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New Sun - Capitulo 28 - Milão ! Onde tudo começou


Capitulo 28 - Milão! Onde tudo começou

[Charles]
Estava magoado e ao mesmo tempo arrependido, pois as vezes conseguíamos dizer coisas tao fortes e tao mas que acabamos por arrepender mais tarde, e claro que existiam feridas que custavam muito a sarar. No entanto pelo sim ou pelo nao tinha de redimir-me com ela, queria mostrar que estava errado e que tinha de aprender de alguma maneira aceitar as sua regras. 
Sai do sitio onde estava e segui o cheiro dela que dava ao mesmo sitio onde tínhamos de algum modo criado aquele desentendimento. A medida que aproximava-me via ela sentada a fitar o chão ate finalmente levantar-se ao ouvir a minha chegada.
Reparei na forma como ela olhava tudo a sua volta, como se eu fosse um desconhecido, cujo o cheiro ela ja nao reconhecia. Finalmente os seus olhos ficam cravados em mim, aproximar-me dela com um olhar triste e de arrependimento. Enquanto ela mantem-se no seu lugar, nao mostrando qualquer tipo de reacção. 
- O que estas aqui a fazer? 
- Makenna, desculpa-me. - ajoelhei-me aos seus pés. - Perdoa-me se nao fui aquilo que pensavas que eu era. - nao deu resposta alguma. - Vou cantar-te aquilo que a pouco imaginei para ti, para saberes como sinto a tua ausência e como eu fico sem ti. - respirei fundo e comecei a pensar.
Esperou pela musica que eu tinha pensado. 



- Cantei, a MÚSICA 
Eu estou carente desse teu abraço, desse teu amor que me deixa leve,
Eu estou carente desses teus olhos negros "vermelhos", desse teu sorriso branco feito neve,
Eu estou carente desse olhar que mata, dessa boca quente revirando tudo, tou com saudade dessa cara linda me pedido fica mais um segundo,
Estou feito mato desejando a chuva, madrugada fria esperando o sol,
Estou tao carente, feito um prisioneiro esperando um beijo sem paixão,
Estou com vontade de enfrentar o mundo, para sempre ser o guia do seu coração,
Sou a metade de um amor que vibra, uma poesia em forma de canção.
Sem você
Sou caçador sem caça 
Sem você
A solidão me abraça
Sem você
Sou menos que a metade, sou incapacidade de viver por mim
sem você, eu sem você... 
Chorou sem lágrimas, olhou nos meus olhos e viu que tambem eu chorava sem lágrimas, entao sem mais rodeios o abraçou-me fortemente nao me querendo perder nunca, mas nunca pois eu era sua vida, assim como ela era a minha droga. Beijamo-nos e aparecem Peter e Charlotte batendo palmas. Ela ficou desconfiada de algum modo, pensando talvez que tudo estava combinado  no entanto a minha ideia era sozinha, sem qualquer tipo de ajuda. Apenas a unica conselheira tinha sido a lua. 
- Amo-te, amo-te,  amo-te,  amo-te,  amo-te muito muito muito... - repetiu vezes sem conta, bem seguidos de beijos. 
- Eu tambem. E dou-te um beijo com paixão. - beijei-a como na primeira vez. 
Pois uma nova etapa estava a chegar ao fim e era hora de partir em rumo a outra cidade, outro pais. 
Despedimos-nos deles, Makenna estava mais custosa de deixar amiga. Então fez-me juntamente com ela prometer uma volta. Acenamos e partimos por entre as árvores da floresta. 
(...)
Nova cidade, novo pais, estávamos em Itália, nomeadamente em Milão. Haviam coisas que nunca antes tinha pensado algum dia partilhar com Makenna, uma delas era voltar a origem de tudo, do romance, da dor... da imortalidade. Eu conhecia perfeitamente a sua saudade de casa, dos amigos, da família e a vontade de aproximar se deles, no entanto haviam sempre obstáculos pelos quais tínhamos de aprender a lidar. Para um ser como nós, nao bastava querer, mas poder e conseguir alcançar algo impossível  que neste casado era a sua aproximação deles, família.
