Capitulo 29 - Encontro atribulado
[Makenna]
A noite estava a ser agradável, a companhia óptima e a estadia por aqui a terminar. Tinha pena pois ia ficar com saudades destes dias em casa, estando perto das pessoas que tinham sido minha família enquanto humana, mesmo eu representando um perigo para eles.
Estava de tal modo pregada na casa que nem tinha dado conta pelo nascer do sol.
- Já é dia! - afirmei.
- Sim e tambem hora de partirmos. - disse ele com um sorriso nos lábios.
Ele adorava aventuras e conhecer novos espaços e como sendo sua namorada o iria acompanhar sempre. Levantei-me e ele seguiu-me no gesto, Estiquei os braços, estava com preguiça, e logo com o seu olhar efeitiçante convenceu-me a trilhar novo caminho. Corremos e caçamos antes de agarrar a nova aventura, no entanto ainda nao sabia qual seria o próximo destino, pois ele estava a fazer mistério com isso o tempo todo.
- Charles, diz-me para onde vamos? - parei ao fim de mais uns km do lugar onde tínhamos caçado.
- É surpresa! - nao gostava muito de ficar sem saber, para onde eu estava a ser levada. Eu confiava nele com todas as minhas forças, no entanto o problema tambem nao era esse, er que eu adorava dar a minha opinião e mostrar o meu agrado.
- Mak eu prometo que da próxima vez escolhes tu.
- Ai podes querer que sim. - ri-me de mim própria e ele tambem.
Voltamos a ficar sérios e a retomar o caminho que estava pendente devido as minhas insistentes perguntas.
(...)
Acabávamos de chegar a uma zona muito, mas muito branca e que a meu ver tambem muito fria. Agora ele nao tinha como fugir da resposta para a minha curiosidade. Olhei para ele com carinha de anjo, mas sedutora.
- Esta bom, agora tambem nao tenho forma de mentir.
- Nem tentes. - adverti, logo montando uma careta.
Cruzei os braços esperançosa.
- Estamos no Alasca e aquilo que estas a ver é pura neve. - fiquei deslumbrada a observar a floresta totalmente branca, ja nao lembrava ver neve desde o tempo de criança e talvez numa das raras viagens em família sim porque o meu pai e a minha mae, raramente tínhamos tempo para os filhos e para tirar férias.
Abaixei-me e peguei num punhado de neve e amandei ao Charles.
- Ei tu queres brincadeira! Espera lá que ja vais ver. - pegou num punhado de neve tambem e amandou para mim.
E tomamos este momento como uma diversão invulgar e quase infantil. Cai ao chão e em cima de mim de propósito para que eu nao o volta-se atacar com mais neve. Beijou os meus lábios e prendeu as minhas mãos.
- Isso nao é justo. - disse entre beijos de tirar a respiração, mas ele nao largava os meus pulsos, tentei lutar mais para conseguir sair, no entanto apenas, valeu para eu ficar por cima dele e sorrir.
- Ah pois, agora quem comanda sou eu. - disse entre risos.
Ele nao fornecia resistência alguma aos meus encantos, pelo contrário estava gostar e isso dava-me prazer. Entretanto a nossa diversão foi interrompida por uns barulhos muito estranhos, que nos obrigaram tomar nossas posições na defensiva.
Olho para o meu companheiro preocupada, no entanto ele tentava mostrar atravez do olhar tranquilidade e nada de ideias precipitadas, que nos levassem a ter problemas sérios, logo no primeiro dia.
Foi entao que surgiram quatro figuras muito esbeltes, das quais um homem e tres mulheres, sendo que uma delas era morena e as outras loiras, o homem tambem era moreno. Porem a figura deles era conhecida para mim, embora ja nao recorda-se de onde.
Uma das loiras chega frente e prenuncia-se.
- Quem sao vocês? O que querem deste lugar? São nomades? Aqui nao permitimos caça de humanos.
- Calma! - pediu o homem a loira, que mais parecia uma estérica.
Preparei-me para falar, mas Charles como sempre deu a cara por nós.
- Eu sou Charles e esta é a Makenna. Estamos aqui apenas de passagem, e respondendo a pergunta de a pouco, somos nomades. Nao se preocupem que nos nao temos qualquer tipo de intenção em assustar os humanos daqui e muito menos fazer deles nossa refeição. - dito isto fiquei espantada. - Viemos em paz! Nao queremos de modo algum causar problemas no vosso espaço.
Olhei para eles que agora pareciam mais tranquilos e aproximavam-se de nós calmamente. Charles por precaução deu-me a mao passando-me a segurança que eu precisava.
- Desculpem o modo rude da Tanya ao receber vos mas nao faz por mal é apenas por protecção de espaço. - desculpou-se o homem. - Ja agora recordo de voces...
- Pois eu tenho a mesma impressão, agora nao recordo de onde.
- Ja me lembro de Forks. - disse ele rapidamente.
- Ha claro! - respondeu Charles.
- Bom deixem que nos apresentemos, meu nome é Eleazar, esta é a Carmen minha esposa e estas duas jovens loiras, sao as nossas irmãs Tanya e Kate. - acenei com uma mao em prazer de os estar a conhecer.
- Sejam bem-vindos ao Alasca! - deu as boas vindas Carmen muito amavelmente depois aproximou-se mais de mim particularmente e deu-me um abraço meigo.
Meu deus como eles eram simpáticos, por momentos parecia que estava a rever a presença dos cullens.
- Venham! - disse Kate. - Vamos mostrar vos a nossa casa.
Caminhei atrás delas contente e curiosa por sinal para saber como era o espaço delas, se seria tao surpreendente quanto o dos cullens.
(...)
Entramos num espaço que dava acesso a uma grande vivenda bem luxuosa e fiquei um tempao a olhar, pois tudo parecia um sonho e nao uma realidade. Uma casa na neve era algo invulgar e mais sendo única num extenso perímetro.
- Por aqui ! - indicou Tanya.
Ja na entrada fiquei a espera que abrissem a porta, Charles achava tudo normal, tudo vulgar. Tambem qual era o homem que achava espanto a decorações e glamour? Nenhum...
- Esta é a nossa sala de visitas! Sintam-se a vontade, façam de conta que estao em vossa casa. - falou Carmen muito carinhosa e hospitaleira.
Nunca tinha visto nada igual em toda a minha vida, tudo isto parecida ter sido tirado de um conto de fadas, mistura de rústico com moderno, do antigo com o recente, retratos e quadros por todas as paredes claras e macias.
- Uau, que bela casa! Estao de parabéns.
- Na verdade, tudo isto que isto que vocês estao a ver tem um toque especial dos nossos amigos cullens.
- Bom gosto e requinte sao boas qualidades que muitos prezam.
- Sim é verdade. - sorri e aos poucos fui sentindo-me mais a vontade ainda.
Aqui ficaríamos por uma longa temporada, sendo que era hora de parar um pouco e descansar, começando aprender novas formas de ser feliz, junto do conforto e da boa companhia.
.jpg)
Comentários
Enviar um comentário
Comenta deixa aqui a tua opinião :)