Capitulo 20 - A doce Criança
Alice Robot
Uma meia hora depois de conversar com Jasper, reparei no silencio de morte que a casa continha. Passei pelo corredor de acesso a escadas, e nesse instante vi uma porta entre aberta, curiosa como era, espreitei e vi uma criança a dormir tao tranquila, tao inocente que tive logo vontade de entrar.
Entrei sorrateiramente, pois nao queria acorda-la do seu sonho inocente, sentei no fundo dos pés da cama, e fiquei por observar cada respiração sua, cada suspiro, cada mexida, tudo era tao natural e espontâneo, que eu pensei nunca existir para ver esse momento.
Tive vontade de o tocar, assim como tocava ao de leve no rosto simples de David, mas eu para essa criança, que via diante de meus olhos, era uma desconhecida e talvez perigosa, contudo o meu instinto insistia para comigo mesma, que eu era capaz de aproximar-me dele sem o assustar e sem o magoar.
Pouco a pouco fui levantando-me assim como aproximando a minha mao, quando ja estava a escassos centimentros do seu rosto, Luisy aparece, criando logo barulho e fazendo a criança acordar.
- Ai, desculpem, sou mesmo desastrada. - tentou dizer, vendo que o pequeno estava com os olhos abertos e assustado.
- Nao faz mal Luisy, acontece. - tentei tranquilizar.
- Mama?
Congelei nesse momento, estava sem saber o que fazer e como agir, pois a mulher das minhas memórias nao tinha qualquer contactos com crianças, entao sendo que era complicado para mim. Nao que a criança que estava aqui, nao fosse encantadora, porque era, no entanto era frágil e esse era o meu maior receio.
Entao fugindo ao medo, sai do quarto, tive claro estava, pena de o deixar, porem ficar mais tempo na sua frente, sem fazer nada nao era correcto, porque de certo a mulher que era tratada dessa forma nao era indiferente.
Desci as escadas, chegando ao ultimo degrau dou comigo a lembrar a palavra mama.
A minha reflexão foi interrompida com um abrir de porta e claro que tambem com uma conversa.
- Meu amor tu tens um jeito especial para as crianças.
- Oh sabes que eu tenho sempre um lado infantil guardado dentro de mim, que é dificil de esquecer, passe o tempo que passar.
- Oh claro como podia esquecer...
Ambos param a conversando ficando abismado com a minha presença como se eu fosse uma alma de outro mundo.
- Olá! - saudei sempre mantendo a educação.
- Ha so faltava mais esta !
Nao gostei do seu comentário torto e baixo.
- Alice ja estavas ai a muito? - perguntou Jasper educadamente.
- Sim.
A outra olhava para mim com cara de quem tem vontade de comer com os olhos. Sim claro que nao era novidade nenhuma, o facto de ela nao nutrir bons sentimentos sobre mim, eu via isso nos seus olhos grandes e falsos.
- A criança esta a chamar pela mae! - informei momentaneamente, lembrando que so podia ser ela a progenitora, sendo que a criança merecia coisa melhor.
- Eu vou ja. - ela disse, mas antes de seguir o seu caminho, olhou para mim e deixou um aviso. - Quero-te longe do meu filho. Estas a entender? LONGE!!!
Mantive-me no silencio, nao dando qualquer crédito, sendo que tinha formas simples de acabar com o seu teatro, no entanto uma verdadeira cobra, mordia sempre o seu proprio veneno e era assim que ia ser. Porque um mentiroso, acaba sempre caindo na sua mentira.
Alice Original
Passar aquela hora de almoço em casa da minha mae, tinha sido fantástica, Jasper estava cada vez mais dedicado ao seu papel de pai e eu sentia que esta mentira estava a dar cabo de mim. Eu tinha receio que alguem descobri-se ou que simplesmente abri-se a boca nesse sentido.
Eu confiava muito em Simao para perceber que jamais seria atraiçoada, porem aquela pessoa que mais me preocupava nesta hora, nao era nem mais nem menos que aquela maldita maquina, mas uma coisa era certa, se ela acaba-se com a minha vida, eu acabaria primeiro com a dela.
Tentei disfarçar o meu ar pensativo, quando vi que era hora de ir para casa e tudo o que neste momento nao queria eram perguntas exageradas do Jasper.
- Vamos meu amor?
Fui ate ele na sala e abaixei-me para dar um beijos em minhas lindas sobrinhas.