Aos trilharmos a floresta que em tempos tinha sido palco dos nossos primeiros encontros, vi que ela sorria e eu lembrei-me de todas noites, dias que passava nesta floresta só para a ver, os riscos que corria só para a ter perto de mim. Eu ate podia ser egoísta  contudo estava apaixonado. Podia te-la morto, mas nao preferia te-la ao meu lado. Podia te-la transformado, mas nao preferia te-la humana e feliz com uma vida saudável. No entanto alguns aspectos foram-se perdendo, mas a verdadeira pessoa estava aqui e sempre estaria e a melhor coisa a pensar era que nunca a ia perder. 
Olhei para ela vendo que estava com o seu olhar fixo para as árvores  talvez a procura da sua casa e nao encontrando.
- Mak! - chamei por ela. - E ali a tua casa... - olhou na direcção para a qual eu apontava. 
- A minha casa! - chorou sem lágrimas. - Minha velha vida. - pousei minha mao no seu ombro para consolo.
Caminhou um pouco mais, ela queria ver mais de perto, ate ouvir passos e alguem abrir a porta e sair, ja tinha passado pela mesma coisa no passado. Esperei todas as noites, dias a sua saída ou chegada. Nunca ia esquecer cada momento, simples com valor. Vi a sua cara de espanto, talvez por reencontrar membros da sua família, um pouco modificados, segundo sabia esta era a evolução humana. Nascem, crescem e um morrem. 
- É a minha irmã e a minha mae! - disse ela.
- Sim. 
Continuo a observação, ela estava com saudades, e com vontade de realizar tantas coisas que nao seriam possíveis  Primeiro ela nao tinha forma de explicar a sua mudança, a sua ausência  uma serie de coisas que acabariam por a magoar.
- Nao fiques assim, quem sabes foi melhor assim. 
- Como pode ser melhor assim? - perguntou magoada. 
A nossa existência tinha destas entraves, uma vez entrando neste mundo, nao havia maneira, nem forma de conciliar ao outro sem ferir alguem.
- Makenna, existem duas coisas que nao podes esquecer nunca. Primeira tu para eles esta morta e segunda és um perigo para eles. 
Fico sem maneira e forma de reagir com a dureza das minhas palavras, no entanto nao havia outra forma de expressar a verdade dos factos.
Abraçou-me a ele tao fortemente, embora ela nao acreditasse eu sabia perfeitamente o que ela estava a sentir, contudo haviam sempre aspectos que ninguem podia mudar, só para se ser mais feliz. Eu entendia a sua revolta, mas por outro lado ela tambem nao renegava a sua existência  Afastou-se de mim voltando a olhar para o mesmo sitio que agora estava vazio, as pessoas que estavam presentes, agora nao estavam. 
- Eu vou la a casa. 
- Estas louca, é perigoso. 
- Eu preciso de regressar a minha origem, quero sentir isso. 
Desisti de a impedir, entao levei ate a um sitio onde eu sempre entrava na casa e a ajudei. Entramos pela janela do sótão  ela primeiro, quando foi a minha vez de entrar vi o seu olhar fixos nos objectos pousados nos mesmos sítios tal como um dia ela os havia deixado. A sua viola ainda existia, recordava-me ainda da musica que ela tinha composto, no entanto nunca a tinha mencionado. O seu caderninho das  histórias dos sonhadas que eu costumava espreitar. Mantive-me sempre quieto seguindo sempre ao seu lado na visita.
Preparou-se para descer as escadas do sótão  mas eu agarrei, logo na manga do seu casaco, obrigando-a a olhar nos meus olhos.
- A onde é que vais? - sussurrei.
- Ao meu quarto! 
- Nao creio que seja boa ideia. É perigoso. 
