Capitulo 14 - Quem procura acha
[Charles]
Cheguei no pais que me haviam indicado como sendo o local certo a encontrar Makenna. Abrandei o passo quando vi que estava mais perto de a encontrar, o meu desespero de outra hora agora estava mais que apagado. Encontrei pessoas caçando pelas redondezas deste lugar. Ao caminhar estes caminhos lembrei da minha capacidade de nao cometer loucuras, de nao matar, eu tinha feito tudo isto graças a ela. A minha força era ela. E por ela eu lutaria e jamais perderia esperança.
Mantive o meu olhar sempre corrente na expectativa de a encontrar e sem me querer enganar, estava a ve-la, fixando o seu olhar em mim. Corri momentaneamente na minha direcção, abraçou-me de um jeito que me deu estranheza pois a minha fraca e linda Makenna, tinha mudado muito. Beijou-me de uma forma apaixonada, coisa que nunca pensei voltar a obter de si, amor. Senti novamente as sensações que alguem pode sentir. Ela tinha voltado para mim como eu tinha voltado para ela. Nossos caminhos estavam novamente ligados e desta vez garantia a mesmo mesmo que nunca mais ia falhar.
Depois de mostrar todas as caricias, todos os carinhos, um ao outro, ela afastou-me e o voltou abraçar-me do mesmo modo incial. Ela estava comigo, agora éramos seres iguais, embora a minha ideia de a fazer pertencer ao meu mundo tinha sido planeado de outra forma e noutro contexto, no entanto mal ou bem Luca tinha voltado a unir nos dois. Pertencíamos ao mesmo mundo, agora nao necessitava de estar longe dela, de apenas ficar pelas meras observações de suas noites calmas. viver uma vida em constante perigo, porque ela iria estar sempre ao meu lado para eu a poder proteger.
- Onde é que andas-te este tempo todo? - perguntou, nao largando as suas maos, entretanto afastei-o para ela me olhar nos olhos.
- Mak, eu procurei-te por todo o lado, corri meio mundo para te achar e acredita... se eu hoje estou aqui devo isso a uma vidente.
- Uma vidente? - ela ficou pensativa.
Era dificil mesmo acreditar numa coisa destas, mas dadas as circunstancias a que estava sujeito tive mesmo de dar ouvidos aquela mulher que ate nao me enganou de todo. Alias graças a ela tinha conseguido encontrar a mulher da minha vida e garantir a nossa vida conjunta daqui para a frente.
- Sim, eu andava desesperado que recorri em ultimo caso a essa mulher. E ela disse que estava aqui em Malta. - suspirei. - Nao exitei corri para aqui, pois ela avisou-me que irias embora.
Aprovetei o momento que estava a revelar a minha forma de chegar a ela e confrontei-a com o aviso da vidente.
- É verdade que vais mesmo embora? - ficamos em momentos de silencio. - Diz-me por favor. - pedi.
- Sim é verdade, quer dizer era verdade.
- Porque ? Era? Ja nao é ? - estava a ficar nervoso.
- Eu estava para ir a tua procura. Eu queria descobrir se me tinhas esquecido... - olhou para o lado nao me querendo encarar.
Deixava-me triste o facto de ela ter pensado que eu tinha esquecido e quer ainda assim procurar-me para um esclarecimento sem cabimento algum.
- Eu estou aqui! Vinte buscar meu amor. - peguei a sua mao e a beijei. - Ainda nem te disse como estas linda. Como tive saudades do teu cheiro.
As saudades que tive, a falta que senti de tudo o que ela representava para mim, de tudo o que nela fazia acender a minha chama. Tudo o que fiz, tudo o que mudei, enfim valeu a pena.
Sorriu para mim e deixou-se levar que eu rouba-se outro beijo. A minha presença a deixava-me mais desacansada e crente na continuação da nossa história de amor.
- Vamos partir? Encontrar um novo pais, desfrutar da nossa vida eterna. - ela ficou pensativa.
A minha ideia espontanea e clarificante de uma vida a dois. Queria dar a conhecer o meu mundo tal como eu o via, mostrar que com pouco conseguimos ser felizes.
- Claro, é tudo o que mais quero.
Partimos juntos em rumo incerto, adorava fazer viagens ao qual nao planeava destinos, pois foi desta forma que cheguei a ela e assim seria, porque este era o caminho da felicidade.
(...)
Em Barcelona...
Barcelona era a minha cidade natal, e era boa para uma primeira experiencia habitacional. Tinha vistas boas, bons turistas e acima de tudo boa comida. Os humanos daqui eram bem apetitosos, nao me cansava de avisar para nao consumir em demasia, pois nao podiamos provocar suspeitas, sendo que ainda a pouco tinhamos chegado.
Chegamos ate uma zona pouco movimentada e fiquei sempre a minha espera de indicações, no entanto aparece um grupo ao qual eu esqueço de avisar. Por mais ensinamentos, o seu vicio nunca era esquecido.
- Calma! - pediu.
Baixou a guarda face as visitas inesperadas.
- Sao meus amigos. Nomades. - disse tranquilizando.
- São quem?
Estava a esquecer-me do pormenor da sua inicial existência e que face a ter vivido ainda pouco, e para alem disso vivido num meio de clã, dado que Luca nao lhe falou nada sobre nos em concreto. Pensei mentalmente numa forma clara e breve de lhe explicar o conceito de nomade e clã.
- Eu vou-te explicar uma coisa. Dentro do nosso mundo existem clãs e nomades. Os clã's sao grandes agregados de vampiros, normalmente esses seres juntam-se por seres criados por um ser que pode ser visto como sendo o chefe. Vivem como familia e num dado local. - ela estava a entender. - Quanto aos nomades sao aquilo que eu sou. Vivemos sozinhos, nao temos qualquer tipo de ponto fixo, viajamos muito.
- Entendi, contundo agora nao estas sozinho tens a mim. - beijou-me.
Depois voltou a suaa atenção para os meus amigos de longa data. Com eles eu tinha sido muito feliz e grato a todos os apoios durante o meu perido de adaptação a minha vida.
- Estes sao Micael e Adriana, Nicole e Filipe. - apresentei-os. - Pessoal esta é Makenna minha companheira.
Ela estava deslumbrada com tanta beleza deles e delas. Agora nao podia esquecer que beleza nao seu problema visto que ja era bela sendo que agora era mais que isso uma deusa.
- Prazer! - disse ela sorrindo de uma forma meio timida.
- O prazer é todo nosso poder conhecer a companheira do nosso amigo. - falou Nicole.
Ela era mesmo adorável querendo sempre mostrar o seu lado acolhedor. Eu tinha um felling que Makenna e Nicole seriam boas amigas.
- Obrigada.
Mostrei os cantos ao espaço que um dia foi o meu lar, juntamente com o grupo. Mostrava-se atravez dos seus olhos que estava a gostar da nova experiência e que afinal de contas nem tudo era tao mau quanto aparentava. Amava a fazer feliz.
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