Renesmee estava tao crescida, Chelsea tao bonita, o seu loiro estava cada vez mais platinado que nem o da mae. Era de facto uma pena com o qual pudesse comparar o meu filho, pois ele nao era do meu sangue e muito menos do Jasper.
- Adeus crianças! - acenei e o meu marido pegou na minha mao.
Durante o caminho fui contando como tinha sido a sua experiência da brincadeira com as sobrinhas com as pequenas e no quanto tinham aprendido com elas, e claro via-se em seus olhos a grande vontade de partilhar as mesmas coisas com o filho.
- Ai Alice como é fantástico a volta de crianças... - sorri. - Como é bom partilhar alegrias, tristezas, lágrimas.
- É verdade, é tao gratificante. - parou e olhou nos meus olhos, como se estivesse a procura de uma resposta, e voltou a caminhar e a desviar o olhar.
- Esta tudo bem Jasper? - perguntei receosa.
- Esta sim.
- Nao parece, eu conheco-te muito bem para perceber que isso nao é verdade. - ele começou a rir.
Nao gostava quando ele começava a fazer brincadeira da minha cara séria.
- Pelos vistos, nao me conheces!
Nao estava a perceber ate onde ele queria chegar.
- O que estas a querer dizer com isso?
- Que nao conheces assim tao bem o meu lado de criança, nem eu o teu.
Ah fiquei tao aliviada de perceber que era apenas isso e nao aquela coisa que o toda a hora assaltava a minha mente deixando-me louca de medo.
- Ah é isso!
- Que mais podia ser? - perguntou curioso.
-Nada como é evidente.
Disfarcei, pois ja estava arrependida do desabafo.
Chegamos a porta e tirou a chave do bolso e como sempre deixava-a cair no chão, entretanto apanha-o e eu arranjei logo assunto para o momento.
- Meu amor tu tens um jeito especial para as crianças.
- Oh sabes que eu tenho sempre um lado infantil guardado dentro de mim, que é difícil de esquecer, passe o tempo que passar.
- Oh claro como podia esquecer...
Fiquei espantada a olhar para a criatura que estava na minha frente, ela tinha mesmo uma grande capacidade para acabar com a minha boa vontade.
- Olá! - saudou de uma forma ridícula.
- Ha so faltava mais esta ! - soltei um comentário, mas ao mesmo tempo consegui perceber nos seus olhos a soltara do seu recado.
- Alice ja estavas ai a muito? - perguntou o meu marido, como se ja adivinha-se a resposta.
- Sim.
Mantive o meu olhar pregando nela como fracas e agulhas num boneca, nao perdendo a vontade louca de acabar com ela.
- A criança esta a chamar pela mae!
Quando ela anunciou o auxilio de Simao fiquei perdida e cega de preocupação, pois queria esta monstruosidade longe da minha criança.
- Eu vou ja. - entao num impulso de ir para o lugar que devia estar, deixei um aviso prévio a ela. - Quero-te longe do meu filho. Estas a entender? LONGE!!!
Mantive-se no silencio, e para mim era assim que ela devia manter-se assim tinha vontade de permanecer nesta casa, pois tudo o que depende-se de mim, seria fácil.
Subi as escadas e fui ao quarto de Simao onde nao quis ficar mais longe, devido ao perigo que ele corria estando desprotegido.
Bati a porta e ouvi a sua voz trémula.
- Entra! - acenti e entrei mostrando um grande sorriso.
- Como te sentes meu querido?
Sentei ao seu lado, logo depois do fazer a pergunta.
- Bem, com algumas dores de cabeça, mas bem.
- Isso vai passar, sim? Tenho uma coisa para te contar.
Ele ficou curioso e com cara sorridente, pois sabendo que era coisa boa.
- O que?
- Hum... é surpresa.
Estava desejosa que Jasper mostra-se o grande menino que existia dentro dele, as verdadeiras virtudes que uma criança gosta de conhecer.
- Entao vou esperar pelo papa. - disse todo contente.
Dei-lhe um beijo na testa e desfrutamos um pouco mais da brincadeira de partilharmos o papel falso de mae e filho, que ate certo modo ja estava a evoluir muito bem.
(...)
Momentos mais tarde, sendo bem depois do meu banho relaxante, e estando arrolada na minha toalha, ouvi o telemóvel a tocar, inicialmente fico pela audição da musica mobilistica, mas depois nao resisto atender e antes do efeito ver quem tanta vontade tem de encomudar.
- Alo?
- Alo Alice!