- Charles nao esta ninguem em casa. Nao te preocupes. - aliviou-me. 
Desceu calmamente as escadas e eu sempre atrás dela, talvez por nao confiar na possibilidade de aparecer alguem e ve-la cometer um erro dos mais graves e dar origem arrependimentos que de algum modo assombraria a sua existência inteira.
Abriu a porta do seu antigo quarto e entrou, entrei com ela. Observou tudo e nada denunciava remexida, ate a meu ver tudo estava intacto. Saímos novamente para o corredor. Encontrou vários porta retratos de uma familia feliz. Nesses retratos eu via ela, linda demais com a sua familia. Ela era feliz.
Retomou caminho ate a um outro quarto. 
- Mak acho que é melhor irmos embora! - avisei, ja vendo o tempo a passar.
Ignorou o meu aviso e continuo em frente e entrou noutro quarto. Mais uma vez ficou absorta a ver as fotografias que a irmã tinha e mensagens para Makenna no placar de cortiça. Leu em voz alta para que eu podesse ouvir.
" Makenna podes ter ido embora, mas eu Ronnie Rossie vou continuar adorar-te por toda a vida. O pai e a mae ate ja podem estar conformados com a tua ausência, o teu desaparecimento, mas eu nao. 
Nao existe ninguem que va ocupar o teu lugar. Ja se passaram 2 anos e tu nem noticias... "
voltou a olhar para outras mensagens e todas ia ao encontro do mesmo contexto, tristeza e solidão. No entanto pela minha passagem rápida pelas letras ouve uma que deixou-me preso e a li.
" Minha irmã, eu sabia que estavas apaixonada e que vivias um grande amor em silencio. As vezes penso que como uma irmã mais nova nao dei-te o devido valor. Desculpa se de algum modo eu invadi a tua privacidade, no entanto como nunca mais voltas-te tive de matar a minha curiosidade, espero que nao fiques chateada, mas eu li o teu caderninho. O teu grande amor se chamava Charles. "
Fiquei de boca aberta e com vontade de mostrar a Makenna o que a irmã tinha escrito, no entanto passei a frente. Ao viramo-nos para o lado reparei tal como ela num retrato poster de delas juntas em pequenas... Vi o brilho do seu olhar, eu tambem o conhecia esse efeito.
- Ela é muito parecida contigo. - comentei, tirando o silencio da nossa visita.
- É a minha maninha. Mesmo estando separadas continuo ama-la muito.
- Bom ja viste tudo, vamos agora? - voltei a insistir na nossa saída e mudando logo de assunto.
Entretanto um cheiro a humano vem ao meu nariz e ao dela tambem, tomando a sua   garganta e começando a deixa-la louca. Eu ao ver o seu estado de dominação agarro nela e levo para fora da sua antiga casa. Ja no chao da floresta fica irritada comigo, pois nao estava satisfeita com a minha atitude, no entanto era uma questão de segurança, para o bem e para mal.
- Nao voltes a fazer isso! - relembrou.
- Eu nao fiz por mal, tu sabes. 
- Eu nao gosto de sentir-me uma inútil, incapaz... 
- As vezes nao é uma questão que nos possamos controlar, a perigos que nós seres imortais nao conseguimos calcular. 
- Eu consigo, eu estou a dizer-te que nao ia matar ninguem. 
- Eu confio na tua palavra, mas nao existe ninguem que consiga controlar o seu instinto, a menos que tivesses uma vida como a dos cullens. 
- Talvez. Desculpa, estou a ser insensível contigo.
- Nao, é natural estas a viver os teus primeiros anos da tua nova vida, a sempre coisas novas a conheceres e claro com o tempo adaptares-te. - sorriu abertamente e deu-me um beijo. - É por isso que nunca vou-me cansar de estar ao teu lado, para poder garantir a tua segurança. - voltou a mostrar o meu melhor sorriso e ficamos assim a ver o cair da noite, os pássaros irem as suas vidas, o sol a dar lugar a lua...


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