Capitulo 20 - Visitar Renata
[Charles]
Tal como conhecia a minha companheira sabia que nao ia desistir da sua ideia de ir fazer uma visita a sua amiga, conforme a sua vontade eu iria ate onde ela fosse, jamais a deixaria sozinha nesta aventura. Compreendia a sua saudade, tal por ver que essa pessoa a minha marcado e muito, talvez porque esse alguem a fez ver que lutar era nao desistir de alcançar o incalcinável.
Olhou para mim quando ja estávamos a sair de Malta. Pelo seu olhar percebi que nao havia nada que a fizesse mudar de ideias, a sua vontade tinha de ser cumprida.
- Nao precisas de perguntar ou sequer pensar qual o destino da nossa próxima viagem, porque sei ate onde queres ir. - ela nao esperava esta minha intervenção no caminho, dado que a tinha pensado em silencio e queria mostrar-lhe a minha visão sobre decisões, entao parou para o olhar-me nos olhos e pegar as minhas maos.
- Meu amor, acredites ou nao Renata foi e sempre será um pessoa especial comigo, entendes? - as suas palavras carregavam um grande valor.
Eu percebia perfeitamente que comprar-me a ela era quase impossível mal ou bem tínhamos efeitos bons e sansatos na pessoa que juntos amávamos, sabia que pensávamos de igual modo no ponto de vista de fazer-mos felizes alguem, que neste caso era Makenna. A prioridade em tudo era mante-la feliz e protegida.
- Eu acredito que sim. Vejo esse brilho nos teus olhos sempre que falas dela.
Renata de algum modo tinha mudado a sua vida e te-la feito crer nos bons aspectos que a nossa existência tinha para nos oferecer.
- Ela é como uma irmã para ti, tal como aquela da tua vida humana, embora um pouco mais presente. - recordei-me momentaneamente de Ronnie a irmã mais nova de Mak.
- É uma irmã sim. Uma verdadeira IRMÃ! - sorri.
Continuou a caminhar deixando-me para trás, olhou para ver-me parado e perguntou:
- Vais ficar ai a espera que anoiteça? - nao respondi. Voltou a tentar. - Charles, vai ficar ai?
- Nao, claro que nao. Estava apenas a pensar.
Estava de tal modo tao absorto nos meus pensamentos, nas minhas recordações do seu tempo de humana, dos riscos, das ameaças, de tudo... Era saudade do tempo que nao voltava.
- Pensar? Nao me digas que lembras-te de alguma coisa do passado. - brincou.
Percebi muito bem o seu tom na afirmação, realmente nunca tinha falado sobre o meu passado, tambem nao tinha muito para contar, porque as coisas ruiens esquece-se com o tempo. Esse tipo de recordações a chuva molha, o tempo seca, e vento leva para longe de nos.
- Kenna! Vamos ?
- Sim. - voltou a realidade, tambem ela devia estar a pensar em algo tal como eu ou entao pensava em perguntas pelas quais nunca tinha obtido resposta minha.
Continuamos o caminho e segundo a sua vontade tínhamos de ser rapidos e breves a chegar a Volterra.
Volterra...
Rapidamente chegamos ao tal castelo indicado por Luca pelo qual Renata estava de serviço. Antes de bater no portão olhou mim certificando-se que esta era a altura ideial. Incentivei a faze-lo.
Mantive-me firme acreditando piamente que tudo ia correr bem, sendo que nao haviam motivos para recear-mos um mau resultado. Bateu de leve pois para um vampiro um simples som era facil de ouvir e rapido de se propagar.
Uma jovem vampira muito bela e tao perfeita quanto Makenna abre o portão e olha para nos de alto a baixo ate por fim perguntar:
- O que voces querem daqui?
Antes de darmos qualquer tipo de esclarecimento previo, a minha companheira olhou para mim ciente de dar um explicação.
- O meu nome é Makenna e este é o meu companheiro Charles. Somos nomades e viemos a procura de Renata!
- Renata! - ficou pensativa. - Um momento por favor.
Encostou o portao e em meros segundos estava outra vampira a sair feliz e contente em rever-me novamente a sua amiga, esta devia ser Renata.
- A quanto tempo Mak ! Estas lindas e... quem é este? - perguntou olhando para mim de alto a baixo.
- É o Charles o tal rapaz... Lembras... - relembrou-a de alguma conversa do passado.
- Ha claro, como podia esquecer. Como estas Charles? - questionou a ele.
O seu olhar era de apreciação.