Nao isto so podia ser uma brincadeira, ainda a poucas horas tinha falado com ela, o que será que ela tinha de tao mega importante, para encomudar, que nao me largava?
- O que queres Maria?
-Ai que forma tao antipática de tratares uma amiga, que so quer o teu bem.
Bem? (pensei).
Só podia estar a brincar comigo, Maria era tudo menos uma pessoa preocupada com bem estar dos outros.
- O que pena so queria dar-te uma noticia.
Fiquei curiosa.
- Uma noticia? Que noticia?
- Ahh agora interessa-te saber...
Detestava quando ela começava com o seu suspense todo, era bem irritante, ja para nao falar da sua voz.
- Podes falar o que tens logo, sem rodeios! - ja estava a ficar sem paciência.
- Bom o que tenho para contar-te é que ja cheguei a Olympia e daqui a uns dias vou fazer-te uma visitinha e quem sabe juntas nao podemos fazer umas comprinhas.
- Há é isso! Claro, mas agora tenho de desligar, depois combinamos.
- Certinho!
Desliguei o telemóvel e suspirei de alivio, pois acabava de livrar-me de uma melga.
Agora como se nao falta-se tinha outra chata a minha pena, e conhecendo bem como conhecia a menina Maria Whitlock, esta teria um preço para ficar longe.
David
A trabalhar mais um dia no jardim, cultivar as plantas e acima de tudo ver o continuo crescimento da minha linda rosa azul. Lembrando-me ao acaso de daquele assunto de haverem duas Alices e pensei em algo que de alguma forma fosse um chamariz a presença de ambas aqui, contudo por mais que pensa-se, nao encontrava nenhuma razão e isso complicava todo o meu plano de ver na minha frente as duas.
Chamar uma por uma nao ia nunca dar certo, e como era evidente nunca poderia tirar a minha duvida desse modo, ainda assim havia uma coisa que elas gostavam muito e esse era o ponto em comum que de algum modo marcava a diferença, as rosas.
A minha Alice gostava da rosa Azul, a outra da rosa Amarela, porem existiam outros novos pormenores ao qual tinha ainda de diferenciar e insistente como eu era, nao iria descansar nunca.
Alice Robot
Uma meia hora depois de conversar com Jasper, reparei no silencio de morte que a casa continha. Passei pelo corredor de acesso a escadas, e nesse instante vi uma porta entre aberta, curiosa como era, espreitei e vi uma criança a dormir tao tranquila, tao inocente que tive logo vontade de entrar.
Entrei sorrateiramente, pois nao queria acorda-la do seu sonho inocente, sentei no fundo dos pés da cama, e fiquei por observar cada respiração sua, cada suspiro, cada mexida, tudo era tao natural e espontâneo, que eu pensei nunca existir para ver esse momento. Tive vontade de o tocar, assim como tocava ao de leve no rosto simples de David, mas eu para essa criança, que via diante de meus olhos, era uma desconhecida e talvez perigosa, contudo o meu instinto insistia para comigo mesma, que eu era capaz de aproximar-me dele sem o assustar e sem o magoar.
Pouco a pouco fui levantando-me assim como aproximando a minha mao, quando ja estava a escassos centimentros do seu rosto, Luisy aparece, criando logo barulho e fazendo a criança acordar.
- Ai, desculpem, sou mesmo desastrada. - tentou dizer, vendo que o pequeno estava com os olhos abertos e assustado.
- Nao faz mal Luisy, acontece. - tentei tranquilizar.
- Mama?
Congelei nesse momento, estava sem saber o que fazer e como agir, pois a mulher das minhas memórias nao tinha qualquer contactos com crianças, entao sendo que era complicado para mim. Nao que a criança que estava aqui, nao fosse encantadora, porque era, no entanto era frágil e esse era o meu maior receio.
Entao fugindo ao medo, sai do quarto, tive claro estava, pena de o deixar, porem ficar mais tempo na sua frente, sem fazer nada nao era correcto, porque de certo a mulher que era tratada dessa forma nao era indiferente.
Desci as escadas, chegando ao ultimo degrau dou comigo a lembrar a palavra mama.
A minha reflexão foi interrompida com um abrir de porta e claro que tambem com uma conversa.
- Meu amor tu tens um jeito especial para as crianças.
- Oh sabes que eu tenho sempre um lado infantil guardado dentro de mim, que é dificil de esquecer, passe o tempo que passar.
- Oh claro como podia esquecer...
Ambos param a conversando ficando abismado com a minha presença como se eu fosse uma alma de outro mundo.
