano. 
(...)
Meses se passaram e noticias eram sempre escassas, ja nao tinha vontade de caçar, nem de lutar para sobreviver. A minha luta pela sua procura estava a deixar-me sem esperanças da encontrar. Ele a levou de mim, porque? Porque que me fizeram isto meu Deus ? Que mal fiz eu para ser merecedor de tamanha dor? 
- Nao aguento mais viver nesta angustia de nao te encontrar. - falei para o ceu como tantas vezes agora fazia, era a única coisa que me acompanhava em toda a minha longa viagem.
Ja tinha percorrido 16 países  Portugal, Espanha, França, Alemanha, Holanda, Itália, México, Canadá, Hungria, Irlanda, Grécia, Inglaterra, Rússia, Filandia, EUA e por fim Chipre, ja nem contava a quantidade de cidades porque eram imensas. 
- Onde estas meu amor? 
O despero estava a tomar conta de mim a cada instante. Corri na expectativa de encontra-la no próximo destino que era Suiça. Nao podia perder a esperança, nem a fé que nestas hora nao era quase nenhuma, quer dizer as vezes ate chegava a ser nula.
Abrandei o meu passo de corrida quando vi uns vampiros suspeitos na area. Escondi-me a um canto e tentei ver o que tanto combinava, ate por fim entender que nao tinham em nada haver com a sequência do rapto da minha Mak. Continuei e trilhei novos horizontes, passei noite e dia na minha busca sem fim. 
Ate onde tinha eu de carregar este sofrimento. Encontrei uma bruxa no meio do caminho, o seu cheiro era intenso, mas a hora nao era apropriada a pensar em comida, entao aproveitei a deixa e tentei saber algo.
- Desculpe minha senhora! - ela olha para mim com um olhar desconfiado. - Peço imensa desculpa por a estar a encomenda. 
- Hora essa, em que posso ajudar meu jovem? - ela sorria.
- Eu precisava de encontrar uma pessoa, ela é esta. - mostrei a fotografia. 
A bruxa ficou um tanto ou quanto pensativa e diversas vezes olhava para a foto. Eu nao estava aguentar o seu silencio.
- Sabe onde a posso encontrar? 
- Ela ainda esta muito longe da sua lista de paises....
- Diga-me por favor em que pais ela esta? - estava desesperado.
- Esta muito desesperado a procura dela. - acenei com a cabeça em sinal de concordância  - A ama de verdade e concerteza a vai encontar.
- Me diga por favor o pais onde ela esta. 
- Malta, mas nao por muito tempo. - a sua observação foi muito franca.
- Como assim? 
- Em breve ela ira sair desse pais... nao posso adiantar mais.
- Por favor ! - ela colocou nas minhas maos a foto e disse.
- Se ama tal como me mostra vai saber onde encontra-la. 
Nao gostava de palavras enigmáticas  mas pronto ja tinha uma pista. Malta seria o meu próximo pais. Parti em rumo a esse destino.
Atravessei mais mar, terra, e desta vez eu sentia pela primeira vez que este era o caminho certo a seguir. Ela estava próxima de mim. 


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