- Estou bem. Obrigada. - respondi delicadamente.
- Mak antes que esqueca-me deixa-me pedir te um favor! - ficou seria.
A sua expressão mudou. O seu pedido comprometedor.
- O que precisas ? Eu ajudo-te.
Como a minha amada estava sempre disposta a tudo so para ver os seus amigos bem.
- Os volturi, quer dizer o clã ao qual pertenco a guarda esta a necessitar de testemunhas para uma sentença a realizar-me em Forks... - pausou. - É devido a um clã Olimpico, mais conhecido como Cullen, ter desonrado o acordo em criar crianças imortais.
Lembre da história das crianças imortais da época ou entao tambem chamadas de crianças da lua. Eram as crianças proibidas da terra, aquelas pelas quais deviamos temer.
- Crianças imortais, ouvi falar muito sobre isso. Ouve uma época em que a terra esteve devastada por elas. - avisei.
- É verdade e graças ao meu clã conseguimos travar esse periodo. E tal tornou-se algo proibido desde entao.
- Eu estou a perceber. Quer dizer que esse tal clã... como é mesmo o nome ?
- Cullen !
- Cullen, criou uma criança imortal sabendo que isso era proibido! Minha nossa! - ficou pasma.
Nao sabia ate que ponto a história de esse clã ter criado uma criança imortal podia ser verdade. Ok tinha de adimtir que os factos os ivendenciavam para essas circunstancias, no entanto tinha as minhas duvidas.
- Vamos sim testemunhar a favor dos Volturi! - indiquei.
Era uma forma de ficar de frente para o caso e analisar desse modo a situação se era ou nao merecedora de uma revolta.
- Sim, vamos ! Esta descansada, estamos do teu lado. Do lado da verdade. - realçou.
- Obrigada, eu sabia que podia contar com a tua ajuda! - abracaram-se fortemente.
Uma vez dentro do castelo sendo nos visitas, reparei no deslumbre da minha amada a ver a quantidade de coisas belas que suportavam as paredes, da simpatia dos jovens porteiros do castelo, da hospitalidade e do a vontade que nos era dado. Ainda mais tinha gostado da forma como eles encaravam os humanos, o seu alimento e depois os como os matavama sangue frio. Mais do que tudo vi o modo como ela ficava impressionada com alguns elementos da guarda Volturi, ate de mais para meu gosto mas o que eu podia fazer?
Renata a sua amiga era a protectora dos grandes e supremos reis do castelo. Eu ja tinha ouvido falar deles e ate por sinal mal, porque abusavam do poder e as suas intenções muitas vezes girava em torno de querem dominar o mundo.
Quando as grandes portas que davam acesso a sala abriram-se eu reparei nas tres figuras angelicais sentadas em suas devias poltronas. Uma das suas caras e conhecida para mim, Caius, o conhecia-o de Roménia, da altura em que o seu império tinha sobrido um extermínio completo, quantos aos outros dois para mim eram novos.
- Os meus caros amigos! Ja sei que vieram em visita a nossa queridissima Renata. - elegremente falou.
- É verdade sim senhor! - respondeu gentilmente Kenna. Logo pegou nas suas maos e dei conta do seu pouco a vontade.
Ele tinha um dom, era notório, a sua mente estava aberta para a leitura de outras, mas tambem carregada de más intensoes. Apos alguns segundos ele larga a mao dela, perdendo-se assim o mau a vontade.
- Bela história! Muito corajosa ! - elogiou.
De certo tal como previa tinha lido os seus pensamentos e ate demais.
- Obrigada.
- Obrigada nos por poderem ajudar-nos nesta etapa. Acreditem seram recompensados da melhor forma. Estejam a vontade e aproveitem este tempo maravilhoso. - virou-se para tras e eu a segui.
As portas fecharam-se e saimos ate ao jardim onde sabia que estaríamos melhor e mais ligados a nosso habitat e longe dos olhares indirectos que Caius depositava em mim, era como se ele reconhecesse-me.
Este clã era muito estranho e cada vez mais as duvidas tornavam-se certezas. Ainda era cedo para julgar, mesmo que tudo indica-se um mau caminho. Talvez este conflito com os cullen nao passe de um mero capricho e a desculpa da criança imortal seja o passaporte para a morte. Se tal for a sua ideia, eu e a minha companheira estaríamos de fora, pois nao ia aceitar tomar partido de uma vingança parva e caprichosa. Eu defendia sim a verdade e se eu descobri-se que os cullen eram inocentes ficaria de seu lado.
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