- Olá! - saudei sempre mantendo a educação.
- Ha so faltava mais esta !
Nao gostei do seu comentário torto e baixo.
- Alice ja estavas ai a muito? - perguntou Jasper educadamente.
- Sim.
A outra olhava para mim com cara de quem tem vontade de comer com os olhos. Sim claro que nao era novidade nenhuma, o facto de ela nao nutrir bons sentimentos sobre mim, eu via isso nos seus olhos grandes e falsos.
- A criança esta a chamar pela mae! - informei momentaneamente, lembrando que so podia ser ela a progenitora, sendo que a criança merecia coisa melhor.
- Eu vou ja. - ela disse, mas antes de seguir o seu caminho, olhou para mim e deixou um aviso. - Quero-te longe do meu filho. Estas a entender? LONGE!!!
Mantive-me no silencio, nao dando qualquer crédito, sendo que tinha formas simples de acabar com o seu teatro, no entanto uma verdadeira cobra, mordia sempre o seu proprio veneno e era assim que ia ser. Porque um mentiroso, acaba sempre caindo na sua mentira.
Alice Original
Passar aquela hora de almoço em casa da minha mae, tinha sido fantástica, Jasper estava cada vez mais dedicado ao seu papel de pai e eu sentia que esta mentira estava a dar cabo de mim. Eu tinha receio que alguem descobri-se ou que simplesmente abri-se a boca nesse sentido.
Eu confiava muito em Simao para perceber que jamais seria atraiçoada, porem aquela pessoa que mais me preocupava nesta hora, nao era nem mais nem menos que aquela maldita maquina, mas uma coisa era certa, se ela acaba-se com a minha vida, eu acabaria primeiro com a dela. Tentei disfarçar o meu ar pensativo, quando vi que era hora de ir para casa e tudo o que neste momento nao queria eram perguntas exageradas do Jasper.
- Vamos meu amor?
Fui ate ele na sala e abaixei-me para dar um beijos em minhas lindas sobrinhas.
Renesmee estava tao crescida, Chelsea tao bonita, o seu loiro estava cada vez mais platinado que nem o da mae. Era de facto uma pena com o qual pudesse comparar o meu filho, pois ele nao era do meu sangue e muito menos do Jasper.
- Adeus crianças! - acenei e o meu marido pegou na minha mao.
Durante o caminho fui contando como tinha sido a sua experiência da brincadeira com as sobrinhas com as pequenas e no quanto tinham aprendido com elas, e claro via-se em seus olhos a grande vontade de partilhar as mesmas coisas com o filho.
- Ai Alice como é fantástico a volta de crianças... - sorri. - Como é bom partilhar alegrias, tristezas, lágrimas.
- É verdade, é tao gratificante. - parou e olhou nos meus olhos, como se estivesse a procura de uma resposta, e voltou a caminhar e a desviar o olhar.
- Esta tudo bem Jasper? - perguntei receosa.
- Esta sim.
- Nao parece, eu conheco-te muito bem para perceber que isso nao é verdade. - ele começou a rir.
Nao gostava quando ele começava a fazer brincadeira da minha cara séria.
- Pelos vistos, nao me conheces!
Nao estava a perceber ate onde ele queria chegar.
- O que estas a querer dizer com isso?
- Que nao conheces assim tao bem o meu lado de criança, nem eu o teu.
Ah fiquei tao aliviada de perceber que era apenas isso e nao aquela coisa que o toda a hora assaltava a minha mente deixando-me louca de medo.
- Ah é isso!
- Que mais podia ser? - perguntou curioso.
-Nada como é evidente.
Disfarcei, pois ja estava arrependida do desabafo.
Chegamos a porta e tirou a chave do bolso e como sempre deixava-a cair no chão, entretanto apanha-o e eu arranjei logo assunto para o momento.
- Meu amor tu tens um jeito especial para as crianças.
- Oh sabes que eu tenho sempre um lado infantil guardado dentro de mim, que é difícil de esquecer, passe o tempo que passar.
- Oh claro como podia esquecer...
Fiquei espantada a olhar para a criatura que estava na minha frente, ela tinha mesmo uma grande capacidade para acabar com a minha boa vontade.
- Olá! - saudou de uma forma ridícula.
- Ha so faltava mais esta ! - soltei um comentário, mas ao mesmo tempo consegui perceber nos seus olhos a soltara do seu recado.
- Alice ja estavas ai a muito? - perguntou o meu marido, como se ja adivinha-se a resposta.
- Sim.
Mantive o meu olhar pregando nela como fracas e agulhas num boneca, nao perdendo a vontade louca de acabar com ela.
- A criança esta a chamar pela mae!
Quando ela anunciou o auxilio de Simao fiquei perdida e cega de preocupação, pois queria esta monstruosidade longe da minha criança.
- Eu vou ja. - entao num impulso de ir para o lugar que devia estar, deixei um aviso prévio a ela. - Quero-te longe do meu filho. Estas a entender? LONGE!!!
Mantive-se no silencio, e para mim era assim que ela devia manter-se assim tinha vontade de permanecer nesta casa, pois tudo o que depende-se de mim, seria fácil.
Subi as escadas e fui ao quarto de Simao onde nao quis ficar mais longe, devido ao perigo que ele corria estando desprotegido.
Bati a porta e ouvi a sua voz trémula.
- Entra! - acenti e entrei mostrando um grande sorriso.
- Como te sentes meu querido?
Sentei ao seu lado, logo depois do fazer a pergunta.
- Bem, com algumas dores de cabeça, mas bem.
- Isso vai passar, sim? Tenho uma coisa para te contar.
Ele ficou curioso e com cara sorridente, pois sabendo que era coisa boa.
- O que?
- Hum... é surpresa.
Estava desejosa que Jasper mostra-se o grande menino que existia dentro dele, as verdadeiras virtudes que uma criança gosta de conhecer.
- Entao vou esperar pelo papa. - disse todo contente.
Dei-lhe um beijo na testa e desfrutamos um pouco mais da brincadeira de partilharmos o papel falso de mae e filho, que ate certo modo ja estava a evoluir muito bem.
(...)
Momentos mais tarde, sendo bem depois do meu banho relaxante, e estando arrolada na minha toalha, ouvi o telemóvel a tocar, inicialmente fico pela audição da musica mobilistica, mas depois nao resisto atender e antes do efeito ver quem tanta vontade tem de encomudar.
- Alo?
- Alo Alice!
Nao isto so podia ser uma brincadeira, ainda a poucas horas tinha falado com ela, o que será que ela tinha de tao mega importante, para encomudar, que nao me largava?
- O que queres Maria?
-Ai que forma tao antipática de tratares uma amiga, que so quer o teu bem.
Bem? (pensei).
Só podia estar a brincar comigo, Maria era tudo menos uma pessoa preocupada com bem estar dos outros.
- O que pena so queria dar-te uma noticia.
Fiquei curiosa.
- Uma noticia? Que noticia?
- Ahh agora interessa-te saber...
Detestava quando ela começava com o seu suspense todo, era bem irritante, ja para nao falar da sua voz.
- Podes falar o que tens logo, sem rodeios! - ja estava a ficar sem paciência.
- Bom o que tenho para contar-te é que ja cheguei a Olympia e daqui a uns dias vou fazer-te uma visitinha e quem sabe juntas nao podemos fazer umas comprinhas.
- Há é isso! Claro, mas agora tenho de desligar, depois combinamos.
- Certinho!
Desliguei o telemóvel e suspirei de alivio, pois acabava de livrar-me de uma melga.
Agora como se nao falta-se tinha outra chata a minha pena, e conhecendo bem como conhecia a menina Maria Whitlock, esta teria um preço para ficar longe.
David
A trabalhar mais um dia no jardim, cultivar as plantas e acima de tudo ver o continuo crescimento da minha linda rosa azul. Lembrando-me ao acaso de daquele assunto de haverem duas Alices e pensei em algo que de alguma forma fosse um chamariz a presença de ambas aqui, contudo por mais que pensa-se, nao encontrava nenhuma razão e isso complicava todo o meu plano de ver na minha frente as duas.
Chamar uma por uma nao ia nunca dar certo, e como era evidente nunca poderia tirar a minha duvida desse modo, ainda assim havia uma coisa que elas gostavam muito e esse era o ponto em comum que de algum modo marcava a diferença, as rosas.
A minha Alice gostava da rosa Azul, a outra da rosa Amarela, porem existiam outros novos pormenores ao qual tinha ainda de diferenciar e insistente como eu era, nao iria descansar nunca.

Ixi realmente a coisa esá cada vez pior para o lado da alice, não?
ResponderEliminarSerá que a robô seria capaz de fazer algo ao menino mesmo??
Hum....
curiosa!!
Ao menino creio que não, mas a ela talvez, vontade não falta.
EliminarBeijinhos